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domingo, 23 de julho de 2017

No intuito de ajudar, me estresso


Eu venho mantendo essse blog desde os seus primórdios, tendo-o herdado do sociólogo e visionário catarinense, Marcílio Dias dos Santos, a quem desejo muita força na sua luta contra o Parkinson, pois a situação está difícil.

Enfim, aquilo (o blog) que foi concebido para a ajuda mútua e para troca de experiências, passa a partir de um determinado momento, passa a ser foco de stress

Explico. Por mais que tu consideres amplos os teus limites entre a liberalidade e o ceticismo, numa ampla janela, jamais irá satifazer a todos, aliás o que é impossível.

No caso o que me chama a atenção são as paixões com que certos temas são debatidos, particularmente os temas da maconha, da ayahuasca e da auto-hemoterapia.

A grosso modo estou incidindo em crime aqui no pa-tro-pi, ao defender e usar medicinalmente a maconha, bem como divulgar possíveis benefícios da infusão de ayahuasca e o uso da auto-hemoterapia para casos de Parkinson, afinal são todos questionados pela ordem legal e médica. No entanto estou aqui me expondo perante os olhos do mundo como maconheiro.

O enfoque apaixonado e até certo ponto religioso na defesa de tese, tanto na maconha, na ayahuasca como na auto-hemoterapia é que me preocupa, afinal temos o direito do contraditório, sem atingir a ação de cada um, agora querer impor sua idéia de que “tem que ser assim, porque eu quero” eu não aceito e com isto me acusando de cético (embora não negue um certo teor).

Minha intenção nunca foi polemizar. A notícia foi publicada relativa à auto-hemoterapia foi com o intuito de fazer com que as pessoas saibam da existência, regulamentar ou não, deste tipo de tratamento, bem como outros alternativos (ayahuasca). Como cada caso é um caso, o que pode funcionar para uns, pode não funcionar para outros. Cada um tem livre arbítrio para fazer o tratamento que quiser e considerar mais adequado a seu caso. No meu caso tomei umas injeções reitroduzindo meu próprio sangue no organismo. Provavelmnte a experiência de 3 meses, 2x a cada semana, não tenha sido suficientemente longa para apresentar algum alívio do Parkinson. Que Deus abençoe a todos.

sábado, 13 de maio de 2017

Pesquisador brasileiro é condenado a seis anos e meio de prisão na Rússia

Eduardo Chianca foi detido em Moscou em agosto de 2016 por carregar em sua bagagem quatro garrafas de ayahuasca, um chá utilizado em terapias e rituais religiosos.

13/05/2017 - Preso há nove meses na Rússia por tráfico de drogas, o pesquisador paraibano, que vivia no Recife, Eduardo Chianca foi condenado a seis anos e meio de prisão. A informação foi confirmada pelo Itamaraty neste sábado (13). Ele foi detido em Moscou em agosto de 2016 por carregar em sua bagagem quatro garrafas de ayahuasca, um chá utilizado em terapias e rituais religiosos.

O órgão disse ainda que estão sendo estudadas medidas que possibilitem a transferência de Chianca para o sistema penitenciário do Brasil, para que ele cumpra a sentença imposta pelas autoridades russas em solo brasileiro. “A Embaixada em Moscou continuará a prestar ao senhor Chianca Rocha toda a assistência consular cabível ao longo do período em que permanecer detido na Rússia”, disse o Itamaraty em nota.

Sem ver o marido desde que embarcou para a Rússia, a esposa Patrícia Alves diz que a decisão foi um milagre, tendo em vista o rigor da Justiça russa. “Estamos tristes porque queríamos um milagre maior, que seria sua absolvição, mas dentro da realidade essa penalidade foi um milagre. O juiz foi altamente complacente em dar essa penalidade porque esperávamos algo próximo a 17 anos de prisão ou, até, perpétua”, comenta, ao mencionar que a defesa ainda irá apelar.

De acordo com Patrícia, a luta, agora, é para trazer o pesquisador de volta para o seu país. 

“Expectativa é muito grande para que ele retorne para o Brasil. Essa será a segunda parte do milagre. Tivemos um apoio maravilhoso das autoridades brasileiras e está nas mãos do Brasil trazer Chianca para casa. Esperamos que se faça justiça e que a Rússia libere a sua volta”, completa.

A detenção ocorreu por causa da presença de dimetiltriptamina (DMT), uma substância encontrada na bebida e considerada ilegal pelas leis da nação estrangeira, mas aprovada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ela é uma substância com efeitos psicodélicos pertencente ao grupo das triptaminas, semelhante à serotonina. A DMT é o princípio ativo da ayahuasca e utilizada nos rituais do Santo Daime e da Jurema.

O pesquisador partiu para a Europa a convite de cientistas e estudiosos. Após passar pela Rússia, ele ainda faria palestras na Ucrânia, Suíça, Holanda e Espanha, de onde retornaria para o Brasil, no dia 17 de outubro do ano passado. Engenheiro eletrônico, Chianca abandonou uma carreira na área para se dedicar às terapias holísticas.

Em 2006, desenvolveu uma técnica que lhe rendeu reconhecimento internacional. A Frequência de Luz, como foi batizada, trabalha os diagnósticos a partir da leitura dos chacras e seu equilíbrio.
Índios da tribo Fulni-ó de Águas Belas se mobilizaram para tentar libertar o pesquisador (Foto: Patrícia Alves/Acervo Pessoal)
Durante os nove meses que esteve preso e sob julgamento, familiares e amigos de Chianca se reuniram na tentativa de trazê-lo para casa. A questão foi tema de uma conversa entre o presidente do Brasil, Michel Temer,e o chefe de Estado da Rússia, Vladimir Putin, durante o encontro dos BRICs, em Goa, na Índia, em outubro de 2016. Na época, Temer pediu que o governo russo reconsiderasse a situação do pesquisador.

No mesmo mês, Patrícia enviou à embaixada russa no Brasil uma lista de cartas e documentos em defesa do companheiro, assinados por políticos e personalidades da área de terapias holísticas.
Entre os 15 documentos estavam as cartas da presidência da Federação Brasileira de Terapeutas (Febrate) e da tribo Fulni-ó de Águas  Belas, no Agreste de Pernambuco, além do ofício do deputado Giovani Cherini, que preside a Frente Parlamentar de Práticas Integrativas em Saúde do Congresso Nacional. Patrícia ainda anexou ao dossiê um DVD sobre a técnica Frequências de Luz, desenvolvida pelo pesquisador, com tradução em russo.

“Tudo isso mostrou muito bem para a Rússia quem é Eduardo Chianca. Eduardo mesmo escreveu 20 páginas em sua defesa para demonstrar quem é e o equívoco que aconteceu. Ele é uma pessoa forte e equilibrada espiritualmente. Tem uma grande força e uma fé que não tem limites. Dentro do contexto, ele tem noção que essa pena foi terrível, mas a melhor possível dentro do cenário. Agora, a bola está com o Brasil em trazê-lo para casa”, conclui Patrícia. Fonte: Globo G1. Veja mais aqui.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Substância presente na ayahuasca estimula a formação de neurônios

A descoberta, feita por pesquisadores de instituições brasileiras, deve ajudar no desenvolvimento de tratamentos contra o mal de Alzheimer

09/12/2016 - Uma equipe de cientistas do Brasil constatou que a harmina, substância contida em grande quantidade na ayahuasca (planta base do chá usado nos rituais do santo-daime) contribui na regeneração de neurônios. O achado pode levar a tratamentos para doenças neurológicas, como o mal de Alzheimer.

A pesquisa, realizada pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ICB-UFRJ), foi publicada esta semana na revista especializada Peer J.

Estudos realizados anteriormente haviam comprovado que a ayahuasca continha efeitos ansiolíticos (que combatem a ansiedade) e antidepressivos. Agora, os pesquisadores do país buscaram relacionar a harmina à criação de novas células neurais humanas.

Na experiência, os pesquisadores expuseram células com capacidade de se transformarem em estruturas neurais humanas à substância. "Nós criamos (em laboratório) progenitores neurais, ou seja, células humanas que vão dar origem a neurônios. Esse é o grande diferencial do nosso trabalho”, diz Stevens Rehens, um dos autores do projeto e pesquisador do Idor.

Proliferação

Depois de quatro dias, foi descoberto que a substância aumentou a proliferação de progenitores neurais humanos em 71%. “Colocamos uma quantidade de células em cultura, em uma placa, e expusemos essas células à harmina. Quando realizamos essa exposição, vimos que o nível dessas células aumentou de forma significativa”, explica o cientista.

O resultado instigou a equipe a descobrir como a substância age sobre as células progenitoras. “Nós usamos uma série de ferramentas bioquímicas e concluímos que ela inibe uma enzima chamada DYRK1A. E o interessante é que essa enzima está extremamente ativada ao mal de Alzheimer e à síndrome de Down.”

Segundo Stevens, o resultado tem grande relevância. “Temos o diferencial de que foi feito com células humanas, e o estudo abre a perspectiva de se estudar a harmina com uma possibilidade de aplicação terapêutica”, considerou.

Para o cientista, isso abre precedentes para que o tema seja mais explorado na comunidade científica.

“Precisamos fazer muito mais estudos nesse sentido. Nós temos uma primeira evidência. É o primeiro tijolinho de um trabalho que busca evidenciar substâncias que, muitas vezes, são proibidas, mas têm um potencial terapêutico que precisa ser estudado"
Stevens Rehens, pesquisador do Idor

"Precisamos aumentar esse tipo de pesquisa no país”, completa Stevens. O grupo de pesquisa contou com o apoio financeiro das agências brasileiras de fomento Faperj, CNPq, Capes, Finep, BNDES e Fapesp. Fonte: Correio Braziliense.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A planta alucinógena que "cura" Alzheimer e Parkinson


Gennaio 27, 2016 - Este artigo é o resultado de seis anos de trabalho, depois de estudar medicina e etnobotânica no campo das doenças neurológicas, e se tentou fazer as conexões entre os dois em busca de algo vital em termos de uma opção alternativa de tratamento para ALS - esclerose lateral amiotrófica, e condições neurológicasdegenerativas semelhantes.

Na América do Sul e Central, os nativos em muitas tribos que vivem na floresta amazônica tem uma longa tradição histórica em consumir um medicamento / chá natural chamado ayahuasca. Eles coletam o preparado principalmente de uma videira selvagem, seu nome latino deve ser Banisteriopsis caapi.

Frequentemente, mas não sempre, as folhas das árvores chamadas Chacruna ou Chaliponga (Psychotria viridis e Diplopterys cabrerana) são adicionadas ao chá, ou em partes de casca da árvore Jurema (da família das leguminosas e uma espécie de Mimosa).

Substâncias naturais extraídas da infusão de Ayahuasca foram encontradas na forma de particulares propriedades antioxidantes reparadoras fortemente de células nervosas específicas no cérebro e no sistema nervoso central – de controle da neurotransmissão, atividade, memória muscular / e coordenação motora.

Esta teoria revela que a poção pode ser um tratamento eficaz para as doenças neurodegenerativas, tais como ALS, doença de Alzheimer e doença de Parkinson.

De acordo com Dr. Juan Ramos, chefe do Departamento de doenças neurológicas na Universidade do Sul da Flórida, EUA, estudos iniciais indicam que essas substâncias estimulam o desenvolvimento de novas células em áreas do cérebro que controla as funções acima.

Se esta poderia ser uma possível cura através da plena restauração das células danificadas ou destruídas continua a ser visto, mas os primeiros resultados indicam que este poderia ser o caso. Há também um crescente interesse em explorar as propriedades regenerativas das células destas plantas dentro da investigação sobre lesões da medula espinhal.

Um dos primeiros estudos sobre a B. caapi foi feito em 1920, e pacientes com doença de Parkinson foram envolvidos.

Os pacientes tiveram alívio dos sintomas nos testes iniciais, mas, infelizmente, a pesquisa foi interrompida devido à falta de potencial de lucro - como substâncias já presentes nas plantas naturais podem não ser aplicáveis ​​a quaisquer patentes úteis para a indústria farmacêutica ...

O que anteriormente criou controvérsia sobre ayahuasca, pensa-se simplesmente como uma planta alucinogénia da ciência ocidental. Em outras palavras, estas plantas medicinais de grande importância, têm sido negligenciados pela comunidade científica e o pensamento de que eles eram simplesmente medicamentos naturais não tinham sido levados em conta. Um termo mais correto para estas plantas, tanto quanto a cultura indígena em que Ayahuasca é uma parte, que seriam "enteógenos" - o que significa plantas usadas em um contexto sagrado para os nativos, induzindo experiências espirituais melhores (o Deus interior você).

Ayahuasca em si provou não ser prejudicial, como os compostos não são tóxicos, embora os efeitos colaterais temporários, como náuseas e tonturas são comuns. No entanto, através da combinação de fármacos com alguns inibidores da MAO (tais como aqueles encontrados em Ayahuasca) é muito perigoso, mesmo letal em alguns casos. Isto significa que, a fim de consumir com segurança ayahuasca, você não deve combinar com quaisquer drogas contra-indicadas, e aqueles que sofrem de diabetes, epilepsia ou pressão arterial elevada são aconselhados a abster-se deste tratamento.

A guerra ocidental às plantas que amplificam a consciência

Embora a dimetiltriptamina (substância encontrada em plantas utilizadas para a ayahuasca alucinógena) ocorra naturalmente no corpo humano - pensada por ser produzida pela glândula pineal, no cérebro durante o sono dos sonhos - continua a ser uma substância ilegal em alguns países ocidentais desde 1960, quando os legisladores prematuramente criminalizaram muitas substâncias suspeitas de ter algum efeito sobre a mente, incluindo os naturais, por causa do pânico moral generalizado ainda em andamento.

Ironicamente, muitas das quais, incluindo dimetiltriptamina, nunca foi provada insalubre de forma alguma, e tenham sido efetivamente utilizados pelos nativos com sucesso para tratar doenças durante séculos.

Embora muitos países europeus têm redefinido a sua política sobre muitas plantas medicinais reprovadas nos últimos anos, principalmente devido a uma crescente conscientização e melhor acesso a novas informações e imparciais sobre estas plantas, bem como a investigação.

Ao contrário do que algumas pessoas tendem a pensar, você não tem alucinações de coisas que aparecem do nada, depois de consumir a ayahuasca, mas há seqüências de visões oníricas interiores a terem lugar durante o repouso.

Ayahuasca já foi efetivamente utilizada para o alívio dos sintomas da esclerose múltipla, como um número crescente de pessoas na Europa, pelo menos desde 2006. ALS, esclerose múltipla, doença de Alzheimer e doença de Parkinson todos compartilham um lote de terreno comum, que é que envolvem a degeneração das células nervosas, de alguma forma.

É, portanto, provável que qualquer tipo de espectro da medicina natural possa influenciar o processo de recriação das células nervosas, e aquelas que contêm também significativas propriedades antioxidantes, podem prevenir e retardar a progressão da doença neurológica, em geral.

Uma medicina útil contra a toxicodependência

Ayahuasca tem sido provado não ser viciante, e também é usada para ajudar as pessoas a quebrar seus vícios de drogas, Ayahuasca tem um efeito desintoxicante documentado que o libera dos problemas da retirada da droga.

Na Europa, a Espanha é um dos vários países onde a Ayahuasca está emergindo como uma terapia alternativa, e Espanha é também o local escolhido para uma conferência internacional em 2014, onde etno-farmacologistas, psicólogos e pesquisadores de todo o mundo se reúnem em torno dos temas da Ayahuasca e outros enteógenos. Original em italiano, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: La Stella.
Coloquei "cura" entre aspas, pois não está provado e não queremos frustrar expectativas de ninguém neste sentido. Dentre meus planos para 2016 inclui-se uma sessão, ou tantas quantas forem necessárias com o chá Ayahuasca, para se chegar a algum efeito positivo sobre o Parkinson. Prometo que relato aqui.