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segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Um estudo associa Parkinson e antibióticos.

25 novembre 2019 - Une étude associe Parkinson et antibiotiques. Leia também aqui: Increased use of antibiotics may predispose to Parkinson disease, aqui: Certain Antibiotics Increase the Risk of Parkinson Disease, aqui: Tomar muchos antibióticos puede aumentar el riesgo de sufrir Parkinson, aqui: Antibióticos pueden alterar la microbiota intestinal y aumentar el riesgo de padecer Parkinson, e em muitos outros sites.

Faço aqui um alerta àquelas pessoas que estão usando doxiciclina (vibramicina) para combater o avanço do Parkinson. Inúmeras notícias foram publicadas nos últimos dias acerca de um link entre a ingestão de antibióticos e o diagnóstico de Parkinson. Lembre-se que o Parkinson pode ser atribuído a um desequilíbrio na flora intestinal, que com o consumo de antibióticos, pode se tornar estéril e com isto contribuindo para o agravamento do Parkinson. Cuidado com a automedicação. Consulte seu médico.

O presente post tem o objetivo de alerta e quero deixar claro que não penso em desestimular iniciativas que nos libere da L-dopa, pelo contrário. É notória a falta de um medicamento, ou a inexistência de meios que estanquem a evolução da doença de Parkinson. É notório que após o diagnóstico comecemos a pensar num mecanismo que a estanque. O uso da dioxiciclina é uma aposta em estudo, mas importante lembrar que a mesma pode eliminar a flora intestinal saudável bem como a patológica, de perfis ainda hoje indefinidos. Daí a sugestão de orientar-se com um médico. Importante evitar a auto-medicação, pois os resultados podem ser adversos. Pessoalmente uso o Canabidiol com a ciência de meu médico neurologista.

sábado, 23 de novembro de 2019

O aumento do uso de antibióticos pode predispor à doença de Parkinson!

22 de novembro de 2019 - De acordo com um estudo recentemente publicado por pesquisadores do Hospital Universitário de Helsinque, na Finlândia, a maior exposição a antibióticos orais comumente usados ​​está ligada a um risco aumentado de doença de Parkinson.

As associações mais fortes foram encontradas para antibióticos de amplo espectro e aqueles que agem contra bactérias e fungos anaeróbicos. O momento da exposição aos antibióticos também parecia importar.

Doença de Parkinson e os antibióticos
O estudo sugere que o uso excessivo de certos antibióticos pode predispor à doença de Parkinson com um atraso de até 10 a 15 anos. Essa conexão pode ser explicada por seus efeitos perturbadores no ecossistema microbiano intestinal.

“A ligação entre a exposição a antibióticos e a doença de Parkinson se ajusta à visão atual de que em uma proporção significativa dos pacientes a patologia de Parkinson pode se originar no intestino, possivelmente relacionada a alterações microbianas, anos antes do aparecimento de sintomas motores típicos de Parkinson, como lentidão, músculo rigidez e agitação das extremidades. Sabia-se que a composição bacteriana do intestino nos pacientes de Parkinson é anormal, mas a causa não é clara. Nossos resultados sugerem que alguns antibióticos comumente usados, conhecidos por influenciar fortemente a microbiota intestinal , podem ser um fator predisponente”, diz o líder da equipe de pesquisa, o neurologista Filip Scheperjans do Departamento de Neurologia do Hospital Universitário de Helsinque.

No intestino, alterações patológicas típicas da doença de Parkinson foram observadas até 20 anos antes do diagnóstico. Prisão de ventre, síndrome do intestino irritável e doença inflamatória intestinal têm sido associadas a um maior risco de desenvolver a doença de Parkinson. Foi demonstrado que a exposição a antibióticos causa alterações no microbioma intestinal e seu uso está associado a um risco aumentado de várias doenças, como distúrbios psiquiátricos e doença de Crohn. No entanto, essas doenças ou maior suscetibilidade à infecção não explicam a relação agora observada entre antibióticos e Parkinson.

“A descoberta também pode ter implicações nas práticas de prescrição de antibióticos no futuro. Além do problema de resistência aos antibióticos, a prescrição de antimicrobianos também deve levar em conta seus efeitos potencialmente duradouros no microbioma intestinal e o desenvolvimento de certas doenças”, diz Scheperjans.

Uso de antibióticos pode predispor à doença de ParkinsonA possível associação de exposição a antibióticos com a doença de Parkinson foi investigada em um estudo de caso-controle usando dados extraídos de registros nacionais. O estudo comparou a exposição a antibióticos durante os anos de 1998 a 2014 em 13.976 pacientes com doença de Parkinson e comparou-a com 40.697 pessoas não afetadas pareadas por idade, sexo e local de residência.

A exposição a antibióticos foi examinada em três períodos diferentes: 1-5, 5-10 e 10-15 anos antes da data do índice, com base nos dados de compra de antibióticos orais. A exposição foi classificada com base no número de cursos adquiridos. A exposição também foi examinada classificando os antibióticos de acordo com sua estrutura química, espectro antimicrobiano e mecanismo de ação.
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O estudo completo foi publicado na revista científica Movement Disorders.

* “Antibiotic exposure and risk of Parkinson’s disease in finland: A nationwide case‐control study” – 2019
Tuomas H. Mertsalmi, Eero Pekkonen, Filip Scheperjans – 10.1002/mds.27924
Fonte: Notícias4medic. Veja também aqui: Increased use of antibiotics may predispose to Parkinson's disease.

Também aqui: Um estudo associa Parkinson e antibióticos.

terça-feira, 7 de março de 2017

“Em 5 anos poderemos ter um tratamento eficaz contra o Parkinson”

Segundo a cientista brasileira Elaine Del Bel, um antibiótico barato pode proteger os neurônios e resgatar a qualidade de vida de quem sofre com a doença

6 mar 2017 - Uma pesquisa brasileira descobriu que um medicamento barato, que já existe no mercado, pode ser a esperança para o tratamento de quem sofre com o Parkinson. Um antibiótico chamado doxiciclina, utilizado há cinquenta anos no tratamento de casos graves de acne, pode ser capaz de proteger os neurônios afetados pela doença degenerativa, que atinge o sistema nervoso central.

De acordo com o estudo, pessoas com depressão tendem a desenvolver Parkinson mais cedo do que indivíduos sem a condição. E quanto mais grave a depressão, maiores são os riscos de desenvolvimento da doenças

A fisiologista Elaine Del Bel, uma das líderes da equipe responsável pela descoberta, percebeu, quase por acaso, que a droga era capaz de evitar que camundongos sofressem com a destruição das células. Até o momento, todos os tratamentos disponíveis apenas aliviam os sintomas do Parkinson. Mas a pesquisa brasileira pode ser capaz de tratar uma das reações químicas relacionadas à síndrome e resgatar a qualidade de vida de quem sofre com a patologia.

As últimas conclusões do estudo feitas em conjunto com institutos internacionais e publicadas recentemente na revista Scientific Reports, do prestigiado grupo Nature, revelam o funcionamento da doxiciclina no cérebro, um passo fundamental antes de testes em humanos para que, futuramente, a substância possa funcionar como um tratamento. “Se todas as conclusões foram confirmadas, em cerca de cinco anos o medicamente deve estar liberado e poderemos ter um tratamento eficaz contra o Parkinson”, afirmou Elaine ao site de VEJA.

Nesta entrevista, a cientista que estuda a doença há duas décadas na USP de Ribeirão Preto, conta como aconteceu a descoberta e de que forma um antibiótico simples poderia barrar o avanço da Parkinson que atinge cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo.

O primeiro estudo sobre os efeitos da doxiciclina em Parkinson é de 2013. Por que só agora se percebeu que a droga pode ser um tratamento eficaz? A descoberta aconteceu quase por acaso, em 2011, quando um ex-aluno estudava a doença no Instituto de Medicina Experimental Max Planck, na Alemanha. Ele estava introduzindo o Parkinson em camundongos para observar as lesões no cérebro. Contudo, quando começaram as análises dos cérebros dos roedores, ele observou que, de quarenta, apenas dois estavam com Parkinson. Depois de revisar todos os procedimentos, ele percebeu que a ração que havia dado aos camundongos continha o antibiótico doxiciclina. A partir desse ponto, a pesquisa tomou outro rumo: repetimos o experimento com esse medicamento e, após vários testes e análises, constatamos que ele realmente protege os neurônios nos estágios iniciais do Parkinson. O medicamento é capaz de evitar a degeneração e a consequente progressão da doença. Publicamos a descoberta em 2013, mas faltava mapear como a droga age no cérebro, para analisar de que maneira ela é capaz de ter todos esses efeitos na enfermidade. O estudo com essas conclusões foi publicado no início deste ano.

Qual a importância dessa descoberta para os portadores da síndrome, que, só no Brasil, afeta cerca de 200.000 pessoas? Segundo nosso estudo, a doxiciclina poderia atuar como um retardador do Parkinson. Ela tem o potencial de impedir sua evolução – ou seja, representa uma grande esperança para quem sofre com ela. Depois da publicação, muitos Parkinsonianos me procuraram, voluntariando-se para os testes que, se tudo correr bem, devem ser feitos em breve. Doenças degenerativas como o Parkinson são muito cruéis, pois impedem que as pessoas realizem as tarefas do cotidiano – o indivíduo não consegue ficar parado, abotoar um botão ou se alimentar.

Por que o estudo está sendo considerado tão promissor? Até o momento, todas as linhas de pesquisa focam no tratamento de sintomas, já que a causa do Parkinson é desconhecida. Os Institutos Nacionais de Saúde americanos (NIH, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, conduzem diversos estudos de ponta nesse sentido. Contudo, nosso estudo é o primeiro que analisa uma substância que age como um neuroprotetor, blindando o cérebro das lesões causadas pela doença. A doxiciclina, um antibiótico barato, usado há cinquenta anos no tratamento de casos graves de acne e inflamações na gengiva, é a única conhecida a ter esse efeito. Por ser tão acessível, já testada em humanos e com implicações tão positivas, a doxiciclina é tão inovadora para o tratamento de Parkinson.

Como o antibiótico atua no cérebro com o Parkinson? Doenças neurodegenerativas, como essa, apresentam o que chamamos de marcadores, algo que os médicos identificam como o indício da patologia. Quem tem Parkinson exibe a formação de corpúsculos de Lewy, um acúmulo anormal de proteínas nas células cerebrais. Ela acontece quando uma proteína cerebral, chamada α-sinucleína, se quebra em pequenos pedaços e se amontoa, formando agregados insolúveis, causando a morte do neurônio. Nessa última fase da pesquisa, nós observamos que a doxiciclina impede a formação dessa estrutura, evitando a degradação do sistema nervoso.

O que é a doença de Parkinson
É uma doença degenerativa e progressiva do sistema nervoso. A degeneração das células nervosas na disfunção não tem causa conhecida e ela não tem cura. Segundo estimativas, afeta cerca de 1 em cada 250 indivíduos com mais de 40 anos e 1 em cada 100 indivíduos com mais de 60 anos. Existem tratamentos que diminuem seus sintomas, que são, principalmente, tremores quando os músculos estão em repouso e lentidão dos movimentos. Atualmente, o tratamento mais usado consiste na ingestão diária de comprimidos de dopamina.

Ou seja, ela protege contra um dos mecanismos relacionados à doença, já que não conhecemos suas causas? Nossos estudos em camundongos mostraram que sim. Mas ainda precisamos verificar como ele atua no cérebro humano e fazer estudos sobre as consequências em longo prazo. Atualmente, o tratamento de Parkinson é a reposição de dopamina, um neurotransmissor que cai a níveis baixíssimos em seus portadores, por meio de comprimidos uma ou duas vezes ao dia. A dose depende do estágio da doença e funciona como a injeção de insulina em diabéticos, já que os Parkinsonianos não produzem a dopamina. O problema é que o tratamento funciona apenas de cinco a dez anos. Depois disso, o paciente apresenta diversos efeitos colaterais, como movimentos involuntários – uma das piores consequências do Parkinson. Com a doxiciclina esperamos barrar o avanço da doença para que esses efeitos sejam atrasados ou eliminados.

Há alguma previsão para que o tratamento esteja disponível para os pacientes? Até agora temos resultados confiáveis em animais e outras conclusões sobre as consequências do tratamento serão publicadas até o fim do ano. Não observamos qualquer efeito negativo nos camundongos, mas não sabemos como será a reação em humanos. A ingestão da doxiciclina deve ser contínua e precisamos descobrir se não fará mal em cinco ou dez anos, já que isso não é observável em modelos animais. Para testar a medicação em portadores da doença, vamos submeter um projeto à Fundação Michael J. Fox para Pesquisa do Parkinson, que fica nos Estados Unidos. Se for aceito, os testes em cerca de quinhentos pacientes levariam pouco mais de um ano, a um custo de nove milhões e meio de reais. Como a doxicilina já é utilizada há mais de meio século contra infecções bacterianas em doses ainda mais altas que as necessárias para proteger o cérebro do Parkinson, a trajetória para ela chegar até os pacientes é mais curta. Se tudo correr bem, em cinco anos, o antibiótico deve estar liberado para o tratamento da doença. Imaginamos que isso seja feito com comprimidos diários.

Até agora, os tratamentos visam o controle da doença, mas nenhum deles é capaz de conter sua progressão. A pesquisa é promissora nesse sentido, um grande avanço no estudo do Parkinson. Esse pode ser o caminho da cura, mas só saberemos em alguns anos, depois de que o efeito da doxiciclina for confirmado em humanos. O mais interessante da pesquisa brasileira é que se trata de um medicamento já disponível no mercado e, por isso, conhecemos seus efeitos colaterais. Além disso, ele é muito barato: uma caixa com quinze comprimidos de cem miligramas custa, em média, vinte e cinco reais, o que daria para um mês de tratamento. Fonte: Veja.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Cientistas descobrem antibiótico que poderia retardar Parkinson

febrero 9, 2017 - O estudo revelou que a doxiciclina, antibiótico antigo pertencente ao grupo das tetraciclinas que é muitas vezes usado para tratar pneumonia e outras infecções, aplicadas em doses muito baixas, podem reduzir a toxicidade de uma proteína responsável pela morte generalizada de neurônios. Leia artigo, em espanhol, AQUI. Leia mais sobre o tema, em português, Aqui => "Estudo com antibiótico deixa controle do Parkinson mais próximo".




Obs.: Não traduzimos o texto em virtude de problemas passados, em que fomos ameaçados judicialmente por acusações de divulgar texto sem pagamento de direitos autorais, mesmo que apenas tivéssemos feito o link a outro site. Sim, este modesto e singelo blog, acreditem, o que vem provar que ser independente é forçar a barra, mas não esmoreceremos, pela democratização da informação! E particularmente no que se refere à doença de parkinson, parece que dentro da máxima: Criar "problemáticas" para vender "solucionáticas"!