February 06, 2019 - Em uma petição apresentada à Agência de Proteção Ambiental (EPA) no início desta semana, 107.000 pessoas pediram à agência que banisse o paraquat, um herbicida amplamente utilizado associado ao aumento do risco de doença de Parkinson.
A cada 15 anos, a EPA revisa todos os herbicidas para garantir que eles estejam em conformidade com os padrões de segurança federais. A agência começou a revisar o paraquat em 2017 e tem até outubro de 2022 para tomar uma decisão sobre seu uso futuro. Durante este período de revisão, a EPA avalia a literatura científica disponível, coordena com agências federais relevantes e considera cartas e comentários do público. Desde que a Fundação Michael J. Fox (MJFF) abriu a petição em julho de 2017, os membros da comunidade de Parkinson acrescentaram seus nomes de forma constante e defenderam a proibição do paraquat.
Existem fortes evidências científicas ligando o herbicida à doença de Parkinson, incluindo um estudo que descobriu que pessoas expostas ao paraquat em uma idade mais jovem - em seus anos de adolescência ou juventude - tinham um risco aumentado de Parkinson de 200 a 600 por cento, dependendo da situação geral. número de anos de exposição. Em julho de 2017, o Conselho de Advocacy Unified Parkinson da Fundação enviou uma carta à EPA detalhando essas descobertas e outras. (Leia a carta completa, em inglês)
"Para salvaguardar a saúde pública, os formuladores de políticas precisam entender como os herbicidas e outros produtos químicos em nosso meio afetam o risco de doenças", disse Ted Thompson, JD, vice-presidente sênior de políticas públicas do MJFF. "Ao assinar esta petição, nossos membros da comunidade tomaram medidas para instruir a EPA sobre a conexão prejudicial do paraquat à doença de Parkinson. Agradeço a todos os indivíduos que levantaram sua voz sobre essa importante questão e ajudaram a fornecer à EPA as informações necessárias para tomar decisões informadas."
Fique ligado no blog da Fundação para obter atualizações sobre o processo de tomada de decisões da EPA. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: MichaelJFox Foundation, com links.
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Anvisa proíbe comercialização de herbicida associado à doença de Parkinson
Utilizado na agricultura em culturas como a de milho e de soja, evidências apontaram para risco da doença degenerativa em trabalhadores que entraram em contato com o produto.
20/09/2017 - Após análise de nove anos, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu pela proibição da comercialização e uso do herbicida 'Paraquate'.
O Paraquate é utilizado na agricultura no Brasil para o combate de ervas daninhas em culturas como a do milho, algodão, soja, feijão e cana-de-açúcar.
Análise de evidências científicas concluiu que o produto está associado ao desenvolvimento da doença de Parkinson -- condição neurológica degenerativa que leva ao tremor, rigidez, distúrbios na fala e problemas de equilíbrio.
Segundo relatório do GGTOX, grupo de trabalho de toxicidade da Anvisa, o produto tem qualificação toxicológica I, considerado extremante tóxico. A agência começou a analisar o produto em 2008.
De acordo com a análise das evidências científicas, o grupo considerou haver peso suficiente para comprovar o potencial do herbicida de induzir aberrações cromossômicas em células somáticas in vitro e in vivo, em diferentes espécies, e por diferentes vias de exposição, inclusive dérmica.
Ainda, em análise conjunta com a Fiocruz, que entregou nota técnica à agência em outubro de 2009, a Fiocruz considerou suficientes as evidências da literatura científica relacionadas à intoxicação aguda, mutagenicidade, desregulação endócrina, carcinogênese, toxicidade reprodutiva, teratogênese e doença de Parkinson.
No entanto, as evidências mais consistentes foram relacionadas à doença de Parkinson, o que levou o relatório da Anvisa a concluir que:
“Há um peso de evidência forte em estudos em animais e epidemiológicos indicando que o Paraquate está associado ao desencadeamento da doença de Parkinson em humanos.”
A agência diz, no entanto, que as evidências apontam para o risco do Paraquate em trabalhadores que entram em contato diretamente com o produto. Não há evidências apresentadas que o herbicida deixe resíduo nos alimentos.
A decisão da diretoria colegiada da Anvisa foi feita no fim da tarde de terça-feira (19). O prazo concedido para o total banimento do produto é de três anos. Fonte: O Globo.
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