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domingo, 28 de outubro de 2018

Seguro-saúde enquadrado

28/10/2018 - O Superior Tribunal de Justiça ordenou que uma operadora de planos de saúde ofereça imediatamente o home-care (cuidados em casa) a uma segurada de 81 anos que sofre da doença de Parkinson. A decisão foi tomada no dia 23, e se estende a todos os pacientes cujos médicos determinem o home-care. De acordo com o STJ, não cabe ao Judiciário dizer qual o tratamento adequado para o paciente quando há indicação expressa de home-care. “Afastar a obrigação do plano de saúde em fornecer a internação domiciliar para beneficiária idosa e enferma implica tornar inútil o plano de saúde, contratado na expectativa de ser devidamente atendido no tratamento de sua saúde”, disse a ministra Nancy Andrighi. No caso, a senhora a quem o plano de saúde negava o home-care era segurada há 34 anos, e a necessidade do serviço era comprovada por laudo médico. Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul.

sexta-feira, 10 de março de 2017

UM JOVEM COM AS PREOCUPAÇÕES DE PARKINSON SOBRE OS CUSTOS DE UM PLANO DE SAÚDE GOP (nova política de saúde de Trump)

3.10.17 - Muitos milhares têm suas mãos cheias agora, do que eles buscam na idade adulta - empregos, casas e parceiros. Mas 33 aos anos Ford Inbody já está pensando em um momento em que ele não será mais capaz de trabalhar. Ele tem a doença de Parkinson.

Todas as noites depois do trabalho, ele e sua esposa Cortney andam com seus dois cachorros pelo bairro de Overland Park, Kansas. Por agora, sair para passear à noite é fácil. Mas muitas das suas conversas à noite giram em torno de um tempo que eles sabem que está chegando - quando essas caminhadas serão mais difíceis.

Inbody foi diagnosticado com doença de Parkinson de início jovem há três anos. Quando ele tinha 25 anos, ele começou a perceber sintomas confusos de saúde como rigidez articular, tremores e perda de olfato. Ele diz inicialmente que estava aliviado por ter um diagnóstico definitivo.

Mas, diz ele, "eu então comecei a fazer mais pesquisas sobre isso, que é quando ele ficou um pouco assustado. Não há cura. Não há maneira de retardar a progressão da doença. Não há nada realmente a fazer, exceto apenas a gestão dos sintomas.

Desde o diagnóstico, o casal teve que repensar dramaticamente seu futuro.

"Tivemos que começar muito a considerar o planejamento da vida", diz ele. "Nós tivemos que ter certeza, você sabe, nós vamos ter que ter renda suficiente."

Eles não estão planejando ter filhos e estão se preparando para um estilo de vida muito mais modesto do que imaginavam. Eles vivem agora com a avó de Ford, para economizar dinheiro para o dia em que a doença degenerativa, eventualmente, forçá-lo a parar de trabalhar.

Por agora ele recebe seguro de saúde através de seu trabalho em um escritório de advocacia, advogados de formação em políticas corporativas. Mas Ford e Cortney preocupam-se sobre como sua condição vai progredir e como eles vão pagar por cuidados de saúde quando ele não puder mais trabalhar.

Cortney trabalha no departamento de recursos humanos para um chocolatier. É possível que Ford pudesse fazer o seguro dela, mas quando eles primeiro corriam os números, isso era proibitivamente caro. Então eles pensaram que Ford iria obter seguro privado a um preço razoável, apesar de sua condição no Affordable Care Act. Então ele provavelmente se transicionaria para Medicaid quando sua condição ficasse ruim o suficiente. Esse foi o plano dele.

Mas desde a eleição, ele tem se preocupado com os desenvolvimentos da revogação e substituição.

É uma preocupação constante, ele diz - "ler as notícias todos os dias, verificando todas as histórias diferentes que estão acontecendo."

Inbody leu cada palavra do plano original de substituição do GOP, lançado em 6 de março. Ele ficou um pouco aliviado ao ver que, pelo menos até agora, inclui a exigência de que as companhias de seguros cubram condições preexistentes em cada plano da bolsa.

"Não é como uma situação completa "tudo está perdido", diz ele. "E eu certamente não estou saltando do telhado e preocupado que os republicanos estejam tentando me condenar a uma vida sem nenhum cuidado."

Mas ele tem perguntas sobre como tudo isso vai acontecer, em termos de sua própria situação. Chris Sloan, gerente sênior da empresa de pesquisa e consultoria Avalere Health, diz que é verdade que Inbody será capaz de obter algum tipo de apólice de seguro, independentemente. Mas há uma grande diferença entre como os novos créditos fiscais que ele receberia sob o plano GOP se comparados com os subsídios que ele receberia sob a ACA para ajudá-lo a pagar pelos custos do seguro.

"As mudanças nos créditos fiscais e nos subsídios disponíveis podem significar que ele vá ter que pagar mais", diz Sloan. "Dependendo de suas finanças, algumas dessas mudanças podem significar que ele tenha que pagar muito mais para obter cobertura no mercado individual."

Hoje, os subsídios anuais da ACA são baseados na renda e no custo de cobertura em cada região. Sob a proposta do GOP, Inbody e sua esposa, em vez disso, obteriam um flat $ 5.000 por ano para ajudar a pagar a cobertura de seguro de saúde para ambos. Então, quando Inbody parar de trabalhar e renda do casal será muito menor, eles não vão receber ajuda extra no plano GOP para pagar os prêmios de seguro de saúde mensal.

Isso não é tudo. Sloan também explica que, sob o plano GOP, alguma ajuda extra para custos imprevistos irão desaparecer.

"Com esta nova proposta, isso simplesmente não existe mais", diz ele.

Sloan diz que também não há nada no novo plano para deter outro problema - muitas políticas de câmbio cobrem menos medicamentos do que planos baseados no empregador, e as redes de médicos e hospitais estão ficando mais estreitas.

O projeto de lei também propõe mudanças drásticas para o Medicaid. Inbody poderia muito bem acabar no Medicaid - é o seguro que muitas pessoas com deficiência dependem.

O plano republicano limitaria quanto dinheiro os estados obteriam para cada beneficiário do Medicaid. E embora esse montante iria subir a cada ano, o aumento seria baseado na inflação geral, e não o aumento dos custos médicos. Então, eventualmente, diz Sloan, o governo federal estaria dando aos estados muito menos dinheiro, em relação ao custo dos cuidados de saúde.

"Então, o Estado tem que tomar uma decisão. No caso do Kansas, eles terão que dizer, 'Como podemos compensar essa diferença? "Sloan diz. "Eles podem dizer: 'Você sabe o quê, nós só vamos reduzir a elegibilidade. Anteriormente, nós demos Medicaid para as pessoas até esta renda. Agora vamos levar isso - um pouco - porque precisamos do dinheiro. Assim, vamos poupar dinheiro ao não cobrir essas pessoas. "

Por exemplo, considere o caso de Inbody. Restringir a elegibilidade para Medicaid, no âmbito do plano GOP, poderia significar que será mais difícil para Inbody para obter essa cobertura, diz Sloan. Então, "mesmo se ele obtém Medicaid abaixo da linha, quão generosos são os benefícios? Eles cobrem tudo o que ele precisa para o seu estado de Parkinson?"

Inbody tem esperança de que qualquer legislação que seja finalmente aprovada ajudará a ele e a outros com seus problemas de saúde. Mas a política o frustra.

"Os republicanos, eles querem a sua maneira", diz Inbody. "E os democratas vão fazer tudo o que puderem para recusar uma vitória republicana e, realmente, o que isso significa no final é algo completamente ineficaz que realmente não ajuda ninguém a passar - e ninguém realmente vai ser feliz sobre isso."

Por agora, Inbody diz que está gostando da saúde que tem. Ele e Cortney estão indo para fora no seu fim de semana em uma viagem de estrada ao Colorado. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: WFuv.

domingo, 14 de agosto de 2016

Busca de home care faz crescer ações contra planos em SP

Levantamento feito no TJ aponta 929 processos por auxílio domiciliar no 1º semestre, ante 804 no mesmo período de 2015

13 Agosto 2016 | Embora não esteja listado no rol de cobertura obrigatória dos planos de saúde, o serviço de home care tem sido cada vez mais alvo de demandas na Justiça e de reclamações na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Levantamento feito pelo escritório Vilhena Silva Advogados no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) mostra que o número de ações movidas por clientes de convênios médicos em busca de assistência médica domiciliar e julgadas em segunda instância passou de 804 no primeiro semestre de 2015 para 929 no mesmo período deste ano. Na ANS, as queixas sobre o assunto saltaram de 523 em 2014 para 623 no ano seguinte.

Segundo a advogada Renata Vilhena, sócia do escritório e especialista em direito à saúde, a demanda pelo serviço tem aumentado por causa do envelhecimento da população e do maior conhecimento dos beneficiários sobre esse tipo de assistência. “A maioria dos pacientes que precisam desse serviço é de idosos que necessitam de atendimento especializado como o ofertado em um hospital. Muitos planos continuam negando a assistência por não haver obrigação contratual, mas a Justiça tem entendido que, com justificativa médica, ele tem de ser fornecido”, diz.
Segundo o levantamento do escritório, 90% das demandas judiciais por esse tipo de assistência tiveram decisões favoráveis ao paciente.

A executiva Marizete Pereira, de 68 anos, decidiu entrar na Justiça após ter de pagar por dois anos o serviço de home care para a mãe, a aposentada Wilma Basile Pereira, de 85 anos. Com mal de Parkinson há 20 anos, a idosa precisa do auxílio de equipamentos como respirador e sugador, além da assistência de enfermeiros, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. “Pagamos mensalidade de R$ 8 mil e, mesmo assim, negaram o serviço. Comecei a ver que eu não teria mais como pagar e entrei com o processo”, conta ela, que teve decisão favorável.

Nos dois anos em que teve de arcar com o serviço de home care, Marizete gastava cerca de R$ 20 mil por mês.
Pedidos indevidos. Entidades que representam as operadoras de planos de saúde afirmam que o serviço de home care pode ser fornecido, quando necessário, se previsto em contrato, mas afirmam que a maioria das ações judiciais refere-se a casos indevidos, quando não há necessidade de home care. “Posso dizer que o que cerca de 70% das ações querem, na verdade, é um cuidador. Famílias abandonam seus idosos e querem jogar essa responsabilidade para o plano de saúde”, afirma Pedro Ramos, diretor da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

“O aumento das demandas por esse tipo de serviço, em diversos casos, reflete um problema social em que o plano de saúde passa a ser utilizado por muitas famílias como um serviço de cuidador, sem uma indicação clínica muito bem orientada. Isto acarreta acréscimos de custos imponderáveis ao sistema”, afirmou a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), em nota.

A ANS afirmou que, apesar de o serviço não ser de cobertura obrigatória, deve ser oferecido conforme a legislação dos planos de saúde, nos casos em que corresponder a uma alternativa à internação hospitalar. Fonte: O Estado de S.Paulo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Menino encontra doador de medula óssea, mas plano de saúde não autoriza transplante


10 Fevereiro 2016 - Saiba mais sobre o que estão fazendo estes criminosos em O Estado de S.Paulo.

A intransigência desses analistas e burócratas dos planos de saúde, que cegamente visam o lucro a qualquer preço, é no mínimo caso de polícia, e xilindró p´ra eles. Eles não negam, mas também não assumem, e ficam neste jogo de terrorismo emocional o máximo de tempo, nos levando ao desgaste, ao ponto de querermos desistir. É um joguinho para eles, às nosas custas... Enquanto isso os Aspones da Agência Nacional de Saúde Suplementar ficam só assistindo. Não quero morrer sem ver um desses F.D.P., tanto de uns como de outros, presos, vou soltar foguetes. Já tenho no currículo a Unimed, que me negou dbs até eu entrar na justiça, e depois negar o dbs recarregável até o último minuto. Se botar o ministério público e a justiça federal em cima das 'trocas de favores' entre fiscalizados e fiscalizadores, vira uma 'lava-jato'.