Jul 1, 2015 - CEDAR RAPIDS - Mike Van Horn participou de 14 maratonas e vários triatlos e Ironman em sua vida.
E apesar de ter sido diagnosticado com a doença de Parkinson, há dois anos, o homem de 65 anos, disse que a doença não o está deixando atrasar.
"Eu provavelmente faço uma milha em 18, 19 minutos nos dias de hoje", disse ele. "Mas eu estou planejando fazer uma meia-maratona em outubro."
LSVT Big, um novo programa de terapia no Hospital UnityPoint-Health St. Luke’s Hospital, irá ajudá-lo a chegar lá. A idéia por trás da terapia, que o hospital começou a oferecer aos pacientes, em abril, está certo em seu nome. Ele inclui movimentos exagerados e falas em voz alta.
Pacientes fazem uma hora de exercício intensivo quatro dias por semana no hospital, além de exercícios em casa por quatro semanas, disse Amy Yotty, uma fisioterapeuta do São Lucas.
E enquanto ele é um grande compromisso, os pacientes vêem grandes melhorias, disse ela.
A terapia "ajuda a treinar o cérebro", disse ela, fazendo tarefas como sair de um carro, subir escadas ou abotoar uma camisa mais fácil.
O Parkinson afeta o sistema nervoso de uma pessoa, provocando rigidez ou retardos do movimento, de acordo com a Fundação da doença de Parkinson. Mais de 1 milhão de pessoas nos Estados Unidos vivem com a doença.
Como o Parkinson progride, a quantidade de dopamina - um neurotransmissor - no cérebro diminui, o que torna difícil controlar os movimentos.
Não há cura, mas os médicos podem prescrever medicamentos que prolongam ou substituem a dopamina.
Outra forma de melhorar os sintomas é através do exercício.
LSVT Big não é novo - tem sido praticado em torno desde a década de 1990 - mas Yotty do St. Luke acha que está ganhando popularidade pois mais pesquisa saiu sobre o exercício poder ter benefícios para os doentes de Parkinson.
Os exercícios, que incluem saltos, virar de lado a lado, e soltando os braços bem abertos, ajudam com as habilidades motoras e equilíbrio.
"Os pacientes vêem uma diferença, e membros da família também vêem bem uma diferença", disse Rosemary Russell, assistente de um terapeuta ocupacional.
A maioria dos planos de seguros cobrem o programa de terapia, Yotty observou.
Terapeutas na Mercy Medical Center e Hospitais e Clínicas da Universidade de Iowa receberam a certificação LSVT Big, Russell e Yotty disseram. Mas Russell apontou que a maioria dos programas no estado não incluem tanto terapeuta físico como ocupacional.
Até agora, Yotty, Russell e os outros terapeutas ter completado o programa com quatro pacientes. Eles têm dois novos pacientes que começarão na próxima semana ou logo, e há uma lista de espera.
Quanto a Van Horn, ele está mantendo-se com os exercícios em casa com a ajuda de um vídeo. E enquanto o ex-assistente social disse que isso não foi como ele esperava passar sua aposentadoria, ele está fazendo o melhor dele.
"Minha idéia de aposentadoria era treinar para outro Ironman", disse Van Horn. "Eu ainda posso fazer um. Você tem que se adaptar, porque você não tem escolha." (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: KCRG, com fotos e vídeo.
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Exercício trata problema de fala em paciente com Parkinson
6/21/2015 - Um plano terapêutico fonoaudiológico desenvolvido na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), permite que pacientes com doença de Parkinson possam superar problemas de perda de potência de voz, articulação e fluência da fala. Os exercícios, realizados no Ambulatório de Processamento Motor da Fala, do Serviço de Fonoaudiologia do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP, levaram os pacientes a melhorarem sua intensidade vocal e o entendimento da fala. Também há um aumento no número de interlocutores e no tempo de conversa, o que conduz a um maior convívio social.
A ideia do plano surgiu a partir do início das atividades do Ambulatório de Disfagia do HC, em 2008. “Entre os pacientes, havia casos de fraturas na face e queimados, mas também de portadores da doença de Parkinson”, diz a fonoaudióloga Fabíola Juste, que participa da aplicação do programa. “Os pacientes com Parkinson traziam queixas relacionadas a perda de potência vocal e fluência da fala, além de dificuldades de comunição, o que motivou a criação de um ambulatório especifíco”. O plano, baseado no Tratamento de Voz Lee Silverman (LSVT), criado nos Estados Unidos, começou a ser aplicado em 2012.
A maioria dos pacientes atendidos no ambulatório são homens, na faixa dos 50 a 60 anos de idade. “No entanto, alguns deles tiveram a doença diagnosticada há mais de 15 anos. Além disso, há um grande número de jovens com Parkinson que passam pelo atendimento”, afirma a fonoaudióloga. “A aplicação do plano vai depender não apenas da idade, mas também do grau de severidade da doença. Normalmente, casos onde também há um quadro de demência associada inviabilizam o tratamento, devido a perda de compreensão”.
Fabíola relata que, em geral, os pacientes que chegam ao ambulatório falam muito baixo, devido a perda de potência vocal. “A voz é quase sussurrada e mal articulada, pois eles falam com a boca praticamente fechada”, relata. “Muitas vezes, não há um contato visual com o interlocutor e, em alguns momentos, há uma aceleração repentina da voz, atropelando as palavras”.
Terapia
Ao todo, são realizadas oito sessões com os portadores de Parkinson. Nas duas primeiras é feita a avaliação do paciente, onde gravações da voz são submetidas a uma análise acústica em laboratório. “Nas quatro sessões seguintes acontece a terapia, com duração de 45 minutos. Os pacientes realizam exercícios de voz, para aumentar a capacidade respiratória e a atividade vocal. Também exercitam a articulação, para aumentar a abertura mandibular”, conta a fonoaudióloga. “Na parte de fluência, eles são orientados para a manutenção do ritmo e o controle da velocidade, para não falarem rápido”.
Os pacientes começam a terapia com atividades de leitura, que exigem menos elaboração da fala, até chegarem a situações mais complexas, de fala espontânea. “O tratamento é finalizado com duas sessões de reavaliação. Três meses depois é feita uma nova avaliação, para controle”, aponta Fabíola. “Há uma melhora da intensidade vocal. A fala é mais inteligível e os pacientes passam a falar com mais interlocutores, por mais tempo. O convívio social se amplia”, destaca Fabíola. As sessões de terapia contam com a participação dos familiares e cuidadores dos pacientes, de modo que também aprendam os exercícios para auxiliar na sua realização em casa, com segurança.
A aplicação do plano é supervisionada pelas professoras Cláudia Andrade, Kátia Nemr e Letícia Mansur. Elas contam com o apoio de três professoras assistentes, Fabíola Juste, Márcia Simões (doutoras em Fonoaudiologia) e Marcela Silagi, que realizam os atendimentos no ambulatório. O plano é descrito no artigo “Plano Terapêutico Fonoaudiológico para Intervenção na Doença de Parkinson”, que integra o livro “Planos Terapêuticos Fonoaudiológicos Volume 2”, que será lançado neste ano pela editora Pró-Fono.
Fabíola irá iniciar uma pesquisa sobre fluência da fala em casos de gagueira neurogênica, decorrente de problemas neurológicos, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Embora seja uma queixa muito comum entre os pacientes, há poucos estudos sobre esse tipo de gagueira na literatura científica”, observa a fonoaudióloga. “O estudo irá verificar os padrões de fluência de voz em grupos de pessoas com Parkinson, que foram vítimas de AVC e sofreram traumatismo craniano”. Fonte: Visão Cidade.
A ideia do plano surgiu a partir do início das atividades do Ambulatório de Disfagia do HC, em 2008. “Entre os pacientes, havia casos de fraturas na face e queimados, mas também de portadores da doença de Parkinson”, diz a fonoaudióloga Fabíola Juste, que participa da aplicação do programa. “Os pacientes com Parkinson traziam queixas relacionadas a perda de potência vocal e fluência da fala, além de dificuldades de comunição, o que motivou a criação de um ambulatório especifíco”. O plano, baseado no Tratamento de Voz Lee Silverman (LSVT), criado nos Estados Unidos, começou a ser aplicado em 2012.
A maioria dos pacientes atendidos no ambulatório são homens, na faixa dos 50 a 60 anos de idade. “No entanto, alguns deles tiveram a doença diagnosticada há mais de 15 anos. Além disso, há um grande número de jovens com Parkinson que passam pelo atendimento”, afirma a fonoaudióloga. “A aplicação do plano vai depender não apenas da idade, mas também do grau de severidade da doença. Normalmente, casos onde também há um quadro de demência associada inviabilizam o tratamento, devido a perda de compreensão”.
Fabíola relata que, em geral, os pacientes que chegam ao ambulatório falam muito baixo, devido a perda de potência vocal. “A voz é quase sussurrada e mal articulada, pois eles falam com a boca praticamente fechada”, relata. “Muitas vezes, não há um contato visual com o interlocutor e, em alguns momentos, há uma aceleração repentina da voz, atropelando as palavras”.
Terapia
Ao todo, são realizadas oito sessões com os portadores de Parkinson. Nas duas primeiras é feita a avaliação do paciente, onde gravações da voz são submetidas a uma análise acústica em laboratório. “Nas quatro sessões seguintes acontece a terapia, com duração de 45 minutos. Os pacientes realizam exercícios de voz, para aumentar a capacidade respiratória e a atividade vocal. Também exercitam a articulação, para aumentar a abertura mandibular”, conta a fonoaudióloga. “Na parte de fluência, eles são orientados para a manutenção do ritmo e o controle da velocidade, para não falarem rápido”.
Os pacientes começam a terapia com atividades de leitura, que exigem menos elaboração da fala, até chegarem a situações mais complexas, de fala espontânea. “O tratamento é finalizado com duas sessões de reavaliação. Três meses depois é feita uma nova avaliação, para controle”, aponta Fabíola. “Há uma melhora da intensidade vocal. A fala é mais inteligível e os pacientes passam a falar com mais interlocutores, por mais tempo. O convívio social se amplia”, destaca Fabíola. As sessões de terapia contam com a participação dos familiares e cuidadores dos pacientes, de modo que também aprendam os exercícios para auxiliar na sua realização em casa, com segurança.
A aplicação do plano é supervisionada pelas professoras Cláudia Andrade, Kátia Nemr e Letícia Mansur. Elas contam com o apoio de três professoras assistentes, Fabíola Juste, Márcia Simões (doutoras em Fonoaudiologia) e Marcela Silagi, que realizam os atendimentos no ambulatório. O plano é descrito no artigo “Plano Terapêutico Fonoaudiológico para Intervenção na Doença de Parkinson”, que integra o livro “Planos Terapêuticos Fonoaudiológicos Volume 2”, que será lançado neste ano pela editora Pró-Fono.
Fabíola irá iniciar uma pesquisa sobre fluência da fala em casos de gagueira neurogênica, decorrente de problemas neurológicos, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Embora seja uma queixa muito comum entre os pacientes, há poucos estudos sobre esse tipo de gagueira na literatura científica”, observa a fonoaudióloga. “O estudo irá verificar os padrões de fluência de voz em grupos de pessoas com Parkinson, que foram vítimas de AVC e sofreram traumatismo craniano”. Fonte: Visão Cidade.
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