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sexta-feira, 15 de março de 2019

O destino de cirurgias toracolombares em pacientes com doença de Parkinson e análise de fatores de risco para cirurgias de revisão

14 March 2019 - The fate of thoracolumbar surgeries in patients with Parkinson’sdisease, and analysis of risk factors for revision surgeries.

Background
Em comparação com pacientes sem doença de Parkinson (DP), os pacientes com DP submetidos a cirurgias da coluna vertebral foram relatados por terem uma taxa de complicações relativamente alta. No entanto, estudos que analisam fatores de risco cirúrgicos para esses pacientes são limitados.

domingo, 30 de setembro de 2018

Saiba como se candidatar à cirurgia para tratar a doença de Parkinson

02/09/2014 - O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da Secretaria de Estado da Saúde gerenciada em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), agora conta com um procedimento gratuito minimamente invasivo que recupera na hora a coordenação motora. (Obs.: O DBS é invasivo)

O implante de um eletrodo no cérebro (DBS) permite controlar os movimentos involuntários ocasionados pela doença e promove longevidade e qualidade de vida ao parkinsoniano.

O hospital, que é referência na América do Sul para cirurgias de Parkinson da rede pública, conseguiu zerar a fila de pacientes com indicação para este tipo de implante.

Segundo o neurocirurgião José Osvaldo Oliveira, de 10% a 15% dos parkinsonianos tem indicação clínica para realizar o implante de eletrodo cerebral. "O critério é definido por uma equipe de neurologistas que avalia clinicamente quem deve se submeter ao procedimento", explica.

Os especialistas solicitam exames e aplicam questionários específicos com os pacientes. Entre as principais considerações está idade, ausência de demência, mínimo de cinco anos com diagnóstico da doença, nível de incômodos, entre outros. Após avaliação, o paciente é direcionado para realizar o implante de eletrodo ou outro tipo de procedimento.

Para realizar a cirurgia, é necessário que o paciente seja encaminhado ou por uma unidade de uma unidade básica de saúde ou por um serviço especializado do SUS. O paciente parkinsoniano só pode ser atendido se tiver o encaminhamento da rede SUS. Caso ele seja encaminhado, ainda deverá passar por uma série de avaliações para saber se tem ou não perfil para realizar a cirurgia.

HOSPITAL DO TRANSPLANTE Av. Brigadeiro Luís Antônio, 2651 Jardim Paulista, São Paulo - SP

Fonte: Record R7.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

S.U.S. oferece cirurgia para portadores da doença de Parkinson

Observação: Este vídeo foi encontrado hoje ocasionalmente na internet, portanto não sei detalhes sobre a origem e tampouco tenho referências. Cita o Hospital Zerbini e o médico José Osvaldo de Oliveira. Sugiro checarem as informações.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Homem com doença de Parkinson precisa de ajuda para fazer cirurgia

06.10.2017 - A família de um paciente com doença de Parkinson esta recorrendo à solidariedade para arrecadar dinheiro suficiente para pagar uma cirurgia para Edgar Ferreira, que tem 52 anos, e convive com a doença há 16 anos. Os sintomas do doença de Parkinson, que provoca tremores no corpo e rigidez nos músculos, podem ser melhorados com a cirurgia, que custa R$ 400 mil (creio que com R$ 200 mil ele consiga fazer a cirurgia).

Depois de entrar na justiça, ele conseguiu o direito de passar por uma cirurgia no Hospital das Clínicas (HC), na Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, no entanto, a decisão foi revogada por um desembargador. Agora, a família está fazendo uma campanha nas redes sociais. em 20 dias de campanha, eles conseguiram arrecadar R$ 70 mil, e tiveram o apoio de celebridades e jogadores de futebol. Entenda o caso no vídeo hospedado na fonte.

Como ajudar
Quem quiser ajudar pode mandar mensagem para o telefone (81) 99725-2715 ou seguir no Instagram a conta @ajudeedgar. Fonte: TV Jornal.

terça-feira, 7 de março de 2017

Os cubanos se beneficiam da cirurgia Parkinson

Cuba, em 20 de fevereiro de 2017, Cirurgia Funcional de Parkinson pela técnica estereotáxica, realizado por uma equipe multidisciplinar no Hospital Cirúrgico Clínica Lucia Iniguez Landin, cidade de Holguin
06 de março de 2017 | A técnica de mínimo de acesso, considerado entre os métodos de estereotaxia para intervir pacientes com esta patologia, pode chegar estruturas cerebrais profundas, seleciona o núcleo alterado e age sobre ele para melhorar os sintomas clínicos.

Júlio César Selva, um neurocirurgião da chefe da equipe médica, em conversa com ACN, disse que para navegar através do cérebro, tem um quadro estereotáxico de dois softwares de produção nacional, um do planejamento cirúrgico e outro do registro profundo, mais os elétrodos de registo e termo-multiladores que podem atingir precisamente o núcleo do cérebro em que trabalhe.

O especialista observou que, neste tipo de operação, que tem várias opções cirúrgicas para o tratamento de metas de Parkinson, sintomas e sinais da doença, tais como a rigidez e tremores involuntários desaparecem significativamente em cada paciente durante a cirurgia e após a conclusão da mesma.

Com o processo pode ser controlado por mais do que 90 por cento das manifestações clínicas da doença e a capacidade funcional do paciente, enfatizou Forest.

Quando perguntado sobre os critérios médicos tidos em conta para esta operação, o neurologista Michael Martinez Godales, disse que a cirurgia alcança pacientes em estágios avançados da doença, quando não há oferta efetiva da droga, e outras pessoas com menos de 70 anos de idade e não mostram comprometimento cognitivo associado ou distúrbios neuropsiquiátricos.

Além disso, disse Martinez Godales- não sofrem de doenças crônicas, como doença cardíaca ou hipertensão descompensada e após a realização de um estudo tomográfico não apresentam atrofia dos ventrículos ou mostram imagens de acidente vascular cerebral que contra-indicam a cirurgia.

O procedimento cirúrgico é retomado depois de ter sido suspenso cerca de quatro anos atrás, e para que um grupo de especialistas de Holguin recebessem treinamento intensivo no Centro Internacional de Restauração Neurológica, da capital cubana, o tempo em que fizeram 14 semelhantes intervenções.

Com o reinício e os resultados deste procedimento médico, aspira a clínica-cirúrgica Lucia Iñiguez a se tornar um centro nacional para a cirurgia de Parkinson, ideia apresentada pelo Comandante-em-Chefe Fidel Castro durante sua visita ao hospital em 2002.

Selva confirmou à ACN que este tipo de cirurgia de mínimo acesso se faz na América Latina nas instituições assistenciais de previdência de Cuba, Brasil, México e Argentina.

Nestes últimos três países cada paciente deve pagar cerca de US $ 150.000, mas em Cuba, embora cada operação custe ao Estado cerca de 50 mil, para o paciente é totalmente gratuito. Original em espanhol, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Cuba Debate.



Trata-se de cirurgia ablativa, tipo talamotomia, não mais recomendado nos dias de hoje em casos de parkinson, e se utilizado, somente uni-lateral, e olhe lá! Mesmo que gratuíto, só em caso de desespero, e no fim da vida, ante à opção cara do dbs, reversível. E o preço no Brasil gira no entorno de R$ 130 mil, ou seja, aproximadamente US$ 45 mil, hoje.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

2ª Cirurgia Doença de Parkinson – Hospital Unimed - SC

09 Fevereiro 2017 - No último sábado (04) foi realizada a 2ª cirurgia para Doença de Parkinson no Hospital da Unimed Litoral. O procedimento conhecido como Estimulação Cerebral Profunda (em inglês Deep Brain Stimulation - DBS) consiste na implantação de eletrodos no cérebro do paciente, que fica consciente durante todo o procedimento. A cirurgia foi um sucesso, e teve duração aproximada de seis horas, além do pré-operatório.

A Doença de Parkinson tem como principais sintomas tremores involuntários, rigidez e lentidão nos movimentos. Apesar de ainda não ter cura, a DBS é indicada para amenizar os sintoma em pacientes que já tentaram outras alternativas, porém sem sucesso.

Após a implantação dos eletrodos, um neuroestimulador (dispositivo semelhante ao marca-passo cardíaco) é implantado no peito do paciente, sendo responsável pelos pulsos elétricos trasportados até a região desejada do cérebro. Segundo Dr. Luciano Silveira, neurocirurgião, “as vantagens do implante do DBS são o fato de não produzir lesão, ser reversível e possibilitar o ajuste de diversos parâmetros, maximizando o benefício do procedimento ao longo do tempo”.

Apesar da cirurgia ter sempre o mesmo alvo (núcleo subtalâmico – importante para o sistema motor), a localização exata é baseada em exames de imagens específicos e cálculos matemáticos exatos, de acordo com cada paciente.

“A equipe de neurocirurgia está bastante feliz e entusiasmada com a consolidação do Hospital Unimed Litoral na realização de cirurgias para tratamento da Doença de Parkinson (DP). A realização de mais uma cirurgia de alta complexidade como essa e a procura de pacientes de outras regiões de Santa Catarina e de outros estados, demonstram a confiança depositada em nossa equipe e no Hospital Unimed. Os resultados obtidos nos procedimentos realizados até então são muito satisfatórios, o que fortifica o grupo com a confiança depositada pelos pacientes para este tipo de tratamento”, comenta o neurocirurgião.

Em outubro do ano passado foi realizada a primeira cirurgia para Doença de Parkinson no Hospital da Unimed Litoral, que já destaca-se pelos procedimentos de alta complexidade realizados.

Participaram do procedimento:

Neurocirurgiões: Dr. Luciano Carvalho Silveira e Dr. César Nunes
Anestesista: Dr. Lauro Miranda
Acompanharam: Dr. Alexandre Novicki Francisco – Chefe do serviço de Neurologia do Hospital Cajuru, Curitiba-PR, Dra. Luciane Perez Silveira - Neurologista
Enfermeiras: Érica Motta e Annselise Trentini
Instrumentadora: Ana Carolina de Jesus Santos
Circulantes: Etiele Tauchen e Lucicleide Silva
Fonte: Unimed.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Cirurgia na Doença de Parkinson

21/10/2016 - A doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, possuindo uma prevalência ao redor de 200 casos para cada 100 mil indivíduos. Na população acima de 60 anos de idade até 2% pode manifestar a doença, o que traz um importante impacto na saúde pública. Os sintomas motores são os mais conhecidos e incluem tremor, rigidez, lentificação dos movimentos e alteração da marcha. No entanto, atualmente já se sabe que diversas outras alterações como alteração do olfato e do padrão de sono podem surgir até 10 anos antes do início dos sintomas motores.

O diagnóstico da doença de Parkinson é essencialmente clínico e os exames complementares tem o papel principalmente de descartar outras causas que possam apresentar sintomas similares. O tratamento farmacológico ainda é o tratamento de escolha e desde o advento da Levodopa nos anos 70 a grande maioria dos pacientes pôde experimentar uma importante melhora funcional e na qualidade de vida. Apesar do seu efeito benéfico, o que foi sendo observado com o uso crônico da medicação foi o surgimento de outros efeitos prejudiciais como as discinesias (movimentos anormais irregulares) e a duração cada vez menor do efeito da medicação, conhecido como “wearing off”.

As tentativas cirúrgicas de se tratar a doença de Parkinson datam do início do século 20, período em que não havia medicação eficaz. Com o início da levodopa houve um destaque na realização dos procedimentos de talamotomia, que conseguiam tratar os tremores refratários pouco responsivos às medicações. Já no início dos anos 90, as técnicas de neuroestimulação se desenvolveram e foram conquistando cada vez mais espaço. A estimulação cerebral profunda ou DBS (do inglês Deep Brain Stimulation) apresentava a vantagem de ser o primeiro procedimento reversível para se tratar a doença de Parkinson, além de haver a possibilidade de se ajustar diferentes parâmetros elétricos que permitiam a otimização dos resultados e controle mais adequado dos efeitos colaterais.

Antes de se pensar se a cirurgia pode beneficiar algum paciente o diagnóstico de doença de Parkinson deve ser confirmado. Como várias doenças similares podem manifestar a plenitude de seus sintomas somente após algum tempo, é comum que não se indique cirurgia para casos duvidosos ou com menos de 5 anos de diagnóstico. Outro fator importante e preditor de resposta é a responsividade ao Levodopa, mesmo que venha acompanhado de efeitos colaterais. Para avaliar isso é realizado um teste em que o paciente recebe uma dose mais alta da medicação e avalia-se a resposta através de pontuação em escalas específicas. A avaliação neuropsicológica também é importante para se afastar alterações cognitivas ou psiquiátricas significativas, que são fatores de má resposta.

Uma vez completada a avaliação e indicado o procedimento é feita uma avaliação pré operatória geral e similar a qualquer outra cirurgia (p.ex risco cardíaco e anestésico)
Já no hospital, é colocado um arco metálico acoplado à cabeça do paciente e que servirá de apoio para a régua de precisão que dirige a inserção dos eletrodos no cérebro. É feito então uma imagem de tomografia e/ou ressonância magnética e o paciente segue para a sala cirúrgica. Sempre que possível a primeira etapa da cirurgia é feita com o paciente acordado ou sob leve sedação com anestesia local, para que ele possa referir efeitos colaterais e ser examinado. Após o cálculo das coordenadas e definição do alvo cerebral é feito um pequeno furo no crânio por onde passará o eletrodo (1 ou 2 a depender da cirurgia). Com o eletrodo já inserido são feitas estimulações-teste e se os resultados forem satisfatórios o eletrodo é fixado. Em uma segunda etapa o paciente é anestesiado e são acoplados os cabos de extensão e gerador implantável geralmente na região logo abaixo da clavícula assim como os marca-passos cardíacos.

Após a alta hospitalar o primeiro retorno médico tem a intenção de avaliar a cicatrização das feridas e realizar o teste de todos os contatos dos eletrodos e chegar na melhor combinação de parâmetros elétricos para cada paciente.

É importante tanto paciente e familiares estarem bem orientados com relação a o que esperar em termos de resultado. Os sintomas que geralmente apresentam melhor resposta são tremor, rigidez, lentificação e discinesias. A instabilidade postural e alteração da marcha que não sejam indiretamente pelos outros sintomas citados podem não responder bem e nos casos em que são o principal problema do paciente a cirurgia pode não ser uma boa opção. Cabe também lembrar que as medicações podem ter suas doses reduzidas mas não são retiradas por completo e que tanto medicações quanto cirurgia tratam os sintomas da doença e melhoram a qualidade de vida mas ainda não existe uma forma de impedir a progressão do processo degenerativo. Novas técnicas vem sendo estudadas e possivelmente trarão resultados ainda melhores em um futuro próximo. Fonte: DFV Neuro.