SEPTEMBER 3, 2019 - As injeções de Myobloc (rimabotulinumtoxinB) são aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para tratar adultos com sialorréia crônica ou baba, uma condição frequentemente experimentada pelos pacientes de Parkinson.
O Myobloc, comercializado pelo US WorldMeds, é a primeira toxina botulínica do tipo B aprovada para uso em sialorréia. Os profissionais de saúde administram injeções diretamente em duas das principais glândulas produtoras de saliva, as glândulas parótida e submandibular.
De acordo com o US WorldMeds, uma dose única pode reduzir significativamente a baba dentro de uma semana após o tratamento e permanecer eficaz por até três meses.
A sialorréia, ou baba, refere-se à saliva em excesso que sai da boca. Esse é um sintoma comum e incômodo de distúrbios neurológicos como esclerose lateral amiotrófica (ELA), paralisia cerebral e acidente vascular cerebral, e afeta até 75% de todos os pacientes de Parkinson.
“A sialorréia pode ser altamente angustiante para os pacientes e seus cuidadores e pode ter um impacto negativo significativo na qualidade de vida. Se não tratada, a associação de saliva pode levar a irritação da pele ao redor da boca, complicações de higiene bucal, dificuldades de fala e interrupção do sono”, Stuart Isaacson, MD, diretor do Centro de Doenças e Desordens do Movimento de Parkinson do Hospital Regional de Boca Raton, disse em um comunicado de imprensa.
"Esses impactos podem deixar os pacientes com comprometimento do bem-estar físico, além de sentirem-se constrangidos com sua condição, causando falta de confiança e isolamento", acrescentou Isaacson.
O Myobloc funciona bloqueando a transmissão de certos sinais nervosos aos músculos e glândulas salivares. Especificamente, inibe a liberação do neurotransmissor acetilcolina, uma substância química envolvida na ativação das glândulas sudoríparas e salivares.
O Myobloc já foi aprovado, como injeções intramusculares, para tratar a posição anormal da cabeça e a dor no pescoço que ocorre em adultos com distonia cervical.
Sua aprovação para sialorréia crônica foi feita sob um pedido de licença biológica suplementar (sBLA), que foi suportado por ensaios clínicos, incluindo um estudo multicêntrico de eficácia e segurança da Fase 3 (NCT01994109) em 54 pacientes com Parkinson com sialorréia.
O estudo alcançou seus principais objetivos de eficácia. Houve uma redução significativa na produção de saliva e atenuação dos sintomas, de maneira dependente da dose, quatro semanas após uma única injeção de Myobloc em comparação com o placebo.
Uma fase aberta do estudo também demonstrou segurança e eficácia ao longo do tempo, com o tratamento por injeção administrado por cerca de um ano. Alguns eventos adversos, especificamente os gastrointestinais, foram mais comuns em pacientes em uso de Myobloc do que em placebo (31% vs. 7%). O efeito colateral mais frequente relatado foi boca seca.
Nenhum evento adverso grave foi atribuído ao medicamento e nenhum paciente interrompeu seu uso devido aos efeitos colaterais do tratamento.
“Estamos comprometidos em ajudar pacientes que lutam com confiança devido à sialorréia. Essa nova indicação do Myobloc oferece um tratamento comprovado e de ação rápida”, disse P. Breckinridge Jones, CEO da WorldMeds dos EUA.
"Estamos orgulhosos de apoiar os profissionais de saúde com uma opção que pode ter um impacto tão positivo na vida dos pacientes e de seus cuidadores", acrescentou. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Parkinsons News Today.
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terça-feira, 3 de setembro de 2019
sexta-feira, 6 de julho de 2018
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Baba ou mais chic, sialorréia
E outros sinônimos para baba: ptialismo, polissialia, hipersialose.
Estou como um velho babão, a baba escorre que nem água, tô pensando usar babeiro, ou babador. Tô pior que um São Bernardo no verão.
Sei que isto é um problema de muitos de nós.
Tinha ouvido falar por aí, que chá de Belladdona seria um paliativo para a babação excessiva, devido à ser composta por atropina, que inibiria as glândulas salivares.
Quero resolver a babação e gostaria de tomar um chá de Belladona para tentar uma solução. O problema é que lendo na Wikipédia, descobri que a Belladonna é venenosa e por isso tem que preparar, segundo a ANVISA, a tintura-mãe. Segundo ainda a Wikipédia, muitas coisas interessantes sobre a planta, as quais trancrevo (as referências são da Wiki):
Atropa belladonna L., conhecida pelo nome comum de beladona,[2] é uma planta subarbustiva perene pertencente à família Solanaceae, com distribuição natural na Europa, Norte de África e Ásia Ocidental e naturalizada em partes da América do Norte. A espécie é pouco tolerante à exposição directa à radiação solar, preferindo habitats sombrios com solos ricos em limo e húmidos, principalmente à beira de rios, lagos e represas.
A espécie A. belladona não deve ser confundida com a amarílis, a espécie Amaryllis belladonna, uma herbácea bulbosa, da família das amarilidáceas. Outra planta comumente confundida com a beladona é a Solanum americanum, popularmente conhecida como maria-pretinha. (...)
Descrição
Planta perene e herbácea, da família das solanáceas, apresentando-se frequentemente como um subarbusto que se desenvolve a partir de um rizoma carnoso. Os espécimes em locais favoráveis crescem até 1,5 m de altura, com folhas largas e ovaladas com até 18 cm de comprimento. Os ramos são talosos, muito ramificados, lenhosos na base.
As flores são campaniformes, vistosas, de coloração púrpura, mas com reflexos verdes a verdosas e um discreto odor desagradável. Há uma forma com folhagem de coloração verde-pálida, que produz flores amarelas e frutos de cor amarelo-pálida, recebendo a designação de Atropa belladona var. lutea.
Os frutos são bagas com aproximadamente 1 cm de diâmetro, inicialmente de cor verde, mas adquirindo uma coloração negro brilhante quando completamente maduras. As bagas são doces, ricas em atropina, sendo consumidas pelas aves.
As sementes são pequenos grãos de cor acastanhada, ricos em alcalóides tóxicos, que são dispersas com os excrementos, estando por isso adaptadas a atravessar incólumes o sistema digestivo das aves. A germinação é frequentemente difícil, devido ao tegumento duro e rugoso que recobre as sementes, o qual aparenta causar latência. A germinação demora várias semanas sob condições de temperatura variável, mas pode ser acelerada recorrendo ao uso de ácido giberélico.
Estudos de citologia mostraram que o número de cromossomas de Atropa belladonna e seus taxa infra-específicos é n=25.[3]
Devido à sua elevada toxicidade, a Atropa belladona utiliza-se raramente em jardinagem, mas por vezes é plantada pelos seus grandes frutos vistosos.
A cultura pode ser feita mediante sementeira ou por reprodução vegetativa, sendo contudo recomendável o uso das sementes. Dada a possibilidade de latência, as sementes devem ser postas em água quente umas horas antes de semear. Demoram algum tempo a germinar e requerem humidade e calor, e mesmo que sejam mantidas todas as condições necessárias, a taxa de germinação não é alta.
Para um bom desenvolvimento vegetativo, as plantas necessitam de um substrato rico em matéria orgânica num ambiente húmido e sombrio. Os nitratos e os sais amoniacais são os melhores adubos para aumentar a concentração de alcalóides na planta.
A espécie é considerada uma erva daninha em algumas regiões onde coloniza zonas com solos alterados eutrofizados, colinas florestadas e áreas muito enriquecidas em matéria orgânica, incluindo restos carboníferos. Encontra-se naturalizada em algumas regiões da América do Norte, onde ocorre em geral em lugares sombreados e húmidos de solo calino.
Designação e taxonomia
Por ter uma longa história de utilização farmacológica e pela sua toxicidade, à semelhança do que acontece com as espécies do género Datura ou com a mandrágora, esta planta tem sido objecto de crenças, lendas e efabulações de todo o tipo, o que continua a ocorrer na actualidade. Foi utilizada no Antigo Egipto como narcótico, pelos assírios para "afastar os pensamentos tristes" e o seu uso teve larga difusão na Europa devido ao seu uso em bruxaria desde a Idade Média.
Quando a espécie Atropa belladonna foi descrita por Lineu (Species Plantarum 1: 181), em 1753,[4] o nome científico adoptado reflecte esses usos, já que deriva da utilização doméstica como cosmético que ao tempo se fazia na Europa, em especial em Itália, onde um extracto do fruto (ou mesmo uma baga em fresco) era colocado sobre os olhos das damas para provocar a dilatação da pupila, pois a atropina nele contida produz midríase. Como sabia que as mulheres utilizavam extractos de beladona nos olhos para dilatar as pupilas de modo a ficarem mais belas, Lineu utilizou o epíteto específico belladonna (em italiano: mulher bela). O nome genérico Atropa foi derivado de Atropos, uma das três Moiras que na mitologia grega controlavam o destino (uma o nascimento, outra o prolongamento da vida, e, finalmente, Atropos, responsável pelo corte do fio da vida, ditava a morte).
Toxicidade
Ver artigo principal: Toxicidade
A beladona é uma das plantas mais tóxicas encontradas no hemisfério oriental. A ingestão de apenas uma folha pode ser fatal para um adulto, embora a toxicidade possa variar em função do estado vegetativo da planta, da sua idade e de factores genéticos e ambientais. A raiz da planta é geralmente a parte mais tóxica.[5]
Apesar de todas as partes da planta conterem alcalóides, as bagas constituem o maior perigo por serem atractivas, com a sua aparência negra e brilhante e sabor adocicado. A ingestão de quantidades superiores a cinco bagas pode ser fatal para um adulto.
Devido ao facto de seus frutos, quando ingeridos puros ou na forma de tisanas, provocarem efeitos psicoactivos (alucinações), a planta é utilizada como droga recreativa. É também utilizada como matéria prima na composição de um medicamentos homeopáticos, com destaque para aquele que é comercializado com o seu nome comum. É igualmente substância activa em medicamentos regulamentados pelo Infarmed, nomeadamente em antiespasmódicos utilizados para controlar espasmos da laringe e das cordas vocais e no tratamento de traqueítes.
Os sintomas de envenenamento por beladona são os mesmos que os da atropina, e incluem pupilas dilatadas, taquicardia, alucinação, visão desfocada, garganta seca, constipação e retenção urinária. A pele pode secar. O principal antídoto utilizado é a pilocarpina.
A toxicidade da beladona resulta da presença de um conjunto de princípios activos distribuídos em concentrações diversas pelas diferentes partes da planta:
Nas partes aéreas — alcalóides tropânicos (0,03-0,06%) (nomeadamente l-hiosciamina (predominante na planta fresca), atropina (predominante na planta seca), norhiosciamina e noratropina), ésteres de escopanol (escopolamina ou hioscina e atroscina) e hidroxicumarina (escopoletol).
Na raiz e rizomas — cumarinas (escopoletol, umbeliferona, hiosciamina, atropina, cuscohigrina, bellaradina).
Para além dos princípios activos atrás apontados, a planta é rica em hiosciamina, atropina, hiescina, escopolamina, piridina, ácido crisotrópico, taninos e amidos.[6]
A presença em elevadas concentrações de alcalóides derivados dos tropanos (hiosciamina, atropina, escopolamina) convertem a beladona numa planta venenosa, capaz de provocar estados de coma ou morte se mal administrada. Em doses tóxicas provoca quadros alucinatórios e de delírio.
Apesar do evidente perigo de envenenamento, a planta é utilizada medicinalmente como dilatador da pupila (em oftalmologia) e como antiespasmódico, antiasmático e anticolinérgico. Correctamente utilizada em pneumologia é útil no controlo de espasmos bronquiais, embora possa acarrear desidratação das secreções.
Os extractos de beladona têm sido empregados desde há muito, e com relativo êxito, no tratamento dos sintomas da doença de Parkinson e das síndromes Parkinsonianos. A sua utilização ajuda a prevenir efeitos colaterais adversos de outros tratamentos. A beladona também se emprega em gastroenterologia, em doses baixas, como neuroregulador intestinal em casos de colon irritável e de colite ulcerosa.
Em doses moderadas pode servir como analgésico ou como anestesiante.[7]
As bagas da beladona foram utilizadas durante séculos no tratamento tradicional de uma variedade de sintomas, incluindo dor de cabeça, sintomas associados à menstruação, úlcera péptica, reacção a histamínicos, inflamação e afecções dolorosas que afectam os movimentos.[8]
Até finais do século XIX, as revistas de medicina ecléctica explicavam como preparar uma tintura de beladona para administração directa aos pacientes.[9]
Os preparados homeopáticos de beladona são vendidos como tratamentos para várias enfermidades. Embora alguns autores afirmem que não há evidência científica que comprove a sua eficácia clínica na concentração 30 C,[10][11] sua eficácia pode ser verificada em outras concentrações.[12]
A questão é a seguinte: Com preparar um bom chá de Belladonna, que me faça parar de babar e, obviamente, não me mate. Fontes: Este próprio blog, Wikipédia e Anvisa.
Estou como um velho babão, a baba escorre que nem água, tô pensando usar babeiro, ou babador. Tô pior que um São Bernardo no verão.
Sei que isto é um problema de muitos de nós.
Tinha ouvido falar por aí, que chá de Belladdona seria um paliativo para a babação excessiva, devido à ser composta por atropina, que inibiria as glândulas salivares.
Quero resolver a babação e gostaria de tomar um chá de Belladona para tentar uma solução. O problema é que lendo na Wikipédia, descobri que a Belladonna é venenosa e por isso tem que preparar, segundo a ANVISA, a tintura-mãe. Segundo ainda a Wikipédia, muitas coisas interessantes sobre a planta, as quais trancrevo (as referências são da Wiki):
Atropa belladonna L., conhecida pelo nome comum de beladona,[2] é uma planta subarbustiva perene pertencente à família Solanaceae, com distribuição natural na Europa, Norte de África e Ásia Ocidental e naturalizada em partes da América do Norte. A espécie é pouco tolerante à exposição directa à radiação solar, preferindo habitats sombrios com solos ricos em limo e húmidos, principalmente à beira de rios, lagos e represas.
A espécie A. belladona não deve ser confundida com a amarílis, a espécie Amaryllis belladonna, uma herbácea bulbosa, da família das amarilidáceas. Outra planta comumente confundida com a beladona é a Solanum americanum, popularmente conhecida como maria-pretinha. (...)
Descrição
Planta perene e herbácea, da família das solanáceas, apresentando-se frequentemente como um subarbusto que se desenvolve a partir de um rizoma carnoso. Os espécimes em locais favoráveis crescem até 1,5 m de altura, com folhas largas e ovaladas com até 18 cm de comprimento. Os ramos são talosos, muito ramificados, lenhosos na base.
As flores são campaniformes, vistosas, de coloração púrpura, mas com reflexos verdes a verdosas e um discreto odor desagradável. Há uma forma com folhagem de coloração verde-pálida, que produz flores amarelas e frutos de cor amarelo-pálida, recebendo a designação de Atropa belladona var. lutea.
Os frutos são bagas com aproximadamente 1 cm de diâmetro, inicialmente de cor verde, mas adquirindo uma coloração negro brilhante quando completamente maduras. As bagas são doces, ricas em atropina, sendo consumidas pelas aves.
As sementes são pequenos grãos de cor acastanhada, ricos em alcalóides tóxicos, que são dispersas com os excrementos, estando por isso adaptadas a atravessar incólumes o sistema digestivo das aves. A germinação é frequentemente difícil, devido ao tegumento duro e rugoso que recobre as sementes, o qual aparenta causar latência. A germinação demora várias semanas sob condições de temperatura variável, mas pode ser acelerada recorrendo ao uso de ácido giberélico.
Estudos de citologia mostraram que o número de cromossomas de Atropa belladonna e seus taxa infra-específicos é n=25.[3]
Devido à sua elevada toxicidade, a Atropa belladona utiliza-se raramente em jardinagem, mas por vezes é plantada pelos seus grandes frutos vistosos.
A cultura pode ser feita mediante sementeira ou por reprodução vegetativa, sendo contudo recomendável o uso das sementes. Dada a possibilidade de latência, as sementes devem ser postas em água quente umas horas antes de semear. Demoram algum tempo a germinar e requerem humidade e calor, e mesmo que sejam mantidas todas as condições necessárias, a taxa de germinação não é alta.
Para um bom desenvolvimento vegetativo, as plantas necessitam de um substrato rico em matéria orgânica num ambiente húmido e sombrio. Os nitratos e os sais amoniacais são os melhores adubos para aumentar a concentração de alcalóides na planta.
A espécie é considerada uma erva daninha em algumas regiões onde coloniza zonas com solos alterados eutrofizados, colinas florestadas e áreas muito enriquecidas em matéria orgânica, incluindo restos carboníferos. Encontra-se naturalizada em algumas regiões da América do Norte, onde ocorre em geral em lugares sombreados e húmidos de solo calino.
Designação e taxonomia
Por ter uma longa história de utilização farmacológica e pela sua toxicidade, à semelhança do que acontece com as espécies do género Datura ou com a mandrágora, esta planta tem sido objecto de crenças, lendas e efabulações de todo o tipo, o que continua a ocorrer na actualidade. Foi utilizada no Antigo Egipto como narcótico, pelos assírios para "afastar os pensamentos tristes" e o seu uso teve larga difusão na Europa devido ao seu uso em bruxaria desde a Idade Média.
Quando a espécie Atropa belladonna foi descrita por Lineu (Species Plantarum 1: 181), em 1753,[4] o nome científico adoptado reflecte esses usos, já que deriva da utilização doméstica como cosmético que ao tempo se fazia na Europa, em especial em Itália, onde um extracto do fruto (ou mesmo uma baga em fresco) era colocado sobre os olhos das damas para provocar a dilatação da pupila, pois a atropina nele contida produz midríase. Como sabia que as mulheres utilizavam extractos de beladona nos olhos para dilatar as pupilas de modo a ficarem mais belas, Lineu utilizou o epíteto específico belladonna (em italiano: mulher bela). O nome genérico Atropa foi derivado de Atropos, uma das três Moiras que na mitologia grega controlavam o destino (uma o nascimento, outra o prolongamento da vida, e, finalmente, Atropos, responsável pelo corte do fio da vida, ditava a morte).
Toxicidade
Ver artigo principal: Toxicidade
A beladona é uma das plantas mais tóxicas encontradas no hemisfério oriental. A ingestão de apenas uma folha pode ser fatal para um adulto, embora a toxicidade possa variar em função do estado vegetativo da planta, da sua idade e de factores genéticos e ambientais. A raiz da planta é geralmente a parte mais tóxica.[5]
Apesar de todas as partes da planta conterem alcalóides, as bagas constituem o maior perigo por serem atractivas, com a sua aparência negra e brilhante e sabor adocicado. A ingestão de quantidades superiores a cinco bagas pode ser fatal para um adulto.
Devido ao facto de seus frutos, quando ingeridos puros ou na forma de tisanas, provocarem efeitos psicoactivos (alucinações), a planta é utilizada como droga recreativa. É também utilizada como matéria prima na composição de um medicamentos homeopáticos, com destaque para aquele que é comercializado com o seu nome comum. É igualmente substância activa em medicamentos regulamentados pelo Infarmed, nomeadamente em antiespasmódicos utilizados para controlar espasmos da laringe e das cordas vocais e no tratamento de traqueítes.
Os sintomas de envenenamento por beladona são os mesmos que os da atropina, e incluem pupilas dilatadas, taquicardia, alucinação, visão desfocada, garganta seca, constipação e retenção urinária. A pele pode secar. O principal antídoto utilizado é a pilocarpina.
A toxicidade da beladona resulta da presença de um conjunto de princípios activos distribuídos em concentrações diversas pelas diferentes partes da planta:
Nas partes aéreas — alcalóides tropânicos (0,03-0,06%) (nomeadamente l-hiosciamina (predominante na planta fresca), atropina (predominante na planta seca), norhiosciamina e noratropina), ésteres de escopanol (escopolamina ou hioscina e atroscina) e hidroxicumarina (escopoletol).
Na raiz e rizomas — cumarinas (escopoletol, umbeliferona, hiosciamina, atropina, cuscohigrina, bellaradina).
Para além dos princípios activos atrás apontados, a planta é rica em hiosciamina, atropina, hiescina, escopolamina, piridina, ácido crisotrópico, taninos e amidos.[6]
A presença em elevadas concentrações de alcalóides derivados dos tropanos (hiosciamina, atropina, escopolamina) convertem a beladona numa planta venenosa, capaz de provocar estados de coma ou morte se mal administrada. Em doses tóxicas provoca quadros alucinatórios e de delírio.
Apesar do evidente perigo de envenenamento, a planta é utilizada medicinalmente como dilatador da pupila (em oftalmologia) e como antiespasmódico, antiasmático e anticolinérgico. Correctamente utilizada em pneumologia é útil no controlo de espasmos bronquiais, embora possa acarrear desidratação das secreções.
Os extractos de beladona têm sido empregados desde há muito, e com relativo êxito, no tratamento dos sintomas da doença de Parkinson e das síndromes Parkinsonianos. A sua utilização ajuda a prevenir efeitos colaterais adversos de outros tratamentos. A beladona também se emprega em gastroenterologia, em doses baixas, como neuroregulador intestinal em casos de colon irritável e de colite ulcerosa.
Em doses moderadas pode servir como analgésico ou como anestesiante.[7]
As bagas da beladona foram utilizadas durante séculos no tratamento tradicional de uma variedade de sintomas, incluindo dor de cabeça, sintomas associados à menstruação, úlcera péptica, reacção a histamínicos, inflamação e afecções dolorosas que afectam os movimentos.[8]
Até finais do século XIX, as revistas de medicina ecléctica explicavam como preparar uma tintura de beladona para administração directa aos pacientes.[9]
Os preparados homeopáticos de beladona são vendidos como tratamentos para várias enfermidades. Embora alguns autores afirmem que não há evidência científica que comprove a sua eficácia clínica na concentração 30 C,[10][11] sua eficácia pode ser verificada em outras concentrações.[12]
A questão é a seguinte: Com preparar um bom chá de Belladonna, que me faça parar de babar e, obviamente, não me mate. Fontes: Este próprio blog, Wikipédia e Anvisa.
sexta-feira, 30 de março de 2018
Tratamento potencial para baba em Parkinson
March 29, 2018 - Na doença de Parkinson (DP), muitas coisas diminuem. Um dos mais notáveis é a velocidade de caminhar, mas as pessoas também podem piscar ou engolir com menos frequência. Engolir com menos frequência pode levar ao acúmulo de saliva, o que, por sua vez, pode levar a babar, especialmente nos anos posteriores com a DP. Babar pode ser embaraçoso e interferir nas interações sociais. Quando significativo, babar também pode afetar a pele perto da boca e até mesmo causar infecção.
Os tratamentos são, infelizmente, um pouco limitados. Os médicos podem prescrever medicamentos que você toma por via oral, como o Robinul (glicopirrolato). Ou eles podem injetar uma droga chamada Myobloc (rimabotulinumtoxinB), que é feita a partir da bactéria que causa o botulismo, nas glândulas salivares para bloquear temporariamente a produção de saliva. Mas não existem quaisquer terapias aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA especificamente para babar na DP.
Isso pode mudar em breve. O FDA está agora analisando uma requisição para Xeomin (incobotulinumtoxinA) - também feito a partir da bactéria que causa o botulismo - para tratar baba na doença de Parkinson. Drogas como a Xeomin, que são chamadas de toxinas botulínicas, impedem a liberação da substância química acetilcolina para diminuir temporariamente a produção de saliva (por cerca de três ou quatro meses). A decisão da FDA de aprovar esta terapia para baba na DP está prevista para o final de 2018.
Os pesquisadores avaliaram o benefício do Xeomin na DP com um ensaio de Fase III, duplo-cego e controlado com placebo de 184 pessoas. Alguns voluntários receberam placebo, enquanto outros receberam uma das duas doses de Xeomin injetadas nas glândulas salivares. Aqueles que receberam a dose mais alta tiveram menos saliva e relataram menos baba. Nem o participante nem o pesquisador sabiam quem estava recebendo placebo ou droga de estudo. (Essa é a parte "duplo-cega".) Um projeto duplo-cego controlado por placebo ajuda a dar mais confiança nos resultados.
O Xeomin já está aprovado e é usado para tratar outras condições, incluindo a distonia cervical (contrações musculares que causam uma posição anormal da cabeça e dor no pescoço). Se o Xeomin for aprovado para baba no Parkinson, será a primeira e única terapia com essa indicação específica. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Michael J Fox.
Os tratamentos são, infelizmente, um pouco limitados. Os médicos podem prescrever medicamentos que você toma por via oral, como o Robinul (glicopirrolato). Ou eles podem injetar uma droga chamada Myobloc (rimabotulinumtoxinB), que é feita a partir da bactéria que causa o botulismo, nas glândulas salivares para bloquear temporariamente a produção de saliva. Mas não existem quaisquer terapias aprovadas pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA especificamente para babar na DP.
Isso pode mudar em breve. O FDA está agora analisando uma requisição para Xeomin (incobotulinumtoxinA) - também feito a partir da bactéria que causa o botulismo - para tratar baba na doença de Parkinson. Drogas como a Xeomin, que são chamadas de toxinas botulínicas, impedem a liberação da substância química acetilcolina para diminuir temporariamente a produção de saliva (por cerca de três ou quatro meses). A decisão da FDA de aprovar esta terapia para baba na DP está prevista para o final de 2018.
Os pesquisadores avaliaram o benefício do Xeomin na DP com um ensaio de Fase III, duplo-cego e controlado com placebo de 184 pessoas. Alguns voluntários receberam placebo, enquanto outros receberam uma das duas doses de Xeomin injetadas nas glândulas salivares. Aqueles que receberam a dose mais alta tiveram menos saliva e relataram menos baba. Nem o participante nem o pesquisador sabiam quem estava recebendo placebo ou droga de estudo. (Essa é a parte "duplo-cega".) Um projeto duplo-cego controlado por placebo ajuda a dar mais confiança nos resultados.
O Xeomin já está aprovado e é usado para tratar outras condições, incluindo a distonia cervical (contrações musculares que causam uma posição anormal da cabeça e dor no pescoço). Se o Xeomin for aprovado para baba no Parkinson, será a primeira e única terapia com essa indicação específica. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Michael J Fox.
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