22/12/2019 - Empresas estrangeiras ‘desovam’ no Brasil agrotóxico proibido em seus próprios países.
Anvisa decidiu em 2017 proibir o paraquate por risco de provocar Parkinson. Mas desde então, ritmo de importação só aumentou, e restrições foram afrouxadas por pressão de empresas de agrotóxicos.
- Página inicial
- Preliminares
- Mensagem aos Recém Diagnosticados
- Matutando... e alguns textos
- Filmes Recomendados
- Cuidadores
- Habilitar legendas em vídeos Youtube
- DBS - Deep Brain Stimulation
- Celebridades com DP
- Parkinson- Recomeçando a vida (facebook) - artigos produzidos
- Roteiro para pesquisas no blog
- Mal de Parkinson (nosso antigo nome)
Mostrando postagens com marcador agrotóxicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador agrotóxicos. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 23 de dezembro de 2019
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Condenação da Monsanto nos EUA reabre debate no Brasil
Segundo advogado ambientalista, o sistema jurídico brasileiro contempla a possibilidade de obter indenizações por danos causados às pessoas e ao meio ambiente
14/08/2018 - Jardineiro com câncer utilizou por pelo menos dois anos o glifosato, agrotóxico mais consumido em todo o mundo e no Brasil
A decisão da Justiça dos Estados Unidos de condenar a empresa Monsanto a pagar indenização a um jardineiro californiano, que usou o princípio ativo glifosato por pelo menos dois anos e desenvolveu câncer, pode abrir precedente para casos semelhantes no Brasil. A multinacional terá de pagar US$ 289 milhões (R$ 1,1 bilhão) por danos à vítima, em fase terminal da doença.
Segundo o advogado ambientalista José Renato de Oliveira Barcelos, a decisão é importante porque coloca a vida em primeiro lugar e poderá provocar mudanças globais no entendimento judicial.
– Guardadas as devidas proporções, o nosso sistema jurídico contempla a possibilidade de obter indenizações por danos causados às pessoas e ao meio ambiente, incluindo danos individuais e coletivos – avalia Barcelos, especialista em Direito Ambiental, ressaltando que a decisão é parcial.
Membro da Associação Brasileira de Agroecologia, Barcelos considera provável que, devido à grande repercussão, o processo vá parar na Suprema Corte dos EUA. Na ação, um júri de San Francisco entendeu que a Monsanto falhou ao não alertar em suas embalagens que o agrotóxico poderia ser cancerígeno.
No interior do Paraná, há caso semelhante. Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou indenização de R$ 350 mil para família de um agricultor morto em 2010 por intoxicação com agrotóxicos.
O advogado Aristides Garcia França Neto, especialista em Direito e Processo do Trabalho, avalia que a decisão americana não deve refletir no Brasil porque, provavelmente, será reformada nos EUA. Segundo ele, sentenças em primeiro grau podem ter motivações políticas.
– A pena é milionária e desproporcional, deve ser reformada ou readequada em grau de recurso – analisa França Neto.
A relação de agricultores com o glifosato é antiga. Há pelo menos quatro décadas, o produto é o mais utilizado no Brasil para eliminar pragas nas plantações. Conhecido também pelo nome comercial de RoundUp, é o agrotóxico mais usado em todo o mundo. Devido aos riscos à saúde, a União Europeia já proibiu a aplicação do princípio ativo na vegetação de parques infantis e jardins públicos.
– Além do câncer, segundo pesquisas americanas, já foram identificadas cerca de 25 doenças neurodegenerativas que o produto causa, entre as quais autismo, Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla – comenta o biólogo Francisco Milanez, presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan).
Em nota, a Monsanto manifestou que já foram feitos cerca de 800 estudos e análises científicas por institutos nacionais de saúde americanos que “apoiam o fato de o glifosato não causar câncer”. A empresa, recentemente adquirida pela companhia alemã Bayer, informou ainda que apelará contra a decisão.
Segundo estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil lidera o ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mas pesquisadores do setor agrícola alegam que, se os números forem analisados considerando a extensão da área cultivada, o país cai para a sétima posição. Fonte: Gaucha ZH.
Marcadores:
agrotóxicos,
glifosfato,
Monsanto
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Proposta pode afetar a regulamentação de produtos químicos ligados ao Parkinson / EUA
July 26, 2018 - Na semana passada, a Fundação Michael J. Fox (MJFF) se pronunciou contra uma regra proposta que limitaria severamente a capacidade da Agência de Proteção Ambiental (EPA) de salvaguardar a saúde pública. Em particular, isso teria um impacto significativo na maneira como a agência regula produtos químicos, incluindo aqueles associados ao risco de doença de Parkinson (DP).
Há muita pesquisa ligando herbicidas e solventes comumente usados com a DP, e muitos desses estudos mantêm as informações de saúde dos participantes confidenciais. Atualmente, a comunidade de DP está usando vários desses estudos para instar a EPA a proibir o uso de paraquat, um herbicida associado ao aumento do risco de Parkinson. (Leia mais sobre esses esforços.) No entanto, uma regra proposta em abril pelo Administrador da EPA restringiria as informações científicas disponíveis para a agência forçando a EPA a considerar apenas os estudos em que todos os dados dos participantes subjacentes estão publicamente disponíveis.
Dezenas de preocupações de voz de grupos com proposta
Na segunda-feira, 16 de julho, o MJFF se juntou a quase 70 grupos acadêmicos, de saúde e científicos para convocar a EPA para derrubar a regra. Em um comunicado de imprensa conjunto, os grupos advertiram que a proposta permitiria que a agência fizesse "decisões que afetam milhões com base em informações inadequadas que não incluem estudos bem fundamentados de cientistas especialistas".
No mesmo dia, o MJFF co-organizou uma chamada de imprensa com a American Lung Association, na qual especialistas em saúde pública falaram com repórteres sobre o assunto. Enquanto a EPA afirma que a regra fortalecerá a transparência científica, George Thurston, ScD, professor de medicina ambiental e saúde da população da Universidade de Nova York, disse: "Já existem medidas que avaliam a garantia de qualidade, que estão disponíveis e poderiam ser usadas para resolver os problemas pretendidos que isso procura resolver ".
Beate Ritz, MD, PhD, professor de epidemiologia na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, discutiu a importância de manter confidenciais as informações dos participantes do estudo. "Não podemos realmente anonimizar esses registros porque somos cientistas ambientais, o que significa que temos de vincular onde as pessoas vivem, onde as pessoas trabalham, onde as pessoas respiram o ar para as exposições que estamos medindo". Por causa disso, muitos estudos sobre causas ambientais da doença não podem disponibilizar publicamente os dados subjacentes, como exige a regra proposta, sem comprometer os detalhes de identificação pessoal dos voluntários.
MJFF fornece comentários adicionais para a EPA
A EPA sediou uma audiência pública na terça-feira, 17 de julho, durante a qual dezenas de oradores, incluindo Brittany Meyer, JD, diretor associado de políticas públicas do MJFF, foram à sede da EPA para expressar sua oposição à proposta.
"A política deve permitir que os reguladores de nossa nação tomem decisões informadas sobre substâncias químicas e substâncias em nosso meio ambiente que possam afetar a saúde pública e aumentar o risco de doenças", diz Meyer. "Quando se trata de regular herbicidas como o paraquat, a EPA não pode fazer seu trabalho se não puder acessar todas as informações científicas disponíveis sobre o assunto."
A EPA está aceitando comentários por escrito sobre essa regra até sexta-feira, 17 de agosto. A Michael J. Fox Foundation enviou comentários na semana passada. Junte-se a nós para dizer à agência para derrubar essa proposta prejudicial. Use nossa ferramenta on-line para enviar facilmente seus próprios comentários para a EPA hoje. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: MichaelJFox, com links.
Há muita pesquisa ligando herbicidas e solventes comumente usados com a DP, e muitos desses estudos mantêm as informações de saúde dos participantes confidenciais. Atualmente, a comunidade de DP está usando vários desses estudos para instar a EPA a proibir o uso de paraquat, um herbicida associado ao aumento do risco de Parkinson. (Leia mais sobre esses esforços.) No entanto, uma regra proposta em abril pelo Administrador da EPA restringiria as informações científicas disponíveis para a agência forçando a EPA a considerar apenas os estudos em que todos os dados dos participantes subjacentes estão publicamente disponíveis.
Dezenas de preocupações de voz de grupos com proposta
Na segunda-feira, 16 de julho, o MJFF se juntou a quase 70 grupos acadêmicos, de saúde e científicos para convocar a EPA para derrubar a regra. Em um comunicado de imprensa conjunto, os grupos advertiram que a proposta permitiria que a agência fizesse "decisões que afetam milhões com base em informações inadequadas que não incluem estudos bem fundamentados de cientistas especialistas".
No mesmo dia, o MJFF co-organizou uma chamada de imprensa com a American Lung Association, na qual especialistas em saúde pública falaram com repórteres sobre o assunto. Enquanto a EPA afirma que a regra fortalecerá a transparência científica, George Thurston, ScD, professor de medicina ambiental e saúde da população da Universidade de Nova York, disse: "Já existem medidas que avaliam a garantia de qualidade, que estão disponíveis e poderiam ser usadas para resolver os problemas pretendidos que isso procura resolver ".
Beate Ritz, MD, PhD, professor de epidemiologia na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, discutiu a importância de manter confidenciais as informações dos participantes do estudo. "Não podemos realmente anonimizar esses registros porque somos cientistas ambientais, o que significa que temos de vincular onde as pessoas vivem, onde as pessoas trabalham, onde as pessoas respiram o ar para as exposições que estamos medindo". Por causa disso, muitos estudos sobre causas ambientais da doença não podem disponibilizar publicamente os dados subjacentes, como exige a regra proposta, sem comprometer os detalhes de identificação pessoal dos voluntários.
MJFF fornece comentários adicionais para a EPA
A EPA sediou uma audiência pública na terça-feira, 17 de julho, durante a qual dezenas de oradores, incluindo Brittany Meyer, JD, diretor associado de políticas públicas do MJFF, foram à sede da EPA para expressar sua oposição à proposta.
"A política deve permitir que os reguladores de nossa nação tomem decisões informadas sobre substâncias químicas e substâncias em nosso meio ambiente que possam afetar a saúde pública e aumentar o risco de doenças", diz Meyer. "Quando se trata de regular herbicidas como o paraquat, a EPA não pode fazer seu trabalho se não puder acessar todas as informações científicas disponíveis sobre o assunto."
A EPA está aceitando comentários por escrito sobre essa regra até sexta-feira, 17 de agosto. A Michael J. Fox Foundation enviou comentários na semana passada. Junte-se a nós para dizer à agência para derrubar essa proposta prejudicial. Use nossa ferramenta on-line para enviar facilmente seus próprios comentários para a EPA hoje. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: MichaelJFox, com links.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
A fusão da Bayer & Monsanto sugere problemas para a cannabis
Bayer e Monsanto se fundiram, formando uma das maiores empresas agrícolas do mundo. Isto é uma ameaça para a cannabis?
Oct 26, 2016 - Duas mega corporações se fundiram. A Bayer, uma corporação de ciências da vida e agricultura, acabou de comprar a Monsanto por US $ 66 bilhões. Mas o que isso significa para a indústria da cannabis? O futuro dos medicamentos para cannabis vai para os grandes fármacos?
Você pode se surpreender e até ficar um pouco horrorizado quando perceber o quanto a Monsanto e a Bayer influenciam sua vida diária.
A Monsanto, a empresa que trouxe o mundo Agente Laranja e DDT, define-se como uma “empresa de agricultura sustentável” que ajuda os agricultores em todo o mundo.
Não há dúvida de que a Monsanto desempenha um papel enorme na produção agrícola global. Grande parte do milho, algodão e soja produzidos nos Estados Unidos vem de produtos de engenharia da Monsanto.
De fato, 40% de todas as culturas geneticamente modificadas são cultivadas nos Estados Unidos. Destes, 80% do milho transgênico e 93% da soja transgênica são de propriedade da Monsanto.
Engraçado o suficiente, os Estados Unidos são o maior exportador mundial de milho e soja. É também o terceiro maior exportador de algodão. A Monsanto possui variedades geneticamente modificadas de algodão, milho e soja.
A Bayer também possui certas variedades de milho geneticamente modificado. Bem como canola OGM, vários vegetais, pesticidas e herbicidas.
Curiosamente, eles também fabricam dispositivos de controle de natalidade intra-uterinos, medicamentos contra o câncer, vários pesticidas comuns, analgésicos domésticos, como Aspirina e Alka Seltzer, tratamentos de pulgas, vitaminas, tratamentos de acne.
Ao todo, a Bayer possui diretamente 98 marcas e está envolvida em numerosas outras.
A fusão da Bayer / Monsanto terá impacto sobre os bens de consumo diários. Na verdade, o agronegócio agora vai ofuscar as drogas como a principal fonte de receita da Bayer. A fusão também lhes dará acesso a mais de 2.000 variedades diferentes de culturas GM.
Esses mega corpos estão mergulhando na cannabis?
É por isso que alguns fãs de cannabis estão em alerta sobre essa fusão. A Bayer já comercializa um produto de cannabis. A corporação tem uma parceria com a GW Pharmaceuticals para vender o Sativex.
Sativex é um medicamento para esclerose múltipla com uma relação de um para um de THC para CBD. A Bayer comercializa o Sativex no Reino Unido e no Canadá.
Enquanto isso, a Monsanto e a Scotts Miracle-Gro expandiram recentemente sua parceria. Nas últimas duas décadas, a Scotts Miracle-Gro tem sido a comerciante exclusiva do Roundup da Monsanto, um dos herbicidas domésticos mais comuns.
No ano passado, a Monsanto ampliou os direitos de comercialização da Scotts em todos os produtos Roundup, permitindo que eles levassem o produto para novos territórios geográficos. Em um comunicado de imprensa, Kerry Preete, vice-presidente executivo de estratégia global da Monsanto, afirma:
A Monsanto aguarda com expectativa a parceria contínua com a Scotts, enquanto trabalhamos para oferecer aos consumidores uma gama diversificada de soluções de gramado e jardim.
Acontece que o Scotts Miracle-Gro tem outra oportunidade na manga. Em uma entrevista no início deste ano, o CEO Jim Hagedorn disse à Forbes sobre seu mais recente empreendimento financeiro.
Hagedorn explica que ele decidiu investir,
[…] Tipo, meio bilhão no negócio de maconha. É a maior coisa que já vi no gramado e no jardim.
Hagedorn foi inspirado depois de uma viagem a uma loja de jardinagem local. A loja dificilmente vendia qualquer produto da Scotts Miracle-Gro, mas eles certamente tinham muita coisa a mais: nutrientes e equipamentos hidropônicos. Quando Hagedorn voltou ao trabalho, ele se lembra de dizer à sua equipe:
"Estamos fazendo isso. Se você não gostar, saia. Estamos fazendo isso. Está além de parar. E não estamos entrando no crescimento do pote. Estamos falando de sujeira, fertilizantes, pesticidas, sistemas de cultivo, luzes. Você sabe que é um negócio multibilionário e não temos crescimento em nosso núcleo ".
Então, o que isso significa para a Bayer / Monsanto?
Neste ponto, o interesse da maioria das grandes corporações é a especulação. Ninguém pode prever o futuro. Mas a fusão entre a gigante farmacêutica e farmacêutica Bayer está mais próxima de alguns grandes investimentos em cannabis.
Eles já comercializam uma droga de cannabis, e agora eles são um pouco mais amigáveis com outra megacorporação com cannabis à vista.
Soa como um acordo de ganho / ganho para a Bayer. Para a incipiente indústria da cannabis? Talvez não tanto. Mas só o tempo dirá se essas especulações são legítimas ou não. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Herb. Leia mais aqui: Chem Tales: O que a fusão entre a Bayer e a Monsanto significa para a cannabis?
Marcadores:
agrotóxicos,
Bayer,
biogenética,
maconha,
Monsanto
terça-feira, 3 de julho de 2018
Por que o Pacote do Veneno é tão perigoso?
03/07/2018 - A votação da PL 6299/02 teve um fim trágico, como vem sido divulgado pela imprensa nacional, pois foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados e agora seguirá para a plenária da Casa. O texto favorece o uso indiscriminado de agrotóxicos, entre eles, de substâncias que podem ser cancerígenas e que são proibidas no Brasil. A decisão ignorou o apelo de diversas organizações da sociedade civil, como Greenpeace, Organização das Nações Unidas (ONU), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Nacional do Câncer (INCA).
De acordo com a especialista em Agricultura e Alimentação do Greenpeace, Marina Lacôrte: “Este pacote vai totalmente na contramão do que a sociedade quer. Os membros da Comissão viraram totalmente as costas para a população. Fica muito claro que esses parlamentares atendem apenas aos interesses da indústria de pesticidas e do agronegócio. Vamos continuar monitorando e pressionando para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, coloque os interesses da população acima dos interesses econômicos do setor”.
Parece que a vontade da maioria da população também ficou de lado na hora de definir o futuro da nossa alimentação. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBOPE, 81% dos brasileiros considera que a quantidade de agrotóxicos aplicada nas lavouras é “alta” ou “muito alta”. A preocupação é justificável, segundo a ONU, os agrotóxicos são responsáveis por 200 mil mortes por intoxicação aguda a cada ano e mais de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento. Essas mortes são de pessoas que interagem diretamente com os produtos tóxicos. Mas nós, consumidores, também corremos riscos. Após um período prolongado de contato com as substâncias podemos desenvolver vários tipos de câncer, como câncer de pulmão, de tireoide, de testículo, de mama e de próstata, doenças mentais, alterações no fígado, nos rins e na tireoide, arritmias cardíacas, doença de Parkinson, fibrose pulmonar, alergias respiratórias, infertilidade e má formação fetal.
Para a Fundação Oswaldo Cruz a falta de clareza nas informações sobre os agrotóxicos prejudica a discussão sobre o seu uso. De acordo com Luis Claudio Meirelles, pesquisador em saúde pública da entidade: “O uso de agrotóxico é um problema de saúde pública, que precisa ser enfrentado e que está afetando a vida das futuras gerações”. De acordo com texto publicado pelo blog alimento puro: Para o pesquisador, a falta de informações oficiais confiáveis sobre o uso de agrotóxico no Brasil causa um cenário de “embate técnico”. Meirelles disse que há uma lacuna na transparência e no direito à informação, tanto em nível federal quanto estadual: “Em vez de melhorar, nos últimos anos conseguimos piorar”, alerta. Segundo ele, embora a literatura internacional seja “inequívoca” com relação aos perigos causados pelos agrotóxicos, os órgãos de controle e fiscalização no Brasil são frágeis. “No Brasil, se usa produtos perigosos ou já banidos em outros países. A Europa está falando em banir o glifosato e aqui a gente ainda nem discute o tema”.
Há 10 anos o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e a maioria dos produtos utilizados por aqui já são proibidos em países europeus e norte-americanos. De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Abrasco, aproximadamente 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão contaminados por algum tipo de agrotóxico. Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer, INCA, concluiu um estudo inédito no País, que investiga a relação entre o uso de agrotóxicos e o surgimento de um tipo de câncer no sangue, cujo prevalência tem crescido nos últimos anos em todo o mundo. Foram analisadas as substâncias 2,4-D, diazinona, glifosato e malationa, que foram relacionadas a esse tipo de câncer. O glifosato e o 2,4-D são os dois agrotóxicos mais utilizados no Brasil. O glifosato é classificado como “pouco tóxico”, pois só é considerado o risco do contato imediato com o produto, mas segundo Márcia Sarpa de Campos de Mello, que é uma das autoras da pesquisa: “A toxicidade aguda é a pontinha do iceberg, o problema maior está na toxicidade crônica, aquela relacionada à exposição frequente a pequenas doses do produto. Entre os efeitos conhecidos da toxicidade crônica estão problemas de fertilidade, de desenvolvimento do feto, de má formação congênita, de desregulamentação endócrina, de mutações e de variados tipos de câncer”.
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Abrasco, e a Associação Brasileira de Agroecologia, ABA, já haviam escrito um dossiê sobre os malefícios dos agrotóxicos. De acordo com Paulo Petersen, vice-presidente da ABA é preciso desmentir informações amplamente difundidas na sociedade. “Uma das principais narrativas do que a gente chama de falsa verdade é a que o agrotóxico é um mal necessário. Essas são afirmações que confundem o debate público. A agroecologia demonstra que isto não é verdade e que é possível produzir em qualidade, diversidade e quantidade sem uso de veneno. O agrotóxico é um elo de uma cadeia de alimentos que precisa ser rompido, mas as políticas públicas continuam induzindo para o fortalecimento desse modelo”.Fonte: O Estado de S.Paulo.
De acordo com a especialista em Agricultura e Alimentação do Greenpeace, Marina Lacôrte: “Este pacote vai totalmente na contramão do que a sociedade quer. Os membros da Comissão viraram totalmente as costas para a população. Fica muito claro que esses parlamentares atendem apenas aos interesses da indústria de pesticidas e do agronegócio. Vamos continuar monitorando e pressionando para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, coloque os interesses da população acima dos interesses econômicos do setor”.
Parece que a vontade da maioria da população também ficou de lado na hora de definir o futuro da nossa alimentação. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBOPE, 81% dos brasileiros considera que a quantidade de agrotóxicos aplicada nas lavouras é “alta” ou “muito alta”. A preocupação é justificável, segundo a ONU, os agrotóxicos são responsáveis por 200 mil mortes por intoxicação aguda a cada ano e mais de 90% das mortes ocorreram em países em desenvolvimento. Essas mortes são de pessoas que interagem diretamente com os produtos tóxicos. Mas nós, consumidores, também corremos riscos. Após um período prolongado de contato com as substâncias podemos desenvolver vários tipos de câncer, como câncer de pulmão, de tireoide, de testículo, de mama e de próstata, doenças mentais, alterações no fígado, nos rins e na tireoide, arritmias cardíacas, doença de Parkinson, fibrose pulmonar, alergias respiratórias, infertilidade e má formação fetal.
Para a Fundação Oswaldo Cruz a falta de clareza nas informações sobre os agrotóxicos prejudica a discussão sobre o seu uso. De acordo com Luis Claudio Meirelles, pesquisador em saúde pública da entidade: “O uso de agrotóxico é um problema de saúde pública, que precisa ser enfrentado e que está afetando a vida das futuras gerações”. De acordo com texto publicado pelo blog alimento puro: Para o pesquisador, a falta de informações oficiais confiáveis sobre o uso de agrotóxico no Brasil causa um cenário de “embate técnico”. Meirelles disse que há uma lacuna na transparência e no direito à informação, tanto em nível federal quanto estadual: “Em vez de melhorar, nos últimos anos conseguimos piorar”, alerta. Segundo ele, embora a literatura internacional seja “inequívoca” com relação aos perigos causados pelos agrotóxicos, os órgãos de controle e fiscalização no Brasil são frágeis. “No Brasil, se usa produtos perigosos ou já banidos em outros países. A Europa está falando em banir o glifosato e aqui a gente ainda nem discute o tema”.
Há 10 anos o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e a maioria dos produtos utilizados por aqui já são proibidos em países europeus e norte-americanos. De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Abrasco, aproximadamente 70% dos alimentos in natura consumidos no País estão contaminados por algum tipo de agrotóxico. Recentemente, o Instituto Nacional do Câncer, INCA, concluiu um estudo inédito no País, que investiga a relação entre o uso de agrotóxicos e o surgimento de um tipo de câncer no sangue, cujo prevalência tem crescido nos últimos anos em todo o mundo. Foram analisadas as substâncias 2,4-D, diazinona, glifosato e malationa, que foram relacionadas a esse tipo de câncer. O glifosato e o 2,4-D são os dois agrotóxicos mais utilizados no Brasil. O glifosato é classificado como “pouco tóxico”, pois só é considerado o risco do contato imediato com o produto, mas segundo Márcia Sarpa de Campos de Mello, que é uma das autoras da pesquisa: “A toxicidade aguda é a pontinha do iceberg, o problema maior está na toxicidade crônica, aquela relacionada à exposição frequente a pequenas doses do produto. Entre os efeitos conhecidos da toxicidade crônica estão problemas de fertilidade, de desenvolvimento do feto, de má formação congênita, de desregulamentação endócrina, de mutações e de variados tipos de câncer”.
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Abrasco, e a Associação Brasileira de Agroecologia, ABA, já haviam escrito um dossiê sobre os malefícios dos agrotóxicos. De acordo com Paulo Petersen, vice-presidente da ABA é preciso desmentir informações amplamente difundidas na sociedade. “Uma das principais narrativas do que a gente chama de falsa verdade é a que o agrotóxico é um mal necessário. Essas são afirmações que confundem o debate público. A agroecologia demonstra que isto não é verdade e que é possível produzir em qualidade, diversidade e quantidade sem uso de veneno. O agrotóxico é um elo de uma cadeia de alimentos que precisa ser rompido, mas as políticas públicas continuam induzindo para o fortalecimento desse modelo”.Fonte: O Estado de S.Paulo.
quinta-feira, 22 de março de 2018
Restrição a agrotóxico usado no milho e na soja começa a valer nesta quinta
21/03/2018 - Restrição a agrotóxico usado no milho e na soja começa a valer nesta quinta.
Paraquate está associado à doença de Parkinson em trabalhadores e foi proibido pela Anvisa em 2017. Agricultores vão começar a passar por fase de transição.
Paraquate está associado à doença de Parkinson em trabalhadores e foi proibido pela Anvisa em 2017. Agricultores vão começar a passar por fase de transição.
Marcadores:
agrotóxicos,
Anvisa,
paraquate
terça-feira, 20 de março de 2018
Ruralistas tentam atropelar Anvisa e cancelar o banimento do Paraquat
15 DE FEVEREIRO DE 2018 - Proposta de Decreto Legislativo apresentado pelo deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) cancela resolução da Anvisa que decretou o banimento do agrotóxico Paraquat, causador da doença de Parkinson
No dia 19 de setembro do ano passado, a Anvisa decretou, após 10 anos de reavaliação, que o ingrediente ativo Paraquat deveria ser banido do país. A agência tomou a decisão após muita pressão da sociedade civil brasileira e também da Europa, onde a substância já é banida desde 2007. Mesmo assim, a decisão foi bastante generosa com a indústria: o Paraquat só será definitivamente banido daqui a três anos. Até lá, ficou aberta a possibilidade de novos estudos provarem que o Paraquat não causa doença de Parkinson, fibrose pulmonar ou as graves intoxicações já agudas demonstradas.
Parece que a generosidade da Anvisa não foi suficiente para acalmar a avidez tóxica da Bancada Ruralista. Uma das suas maiores lideranças, o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), apresentou no dia 24 de outubro um Projeto de Decreto Legislativo para sustar a decisão da Anvisa, cancelando assim o banimento do Paraquat. O passará ainda pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir ao Plenário.
Além de ser uma interferência grave do Legislativo em uma decisão que compete apenas à Anvisa – órgão do Executivo, o projeto reforça a tese de que o agronegócio é altamente dependente de agrotóxicos extremamente tóxicos, como é o caso do Paraquat. Heinze declarou à Agência Câmara Notícias que o Paraquat é “uma das ferramentas mais importantes para o cultivo de várias das principais culturas nacionais”. Estas culturas, como a soja, são voltadas majoritariamente para exportação, e não chegam ao prato de comida da população. Em algumas situações, o Brasil tem sido obrigado inclusive a importar alimentos.
O paraquate é proibido na União Europeia, Noruega, Bósnia-Herzegovina, Kuwait, Malasia, Camboja, Laos, Emirados Árabes, Síria, Coreia do Sul, China (mas produz para exportação), El Salvador e em 10 países da África. Na Grã-Bretanha, a produção de Paraquate também ocorre, mesmo com a proibição de se usar o veneno naqueles países. Desde 2009, as vendas do Paraquat aumentarem mais de 3 vezes no Brasil. Fonte: Contra os Agrotóxicos.
Marcadores:
agrotóxicos,
Anvisa,
paraquate
sábado, 17 de fevereiro de 2018
Agrotóxico que causa mutação genética e Parkinson pode ser liberado por deputados
16.02.2018 || A Câmara dos Deputados poderá sustar resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso no País de agrotóxicos que contenham a substância ativa ‘Paraquate’ em sua composição (Resolução 117/17).
É o que pretende o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 817/17, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS). “O setor agropecuário se depara com a proibição de uma das ferramentas mais importantes para o cultivo de várias das principais culturas nacionais – como a soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e trigo”, observa Heinze.
O deputado argumenta que o Paraquate é registrado e comercializado em 85 países, entre os quais EUA, Canada, Austrália, Japão e Nova Zelândia, que, segundo ele, possuem os sistemas regulatórios mais exigentes do mundo. Para Heinze, o parecer da Anvisa fundamentou-se em argumentos políticos e não científicos.
O parecer da Anvisa que proíbe o uso de Paraquate conclui que o manuseio do produto pode levar a mutação genética e causar a doença de Parkinson.
Heinze rebate as conclusões da Anvisa baseando-se no parecer do órgão sanitário da Austrália (Australian Pesticides and Veterinary Medicines Authority (APVMA), o qual, segundo o deputado, concluiu em 2016 que não há relação causal do Paraquate com a doença de Parkinson ou com mutagenicidade. Fonte: Página 20.
É o que pretende o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 817/17, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS). “O setor agropecuário se depara com a proibição de uma das ferramentas mais importantes para o cultivo de várias das principais culturas nacionais – como a soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e trigo”, observa Heinze.
O deputado argumenta que o Paraquate é registrado e comercializado em 85 países, entre os quais EUA, Canada, Austrália, Japão e Nova Zelândia, que, segundo ele, possuem os sistemas regulatórios mais exigentes do mundo. Para Heinze, o parecer da Anvisa fundamentou-se em argumentos políticos e não científicos.
O parecer da Anvisa que proíbe o uso de Paraquate conclui que o manuseio do produto pode levar a mutação genética e causar a doença de Parkinson.
Heinze rebate as conclusões da Anvisa baseando-se no parecer do órgão sanitário da Austrália (Australian Pesticides and Veterinary Medicines Authority (APVMA), o qual, segundo o deputado, concluiu em 2016 que não há relação causal do Paraquate com a doença de Parkinson ou com mutagenicidade. Fonte: Página 20.
Marcadores:
agrotóxicos,
paraquate
sábado, 7 de novembro de 2015
Anvisa quer proibição do paraquate: “pode causar Parkinson”
06/11/15 - A superintendente de Toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Silvia Cazenave, afirma que o paraquate pode causar o mal de Parkinson – razão pela qual o órgão propõe a proibição deste ingrediente ativo. A Anvisa abriu consulta pública até o próximo dia 16 de Novembro para as manifestações do setor produtivo e da sociedade civil sobre a possibilidade de banir agroquímicos contendo este herbicida.
“Estamos estudando possíveis impactos dessa substância na saúde humana, mas o paraquate é de extrema gravidade tóxica e há evidências de que pode causar Parkinson. Isso seria um impeditivo para o seu registro”, disse Silvia em audiência pública promovida na comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
Segundo ela, ainda não há uma conclusão definitiva sobre a manutenção do registro do paraquate, que é defendido por especialistas e entidades do agronegócio, como Aprosoja, Abramilho, CNA, Andef e Sindiveg.
“Já vim para cá com a ideia clara de que estamos prestes a perder o paraquate”, lamentou o presidente da Abramilho, Alysson Paulinelli. De acordo com Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja, o produtor rural teria que arcar com um custo adicional de R$ 407 milhões caso o paraquate seja proibido.
O professor Ângelo Zanaga Trapé dirige um programa de estudos dos efeitos de agroquímicos na saúde humana. Para ele, as pesquisas não apresentam casos de contaminação: “Já avaliei mais de 30 mil produtores nas últimas décadas e nenhum foi contaminado”, afirmou na reunião. Fonte: Agrolink.
“Estamos estudando possíveis impactos dessa substância na saúde humana, mas o paraquate é de extrema gravidade tóxica e há evidências de que pode causar Parkinson. Isso seria um impeditivo para o seu registro”, disse Silvia em audiência pública promovida na comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
Segundo ela, ainda não há uma conclusão definitiva sobre a manutenção do registro do paraquate, que é defendido por especialistas e entidades do agronegócio, como Aprosoja, Abramilho, CNA, Andef e Sindiveg.
“Já vim para cá com a ideia clara de que estamos prestes a perder o paraquate”, lamentou o presidente da Abramilho, Alysson Paulinelli. De acordo com Fernando Adegas, pesquisador da Embrapa Soja, o produtor rural teria que arcar com um custo adicional de R$ 407 milhões caso o paraquate seja proibido.
O professor Ângelo Zanaga Trapé dirige um programa de estudos dos efeitos de agroquímicos na saúde humana. Para ele, as pesquisas não apresentam casos de contaminação: “Já avaliei mais de 30 mil produtores nas últimas décadas e nenhum foi contaminado”, afirmou na reunião. Fonte: Agrolink.
Marcadores:
agrotóxicos,
paraquate
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
De cada 3 alimentos consumidos no Brasil, um terço está contaminado por agrotóxico
19/08/2015 - A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, começou a semana com um assunto indigesto: os agrotóxicos. Em audiência pública, especialistas alertaram que um terço dos alimentos consumidos pelos brasileiros está contaminado. E a Anvisa acompanha tudo com preocupação, mas pouca ação, segundo os especialistas. Os agrotóxicos usados na agricultura, no ambiente doméstico e em campanhas de saúde pública como inseticida estão associados a diversas doenças como o câncer, a doença de Parkinson e a depressão.
Na reportagem de Emanuelle Brasil, da Agência Câmara, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiz Claudio Meirelles, alertou que “75% dos alimentos têm resíduos de agrotóxicos... que chegam a 17 diferentes tipos de agrotóxicos para o qual a ciência sequer tem ferramental para dizer como é que isso vai funcionar para a vida.”
A pesquisadora do Inca, Márcia Sarpa, propõe o fim dos subsídios públicos aos venenos e a implantação também nos municípios das vigilâncias em saúde dos trabalhadores expostos e da população. Segundo o Instituto Nacional do Câncer alguns herbicidas banidos do mercado internacional ainda têm livre trânsito no País. É o caso do glifosato, usado no plantio da soja geneticamente modificada, associado ao surgimento de câncer pela Organização Mundial da Saúde, e o mais consumido no Brasil.
O deputado Zeca do PT (MS), estado onde se consomem involuntariamente 40 litros de pesticidas/ano, quer apresentar um projeto de lei na Câmara “que determine que a propriedade em que for encontrado produto agrotóxico contrabandeado, com componentes que sejam proibidos no Brasil, seja passível de ser desapropriada para efeitos de reforma agrária.” Para ser comercializado no Brasil, o agrotóxico deve passar pela análise da Anvisa, vinculada ao Ministério da Saúde, e também dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Fonte: Organics News Brasil.
Na reportagem de Emanuelle Brasil, da Agência Câmara, o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiz Claudio Meirelles, alertou que “75% dos alimentos têm resíduos de agrotóxicos... que chegam a 17 diferentes tipos de agrotóxicos para o qual a ciência sequer tem ferramental para dizer como é que isso vai funcionar para a vida.”
A pesquisadora do Inca, Márcia Sarpa, propõe o fim dos subsídios públicos aos venenos e a implantação também nos municípios das vigilâncias em saúde dos trabalhadores expostos e da população. Segundo o Instituto Nacional do Câncer alguns herbicidas banidos do mercado internacional ainda têm livre trânsito no País. É o caso do glifosato, usado no plantio da soja geneticamente modificada, associado ao surgimento de câncer pela Organização Mundial da Saúde, e o mais consumido no Brasil.
O deputado Zeca do PT (MS), estado onde se consomem involuntariamente 40 litros de pesticidas/ano, quer apresentar um projeto de lei na Câmara “que determine que a propriedade em que for encontrado produto agrotóxico contrabandeado, com componentes que sejam proibidos no Brasil, seja passível de ser desapropriada para efeitos de reforma agrária.” Para ser comercializado no Brasil, o agrotóxico deve passar pela análise da Anvisa, vinculada ao Ministério da Saúde, e também dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Fonte: Organics News Brasil.
Assinar:
Postagens (Atom)



