quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Papel do sistema imunológico na doença de Parkinson

A revisão de paraquat da EPA de Trump ignora fortes ligações à doença de Parkinson

October 15, 2019 - Trump EPA’s Paraquat Review Ignores Strong Links to Parkinson’s Disease

"Agência considera reprovar pesticida letal proibido em grande parte do mundo (...)"

Mulher e doença de Parkinson

Oct 15, 2019 - Women and Parkinson’s Disease

"AUGUSTA, Geórgia (WJBF) - Embora o próprio Parkinson não seja fatal, as complicações da doença podem ser graves. O Parkinson afeta homens e mulheres de maneira diferente. Não há cura, mas é possível ter uma boa qualidade de vida. (...)"

Português com Parkinson cria raqueta e sagra-se vice-campeão mundial de ténis de mesa

"Fiz mais de 50 tentativas, mas finalmente consegui que mão e raqueta se fundissem", conta Damásio Caeiro que sagrou-se vice-campeão mundial de doentes com Parkinson nos EUA.

Damásio Caeiro sagrou-se vice-campeão mundial de doentes com Parkinson em ténis de mesa© Facebook Damásio Caeiro
16 Outubro 2019 — Damásio Caeiro fez mais de 50 tentativas para construir a raqueta ideal para jogar ténis de mesa e, quando conseguiu "que mão e raqueta se fundissem", sagrou-se vice-campeão mundial de doentes com Parkinson.

"Tinha muita dificuldade em pegar na raqueta, e decidi trabalhar na construção de uma própria. Fiz mais de 50 tentativas, mas finalmente consegui que mão e raqueta se fundissem", contou Damásio Caeiro à agência Lusa, admitindo a possibilidade de registar a patente.

Foi com a raqueta adaptada - feita em madeira de mogno, que, em vez de um cabo convencional, tem uma placa com orifícios para os dedos -, que no sábado se sagrou vice-campeão mundial, nos Estados Unidos.

No primeiro campeonato para doentes com Parkinson da Fundação da Federação Internacional de Ténis de Mesa (ITTF), Damásio Caeiro, de 57 anos, foi apenas derrotado por Holger Teppe, que descreveu como "um alemão bem mais jovem e com poucas manifestações da doença".

Damásio Caeiro jogava ténis de mesa regularmente "há mais de 30 anos" e continuou a jogar quando há seis anos lhe foi diagnosticada a doença de Parkinson, uma doença degenerativa e progressiva de áreas específicas do sistema nervoso central.

"Não consigo jogar como antigamente, porque a doença limita os movimentos, provoca rigidez muscular, diminui os reflexos e provoca falta de equilíbrio", afirma, lembrando, no entanto, que o ténis de mesa "ajuda a atrasar a evolução da doença".

Desempregado desde de que o Parkinson o impediu da conduzir e de exercer o trabalho de anos na distribuição de jornais e revistas, Damásio Caeiro joga ténis de mesa em duas associações -- Clube Desportivo da Costa do Estoril e Grupo Musical e Desportivo 31 de Janeiro de Manique de Baixo --e participa em provas do circuito nacional de ténis de mesa adaptado.

Para participar na competição da ITTF, que decorreu em Nova Iorque, fez angariações de fundos no Facebook e recorreu à ajuda de amigos.

"Precisei de cerca de 1.500 euros e a federação portuguesa limitou-se a ceder-me alguns equipamentos", afirmou, manifestando a esperança de voltar a participar na competição, que "no próximo deve disputar-se na Croácia". Fonte: Diário de Notícias.pt.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Anvisa adia decisão sobre aval a plantio de Cannabis para uso medicinal


15 de outubro de 2019 - Após quase três horas de discussões, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) adiou nesta terça-feira (15) a votação sobre a proposta que libera o plantio de Cannabis no país para pesquisa e produção de medicamentos.

A medida ocorreu após pedido de vista de dois diretores: Fernando Mendes e Antônio Barra Torres. O primeiro pediu mais prazo para análise da proposta que prevê normas para registro de medicamentos à base de Cannabis.

Já Barra, que assumiu o cargo em agosto após ser indicado pelo governo Jair Bolsonaro, pediu vistas da proposta que liberaria o cultivo da planta por empresas.

Em geral, o prazo de vista é de duas sessões. Diretores, porém, podem solicitar mais prazo, mediante justificativa. Na prática, não há data para o debate ser retomado.

O adiamento ocorreu após mais de três horas de debates nesta terça-feira (15). A decisão também ocorreu em meio a pressões do governo, que tem se posicionado contra a proposta.

Atualmente, o plantio de maconha é proibido no país. Desde 2006, no entanto, a lei 11.343 prevê a possibilidade de que a União autorize o plantio “para fins medicinais e científicos em local e prazo predeterminados e mediante fiscalização” – daí a tentativa da Anvisa em regular o tema.

Apresentada em junho, a proposta prevê que o aval ao plantio possa ser dado para empresas interessadas em pesquisa e produção de medicamentos, mediante cumprimento de regras de segurança.

Entre elas, está o cultivo em “casas de vegetação” fechadas e protegidas por sistema de dupla porta, com monitoramento por câmeras e acesso condicionado à biometria. O aval será condicionado à análise de antecedentes criminais de responsáveis técnicos.

A medida prevê ainda apresentação de planos de segurança para evitar desvios, inspeções periódicas e transporte de matéria-prima por meio de empresas especializadas. O cultivo doméstico permanece vetado.

Além das normas para plantio, a agência também avalia novas normas para acelerar a liberação de medicamentos à base da Cannabis.

A ideia é que haja possibilidade de aceitar estudos ainda em andamento, desde que já apresentem resultados positivos em tratamentos e haja um plano de gerenciamento de riscos.

Em outra frente, a agência propõe facilitar a entrada no mercado de produtos específicos à base da planta. Neste caso, empresas poderão notificar a agência para oferta de produtos, os quais não serão avaliados pela agência, mas monitorados no mercado.

A responsabilidade pela qualidade do produtos, assim, seria da empresa, usuário e do médico prescritor.

Segundo a Anvisa, essa nova norma deve ser aplicada para produtos industrializados que contenham predominantemente o canabidiol, componente da Cannabis conhecido por ter efeitos terapêuticos e por não “dar barato”. Será permitida, no entanto, que haja até 0,2% de THC, canabinóide que possui esse efeito. A composição é semelhante aos produtos hoje alvo da maioria dos pedidos de importação em outros países.

A proposta estabelece ainda que esses produtos tenham embalagem específica nas farmácias e façam parte de um sistema que permite a rastreabilidade da venda, da mesma forma que já ocorre para produtos controlados. A publicidade é vetada.

Desde 2015, a agência avalia pedidos de autorização para importação excepcional desses produtos por pacientes.

Nos últimos quatro anos, ao menos 7.785 pacientes tiveram esses pedidos autorizados. As doenças mais citadas nos laudos médicos são epilepsia, autismo, dor crônica, doença de Parkinson e transtornos ansiosos.

O custo alto, no entanto, faz com que muitos recorram ao cultivo clandestino ou a ações judiciais contra o SUS, o que levou a agência a apresentar a proposta.

Em voto de cerca de uma hora, o diretor-presidente da agência, William Dib, defendeu as medidas.

Emocionado, disse que há uma omissão do poder público para regulamentação da Cannabis para fins medicinais, o que, segundo ele, “afronta o direito constitucional à saúde”.

Em seguida, apontou o aumento no número de pedidos de importação e ações judiciais como justificativa para a proposta.

“Sem insumo não há pesquisa, e sem pesquisa não há avanço. Os números favorecem compreender que há uma demanda real de prescrição sobre esses produtos. Esse pleito não pode ser entendido como uma excepcionalidade”, disse.

O debate, porém, foi interrompido antes que outros diretores pudessem votar.

Parlamentares pressionam e familiares rebatem A audiência também foi marcada por embates entre parlamentares e apelos de representantes de pacientes.

Horas antes da reunião, uma faixa com a frase “Parem de perseguir familiares que cultivam Cannabis para produção de medicamentos” foi estendida em frente a sede da Anvisa, em Brasília.

A medida foi interpretada dentro da agência como um pedido das famílias para revisão das propostas, restritas à participação de empresas. E, também, como um apelo ao governo, que tem se declarado contra dar aval ao plantio no país e a favor apenas da importação de matéria-prima, como óleos a base de canabidiol. Fonte: Tá na Área.

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OCTOBER 15, 2019 - Investigators Testing CBD as Treatment for Parkinson Disease-Related Psychosis. Veja também aqui: Estudo testa se a pílula de maconha pode tratar o Mal de Parkinson.