February 1, 2018 - Frédéric Destrebecq, Vinciane Quoidbach e Marijn Scholte do European Brain Council (EBC) detalham como o futuro dos cuidados de saúde e a melhoria da saúde do cérebro podem ser alcançados através da implementação de tecnologia de saúde digital.
O European Brain Council (EBC) é uma organização com sede em Bruxelas que reúne associações de pacientes, grandes sociedades relacionadas ao cérebro, bem como indústrias, com a missão de promover pesquisas cerebrais na Europa para melhorar a qualidade de vida daqueles que vivem com distúrbios cerebrais. À medida que se juntam à conversa eHealth e as tecnologias digitais continuam a desenvolver-se a um ritmo acelerado, além do fato de que o uso de dados de saúde continua a se alargar, a EBC acredita firmemente que o futuro dos cuidados de saúde e a saúde cerebral melhorada só podem ser alcançados através da implementação da tecnologia digital da saúde projetada corretamente. A EBC, portanto, pretende juntar-se aos precursores do movimento digital. O futuro digital do cérebro é claramente o caminho.
Os transtornos cerebrais são doenças altamente prevalentes e incapacitantes e representam um tremendo fardo para a sociedade européia. Um estudo de custos realizado pelo Conselho Europeu do Cérebro (EBC) em 2011 sublinhou que mais de 1 em cada 3 europeus, ou seja, 179 milhões de pessoas, provavelmente serão afetados por uma doença do cérebro, cujo tratamento estimado custará perto de € 800 bilhões anuais (1). Os transtornos psiquiátricos e neurológicos, que vão desde a esquizofrenia, ansiedade e doença de Alzheimer, até a doença de Parkinson, epilepsia e esclerose múltipla, são a raiz de muitas doenças crônicas (2) e representam 35% do fardo de todas as doenças na Europa (3).
Apesar do progresso científico sem precedentes feito nos últimos anos, ainda não há cura para uma ampla gama de distúrbios cerebrais, embora tratamentos efetivos permitam uma recuperação mais rápida e melhores resultados. Com este pano de fundo, a EBC lançou recentemente um Livro Branco de Política sobre o "Valor do Tratamento (VoT) para Distúrbios Cerebrais na Europa", que fornece uma série de recomendações políticas para atender às necessidades médicas não atendidas de pessoas que vivem com condições cerebrais. O estudo VoT destacou a importância de usar as ferramentas de saúde eletrônica para resolver problemas associados ao tratamento de distúrbios cerebrais e que a proliferação de ferramentas digitais de saúde, incluindo aplicativos de saúde móveis e sensores portáteis, pode potencialmente melhorar a prevenção e o gerenciamento de distúrbios cerebrais (4).
A EBC pretende explorar ainda mais o potencial da Saúde Eletrônica para enfrentar os desafios associados aos distúrbios cerebrais e, nesse contexto, contribuiu para a elaboração da Declaração da Sociedade Digital de Saúde5 e forneceu contribuições para a consulta pública sobre Saúde e Cuidados no Mercado Único Digital. É crucial para as organizações, como a EBC, que um quadro regulamentar europeu seja implementado, permitindo que as partes interessadas aproveitem plenamente as vantagens da digitalização.
A este respeito, a EBC acredita que os decisores políticos precisam priorizar a ação em um certo número de áreas, como compartilhamento de dados de saúde, intervenções móveis ou alfabetização digital. Um relatório recente destacou vários benefícios potenciais associados ao uso de dados de saúde para fins de pesquisa, como redução da duplicação de pesquisa, maior validade externa da pesquisa e mais oportunidades para revelar padrões de causalidade (resultado de conjuntos de dados de ligação) (6).
Além disso, uma publicação recente no Journal of Medical Internet Research sublinhou o potencial uso de aplicativos e mensagens de texto SMS para reduzir os sintomas de estresse, depressão e ansiedade e destacou a necessidade de uma investigação mais aprofundada (7). Finalmente, os profissionais de saúde precisam ter as habilidades ICT (n.t.: information and communication technology) necessárias para usar com sucesso as soluções digitais e, portanto, a saúde on line deve se tornar parte dos currículos dos profissionais de saúde.
Esses exemplos são poucas de muitas soluções digitais e áreas de foco que podem mudar a forma como os cuidados de saúde são fornecidos e destacar algumas das vantagens potenciais que a saúde digital provavelmente proporcionará em benefício dos pacientes e da sociedade em geral. A este respeito, é importante que os decisores estabeleçam objetivos políticos futuros claros no domínio da saúde digital e explorem mais oportunidades para progredir a transformação digital da prestação de cuidados, em benefício de milhões de europeus que vivem com distúrbios cerebrais. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Open Access Government.
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Condições de saúde dos idosos com doença de Parkinson
Autor: Baptista, Rafaela
27/10/2015 - Resumo:
Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa e de corte transversal, com análise descritiva e exploratória dos dados, que foi realizada com 50 pessoas idosas com doença de Parkinson integrantes da Associação Parkinson Santa Catarina. Teve como objetivo: conhecer as condições de saúde em relação ao grau de comprometimento causado pela doença, a capacidade funcional, ao estado cognitivo e ao risco de quedas em idosos com doença de Parkinson desse grupo. A coleta de dados foi realizada em agosto e setembro de 2014, sendo iniciada somente após aprovação do projeto no comitê de ética em pesquisa com seres humanos da Universidade Federal de Santa Catarina. Na coleta de dados foram realizados os seguintes passos: agendamento da visita para coleta de dados no domicílio por meio de contato telefônico; apresentação do pesquisador/coletador de dados; explicado os objetivos da pesquisa ao sujeito de pesquisa; explicado o TCLE para cada sujeito e para o familiar/cuidador presente no momento da visita para posteriormente ser assinado. Na seqüência foi aplicado o questionário sociodemográfico que continha variáveis que permitiram identificar: sexo, idade, nível de escolaridade e estado civil. No que diz respeito à doença de Parkinson foi aplicado um questionário sobre o histórico de saúde perguntando o tempo de diagnóstico, as comorbidades e as medicações utilizadas; aplicado o Mini Exame do Estado Mental (MEEM) para verificar o estado cognitivo; aplicada a escala de Hoenh e Yahr para verificar o grau de incapacidade causado pela doença; aplicada a medida de independência funcional (MIF) para verificar a capacidade funcional; aplicado o questionário para o risco de quedas para verificar o risco de quedas. Entre os idosos investigados, a média de idade foi de 71,6 anos sendo predominantemente casados, do sexo feminino, onde maior parte tinha o ensino fundamental. Entre os níveis de incapacidade provocados pela doença de Parkinson, identificou-se que 50% dos idosos apresentou comprometimento leve, 32% comprometimento moderado e 18% comprometimento grave causado pela doença de Parkinson. Os resultados demonstraram que 34% dos idosos apresentaram déficit cognitivo atestado pelo MEEM, sendo que 17 deles apresentaram déficit cognitivo leve e apenas 01 idoso apresentou comprometimento moderado. Observou se que todos os pacientes com incapacidade grave apresentaram risco de quedas, já os pacientes com incapacidade leve obtiveram risco de quedas em 76% dos casos. Referente ao grau de independência medido pela Medida de Independência Funcional constatou-se que 58% apresentaram independência completa ou modificada, 32% dependência modificada em até 25% das tarefas, e apenas 10% da amostra apresentou dependência modificada em até 50% das tarefas. Das patologias referidas pelos idosos, as que mais apareceram foram: em primeiro lugar a hipertensão presente em 42% dos casos. Depois, a depressão e a incontinência urinária foram na seqüência os dois diagnósticos mais referidos pelos idosos, representando consecutivamente, 40% dos casos para cada patologia. Referente ao uso de fármacos encontrou-se o seguinte parâmetro: 50% utilizavam de um a cinco medicamentos, 38% faziam uso de seis a 10 medicamentos e apenas 12% da amostra usavam mais de 10 tipos de medicamentos. Na avaliação das drogas usadas para o controle e manutenção da doença de Parkinson, encontrou-se a seguinte realidade: dos 50 participantes da pesquisa, 42% utilizavam um único fármaco, 34% usavam duas drogas antiParkinsoniana distintas e apenas 24% dos pacientes faziam uso de três medicamentos ou mais para a doença de Parkinson. A droga antiparkisoniana que mais apareceu foi o medicamento que associa a levodopa + cloridrato de benserazida, que estava presente em 96% dos casos. E a segunda droga mais comum entre os idosos foi o pramipexol, em 42% dos casos. Concluiu-se que a doença de Parkinson por ser uma doença neurodegenerativa apresenta comprometimento não somente físico, mas também cognitivo. Constatou-se que a amostra deste estudo apresenta graus mais leves de comprometimento causados pela doença de Parkinson, menos déficit cognitivo medido pelo Mini Exame do Estado Mental e menor dependência segundo a medida de independência funcional, o que foi associado ao fato de serem idosos fisicamente e socialmente ativos; engajados em atividade extra domicílio, como por exemplo, as atividades socioeducativas, de apoio e fisicomotoras oferecidas e estimuladas pela Associação Parkinson Santa Catarina. Fonte: UFSC.
27/10/2015 - Resumo:
Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa e de corte transversal, com análise descritiva e exploratória dos dados, que foi realizada com 50 pessoas idosas com doença de Parkinson integrantes da Associação Parkinson Santa Catarina. Teve como objetivo: conhecer as condições de saúde em relação ao grau de comprometimento causado pela doença, a capacidade funcional, ao estado cognitivo e ao risco de quedas em idosos com doença de Parkinson desse grupo. A coleta de dados foi realizada em agosto e setembro de 2014, sendo iniciada somente após aprovação do projeto no comitê de ética em pesquisa com seres humanos da Universidade Federal de Santa Catarina. Na coleta de dados foram realizados os seguintes passos: agendamento da visita para coleta de dados no domicílio por meio de contato telefônico; apresentação do pesquisador/coletador de dados; explicado os objetivos da pesquisa ao sujeito de pesquisa; explicado o TCLE para cada sujeito e para o familiar/cuidador presente no momento da visita para posteriormente ser assinado. Na seqüência foi aplicado o questionário sociodemográfico que continha variáveis que permitiram identificar: sexo, idade, nível de escolaridade e estado civil. No que diz respeito à doença de Parkinson foi aplicado um questionário sobre o histórico de saúde perguntando o tempo de diagnóstico, as comorbidades e as medicações utilizadas; aplicado o Mini Exame do Estado Mental (MEEM) para verificar o estado cognitivo; aplicada a escala de Hoenh e Yahr para verificar o grau de incapacidade causado pela doença; aplicada a medida de independência funcional (MIF) para verificar a capacidade funcional; aplicado o questionário para o risco de quedas para verificar o risco de quedas. Entre os idosos investigados, a média de idade foi de 71,6 anos sendo predominantemente casados, do sexo feminino, onde maior parte tinha o ensino fundamental. Entre os níveis de incapacidade provocados pela doença de Parkinson, identificou-se que 50% dos idosos apresentou comprometimento leve, 32% comprometimento moderado e 18% comprometimento grave causado pela doença de Parkinson. Os resultados demonstraram que 34% dos idosos apresentaram déficit cognitivo atestado pelo MEEM, sendo que 17 deles apresentaram déficit cognitivo leve e apenas 01 idoso apresentou comprometimento moderado. Observou se que todos os pacientes com incapacidade grave apresentaram risco de quedas, já os pacientes com incapacidade leve obtiveram risco de quedas em 76% dos casos. Referente ao grau de independência medido pela Medida de Independência Funcional constatou-se que 58% apresentaram independência completa ou modificada, 32% dependência modificada em até 25% das tarefas, e apenas 10% da amostra apresentou dependência modificada em até 50% das tarefas. Das patologias referidas pelos idosos, as que mais apareceram foram: em primeiro lugar a hipertensão presente em 42% dos casos. Depois, a depressão e a incontinência urinária foram na seqüência os dois diagnósticos mais referidos pelos idosos, representando consecutivamente, 40% dos casos para cada patologia. Referente ao uso de fármacos encontrou-se o seguinte parâmetro: 50% utilizavam de um a cinco medicamentos, 38% faziam uso de seis a 10 medicamentos e apenas 12% da amostra usavam mais de 10 tipos de medicamentos. Na avaliação das drogas usadas para o controle e manutenção da doença de Parkinson, encontrou-se a seguinte realidade: dos 50 participantes da pesquisa, 42% utilizavam um único fármaco, 34% usavam duas drogas antiParkinsoniana distintas e apenas 24% dos pacientes faziam uso de três medicamentos ou mais para a doença de Parkinson. A droga antiparkisoniana que mais apareceu foi o medicamento que associa a levodopa + cloridrato de benserazida, que estava presente em 96% dos casos. E a segunda droga mais comum entre os idosos foi o pramipexol, em 42% dos casos. Concluiu-se que a doença de Parkinson por ser uma doença neurodegenerativa apresenta comprometimento não somente físico, mas também cognitivo. Constatou-se que a amostra deste estudo apresenta graus mais leves de comprometimento causados pela doença de Parkinson, menos déficit cognitivo medido pelo Mini Exame do Estado Mental e menor dependência segundo a medida de independência funcional, o que foi associado ao fato de serem idosos fisicamente e socialmente ativos; engajados em atividade extra domicílio, como por exemplo, as atividades socioeducativas, de apoio e fisicomotoras oferecidas e estimuladas pela Associação Parkinson Santa Catarina. Fonte: UFSC.
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