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quinta-feira, 21 de março de 2019

Descoberta de biomarcadores voláteis da doença de Parkinson no sebo

March 20, 2019 - Sinopse
O sebo da parte superior das costas, analisado usando um espectrômetro de massa hifenizado em uma porta de odor, revela um volatilome único associado ao cheiro da doença de Parkinson (DP), útil para diagnosticar a DP de forma não invasiva.

Resumo
A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa progressiva que apresenta sintomas motores significativos, para os quais não há teste químico de diagnóstico. Nós identificamos acidentalmente um indivíduo hiperósmico, uma “Super Smeller” que pode detectar DP apenas por odor, e nossos primeiros estudos prévios indicaram que o odor estava presente no sebo da pele de indivíduos com DP. Aqui, empregamos uma abordagem imparcial para investigar os metabólitos voláteis de amostras de sebo obtidos de forma não invasiva da parte superior das costas de 64 participantes no total (21 controles e 43 indivíduos com DP). Nossos resultados, validados por uma coorte independente (n = 31), identificaram uma assinatura distinta associada a voláteis de DP, incluindo níveis alterados de aldeído perílico e eicosano, cujo cheiro foi então descrito como sendo altamente similar ao odor da DP por nosso "Super Smeller". (segue…) Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: ACS Central Science.

"N.T.: é o efeito Joy Milne"

quarta-feira, 20 de março de 2019

Teste do cheiro de Parkinson explicado pela ciência

Joy trabalhou com a Universidade de Manchester por três anos
Assunto postado neste blog em 18/12/2017.

20 March 2019 - Uma mulher escocesa que surpreendeu os médicos com sua capacidade de detectar a doença de Parkinson por meio do cheiro ajudou os cientistas a descobrirem o que causa o odor.

Pesquisadores em Manchester disseram que identificaram as moléculas na pele ligadas ao cheiro e esperam que isso possa levar à detecção precoce.

O estudo foi inspirado por Joy Milne, uma enfermeira aposentada de 68 anos de Perth.

Ela notou pela primeira vez o cheiro "almiscarado" em seu marido Les, que anos depois foi diagnosticado com doença de Parkinson.

Joy, que trabalhou com a Universidade de Manchester na pesquisa por três anos, foi nomeada em um artigo que está sendo publicado na revista ACS Central Science.

Ela também se tornou professora honorária na universidade por causa de seus esforços para ajudar a identificar o cheiro revelador.

A pesquisa revelou que vários compostos, especialmente ácido hipúrico, eicosano e octadecanal, foram encontrados em concentrações mais altas do que as usuais na pele de pacientes com Parkinson.

Eles estão contidos no sebo - a secreção oleosa que reveste a pele de todo mundo, mas que muitas vezes é produzida em maior quantidade por pessoas com Parkinson, tornando-as mais propensas a desenvolver uma queixa de pele chamada dermatite seborreica.

A professora Perdita Barran, da escola de química da Universidade de Manchester, disse à BBC Scotland: "O que descobrimos são alguns compostos que estão mais presentes em pessoas que têm a doença de Parkinson e a razão pela qual as descobrimos é porque Joy Milne podia sentir a diferença.

"Ela podia sentir o cheiro de pessoas que tiveram a doença de Parkinson.

"Então, nós projetamos alguns experimentos para imitar o que Joy faz, para usar um espectrômetro de massa para fazer o que Joy pode fazer quando ela cheira essas coisas em pessoas com Parkinson."

Uma em cada 500 pessoas no Reino Unido tem Parkinson e isso aumenta para cerca de um em 100 entre os maiores de 60 anos.

Pode deixá-los lutando para andar, falar e dormir.

Atualmente, não há cura e nenhum teste definitivo para a doença, com os médicos diagnosticando os pacientes observando os sintomas.

A professora Barran disse que espera que os "biomarcadores voláteis" que eles identificaram possam levar a um simples teste de detecção precoce da doença, como limpar o pescoço de uma pessoa com um cotonete e testar as moléculas.

Ela disse: "O que podemos esperar é que possamos diagnosticar as pessoas mais cedo, antes que os sintomas motores cheguem, que haverá tratamentos que podem prevenir a disseminação da doença. Então, essa é realmente a grande ambição".

O marido de Joy, Les, que morreu em 2015, foi informado de que tinha Parkinson aos 45 anos, mas Joy disse que detectou o cheiro almiscarado incomum cerca de uma década antes.

A enfermeira aposentada só ligou o odor à doença depois de conhecer pessoas com o mesmo cheiro característico em um grupo de apoio do Parkinson no Reino Unido.

Ela disse à BBC que não saber que Les tinha Parkinson colocou sua família em uma "espiral negativa".

"E se nós soubéssemos?", Ela disse

"Isso teria mudado as coisas dramaticamente.

"O fato de que ele se tornou retraído, reservado, ele tinha crises de depressão e alterações de humor, se eu tivesse entendido o que estava acontecendo, teria mudado nossa visão total da vida." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: BBC, com fotos. Veja também aqui: A 'Super Smeller' Sniffed Parkinson's Disease Before Symptoms Even Appeared, e aqui: Discovery of Volatile Biomarkers of Parkinson’s Disease from Sebum.


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Mulher que sente 'cheiro' de Parkinson pode ajudar ciência em novo teste para doença

Olfato poderoso de Joy pode ajudar milhares de pessoas que têm ou que terão Parkinson

18/12/2017 - A escocesa Joy Milne, de 57 anos, faz parte de um grupo seleto da população com uma capacidade acima do normal de sentir e identificar cheiros. "Estou em algum lugar entre o cachorro e o ser humano. Tenho um olfato melhor que a maior parte dos seres humanos", diz ela.

E esse olfato poderoso pode ajudar milhares de pessoas que têm ou terão mal de Parkinson - doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central e que pode causar tremores em repouso, rigidez dos músculos, dificuldade em manter o equilíbrio e lentidão dos movimentos voluntários.

Joy é capaz de sentir o cheiro do Parkinson. O marido dela, Les, foi diagnosticado com a doença quando tinha 45 anos. Mas Joy percebeu que havia algo errado dez anos antes.

"Meu marido era médico e eu, enfermeira. Eu sentia um cheiro estranho quando ele estava por perto. E isso causava um pouco de atrito, porque eu dizia que ele não estava escovando os dentes, que não estava tomando banho... Ele começou a ficar bem chateado, então eu tinha que ficar calada", conta.

Um dia, o casal foi a um encontro de pessoas com Parkinson e ela percebeu que outras pessoas tinham o mesmo cheiro que Les. "Meu nariz só pensou: Uau!", lembra.

Les, foi diagnosticado com a doença quando tinha 45 anos

Pessoas com Parkinson podem vir a ter dificuldade para andar, falar e dormir. Não há exames médicos para detectar a doença precocemente.

O diagnóstico é feito com base nos sintomas. Por isso, muitas vezes, o problema só é identificado quando o paciente já sofreu danos relevantes.

Mas Joy percebeu que quem tem a doença, independentemente do estágio, tem um cheiro característico, em maior ou menor grau.

Experimentos
Ela relatou o cheiro que sentia em uma conferência sobre Parkinson. Experimentos conduzidos pelo professor Tilo Kunath, da Universidade de Edimburgo, na Escócia, comprovaram a habilidade de Joy.

A escocesa recebeu 12 camisetas para cheirar - seis tinham sido usadas por pacientes com Parkinson e outras seis, por voluntários que não tinham a doença.

Joy identificou corretamente as seis blusas de pacientes que tinham Parkinson, mas também sentiu o odor em uma camiseta que pertencia a uma pessoa do grupo de controle.

Três meses depois, ela foi informada que o dono da camiseta foi diagnosticado com a doença.

Joy está ajudando pesquisadores a desenvolverem um exame capaz de detectar o Parkinson nos estágios iniciais

Joy foi, então, encaminhada para participar de uma pesquisa conduzida pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, que busca isolar e identificar as moléculas que produzem o odor característico.

Os pesquisadores esperam que o olfato de Joy ajude a diagnosticar a doença nos primeiros estágios, e que tratamentos em desenvolvimento hoje sejam usados para frear o avanço da doença.

Mas o que é o cheiro de Parkinson?
"É um cheiro denso. Muito diferente. Pessoas com Parkinson, seus cuidadores e familiares vão te dizer que esse cheiro existe", diz Joy.

"Eu senti esse cheiro de dez a 12 anos antes de Les ser diagnosticado. À medida que o Parkinson piorava, o cheiro ficava mais forte. Tornou-se parte dele. Mas eu, com a minha sensibilidade de olfato, sentia o tempo inteiro. Isso se tornou bem desconfortável, na verdade. Mas eu tinha a noção de que não podia reclamar demais."

Les morreu aos 65 anos, após duas décadas enfrentando a doença

Les morreu aos 65 anos. Ele viveu com Parkinson por 20 anos. Não há cura para a doença. Antes de o marido partir, ela prometeu que usaria sua "habilidade" de sentir cheiros para tentar ajudar outras pessoas.

"É horrível ver o seu companheiro mudar dessa forma. Se conseguirmos criar um teste de diagnóstico, então não chegaremos às piores fases da doença. Porque, naquela fase de diagnóstico, de 60% a 70% do estrago neurológico já ocorreu", diz Joy.

"Não vamos alcançar a cura agora. Mas frear (o avanço da doença) ou amenizar será uma grande conquista." Fonte: BBC. Leia também aqui: Mulher que sente 'cheiro' de Parkinson pode ajudar ciência em novo teste para doença e aqui: TIL of Joy Milne, the woman who can smell Parkinson's.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A mulher que cheirava Parkinson

por Alysson Muotri
Ou o estranho caso de um super-olfato que pode mudar a forma de se diagnosticar o mal de Parkinson

Quinta-feira, 28/01/2016 - O marido de Joy Milne morreu com 65 anos. Ele era um anestesista antes de ter sido diagnosticado com o mal de Parkinson, aos 45 anos de idade. Cerca de uma a cada 500 pessoas sofrem com o mal de Parkinson -- são de 7 a 10 milhões de pessoas no mundo todo sofrendo com a doença. A condição é neurodegenerativa, incurável, afetando a forma como as pessoas se movimentam, conversam, interagem socialmente e dormem. A causa é uma lenta mortalidade de neurônios dopaminérgicos no cérebro. Ainda não sabemos por que esses neurônios são preferencialmente atacados ou exatamente quando começam a morrer.

A britânica Joy notou que o cheiro do marido havia mudado muito antes do diagnostico clinico, seis anos antes. Imaginou que fosse o suor do marido junto com algum químico usado durante as anestesias. Segundo ela, o novo odor é difícil de descrever, é sutil como o almíscar e apareceu ocasionalmente. O cheiro foi ficando mais forte ao mesmo tempo que os sintomas de cansaço e descontrole motor ficavam cada vez mais evidentes em seu marido. Ela só foi conectar o novo cheiro com o mal de Parkinson quando participou de um evento de caridade para arrecadar fundos para a causa. Foi lá que ela encontrou diversas pessoas com o mesmo distinto cheiro.

E foi por mero acaso que Joy comentou essa relação com um cientista inglês que achou o fato bizarro. O cientista, Dr. Tilo Kunath, desafiou Joy a um teste. Ela teria que distinguir entre 12 camisetas, quais haviam sido usadas por pacientes com Parkinson. O nariz de Joy foi quase infalível, “errou” apenas um. Ela identificou corretamente os seis pacientes. O individuo controle que ela havia supostamente havia classificado como doente erroneamente acabou sendo diagnosticado com Parkinson oito meses depois, quando os sintomas começaram a ficar evidentes nesse individuo. Isso sim é o que eu chamo de nariz.., digo, diagnostico preciso!

O resultado repercutiu nos laboratório mundo afora que estudam Parkinson, afinal encontrar uma forma de se diagnosticar a doença nos estágios iniciais é benéfico para o paciente. Existem laboratórios confirmando essas observações de forma independente e procurando quais seriam os sinais químicos exalados pela pele dos pacientes com Parkinson que Joy estaria detectando. Resultados recentes sugerem uma alteração nas glândulas sebáceas dos pacientes, uma observação que os dermatologistas já haviam descrito nos anos 20, mas completamente ignorada por neurocientistas. Outros estudos descobriram que a alfa-nucleina, proteína que se acumula nos cérebros de indivíduos com Parkinson, também se acumula na pele e pode ser a responsável pelo cheiro característico identificado por Joy. Uma hipótese alternativa sugere que o cheiro vem de bactérias, não do corpo humano, que colonizam preferencialmente a pele dos pacientes. O mecanismo exato desse processo ainda é um mistério.

Hoje em dia, ainda é extremamente difícil de se diagnosticar o mal de Parkinson. Ainda usamos os métodos utilizados por Dr. James Parkinson em 1917, que consiste na observação clinica da pessoa e dos sintomas. Uma ferramenta para se diagnosticar o Parkinson antes de os sintomas realmente começarem a surgir seria transformador. Pacientes, familiares e profissionais de saúde poderiam discutir antecipadamente quais os melhores tratamentos, monitorar a progressão da doença, e oferecer melhores oportunidades para essas pessoas. Pacientes diagnosticados dessa forma seriam também uteis na pesquisa acadêmica, e poderiam nos ensinar fatores relacionados com a trajetória clinica e eventuais formas de se retardar o aparecimento dos sintomas.

Pode até ter sido uma descoberta ocasional, mas isso não desmerece o fato de que essa historia tem o potencial de gerar um impacto muito grande na vida de diversas crianças que podem sofrer com essa condição num futuro próximo. Fonte: Globo G1.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Nova pesquisa após descoberta

Equipe tentar estabelecer se a doença carrega consigo um certo odor corporal.

05/12/2015  | Uma equipe de pesquisadores tentará confirmar que pode diagnosticar a doença de Parkinson através de odor corporal, com base no testemunho de uma britânica que disse ter "cheirado" esta doença degenerativa em seu marido - anunciou nesta quinta-feira a Parkinson Foundation do Reino Unido.

Joy Milne, de 65 anos, explicou aos pesquisadores que havia notado uma mudança no cheiro do marido, Les, anos antes dele apresentar os sintomas desta doença neurológica degenerativa.
O homem morreu este ano aos 65 anos por causa do Parkinson, uma doença que afeta uma pessoa em 500 e provoca uma perda progressiva dos neurônios. Os sintomas característicos são tremores e lentidão de movimentos.

"Eu sempre tive um bom olfato, e detectei muito cedo que tinha havido uma mudança sutil no cheiro dele", contou Joy Milne nesta quinta-feira à imprensa britânica. Ela mora em Perth, na Escócia.
"É difícil de descrever, mas ele tinha um cheiro pungente, um pouco como almíscar. Mas eu sabia que era incomum e não havia sido identificado antes", explicou.

Joy Milne percebeu a especificidade do cheio ao notá-lo em outros pacientes.
Os pesquisadores chamaram a mulher de "super nariz", após constatarem que ela conseguia identificar pacientes com Parkinson simplesmente cheirando a camisa com a qual eles haviam dormido.

Após essa descoberta, a Parkinson Foundation lançou esta semana um projeto de pesquisa para tentar estabelecer se a doença carrega consigo um certo odor corporal.

"Estamos começando a investigação. Se for demonstrado que há um odor único associado à doença de Parkinson, e em particular no início da doença, o impacto pode ser enorme", disse em um comunicado Arthur Roach, diretor de pesquisa da fundação.

"Não só para o diagnóstico precoce, mas também facilitaria muito a identificação dos pacientes, e permitiria testar remédios capazes de retardar ou até mesmo parar a doença, o que não existe atualmente", explicou Roach.

Os pesquisadores estão investigando, em particular, uma eventual alteração de sebo causada pela doença e para conduzir seu estudo selecionaram 200 pessoas, algumas que sofrem com o mal de Parkinson e outras não.

As amostras colhidas serão analisadas no nível molecular e por Joy Milne e uma equipe de especialistas em cheiros, provenientes da indústria de alimentos. Fonte: Dom Total.

sábado, 24 de outubro de 2015

Mulher que sente cheiro da doença de Parkinson vai colaborar com pesquisa sobre a doença

Caso de escocesa ganhou notoriedade nos últimos dias – ao ser submetida em teste com camisetas de portadores e não portadores seu índice de acerto foi de 100 %

Joy e seu marido: o olfato dela pode mudar o modo como enxergamos o doença de Parkinson (Foto: Reprodução Parkinson´s UK)
23/10/2015 - Seis anos antes de seu marido ser diagnosticado com doença de Parkinson, a escocesa Joy Milne começou a sentir um cheiro diferente vindo dele. Infelizmente, 26 anos depois seu parceiro faleceu, mas naquela mudança percebida por ela pode estar a chave para uma transformação sem precedentes no tratamento da doença que afeta quatro milhões de pessoas ao redor do mundo.

Segundo Joy, o cheiro de seu marido não mudou de repente. O aroma – que seria parecido com o de almíscar (fragrância originalmente obtida a partir de uma glândula do cervo-almiscarado) foi surgindo de maneira gradual.

Só foi quando começou a se aproximar da Parkinson’s UK, entidade britânica de apoio à portadores de Parkinson e seus familiares, que Joy viu que seu olfato reconhecia o mesmo padrão de cheiro em outros pacientes.

Ao ficarem sabendo da existência de uma mulher com tal poder, pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, resolveram realizar um experimento bastante simples: deram a Joy 12 camisetas, metade delas de pessoas que possuíam e a outra metade de pessoas que não possuíam a doença. Ela acertou 11 de 12 – meses depois, a pessoa dona da camiseta sobre a qual ela havia se equivocado entrou em contato com a universidade para dizer que acabara de ser diagnosticado com Parkinson. 100% de aproveitamento.

Agora os cientistas querem descobrir o que está por trás dessa história. Eles desconfiam que a doença pode alterar a substância produzida por nossas glândulas sebáceas – talvez o sebo da nossa pele sofra alterações em decorrência do Parkinson, o que explicaria a improvável habilidade de Joy. A pesquisa será conduzida pela professora Perdita Barran, da Universidade de Manchester, da Inglaterra, em parceria com especialistas em odor da indústria da comida e da bebida, além, é claro, da própria Joy Milnes.

Via Time.com Fonte: Galileu.
Esta matéria já foi objeto de 2 postagens anteriores neste blog: dia 22/10  e dia 23/10, e não se fala mais nisso! Esta notícia abafou tudo o mais sobre parkinson no noticiário internacional. Queremos a cura e não diagnóstico! Não ignorando que um possa levar ao outro...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

A avó, que pode farejar Parkinson: habilidade especial que pode detectar condição incapacitante anteriormente por perceber mudanças na forma como uma pessoa cheira conduz à pesquisa pioneira

21 October 2015 | Os médicos dizem que Joy Milne, 65, tem as habilidades únicas para detectar a condição

A sra. Milne pode identificar o Parkinson apenas cheirarando suas camisetas.

Ela detetou uma alteração no odor de seu marido Les, há mais de duas décadas que após foi diagnosticado com Parkinson.

Uma avó britânica surpreendeu mundo médico com a incrível capacidade de detectar a doença de Parkinson - ao cheirar.

Os médicos dizem que Joy Milne, 65, tem as habilidades únicas para detectar a condição incapacitante cedo - e ajudar a tratamento preventivo.

Durante testes de laboratório a sra. Milne - apelidada de "super-farejadora'- foi capaz de identificar as pessoas com Parkinson só a partir de cheirar as camisetas com que haviam dormido.

vídeo na fonte

A avó de sete netos detectou pela primeira vez uma mudança no odor de seu marido Les, mais de duas décadas atrás, que foi posteriormente diagnosticado com Parkinson.

Les morreu este ano, mas foi só quando ela mencionou sua capacidade de olfato afiado para pesquisadores da Universidade de Edimburgo que ela se tornou a inspiração para um novo estudo.

A sra. Milne, de Perth, na Escócia, disse: "Eu sempre tive um sentido de cheiro afiado e eu detectei muito cedo que houve uma mudança muito sutil na forma como Les cheirava.

"É difícil descrever, mas foi pesado, um aroma ligeiramente almiscarado.

"Eu não tinha idéia de que isso era incomum e não tinha sido reconhecido antes.

Descrevendo como ela entrou em contato com os cientistas, ela disse: "Eu estava participando de uma palestra sobre pesquisa da Parkinson UK na Universidade de Edimburgo eu mencionei isso com o pesquisador, o Dr. Tilo Kunath.

'Tilo estava interessado e, juntos, nós trabalhamos para arranjar maneiras de ver se eu poderia detectar o Parkinson em outras pessoas com, e não apenas em Les.

A doença de Parkinson afeta 127.000 pessoas na Grã-Bretanha - cerca de um em cada 500 da população - deixando-os lutando para andar, falar e dormir. Mas não tem cura ou teste de diagnóstico definitivo.

E graças ao nariz da senhora sra. Milne, a Parkinson UK está agora a financiar pesquisadores de Manchester, Edimburgo e Londres para um estudo com 200 pessoas para explorar a ligação. Eles esperam pelos resultados de um estudo piloto por parte das Universidades de Manchester e Edimburgo envolvendo 24 pessoas, o que sugeriá se a condição pode ser identificada pelo odor sozinho.

No último estudo o Professor Perdita Barran e sua equipe do Instituto de Biotecnologia Manchester terão amostras da pele de voluntários com e sem doença de Parkinson.

Eles, então, analisarão pequenos componentes da molécula – conhecidos como metabolitos -
secretados pela pele para tentar identificar os biomarcadores específicos encontrados em pessoas com Parkinson.

Eles também estarão usando “detectores humanos'' - pessoas com habilidades excepcionais de olfato - para identificar o cheiro único.

O Professor Barran disse: 'A amostragem da superfície da pele, constituirá uma valiosa fonte de metabólitos que pode levar a se distinguir pacientes saudáveis ​​daqueles nos estágios iniciais da doença de Parkinson.

«Espera-se que estes resultados possam levar ao desenvolvimento de um teste de diagnóstico não invasivo que pode ter a capacidade de diagnosticar a doença de Parkinson precoce - possivelmente, até mesmo antes de ocorrerem os sintomas físicos. '

O Dr Arthur Roach, diretor de pesquisa de Parkinson UK, acrescentou: "É muito cedo na pesquisa, mas se for provado que há um odor único associado com o Parkinson, particularmente no início da condição, poderia ter um impacto enorme.

"Não apenas no diagnóstico precoce, mas também torná-lo muito mais fácil em identificar as pessoas para testar drogas que podem ter o potencial de retardar ou até mesmo parar o Parkinson, algo que nenhuma droga atual pode alcançar."No último estudo, Professor Perdita Barran e sua equipe do Instituto de Biotecnologia Manchester teráão amostras da pele de voluntários com e sem doença de Parkinson. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: .Daily Mail.