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terça-feira, 20 de novembro de 2018

Pacientes com Parkinson contarão com novos medicamentos no SUS

Sexta, 17 de Novembro de 2017 - As substâncias Rasagilina e Clozapina serão ofertadas para tratar a doença. Dados indicam que 200 mil pessoas sofrem com o Parkinson no país

O Ministério da Saúde atualizou o Protocolo de Tratamento para Parkinson. Entre as novidades terapêuticas está a indicação dos medicamentos Rasagilina (1mg) e Clozapina (25mg e 100 mg). A oferta dos fármacos tem como objetivo proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes com transtornos associados à doença, que afetam 200 mil pessoas no país.

A Rasagilina foi incorporada em agosto de 2017 e estará à disposição da população até o final de fevereiro nas unidades de saúde do país. O medicamento promove a melhora da evolução clínica dos pacientes que iniciaram o medicamento na fase inicial da doença. A Clozapina já era oferecida no SUS para tratamento de transtorno bipolar e esquizofrenia, e agora passa a ser ofertada também para controle de sintomas psicóticos das pessoas com Parkinson.

O investimento do Ministério da Saúde previsto para a disponibilização da rasagilina aos pacientes com doença de Parkinson é de cerca de R$ 16 milhões, em 2018, e da clozapina de R$1,91 milhão em 2018, o que resulta num total de R$ 17,91 milhões.

A oferta dos medicamentos, para o tratamento da doença, foi aprovada na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), atendendo pedido da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. A portaria que renovou o protocolo sobre Parkinson foi publicada no Diário Oficial da União do dia 9 de novembro.

A doença de Parkinson é neurodegenerativa, e, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), acomete 1% da população mundial, com idade superior a 65 anos. No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sofram com o problema. Além dos problemas motores mais conhecidos, várias manifestações não motoras podem surgir à medida que a doença progride, inclusive os sintomas psicóticos.

Os sintomas motores mais comuns são: tremor, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão na resposta) e alterações posturais. Entretanto, manifestações não motoras também podem ocorrer, como: comprometimento da memória, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo. A evolução dos sintomas é usualmente lenta, e variável em cada caso.

TRATAMENTO – O Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas sobre Parkinson foi criado em 2002, atualizado em 2010 e agora em 2017. O documento estabelece o tratamento multidisciplinar e apresenta os diversos sinais e sintomas da doença.

Para tratamento da doença de Parkinson, o SUS oferece ainda os procedimentos de implante de eletrodo e implante de gerador de pulsos, ambos para estimulação cerebral. Na lista de materiais especiais, também constam o conjunto de eletrodo e extensão, além do gerador para estimulação cerebral.

Atualmente, no Brasil há 27 estabelecimentos habilitados em Neurocirurgia Funcional Estereotáxica 105/008 (método minimamente invasivo de cirurgia cerebral) pelo Ministério da Saúde, sendo dois habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia e 25 habilitados como Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia.

O SUS já ofertava acesso a sete medicamentos para tratamento da doença: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Ainda existem outros três medicamentos (Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa), que são ofertados por meio do Programa Farmácia Popular. Esses medicamentos podem ser retirados com até 90% de desconto.

Por Carolina Valadares, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa – Ascom/MS
(61) 3315- 3533 / 3580
Fonte: Portalms.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Hospital da PUC faz 1ª cirurgia contra Parkinson pelo SUS

domingo, 04 de novembro de 2018 - O Hospital PUC-Campinas fez na semana passada a primeira cirurgia contra Parkinson, pelo SUS, Sistema Único de Saúde.

A cirugia, chamada Estimulação Cerebral Profunda – DBS (Deep Brain Simulation), custaria R$ 100 mil reais se fosse feita em atendimento particular.

O procedimento foi mostrado aqui no SóNotíciaBoa em 2016, num vídeo que viralizou. As imagens feitas em um hospital dos EUA mostram um senhor parar de tremer na hora, quando o sistema é ativado. (vídeo na fonte)

Este é um dos tratamentos mais eficientes contra distúrbios do movimento, Parkinson e Distonia, uma doença de causa desconhecida em que a pessoa começa a ter movimentos incontroláveis na cabeça, braços e dificuldades na fala.

A cirurgia da PUC de Campinas foi coordenada pelos médicos neurocirurgiões Carlos Melro, Juliana Zuiani e o residente em neurocirurgia Mateus Deltreggia.

Carlos Melro explicou que o primeiro passo é fazer uma ressonância magnética que mostre as coordenadas das áreas do cérebro onde é necessário implantar os eletrodos, que vão estimular os impulsos elétricos responsáveis pelos movimentos.

Sucesso
A cirurgia feita pelo SUS durou cerca de quatro horas, com a paciente acordada, uma mulher de 55 anos que tem o diagnóstico de Distonia Primária.

O procedimento devolverá a funcionalidade, o bem-estar e a qualidade de vida à paciente, garante o médico Carlos Melro:

“Andar sem ajuda de andador, controle dos sintomas motores, independência e redução dos medicamentos, são alguns dos resultados da cirurgia”, explica.

O neurocirurgião disse que daqui duas semanas a paciente voltará ao hospital para ligar os eletrodos.

A cirurgia
A equipe já realiza o procedimento por meio de convênios privados e atendimento particular agora passa a realizar também pelo SUS.

O Hospital da PUC-Campinas é o único local que passa a realizar o procedimento de forma gratuita. As demandas são encaminhadas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O procedimento faz parte da assistência do Hospital PUC-Campinas e conta com o apoio da diretoria e da equipe multiprofissional.

Nos casos de Parkinson, a cirurgia não é uma cura para a doença, mas permite que a medicação dada aos pacientes volte a fazer efeito. Fonte: So Noticia Boa.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Governo amplia lista de medicamentos para doença de Parkinson na rede pública

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pacientes sofrem com a doença no país, e a inclusão deve melhorar a qualidade de vida de todos

31/12/2017 - São Paulo - Sete anos após a última atualização sobre o tratamento aos pacientes com doença de Parkinson na rede pública do país, o Ministério da Saúde aprovou um novo protocolo clínico que inclui mais dois tipos de medicamentos: Rasagilina (1mg) e Clozapina (25mg e 100 mg). Criado em 2002, o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas sobre Parkinson define como deve ser o tratamento multidisciplinar e mostra os diversos sinais e sintomas da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pessoas sofrem com a doença no país, e a inclusão desses fármacos visa a melhorar a qualidade de vida desses pacientes, minimizando os transtornos causados pela doença. A previsão é de que a Rasagilina possa ser colocada à disposição da população até o final de fevereiro do próximo ano. Em relação à Clozapina, esse remédio já vinha sendo adotado no Sistema Único de Saúde (SUS) em casos de transtorno bipolar e esquizofrenia, e será distribuído também para o controle de sintomas psicóticos das pessoas com Parkinson.

O gasto estimado com os dois fármacos é de R$ 17,91 milhões, e a indicação terapêutica foi aprovada na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), a pedido da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.

Sete medicamentos já estavam disponível no SUS: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Mais três são distribuídos por meio do Programa Farmácia Popular, com desconto de até 90%: Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença de Parkinson atinge 1% da população mundial com mais de 65 anos. É uma doença neurodegenerativa que afeta as condições motoras do corpo, causando tremores, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão na resposta) e alterações posturais. Além disso, durante a sua progressão, podem surgir sintomas psicóticos tais como o comprometimento da memória, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo.

O Ministério da Saúde informou que o tratamento está disponível no SUS, onde os pacientes poderão contar com os procedimentos de implante de eletrodo e implante de gerador de pulsos, que estimulam as funções cerebrais. Existem 27 estabelecimentos habilitados em neurocirurgia funcional estereotáxica 105/008 (método minimamente invasivo de cirurgia cerebral), dos quais dois como unidade de assistência de alta complexidade em neurologia/neurocirurgia e 25 como centro de referência de alta complexidade em neurologia/neurocirurgia. Fonte: O Nortão.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Pacientes com Parkinson contarão com novos medicamentos no SUS

17/11/2017 - O Ministério da Saúde atualizou o Protocolo de Tratamento para Parkinson. Entre as novidades terapêuticas está a indicação dos medicamentos Rasagilina (1mg) e Clozapina (25mg e 100 mg). A oferta dos fármacos tem como objetivo proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes com transtornos associados à doença, que afetam 200 mil pessoas no país.

A Rasagilina foi incorporada em agosto de 2017 e estará à disposição da população até o final de fevereiro nas unidades de saúde do país. O medicamento promove a melhora da evolução clínica dos pacientes que iniciaram o medicamento na fase inicial da doença. A Clozapina já era oferecida no SUS para tratamento de transtorno bipolar e esquizofrenia, e agora passa a ser ofertada também para controle de sintomas psicóticos das pessoas com Parkinson.

O investimento do Ministério da Saúde previsto para a disponibilização da rasagilina aos pacientes com doença de Parkinson é de cerca de R$ 16 milhões, em 2018, e da clozapina de R$1,91 milhão em 2018, o que resulta num total de R$ 17,91 milhões.

A oferta dos medicamentos, para o tratamento da doença, foi aprovada na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), atendendo pedido da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. A portaria que renovou o protocolo sobre Parkinson foi publicada no Diário Oficial da União do dia 9 de novembro.

A doença de Parkinson é neurodegenerativa, e, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), acomete 1% da população mundial, com idade superior a 65 anos. No Brasil, estima-se que cerca de 200 mil pessoas sofram com o problema. Além dos problemas motores mais conhecidos, várias manifestações não motoras podem surgir à medida que a doença progride, inclusive os sintomas psicóticos.

Os sintomas motores mais comuns são: tremor, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão na resposta) e alterações posturais. Entretanto, manifestações não motoras também podem ocorrer, como: comprometimento da memória, depressão, alterações do sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo. A evolução dos sintomas é usualmente lenta, e variável em cada caso.

TRATAMENTO – O Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas sobre Parkinson foi criado em 2002, atualizado em 2010 e agora em 2017. O documento estabelece o tratamento multidisciplinar e apresenta os diversos sinais e sintomas da doença.

Para tratamento da doença de Parkinson, o SUS oferece ainda os procedimentos de implante de eletrodo e implante de gerador de pulsos, ambos para estimulação cerebral. Na lista de materiais especiais, também constam o conjunto de eletrodo e extensão, além do gerador para estimulação cerebral.

Atualmente, no Brasil há 27 estabelecimentos habilitados em Neurocirurgia Funcional Estereotáxica 105/008 (método minimamente invasivo de cirurgia cerebral) pelo Ministério da Saúde, sendo dois habilitados como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia e 25 habilitados como Centro de Referência de Alta Complexidade em Neurologia/Neurocirurgia.

O SUS já ofertava acesso a sete medicamentos para tratamento da doença: Pramipexol; Amantadina; Bromocriptina; Entacapona; Selegilina; Tolcapona e Triexifenidil. Ainda existem outros três medicamentos (Levodopa+Carbidopa, Biperideno e Levodopa), que são ofertados por meio do Programa Farmácia Popular. Esses medicamentos podem ser retirados com até 90% de desconto. Fonte: Primeira Hora.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

SUS incorpora novos medicamentos à lista de ofertas da rede pública

9 de novembro de 2017 - O Governo do Brasil incorporou para oferta gratuita do Sistema Único de Saúde (SUS) 17 novos medicamentos em 2017. A medida é essencial para que pacientes que estão em tratamento de doenças graves tenham acesso a remédios mais modernos e eficazes.

Entre os destaques está a inclusão do Trastuzumabe aos pacientes com câncer metastático de mama, em primeira linha de tratamento. Atualmente, são atendidos com o medicamento, no sistema público, 3.935 pacientes. O diagnóstico inicial é feito pelo exame de mamografia.

A substância Levetiracetam também passará a ser ofertada no tratamento de convulsões em pacientes com microcefalia.

Neste ano, Ministério da Saúde também anunciou a compra de um moderno medicamento para diabetes tipo 1. A partir do ano que vem, a insulina análoga será distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças. O remédio controla os níveis de glicemia no sangue, o que reduz os efeitos negativos da alta concentração da substância.

Foram incluídos, ainda, medicamentos para o tratamento de pacientes com esclerose múltipla (Fumarato de dimetila, Fingolimode e Teriflunomida), pessoas vivendo com HIV/Aids (Raltegravir e Etravirina) e remédios para populações sob maior risco de adquirir o vírus da imunodeficiência humana (Tenofovir e Entricitabina).

Pacientes com doença de Parkinson e doença de Crohn também foram beneficiados com as novas inclusões.

INCORPORAÇÃO
Hoje são 869 medicamentos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename, em que constam os medicamentos voltados ao atendimento de necessidades prioritárias do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2016, foram investidos R$ 15,9 bilhões para aquisição e distribuição de medicamentos, além de repasse de recursos a estados e municípios.

Para que um novo medicamento seja incorporado ao SUS, é preciso avaliação prévia da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sus (Conitec). O pedido para essa avaliação pode ser apresentado por qualquer cidadão.

Essa comissão avalia quais as melhores opções de tratamento, as mais eficazes, mais seguras e efetivas. A avaliação da Conitec é enviada ao Ministério da Saúde, que decide se incorporará ou não o remédio.

Além disso, os estados e municípios possuem autonomia para incluir na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) medicamentos que atendam às necessidades locais.

Confira a tabela de incorporação 2017

MEDICAMENTO

TRATAMENTO

Fumarato de dimetila

Da esclerose múltipla remitente recorrente após falha com betainterferona ou glatirâmer

Fingolimode

Da esclerose múltipla remitente recorrente após falha terapêutica com betainterferona ou glatirâmer

Teriflunomida

Primeira linha de tratamento da esclerose múltipla remitente recorrente

Raltegravir

Primeira linha de tratamento de pessoas vivendo com HIV/Aids

Tenofovir e Entricitabina

Tenofovir associado a entricitabina (TDF/FTC 300/200 mg) como profilaxia pré-exposição (PrEP) para populações sob maior risco de adquirir o vírus da imunodeficiência humana (HIV)

Etravirina

Antirretroviral etravirina 200 mg para o tratamento da infecção pelo HIV

Mesilato de rasagilina e levodopa

Mesilato de rasagilina em combinação com levodopa para o tratamento de pacientes com doença de Parkinson com complicações motoras

Levetiracetam

Terapia adjuvante em pacientes com epilepsia mioclônica juvenil resistentes à monoterapia

Laronidase

Terapia de reposição enzimática na mucopolissacaridose tipo I

Associação de sulfato de polimixina B 10.000 UI, sulfato de neomicina 3,5 mg/mL, fluocinolona acetonida 0,25 mg/mL e cloridrato de lidocaína 20 mg/mL

Medicamentos tópicos para Otite Externa Aguda

Levetiracetam

De convulsões em pacientes com microcefalia

Trastuzumabe

Do câncer de mama HER2-positivo metastático em primeira linha de tratamento

Insulinas análogas

De ação rápida para Diabetes Mellitus Tipo 1

Certolizumabe

Certolizumabe pegol(??) para o tratamento da doença de Crohn, de moderada a grave
Fonte: Mixvale.

sábado, 14 de janeiro de 2017

SUS oferecerá reiki, musicoterapia, arteterapia e meditação

Portaria do Ministério da Saúde foi publicada nesta sexta-feira (13)

13/01/2017 - Em portaria publicada nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde incluiu práticas como reiki, meditação, musicoterapia, arteterapia e tratamentos naturopático, osteopático e quiroprático como procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme a portaria 145 de 2017, aprovada pelo órgão em 11 de janeiro, os novos métodos e técnicas passam a figurar na tabela do SUS na categoria de "ações de promoção e prevenção em saúde".

Desde o ano passado, o Serviço Único de Saúde já oferecia opções de tratamentos corporais alternativos como massoterapia, biodança, dança circular, ioga, oficina de massagem/automassagem, medicina tradicional chinesa, tratamento termal/crenoterápico, terapia comunitária e auriculoterapia. A inclusão destes procedimentos foi instituída com a publicação da portaria 404, de 15 de abril de 2016.

Conheça os novos procedimentos

Arteterapia
Práticas que utilizam a arte como base do processo terapêutico. Fazem uso de diversas técnicas expressivas no cuidado à saúde. Podem ser realizadas de forma individual ou em grupo.

Meditação
Prática presente em diversas culturas e tradições, que, por meio de um conjunto de técnicas, visa a harmonizar o estado de saúde da pessoa. Pode ser realizada de forma individual ou em grupo.

Musicoterapia
Prática que utiliza a música e seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), em um processo para facilitar e promover os objetivos terapêuticos, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. Pode ser realizada de forma individual ou em grupo.

Tratamento naturopático
Por meio de métodos e recursos naturais, busca apoiar e estimular a capacidade intrínseca do corpo na recuperação da saúde.

Tratamento Osteopático
Consiste em um método diagnóstico e terapêutico manual das disfunções de mobilidade articular e de tecidos em geral.

Tratamento Quiroprático
Abordagem que utiliza elementos diagnósticos e terapêuticos manipulativos, visando ao tratamento e à prevenção das desordens do sistema neuro-músculo-esquelético e dos seus efeitos na saúde em geral. Fonte: Zero Hora.
Esperemos que desde a Portaria até o beneficiário final, o caminho seja curto.

domingo, 27 de novembro de 2016

Implante cerebral é aposta para tratamento de Parkinson

DOMINGO, 27 DE NOVEMBRO DE 2016 - Um procedimento cirúrgico tem melhorado a qualidade de vida aos pacientes de Parkinson na região. O Implante Neuroestimulador Cerebral, conhecido como DBS, que em inglês quer dizer Deep Brain Stimulation, é a esperança de José Egídio dos Santos, 61 anos, que passou pela cirurgia ontem no Hospital Norte Paranaense de Arapongas - Honpar (Hospital Regional João de Freitas). “Espero que melhore bastante os sintomas”, diz. Apesar de não ser uma novidade em termos de tratamento, a cirurgia só é realizada em três municípios do Paraná: Londrina, Curitiba e agora em Arapongas, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Assim como José Egídio, que é Parkinsoniano há 11 anos, outros cinco pacientes passaram pelo procedimento neste fim de semana no Honpar. É a segunda vez que o hospital realiza este tipo de cirurgia. Neste ano, em junho, foram realizados os primeiros seis procedimentos, sendo todos pagos pelo SUS.

A oferta do procedimento foi possível porque contou com ajuda de profissionais especialistas de outras cidades. Nas duas ocasiões, a equipe liderada pelo médico neurocirurgião Marcus Valério da Costa, de Londrina, contou também com o trabalho do médico e também neurocirurgião José Oswaldo Oliveira Júnior, que é referência no assunto do Brasil e trabalha com o implante de DBS deste o final da década de 1980, quando o procedimento começou a ser indicado aos pacientes.

A araponguense Mariza Regina Pereira Viana, 38 anos, é uma das pessoas que passou pelo procedimento em junho. Parkinsoniana há sete anos, ela avalia que o procedimento foi positivo. “Diminuíram bastante os tremores”, afirma.

Costa explica que o procedimento consiste basicamente em colocar um fio (eletrodo) no interior do cérebro através de um pequeno furo no osso. O fio é ligado a uma bateria (gerador) que vai enviar estímulos ao cérebro para que ele melhore seu funcionamento e reduzam os sintomas desagradáveis da doença. “Após o implante, a melhora do paciente é gradativa e a estimulação é ajustada de acordo com a avaliação, que é feita de forma periódica. O paciente também continua tomando medicação, porém em doses menores, o que reduz os efeitos colaterais”, explica Costa.

A bateria tem uma durabilidade média de 3 a 5 anos, após esse período Oliveira Júnior explica, que o paciente precisa passar pelo procedimento novamente, mas não completo. “Vamos trocar somente a bateria, para que o eletrodo volte a emitir estímulos ao cérebro”, esclarece.

SEM CURA

Da Costa deixa claro que o Parkinson, que é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva, não tem cura. “A cirurgia não cura, mas melhora a qualidade de vida, permitindo ao Parkinsoniano ficar mais ativo e independente”, avalia Costa.

De acordo com o médico londrinense, o procedimento dura, em média, quatro horas, e não é considerado de alto risco.

“A cirurgia é considerada de alta complexidade e demanda de uma equipe especializada”, diz. A falta de especialistas é, inclusive, apontada como uma das razões do procedimento ser desconhecido do público.

Intervenção é indicada em estágio inicial

O neurocirurgião José Oswaldo Oliveira Júnior, doutor em neurocirurgia funcional, de São Paulo, observa que que o Implante Neuroestimulador Cerebral, chamado de DBS, desde 1993 não é mais considerado tratamento experimental, e sim convencional. “O DBS beneficia cerca de 15% de todos os doentes Parkinsonianos. A cirurgia é indicada para pacientes com tratamento clínico inicial, mais ou menos, cinco a seis anos. Não se pensa em cirurgia antes disso”, afirma.

A partir de cinco anos de doença, segundo o especialista, é que se faz a indicação para cirurgia. “Durante os primeiros cinco anos, o melhor tratamento clínico, com medicação, fisioterapia, com fonoaudiologia e terapia ocupacional”, avalia.

Oliveira Júnior comenta que, no Brasil, a maioria dos pacientes é tratada com neurologistas clínicos, responsáveis por coordenador o tratamento. “O neurocirurgião aparece um tratamento mais invasivo a partir dos cinco anos da doença, quando a medicação está causando efeitos adversos e não está conseguindo proporcionando mais uma resposta eficiente”, sublinha.

Oliveira Júnior também pontua que é importante que a região tenha um polo de desenvolvimento e tratamento de Parkinson, de dedicação exclusiva aos SUS. “Porque o resultado é positivo”, justifica. Fonte: Tribuna do Norte.