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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Pacientes com Parkinson contarão com novos medicamentos no SUS

Sexta, 17 de Novembro de 2017 - As substâncias Rasagilina e Clozapina serão ofertadas para tratar a doença. Dados indicam que 200 mil pessoas sofrem com o Parkinson no país

O Ministério da Saúde atualizou o Protocolo de Tratamento para Parkinson. Entre as novidades terapêuticas está a indicação dos medicamentos Rasagilina (1mg) e Clozapina (25mg e 100 mg). A oferta dos fármacos tem como objetivo proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes com transtornos associados à doença, que afetam 200 mil pessoas no país.

A Rasagilina foi incorporada em agosto de 2017 e estará à disposição da população até o final de fevereiro nas unidades de saúde do país. O medicamento promove a melhora da evolução clínica dos pacientes que iniciaram o medicamento na fase inicial da doença. A Clozapina já era oferecida no SUS para tratamento de transtorno bipolar e esquizofrenia, e agora passa a ser ofertada também para controle de sintomas psicóticos das pessoas com Parkinson.

O investimento do Ministério da Saúde previsto para a disponibilização da rasagilina aos pacientes com doença de Parkinson é de cerca de R$ 16 milhões, em 2018, e da clozapina de R$1,91 milhão em 2018, o que resulta num total de R$ 17,91 milhões.

A oferta dos medicamentos, para o tratamento da doença, foi aprovada na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), atendendo pedido da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. A portaria que renovou o protocolo sobre Parkinson foi publicada no Diário Oficial da União do dia 9 de novembro.

A doença de Parkinson é neurodegenerativa, e, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), acomete 1% da população mundial, com idade superior a 65 anos. No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sofram com o problema. Além dos problemas motores mais conhecidos, várias manifestações não motoras podem surgir à medida que a doença progride, inclusive os sintomas psicóticos.

Os sintomas motores mais comuns são: tremor, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão na resposta) e alterações posturais. Entretanto, manifestações não motoras também podem ocorrer, como: comprometimento da memória, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo. A evolução dos sintomas é usualmente lenta, e variável em cada caso.

TRATAMENTO – O Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas sobre Parkinson foi criado em 2002, atualizado em 2010 e agora em 2017. O documento estabelece o tratamento multidisciplinar e apresenta os diversos sinais e sintomas da doença.

Para tratamento da doença de Parkinson, o SUS oferece ainda os procedimentos de implante de eletrodo e implante de gerador de pulsos, ambos para estimulação cerebral. Na lista de materiais especiais, também constam o conjunto de eletrodo e extensão, além do gerador para estimulação cerebral.

Atualmente, no Brasil há 27 estabelecimentos habilitados em Neurocirurgia Funcional Estereotáxica 105/008 (método minimamente invasivo de cirurgia cerebral) pelo Ministério da Saúde, sendo dois habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia e 25 habilitados como Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia.

O SUS já ofertava acesso a sete medicamentos para tratamento da doença: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Ainda existem outros três medicamentos (Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa), que são ofertados por meio do Programa Farmácia Popular. Esses medicamentos podem ser retirados com até 90% de desconto.

Por Carolina Valadares, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa – Ascom/MS
(61) 3315- 3533 / 3580
Fonte: Portalms.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

SUS incorpora novos medicamentos à lista de ofertas da rede pública

9 de novembro de 2017 - O Governo do Brasil incorporou para oferta gratuita do Sistema Único de Saúde (SUS) 17 novos medicamentos em 2017. A medida é essencial para que pacientes que estão em tratamento de doenças graves tenham acesso a remédios mais modernos e eficazes.

Entre os destaques está a inclusão do Trastuzumabe aos pacientes com câncer metastático de mama, em primeira linha de tratamento. Atualmente, são atendidos com o medicamento, no sistema público, 3.935 pacientes. O diagnóstico inicial é feito pelo exame de mamografia.

A substância Levetiracetam também passará a ser ofertada no tratamento de convulsões em pacientes com microcefalia.

Neste ano, Ministério da Saúde também anunciou a compra de um moderno medicamento para diabetes tipo 1. A partir do ano que vem, a insulina análoga será distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças. O remédio controla os níveis de glicemia no sangue, o que reduz os efeitos negativos da alta concentração da substância.

Foram incluídos, ainda, medicamentos para o tratamento de pacientes com esclerose múltipla (Fumarato de dimetila, Fingolimode e Teriflunomida), pessoas vivendo com HIV/Aids (Raltegravir e Etravirina) e remédios para populações sob maior risco de adquirir o vírus da imunodeficiência humana (Tenofovir e Entricitabina).

Pacientes com doença de Parkinson e doença de Crohn também foram beneficiados com as novas inclusões.

INCORPORAÇÃO
Hoje são 869 medicamentos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename, em que constam os medicamentos voltados ao atendimento de necessidades prioritárias do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2016, foram investidos R$ 15,9 bilhões para aquisição e distribuição de medicamentos, além de repasse de recursos a estados e municípios.

Para que um novo medicamento seja incorporado ao SUS, é preciso avaliação prévia da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sus (Conitec). O pedido para essa avaliação pode ser apresentado por qualquer cidadão.

Essa comissão avalia quais as melhores opções de tratamento, as mais eficazes, mais seguras e efetivas. A avaliação da Conitec é enviada ao Ministério da Saúde, que decide se incorporará ou não o remédio.

Além disso, os estados e municípios possuem autonomia para incluir na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) medicamentos que atendam às necessidades locais.

Confira a tabela de incorporação 2017

MEDICAMENTO

TRATAMENTO

Fumarato de dimetila

Da esclerose múltipla remitente recorrente após falha com betainterferona ou glatirâmer

Fingolimode

Da esclerose múltipla remitente recorrente após falha terapêutica com betainterferona ou glatirâmer

Teriflunomida

Primeira linha de tratamento da esclerose múltipla remitente recorrente

Raltegravir

Primeira linha de tratamento de pessoas vivendo com HIV/Aids

Tenofovir e Entricitabina

Tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC 300/200 mg) como profilaxia pré-exposição (PrEP) para populações sob maior risco de adquirir o vírus da imunodeficiência humana (HIV)

Etravirina

Antirretroviral etravirina 200 mg para o tratamento da infecção pelo HIV

Mesilato de rasagilina e levodopa

Mesilato de rasagilina em combinação com levodopa para o tratamento de pacientes com doença de Parkinson com complicações motoras

Levetiracetam

Terapia adjuvante em pacientes com epilepsia mioclônica juvenil resistentes à monoterapia

Laronidase

Terapia de reposição enzimática na mucopolissacaridose tipo I

Associação de sulfato de polimixina B 10.000 UI, sulfato de neomicina 3,5 mg/mL, fluocinolona acetonida 0,25 mg/mL e cloridrato de lidocaína 20 mg/mL

Medicamentos tópicos para Otite Externa Aguda

Levetiracetam

De convulsões em pacientes com microcefalia

Trastuzumabe

Do câncer de mama HER2-positivo metastático em primeira linha de tratamento

Insulinas análogas

De ação rápida para Diabetes Mellitus Tipo 1

Certolizumabe

Certolizumabe pegol(??) para o tratamento da doença de Crohn, de moderada a grave
Fonte: Mixvale.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Doença de Parkinson terá nova opção de tratamento no SUS

Quarta, 09 Agosto 2017 - Mesilato de rasagilina é aprovado pela CONITEC e Ministério da Saúde

A Teva, uma das principais empresas farmacêuticas do mundo, teve seu medicamento mesilato de rasagilina (Azilect®) aprovado pelo Ministério da Saúde e o atual protocolo de tratamento da Doença de Parkinson no Sistema Único de Saúde (SUS) será atualizado.

A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico que afeta o sistema motor causando tremores, rigidez, lentidão nos movimentos e alterações de equilíbrio. De caráter progressivo, crônico e degenerativo, a doença pode estar ainda associada a sintomas como alucinações e confusão, além de problemas no trato urinário e intestinal1. De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde, cerca de 200 mil pessoas sofrem com a doença no Brasil.

Mesilato de rasagilina auxilia no aumento e manutenção de níveis de dopamina no cérebro, substância química envolvida no controle do movimento, minimizando com isso os sintomas desta doença. O tratamento da Doença de Parkinson geralmente requer a associação de vários medicamentos ao longo da vida, dificultando com isso a aderência dos pacientes ao tratamento. O mesilato de rasagilina pode ser usado conjuntamente com a levodopa ou em monoterapia, e apresenta administração descomplicada com apenas um comprimido via oral ao dia.

Após a publicação no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 03 de agosto, com a decisão de incorporar o mesilato de rasagilina no SUS, o Ministério da Saúde terá 180 dias de prazo para disponibilizar o medicamento na rede pública, com isso estima-se que o medicamento esteja disponível aos pacientes em Fevereiro de 2018. A próxima etapa importante do processo contempla agora a atualização do Protocolo de tratamento da Doença de Parkinson na rede pública.

“O protocolo de Doença de Parkinson no SUS não era atualizado desde 2010 e a aprovação de mesilato de rasagilina pela CONITEC e Ministério da Saúde é, sem dúvida nenhuma, uma grande notícia para milhares de pessoas que vivem com esta doença no Brasil, pois permitirá o acesso a uma tecnologia inovadora e já consagrada no mundo todo”, afirma o diretor de acesso ao mercado e relações governamentais da Teva Brasil, André Vicente.

O principal foco de pesquisa da Teva está na identificação e desenvolvimento de soluções médicas para necessidades não atendidas. “A Teva oferece produtos para tratar pacientes com doenças neurológicas e neurodegenerativas em vários países do mundo e queremos que esses medicamentos também estejam disponíveis para os brasileiros”, diz o diretor médico da Teva Brasil, Dr. Tony Piha. Estão em andamento planos de ampliação do portfólio de produtos para incluir tratamentos para distúrbios do movimento, soluções inovadoras em cefaléia, enxaqueca, e outros distúrbios. Fonte: Segs.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Nova chave enzimática para melhorar o tratamento da doença de Parkinson

May 31, 2017 - Os cientistas descobriram uma nova enzima que fará uma droga usada para tratar a doença de Parkinson mais barata e mais rápida de produzir.

Pesquisadores das Universidades de Manchester e York encontraram a enzima em Aspergillus oryzae, um tipo de fungo usado para fazer molho de soja. A descoberta, "Uma aminase redutora de Aspergillus oryzae" foi publicada na Nature Chemistry.

O maior impacto da enzima pode ser em uma classe de medicamentos chamados inibidores da monoamina oxidase (MAO). Um desses exemplos desse tipo de droga é Rasagilina. Rasagilina ajuda os portadores de Parkinson, aumentando a substância no cérebro que afeta a função motora.
Essas substâncias ajudam a reduzir os tremores involuntários associados à condição. O medicamento funciona em Parkinson precoce e avançado e é especialmente útil para lidar com sintomas não motores da condição, como fadiga.

A equipe, liderada pelo professor Nick Turner, professor de Biologia Química do Manchester Institute of Biotechnology (MIB), identificou um novo biocatalisador (RedAm) que acelera um processo chamado aminação redutora.

A aminação de redução é um dos métodos mais importantes para a síntese de aminas quiras, que são importantes elementos químicos na produção de produtos farmacêuticos.

A descoberta de RedAms significa rotas mais eficientes para síntese de amina quiral, incluindo medicamentos como Rasagilina. A aplicação do RedAms resultará em uma redução dramática no tempo necessário para a síntese, o que também terá um impacto positivo nos custos e na mão de obra necessária para produzir aminas quiras.

Uma análise recente das drogas aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) da América descobriu que aproximadamente 40 por cento das novas entidades químicas (NCEs) contêm um ou mais blocos de construção de amina quiral. Isso significa que esta nova enzima também pode ser fundamental para melhorar o fabrico de inúmeros outros medicamentos no mercado que tratam várias condições.

Atualmente não há cura para o Parkinson, mas há uma gama de tratamentos para controlar os sintomas. No entanto, medicamentos como Rasagilina são o principal tratamento para Parkinson. Toda hora, alguém no Reino Unido é informado de que eles têm Parkinson. Uma pessoa em cada 500 tem Parkinson. Isso é cerca de 127.000 pessoas no Reino Unido.

O professor Nick Turner disse: "Esta é uma descoberta muito emocionante, tanto da perspectiva química quanto farmacêutica. É a primeira enzima desse tipo que tem essas propriedades e tem potencial para melhorar a produção deste e de outras drogas importantes. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Phys.

terça-feira, 7 de março de 2017

O declínio de Parkinson diminuiu com os inibidores prolongados da MAO-B

Os ensaios clínicos dos inibidores da MAO-B tiveram resultados mistos em afetar a condição dos pacientes, mas os pesquisadores descobriram em uma análise retrospectiva dos dados que o tratamento a longo prazo foi eficaz.

March 6, 2017 - Pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida descobriram em uma análise retrospectiva de dados de ensaios clínicos que o uso de longo prazo de inibidores da monoamina oxidase tipo B, ou MAO-B, retarda o declínio clínico de pacientes com doença de Parkinson.

Estudos anteriores demonstraram que os inibidores da MAO-B produzem efeitos neuroprotetores na cultura celular e em estudos animais da doença de Parkinson, mas os ensaios clínicos mostraram resultados mistos e pareciam não ter um efeito significativo nos sintomas da doença de Parkinson.

Uma pesquisa secundária do ensaio clínico NET-PD-LS1 - um estudo multicêntrico, duplo cego, controlado por placebo de 1.741 participantes com doença de Parkinson precoce de março de 2007 a julho de 2013 - foi conduzida por pesquisadores.

Aproximadamente 784 dos participantes de NET-PD-LS1 receberam um inibidor de MAO-B e foram avaliados utilizando o Resultado Global, permitindo aos investigadores considerar uma combinação de cinco medições de alteração das medidas de base de cada participante.

A nova análise revelou uma ligação significativa entre o uso mais prolongado de inibidores da MAO-B e o declínio clínico mais lento entre os pacientes de Parkinson, relatam os pesquisadores.

"Os primeiros ensaios com o objetivo de avaliar os potenciais efeitos modificadores da doença dos inibidores da MAO-B infelizmente sofreram efeitos motores confusos ou produziram resultados conflitantes", disse o Dr. Robert Hauser, do Departamento de Neurologia, Farmacologia Molecular e Fisiologia da Universidade do Sul da Flórida, Disse em um comunicado de imprensa. "Nosso estudo sugere que não devemos desistir sobre os potenciais benefícios a longo prazo dos inibidores da MAO-B. Um ensaio definitivo, rigoroso, a longo prazo deve ser fortemente considerado".

O estudo foi publicado no Journal of Parkinson's Disease. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: UPI.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Médicos discutem o uso da rasagilina no tratamento do Parkinson

Encontro Nacional de Distúrbios do Movimento, promovido pelo GERIN com o apoio da Teva Farmacêutica, reúne especialistas para debater as enfermidades neurológicas relacionadas ao movimento.

Segunda, 31 Outubro 2016 - A doença de Parkinson e outras enfermidades que provocam alterações no movimento são o foco do 10º Encontro Nacional de Distúrbios do Movimento, promovido pelo Grupo de Estudos de Reciclagem e Investigação em Neurologia (GERIN) com o apoio da Teva Farmacêutica, que ocorrerá em Natal, de 3 a 5 de novembro. Atualmente, o Parkinsoniano conta com diferentes estratégias terapêuticas para controlar os sintomas, entre elas, a rasagilina, que chegou recentemente ao Brasil com o nome comercial de Azilect®.

A Dr.a Mônica Santoro Haddad comandará o painel para discutir os “Aspectos práticos da rasagilina nos sintomas motores e não motores da Doença de Parkinson”. O medicamento melhora a qualidade de vida do Parkinsoniano ao promover maior controle motor durante o dia e a noite, com segurança e boa tolerabilidade em todas as fases da doença de Parkinson1,2,3,4, permitindo ao paciente manter por mais tempo a autonomia em suas atividades diárias.

Os estudos PRESTO5 e LARGO6 comprovaram que a rasagilina usada em conjunto com a levodopa diminui as dificuldades motoras dos Parkinsonianos. O estudo LARGO demonstrou que a rasagilina reduz o tempo “off” (intervalo em que termina o efeito da levodopa e os sintomas voltam a aparecer) em 1 hora, sem aumento das discinesias incômodas (movimentos anormais). Este estudo também comprovou uma melhora significativa no “freezing” ou congelamento de marcha e na instabilidade postural (sintomas incapacitantes que afetam mais de 50% dos pacientes). Um terceiro estudo, denominado TEMPO7, concluiu que rasagilina é eficaz como tratamento único inicial em pacientes com Parkinson.

“A rasagilina, vendida no Brasil com o nome comercial de Azilect, demonstra como a empresa está focada na área de neurociências e no compromisso de oferecer tratamentos avançados para as doenças neurológicas”, conta o gerente geral da Teva no Brasil, Nicolás Lódola.

A doença

O Parkinson é a segunda enfermidade neurológica crônica mais comum em adultos, após a doença de Alzheimer. Além de crônica e progressiva, a doença ainda não tem cura e é causada principalmente pela queda dos níveis de dopamina no cérebro, ao longo do tempo. Existem cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com Parkinson, de acordo com a ONU. Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, há a previsão de que esse número dobre até 2040. No Brasil, estima-se que 250 mil pessoas tenham a doença.

Embora, tradicionalmente, a doença seja associada com sintomas motores (como tremores, rigidez, lentidão do movimento, desequilíbrio, andar arrastado ou perda de expressão facial), também ocorrem sintomas não motores, tais como depressão, dor, disfunção cognitiva e desordens de sono. Atualmente, o paciente conta com diferentes estratégias terapêuticas para controlar os sintomas.

Sobre o mesilato de rasagilina

O mesilato de rasagilina mostrou-se eficaz em controlar os sintomas da enfermidade. Administrado em uma dose única diária, o medicamento é indicado para o tratamento de pacientes com diagnóstico da doença de Parkinson. Aproximadamente, 1,6 milhão de pacientes/ano usam o medicamento8. Azilect já foi aprovado em 55 países9.

Sobre a Teva

A Teva Farmacêutica é líder global no setor farmacêutico e oferece soluções com alta qualidade voltadas para a melhora da qualidade de vida. Com sede em Israel, a Teva é o maior produtor de medicamentos genéricos do mundo, aproveitando um portfólio com mais de 1.000 moléculas para produzir uma ampla gama de produtos genéricos para quase todas as áreas terapêuticas. Além disso, a Teva tem uma posição de liderança mundial em tratamentos inovadores para doenças do sistema nervoso central, incluindo a dor, bem como um forte portfólio de produtos para a área respiratória. A divisão de pesquisa e desenvolvimento da Teva integra medicamentos genéricos e de marca, criando novas formas de abordagem para as diferentes necessidades dos pacientes combinando o desenvolvimento de novas drogas com dispositivos, serviços e tecnologias. No Brasil, desde 2006, oferece produtos para Saúde Feminina, Oncologia, Área Respiratória, Neurologia, Hematologia e Infectologia. A receita líquida global da Teva totalizou US$ 6,17 bilhões em 2015. Fonte: Segs.

É de se questionar a isenção da matéria, que muito provavelmente seja paga (veja o apoio do laboratório). As vantagens da rasagilina sobre a selegilina não parecem ser tão evidentes assim. Porque razão ainda não consta do rol do Ministério da Saúde em substituição à selegilina?

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Mudar de selegilina a rasagilina é benéfico em pacientes com doença de Parkinson

2013 - O objetivo deste estudo é demonstrar que a aplicação de rasagilina em vez de selegilina com determinação concomitante de L-anfetamina e L-metanfetamina no plasma é segura e bem tolerada e influência o dormir, o humor e comportamento motor em pacientes com doença de Parkinson em um regime de terapia medicamentosa. 30 pacientes, que tomaram 7,5 mg selegilina diariamente por pelo menos 3 meses, foram transferidos para 1 mg rasagilina. Em seguida, eles foram seguidos ao longo de um intervalo de 4 meses. A terapia medicamentosa restante permaneceu estável. Esta mudança foi segura e bem tolerada. L-anfetamina e L-metanfetamina só apareceram durante o tratamento com selegilina. Comportamento motor, complicações motoras, o humor e o sono melhoraram durante a administração rasagilina. Derivados da anfetamina-como a selegilina poderiam contribuir para os distúrbios do sono, que podem estar envolvidos na degradação do humor. Comportamento motor e complicações motoras provavelmente tornaram-se melhores devido ao receptor de glutamato adicional antagonizar propriedades da rasagilina neste estudo aberto. Fonte: Epistemonikos.

O problema é que a rasagilina (marca comercial Azilect) não consta do obsoleto rol de medicamentos fornecidos gratuitamento pelo Ministério da Saúde, através do SUS.

O tratamento precoce com rasagilina (Azilect) para Parkinson melhor

January 27, 2009 - Há esperança de que a droga rasagilina possa fazer o que nenhum outro medicamento para a doença de Parkinson agora faz - retardar a progressão de uma doença cerebral degenerativa que eventualmente devastadora que rouba das pessoas sua capacidade de movimento e função.

Agora um novo estudo olha para os efeitos a longo prazo de rasagilina (Azilect) em pacientes recém-diagnosticados e indica que pessoas que começaram a droga anteriormente continuaram a viver melhor do que aqueles para quem o tratamento foi adiado seis meses. O estudo "resultado a longo prazo do tratamento precoce versus tardio da Rasagilina para Doença de Parkinson inicial" foi recentemente publicado na versão on line adiantada do jornal Distúrbios do Movimento.

"Os pacientes que receberam direto rasagilina desde o início ao invés de depois de um atraso de seis meses tiveram menos progressão dos sinais e sintomas clínicos da doença de Parkinson que interferem com as atividades da vida diária como comer, andar e vestir," disse o autor principal do estudo Robert A. Hauser, MD, diretor da Universidade de South Florida de Doença de Parkinson e do Centro de Distúrbios do Movimento. "Esta é potencialmente consistente com a desaceleração da progressão da doença subjacente, embora outros possíveis mecanismos também precisam ser considerados."

O estudo, patrocinado pela Teva Pharmaceutical Industries Ltd. (Israel), Teva Neurociência, Inc. (EUA) e H. Lundbeck A / S (Dinamarca), foi um longo prazo de extensão de rótulo aberto do estudo multicêntrico "TVP-1012 (rasagilina) em monoterapia precoce para a doença de Parkinson estudo de Ambulatório", conhecido como TEMPO. Em TEMPO, mais de 400 pacientes não tratados com doença de Parkinson inicial foram aleatoriamente designados para rasagilina por um ano (1 mg por dia ou 2 mg por dia) ou placebo durante seis meses seguidos de rasagilina por seis meses (2 mg por dia). No final de um ano, os doentes com rasagilina desde o início se saíram melhores medidos pela Avaliação por Escala Unificada para Doença de Parkinson. Eles experimentaram menos agravamento dos sintomas motores, como rigidez e tremor, e tiveram menos problemas com as atividades da vida diária do que os pacientes que começaram a rasagilina seis meses depois.

O estudo de extensão de rótulo aberto acompanhou mais de 300 pacientes do estudo TEMPO para até 6,5 anos. Neste estudo de extensão, todos os pacientes continuaram a rasagilina (1 mg. Diária) e poderiam levar outros medicamentos da doença de Parkinson, conforme necessário. Os pesquisadores descobriram que aqueles que começaram a rasagilina direto desde o início do estudo TEMPO continuaram a sair-se melhores do que os pacientes no grupo de start tardio. Ao longo de todo o estudo, o grupo inicial de arranque tiveram progressão de 16 por cento menos dos sinais e sintomas da doença de Parkinson, e este maior benefício clínico foi observado mesmo quando os pacientes receberam medicação convencional da doença de Parkinson, além de rasagilina. Rasagilina parecia ser bem tolerada neste estudo a longo prazo.

Se os resultados clínicos do estudo TEMPO e extensão realizarem-se sob uma análise mais aprofundada, isso pode indicar que o início precoce da rasagilina confere um efeito protetor contra a progressão da doença, o Dr. Hauser disse. "Se este for o caso, ela reforça a importância de indivíduos serem diagnosticados e tratados o mais rapidamente possível."

Os autores do estudo apontam que o início precoce de qualquer droga para aliviar os sintomas da doença de Parkinson pode levar a um melhor resultado clínico em relação à administração adiada - algo que será esclarecido quando estudos de de início mais atrasados forem realizados com outros medicamentos de Parkinson. Fonte: News Medical.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

DNA mostra como as pessoas com Parkinson podem responder ao tratamento

Jul 20, 2016 - DNA ampliado
Cientistas do cérebro encontraram marcadores genéticos que podem ajudar a prever como uma pessoa irá responder a uma droga usada para tratar sintomas da doença de Parkinson.

"Nós encontramos duas variantes genéticas que se presente em uma pessoa com doença de Parkinson vai significar uma maior melhora em seus sintomas durante as fases iniciais da doença, quando tratados com uma droga anti-Parkinsoniana comum chamada rasagilina," diz o Dr. Mario Masellis, pesquisador l[ider do novo estudo e neurologista do Sunnybrook. "Essas descobertas podem levar a uma terapia personalizada para pacientes."

Doença de Parkinson (DP) é a segunda perturbação neurodegenerativa mais comum depois da doença de Alzheimer, e não há nenhuma cura. "Contamos com drogas que tratam os sintomas para ajudar os pacientes a controlar a doença da melhor maneira possível, mas as drogas não funcionam sempre da mesma maneira para todos", acrescenta Masellis, também um professor assistente na Universidade de Toronto.

Com DP, o cérebro pára gradualmente a produção de dopamina: um neurotransmissor que ajuda a regular os movimentos. Pessoas com deficiência de dopamina podem experimentar tremores, inclinando-se ou arrastando os pés quando eles andam, e tem dificuldades com as habilidades motoras finas, como abotoar uma camisa ou abrir um frasco.

Os sintomas da doença são tratados com drogas de substituição de dopamina ou inibidores enzimáticos, como a rasagilina, que ajudam a impedir o colapso da dopamina no cérebro. Mas quão bem a droga funciona irá variar para cada pessoa, de acordo com estudos clínicos anteriores.

No maior estudo de farmacogenético de seu tipo na doença de Parkinson realizado até à data, os investigadores analisaram trechos de DNA em 692 pacientes. Eles compararam variações genéticas com mudanças na pontuação Unified Disease Rating Scale de Parkinson (UPDRS), que leva em conta os sintomas motores, o funcionamento mental e humor. Embora a maioria dos pacientes beneficiaram-se com o fármaco, os resultados mostraram que os pacientes com rasagilina com as variações genéticas identificadas experimentaram uma melhoria significativamente maior no seu motor e sintomas mentais em 12 semanas de tratamento com a droga em comparação com o grupo placebo e aqueles sem a variaçãogenética.

Masellis enfatiza que é necessária mais investigação, mas diz que as associações genéticas são encorajadoras. "Farmacogenética e, mais amplamente, a medicina personalizada são avenidas emocionantes para prosseguir no tratamento da DP, com a intenção de, eventualmente, desenvolver testes point-of-care clinicamente úteis que podem identificar respondedores de não-respondedores e aqueles com risco de reações adversas a medicamentos", ele diz.

O estudo foi feito em colaboração com outros investigadores da Universidade de Toronto: Dr. Anthony Lang na University Health Network, e as Dras. James Kennedy e Jo Knight no Centro de Dependência e Saúde Mental. Foi publicado na edição de julho 2016 da revista de Neurologia Brain. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Sunnybrook.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Novo tratamento para Parkinson possibilita a autonomia do paciente

Medicamento chega para ajudar os 250 mil brasileiros diagnosticados com a doença a terem melhor controle dos sintomas motores relacionados à doença

23/5/2016 - A Teva, líder global no setor farmacêutico com longa tradição em pesquisa e desenvolvimento, traz ao mercado brasileiro uma inovação para o tratamento da doença de Parkinson. O mesilato de rasagilina melhora a qualidade de vida do paciente ao promover maior controle motor durante dia e noite, com segurança e boa tolerabilidade em todas as fases da Doença de Parkinson1,2,3,4, permitindo ao paciente manter por mais tempo a autonomia em suas atividades diárias. O Parkinson é a segunda enfermidade neurológica crônica mais comum em adultos, após a doença de Alzheimer.

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Além de crônica e progressiva, a doença ainda não tem cura e é causada principalmente pela queda dos níveis de dopamina no cérebro ao longo do tempo. Existem cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com Parkinson, de acordo com a ONU. Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, há a previsão que esse número dobre até 2040. No Brasil, estima-se que 250 mil pessoas tenham a doença.

Embora, tradicionalmente, a doença seja associada com sintomas motores (como tremores, rigidez, lentidão do movimento, desequilíbrio, andar arrastado ou perda de expressão facial), também ocorrerem sintomas não motores, tais como depressão, dor, disfunção cognitiva e desordens de sono. Atualmente, o paciente conta com diferentes estratégias terapêuticas para controlar os sintomas.

Comprovação científica

“A rasagilina é um inibidor da MAO que pode ser usado na fase inicial da doença de Parkinson como monoterapia ou quando surgem as flutuações motoras, como o fenômeno de wearing off, quando o paciente relata que necessita antecipar a próxima dose da medicação por que ocorre a diminuição do efeito da mesma” explica a neurologista da Universidade Federal de São Paulo, Roberta Arb Saba.

Os estudos PRESTO5 e LARGO6 comprovaram que a rasagilina usada em conjunto com a levodopa diminui as dificuldades motoras dos Parkinsonianos. O estudo LARGO com 687 pacientes demonstrou que a rasagilina reduziu o tempo “off” (intervalo em que termina o efeito do levodopa e os sintomas voltam a aparecer) em uma hora, sem aumentar os movimentos anormais conhecidos como discinesias. Esse estudo também comprovou uma melhora significativa no congelamento de marcha e instabilidade postural (sintoma incapacitante que afeta mais de 50% dos pacientes). “Esses resultados mostram que o tratamento com a rasagilina pode trazer benefício aos pacientes que apresentam flutuações motoras”, continua Roberta Saba. Já o estudo PRESTO envolveu 472 pacientes e demostrou que a rasagilina aumentou o período de “on”.

Um terceiro estudo, denominado TEMPO7, com 404 indivíduos, concluiu que rasagilina é eficaz como tratamento único inicial em pacientes com Parkinson. Os pacientes foram acompanhados por seis anos e quase metade dos pacientes (47%) permaneceu com os sintomas controlados apenas tomando a rasagilina. “Essa pesquisa demonstrou que a rasagilina melhora a função motora, principalmente em relação a tremores e a lentidão dos movimentos, o que resulta em mais autonomia nas atividades comuns diárias dos pacientes”, explica a professora de Neurologia.

“A rasagilina, vendida no Brasil com o nome comercial de Azilect, demonstra como a empresa está focada na área de neurociências e no seu compromisso em oferecer tratamentos avançados para as doenças neurológicas. Esse medicamento, assim como todo portfólio da Teva é focado na melhoria do bem-estar dos pacientes e é mais um aliado para ajudar quem sofre com o Parkinson a ter um controle motor maior, mesmo durante a noite”, conta o gerente geral da Teva no Brasil, Nicolás Lódola. Fonte: Notícias ao Minuto.

Minha experiência com Rasagilina: Tomei por 2 meses Menuix. Não senti melhoras e, ao ler a bula, me horrorizei com as interações medicamentosas, particularmente com relaxantes musculares em geral. Parei. Não adianta dourar a pílula. Se é tão bom, tão melhor que a selegilina, porque o Ministério da Saúde não passa a dispensá-la gratuitamente em lugar daquela?