terça-feira, 23 de maio de 2017

Quem cuida também precisa de hora do recreio

A matéria não é recente, mas por bem apropriada, foi postada

por Mariza Tavares

Quinta-feira, 20/04/2017 - Ninguém tem dúvidas sobre como é estressante a tarefa de cuidar de uma pessoa mais velha em situação de fragilidade. Por isso é ainda mais importante saber como inventar pequenos momentos de relaxamento – uma espécie de hora do recreio, de “respiro”, em meio à responsabilidade de zelar pelo bem-estar de outro ser humano. Selecionei dez dicas preciosas do site dailycaring.com que podem trazer conforto ao dia a dia de filhos, parentes e cuidadores profissionais que acompanham idosos.

1) Relaxe respirando: uma das maneiras mais rápidas de se acalmar e diminuir a ansiedade é respirar devagar e profundamente. Inspire pelo nariz e solte o ar pela boca, a fim de garantir oxigênio suficiente para manter o foco. Principalmente em situações de tensão, quando a cabeça está a mil, vai ajudar a devolver o equilíbrio.

2) Beba chá ou infusão de ervas sem cafeína. Pode ser limão, hortelã, camomila, maçã, erva-doce, o que preferir. O importante é se dar de presente alguns minutos para apreciar o sabor em cada gole e o cheiro gostoso que vem da xícara.

3) Fazer exercício é um santo remédio para aliviar a tensão. Se não der para ir a uma academia, tente caminhar, mesmo que seja para dar a volta no quarteirão. Estudos já demonstraram que passar algum tempo ao ar livre, em contato com a natureza, diminui a ansiedade e reforça o sistema imunológico.

4) Ouça música (e até dance!). A música tem efeito imediato no astral de qualquer um – de sertanejo a clássico, não importa o estilo, e sim o resultado. Se você não consegue se exercitar regularmente, pode dançar sozinho (a) em casa, quando tiver um pequeno período de descanso.

5) Massageie os músculos, alongue-se. Se não der para buscar a ajuda de um profissional, faça você mesmo. Há bolas de massagem que custam pouco e que podem aliviar dores nos pés e nos ombros. Não deixe que seu corpo trave e lembre da sabedoria dos gatos, que merecem nota dez em matéria de se espreguiçar. E transforme o banho num minispa: mesmo que seja no chuveiro, deixe a água quente relaxar o corpo. Se for possível, use produtos à base de aromaterapia, com propriedades relaxantes.

6) Converse com um (a) amigo (a): dividir angústias reduz o estresse. Celulares e redes sociais podem funcionar se for inviável um encontro de verdade. Manter um diário é também uma forma de “conversa” que ajuda a elaborar questões incômodas ou dolorosas, deixando a cabeça mais leve.

7) Faça algo criativo sem se preocupar em ter que provar algum talento. Livros de colorir podem ser relaxantes e garantir momentos de diversão, mas você pode se aventurar em colagens, fotografia, tricô, culinária (saudável, de preferência) e até cultivo de ervas e temperos, se tiver espaço para pelo menos alguns vasos.

8) Rir continua sendo um ótimo remédio. Se não tiver tempo para assistir a um filme ou ler um livro, busque cenas divertidas na internet. A quantidade de vídeos curiosos e até hilariantes sobre animais garante instantes de descontração.

9) Experimente o EDT (Emotional Freedom Technique), a chamada técnica de libertação emocional. São toques leves com as pontas dos dedos em áreas específicas da cabeça e do dorso. Na fase de preparação, que antecede os movimentos, os toques são no punho em posição de caratê, acompanhados de frases de automotivação sobre a dificuldade a ser superada. Há diversos tutoriais disponíveis no YouTube.


10) Meditar, rezar, agradecer: a opção vai depender do seu grau de religiosidade ou espiritualidade. Estudos mostram que a meditação reduz a pressão arterial e melhora o sistema imunológico – já há aplicativos que ajudam a limpar a mente em questão de minutos. Para quem tem fé, rezar significa construir uma ponte com forças poderosas capazes de aplacar o sofrimento e trazer alívio e esperança. O exercício de agradecer serve para se ter uma perspectiva maior da própria vida: listar as coisas boas ajuda a tirar o foco dos aspectos negativos. Fonte: Globo G1.

Bactérias intestinais podem desempenhar papel no desenvolvimento da doença de Parkinson

MAY 23, 2017 - Pesquisadores dizem que descobriram uma ligação entre as bactérias intestinais e o aparecimento da doença de Parkinson. Os resultados sugerem uma nova maneira de tratar uma das doenças mais debilitantes do mundo.

Parkinson causa uma variedade de mudanças físicas, especialmente no sistema digestivo. Os pacientes queixam-se frequentemente de constipação ou inchaço, dificuldade em engolir e indigestão. Estes sintomas muitas vezes começam anos antes que os pacientes perdem o controle motor, a marca da doença. [1]

Para o estudo, os pesquisadores trabalharam com modelos de camundongos do distúrbio cerebral e descobriram que as mudanças nos micróbios intestinais podem desempenhar um papel no desencadeamento do Parkinson. A equipe, liderada por Sarkis Mazmanian do Instituto de Tecnologia da Califórnia, transplantou amostras fecais de pessoas com Parkinson em camundongos criados em um ambiente livre de germes e descobriu que os sintomas dos roedores pioraram. O mesmo não aconteceu quando os ratos foram injetados com matéria fecal de pessoas sem Parkinson.

Mazmanian diz:
"O que extrapolamos a partir disso é que há um perfil microbiano que é diferente no Parkinson. Talvez essas mudanças estejam contribuindo para a doença; Estamos muito longe de provar que é o caso em seres humanos, mas pelo menos em modelos de ratos é o que os dados sugerem".

Mazmanian teoriza que os produtos da degradação das bactérias são tóxicos e circulam ao cérebro. Existem também muitas conexões nervosas entre os intestinos eo cérebro, por isso é possível que influenciar os nervos no intestino afetem os nervos no cérebro. [2]

Os pesquisadores escreveram na revista Cell:
"Juntamente com pesquisas emergentes que ligaram as bactérias intestinais a distúrbios como ansiedade, depressão e autismo, propomos a hipótese provocadora de que certas condições neurológicas que têm sido classicamente estudadas como distúrbios do cérebro também podem ter etiologias no intestino".

Há cerca de uma dúzia de espécies de micróbios que podem ser importantes para a doença, de acordo com Mazmanian, e alguns deles estão ausentes em pessoas com doença de Parkinson. Isto sugere que os micróbios em falta podem proporcionar alguma protecção contra o distúrbio neurodegenerativo. [1]

Mazmanian diz:
"Há classes particulares de bactérias que estão seletivamente ausentes ou esgotadas na população de Parkinson e encontradas na população saudável." [2]

O estudo não mostra que os micróbios intestinais causam Parkinson, mas sugere que um pivô de tratar o cérebro para tratar o intestino pode ser mais eficaz. Os pesquisadores esperam que as conclusões levem ao desenvolvimento de "próxima geração" probióticos que são como comercialmente disponíveis probióticos em esteróides. [3]

Mazmanian diz:
"Pode-se imaginar um dia, talvez em nossas vidas, aos pacientes serão prescritos medicamentos, e nas pílulas estarão as bactérias que os protegem da doença ou mesmo talvez tratem seus sintomas da doença". Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Infowars.

Idosos com demência: o que fazer com perguntas repetidas e acusações

Terça-feira, 23/05/2017 - Já escrevi sobre dicas para cuidadores conseguirem se proporcionar pequenos momentos de relaxamento. Mas as “horas de recreio” são poucas, ao passo que as dificuldades são muitas – e uma delas, especialmente desafiadora, é como manter a comunicação com o idoso com algum tipo de demência ou Alzheimer. O que fazer com as perguntas que se repetem, como reagir diante de acusações infundadas, o que responder quando pedem para ir para casa mesmo estando dentro dela. Nesse exercício de dedicação e paciência, opte por usar frases curtas, diretas, que serão mais facilmente assimiladas. Não se pode esquecer que o declínio de cognição afeta a habilidade para ouvir e manter uma conversa normal. Aqui vão dois exemplos:

1) Na hora da refeição, o mais eficiente é dizer: “hora de macarronada com almôndega, vamos para a cozinha!”. E não algo como: “você está com fome? Já faz algum tempo que não se alimenta e você sempre gostou de espaguete, não? Que tal depois darmos uma voltinha para ajudar na digestão?” – o volume de informações é grande e dá margem a uma reação negativa da pessoa.

2) Numa saída para uma consulta médica, o padrão também deve ser de concisão: “temos médico agora... Tome seu agasalho, estamos saindo”. O modo mais complicado, que daria margem a atrasos, seria: “hoje vamos ao consultório do dr. Fulano, lembra que a consulta já está marcada há mais de um mês? Está fresquinho, melhor pôr este casaco para não se resfriar...”

Os comportamentos de repetição frequentemente são causados por estresse, ansiedade ou medo. Idosos repetem as perguntas porque não se sentem seguros em relação ao que está acontecendo. Não é que precisem da informação, necessitam mesmo é de serem tranquilizados, por isso a resposta deve ter esse poder de trazer segurança. Novamente, frases curtas farão mais sentido – se alguém lhe perguntar várias vezes que horas são, o melhor é só dar a hora, sem tentar acrescentar que isso já foi dito há poucos minutos. Outra possibilidade é buscar uma distração, como um lanchinho. Dependendo do estado do paciente, se ele ainda puder colaborar, pode ser incumbido de uma pequena tarefa.

Da mesma forma, se o idoso pede para ir para casa, essa é uma demanda para ser reconfortado. Portanto, aferre-se a este objetivo e inclusive se prepare para ser criativo, porque nem sempre o que funcionou uma vez dará certo na ocasião seguinte. O fundamental é se aproximar com calma, porque o tom relaxado vai ajudá-lo a se sentir mais seguro. O contato físico também ajuda: um abraço, ou um aperto de mão, pode diminuir o estresse – das duas partes. Evite explicações: dizer que está em casa, ou que há meses mudou-se para seu apartamento porque não podia mais viver só, não vai ajudar. A melhor estratégia é concordar e redirecionar a situação. Você pode dizer que esta é uma boa ideia e que em breve vocês irão, assim que acabar de lavar os copos ou algo trivial e dentro da rotina. Aproveite para dar outro rumo à atenção do doente, sugerindo uma atividade que seja agradável e o distraia, como observar o movimento da janela, tomar um suco. O site dailycaring.com propõe ainda que se peça à pessoa para falar da sua casa, encorajando-a a compartilhar sentimentos e memórias positivas, com perguntas como: “sua casa parece muito agradável, me conte sobre ela”; “qual vai ser a primeira coisa que você vai fazer quando chegar em lá?”.

Acusações infundadas machucam e são difíceis de lidar, mas não se deve perder o controle. Ponha-se no lugar de quem busca um objeto, mas não consegue achá-lo – o cérebro pode levá-lo a acreditar que foi roubado. Em primeiro lugar, não tome como algo pessoal; também não discuta ou tente usar argumentos racionais. Deixe que ele fale, expresse seus sentimentos, enquanto você mantém um tom relaxado e acolhedor. Assim será mais fácil propor algo que o distraia. Uma providência simples é ter itens em duplicata: se a carteira é o objeto que mais “desaparece”, compre outra igual e se prontifique a ajudar a encontrá-la. Em vez de tentar corrigir ou trazer o idoso de volta ao mundo real, exercite mais uma vez a compaixão e tente entrar na realidade dele. Fonte: Globo G1.

Parkinson é confundido com embriaguez

20 Abr - De acordo com um novo estudo, um quarto das pessoas com Parkinson dizem ter tido seus sintomas confundidos com embriaguez. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: BBC.  Assista AQUI, áudio em inglês.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Anormalidade comum da proteína identificada em Parkinson e ELA

MAY 22, 2017 - Resumo: O estudo envolve anormalidades na SOD1 com doença de Parkinson e ELA (ALS - amyotrophic lateral sclerosis).

Descoberta pode oferecer esperança para pacientes com doença de Parkinson e ELA.

A descoberta de uma anormalidade proteica comum nestas doenças degenerativas suporta uma hipótese entre os especialistas de que a deposição anormal de proteínas em muitas doenças neurodegenerativas reflete uma alteração precoce nestas proteínas.

"Nós identificamos uma anormalidade de proteína conhecida como a "impressão digital SOD1" em regiões de perda neuronal no cérebro da doença de Parkinson", disse o Professor Associado Kay Double, que liderou a pesquisa publicada em Acta Neuropathologica.

"Nós acreditamos que esta perda de neurônios resulta de uma combinação de estresse oxidativo e uma deficiência regional em cobre, que ocorrem especificamente em regiões vulneráveis ​​do cérebro da doença de Parkinson".

Essa nova descoberta pode oferecer esperança aos pacientes com doença de Parkinson, uma vez que terapias direcionadas à proteína SOD1 anormal resultaram em melhorias substanciais na função motora e no tempo de sobrevida em modelos de ELA, levando a sua progressão em ensaios clínicos humanos nesta doença. Esta nova descoberta sugere que essas terapias também podem ser úteis no tratamento da doença de Parkinson.

A descoberta de que a proteína SOD1 anormal está também ligada à perda de células nervosas no cérebro da doença de Parkinson, sugere caminhos degenerativos coincidentes na doença de Parkinson e na ELA.
A imagem mostra a estrutura de SOD1.
A descoberta de que a proteína SOD1 anormal está também ligada à perda de células nervosas no cérebro da doença de Parkinson, sugere caminhos degenerativos coincidentes na doença de Parkinson e na ELA.

As alterações na enzima antioxidante superóxido dismutase (SOD1) são responsáveis ​​por cerca de 20 por cento dos casos familiares de ELA, onde as mutações no gene sod1 resultam em defeitos funcionais e / ou estruturais, incluindo o misfolding da proteína e a perda da capacidade de ligação do cobre. Acredita-se que a agregação de SOD1 mutante subjaz a morte do neurônio motor nestes pacientes com ELA. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Neuro Science News.

domingo, 21 de maio de 2017

Pesquisadores da Trinity progridem na compreensão do desenvolvimento de Alzheimer e Parkinson

Trinity colaborou com uma equipe de pesquisa alemã para projetar um dispositivo óptico que é capaz de apreender uma cadeia peptídica e observar a dobra em uma escala nanométrica
May 21, 2017 - A pesquisa conduzida pelo professor da física da Trinity, Martin Hegner, fêz o progresso em compreender o desenvolvimento de doenças neurodegenerative tais como Alzheimer e Parkinson.

A equipe internacional de pesquisadores liderada pelo professor Hegner é focada em ribossomos individuais dentro da célula humana. Os ribossomas são a parte de uma célula que sintetiza a proteína. Uma proteína individual pode medir 10 nanômetros de comprimento.

As proteínas sintetizadas aceleram as reações celulares sem se esgotarem no processo. Durante a síntese de proteínas, os compostos de carbono chamados aminoácidos se unem para formar uma cadeia peptídica. O péptideo é dobrado e re-dobrado em estruturas 3D complexas dessa proteína particular. Doenças neurodegenerativas ocorrem quando os peptídeos são mal dobrados.

O Centro de Pesquisa em Nanoestruturas Adaptativas e Nanodevices (CRANN) Institute in Trinity colaborou com uma equipe de pesquisa alemã para projetar um dispositivo óptico que é capaz de apreender uma cadeia peptídica e observar a dobra em uma escala nanométrica. Esta é a primeira vez que os pesquisadores têm sido capazes de observar a ocorrência de dobramento de proteínas.

Ao falar com a Trinity News, o professor Hegner disse que a "dobra de proteínas ocorre diretamente no ribossomo. Com a ferramenta que temos, podemos seguir a proteína em tempo real. "A proteína é ligada a um sistema de medição e" a alteração no comprimento é medida quando a proteína está dobrando. Uma proteína saudável segue o mesmo caminho e eles estão funcionando como deveriam. "O professor Henger continuou dizendo que" se houver mudanças no nível biológico da proteína, elas não são feitas corretamente e estas podem se acumular ".

Falando em termos de física, o professor Hegner observou que "as moléculas estão saltando devido ao movimento browniano". O movimento browniano é o movimento errático e aleatório de moléculas devido à energia térmica. Quando as moléculas estão "wiggling” (se movimentando), você pode medir o comprimento. A sensibilidade está em uma escala atômica."

A publicação na revista científica 'Proceedings of National Academy of Sciences' na terça-feira segue as descobertas anteriores em Trinity. Em 2015, os pesquisadores da Trinity descobriram que o acúmulo de uma proteína chamada beta amilóide no cérebro que é um fator importante no desencadeamento da doença de Alzheimer. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Trinity News.

Ervas medicinais para a doença de Parkinson

Pesquisando, me deparei com esta matéria. Minha experiência se resume à Mucuna, e não resultou em sucesso. Acrescente-se à lista, a Beladona, cujo chá, "teria" efeitos positivos para inibir a baba (sialorreia). Se tentar, aja com cautela, conforme recomenda o artigo. Favor compartilhar sua experiência, relativa aos fitoterápicos, para benefício de todos os leitores.

Ervas da doença de Parkinson
Parkinson é uma doença neurológica que afeta as habilidades motoras de uma pessoa, como andar, destreza das mãos e fala. Os sintomas clássicos do paciente de Parkinson não tratados são: postura rígida ou encurvada, face com máscara, tremores em uma ou ambas as mãos e padrão de embaralhar.

Os sintomas geralmente mostram após a idade de 60, mas há casos de pacientes com Parkinson tão jovens quanto 30.

A doença é causada pelo desperdício da região da área da substância nigra do cérebro, embora a causa exata da morte das células seja incerta.

Há uma série de tratamentos padrão que aliviam alguns dos sintomas debilitantes do Parkinson e retardam o progresso da doença, mas não há, ainda, nenhuma cura.

A medicina farmacêutica mais comumente utilizada é a levodopa, que estimula a formação da dopamina química do cérebro natural.

Tal como acontece com outras doenças neurológicas que são convencionalmente tratadas com produtos farmacêuticos, tem havido um interesse nos últimos anos para encontrar tratamentos alternativos, tais como a medicina herbal, para Parkinson.

Ervas medicinais para a doença de Parkinson parecem cair em três categorias principais da ação:

Ajudando a síntese do neurotransmissor dopamina.
Inibição das enzimas que interferem com a produção de dopamina, em particular monoanimina oxidases (MAOs).
Proteger o cérebro contra a morte celular através da neutralização de radicais livres.

Estes são os mecanismos que agem diretamente sobre a doença em si. Além disso, certos alimentos e ervas medicinais também podem ajudar a aliviar outros sintomas ou complicações devido a Parkinson, tais como: ansiedade e depressão, demência, desgaste muscular crônico e distúrbios digestivos, como estômago virada e constipação.

Para mais informações sobre ervas medicinais para a ansiedade clique aqui (veja na fonte).
Para obter mais informações sobre ervas medicinais para depressão clique aqui (veja na fonte).

A maioria dos tratamentos naturais para Parkinson são dietéticos e nutricionais, em vez de puramente medicinal. Há uma série de nutrientes importantes que podem ser obtidos a partir de alimentos ou suplementos nutricionais.

Aqueles geralmente citados no topo da lista por sua importância no Parkinson são: vitaminas C, E, B6 e B12, selênio e co-enzima Q. suplementos de aminoácidos que impulsionam a produção no corpo de glutationa também são uma possibilidade.

Uma dieta saudável global: baixa em amido, açúcar e produtos lácteos, mas também rica em alimentos que contêm anti-oxidantes naturais, como bagas e feijão, pode ajudar a atrasar ou aliviar os sintomas de Parkinson.

Aqueles que são propensos a intolerâncias alimentares ou alergias devem ter cuidado ao adicionar qualquer novo item para suas dietas. Escolher alimentos orgânicos é particularmente importante para aqueles preocupados com a prevenção ou tratamento de doenças neurológicas.

Embora seja difícil saber com certeza, o Parkinson pode ser causado por toxinas ambientais, como pesticidas e metais pesados.

Parkinson é uma doença grave e debilitante e aqueles que foram diagnosticados com Parkinson devem estar sob cuidados médicos profissionais. Isso implica consultar com um médico sobre questões de dieta e qualquer e todos os remédios ervais sendo considerados.

Ervas medicinais para a doença de Parkinson
Ervas medicinais para a doença de Parkinson com a maioria de promessa como um tratamento
Uma revisão sistemática de todos os estudos clínicos de ervas medicinais para a doença de Parkinson para o seu potencial como um tratamento constatou que havia até 59 diferentes plantas candidatas que foram estudadas, mas apenas 64 para estudo total, o que significa que a maioria das plantas foram estudadas apenas uma vez.

Os escritores de revisão não conseguiram encontrar qualquer único candidato forte para o tratamento de Parkinson. No entanto, isso pode ser devido ao fato de que não foram suficientes ensaios clínicos devidamente concebidos que podem produzir resultados estatisticamente significativos.

Note-se que uma grande parte do que é publicado sobre a utilidade de ervas medicinais para a doença de Parkinson é baseada em depoimentos de usuários e uma compreensão da base nutricional da neurofisiologia. Existe uma marcada falta de estudo clínico apropriado destes tratamentos em relação ao Parkinson.

Deve-se ter em mente que, por falta de pesquisa clínica sobre ervas medicinais para a doença de Parkinson, não há recomendações confiáveis ​​para a preparação e dosagem desses extratos vegetais. Um profissional médico deve ser consultado.

Mucuna feijão (Mucuna pruriens)
Mucuna é uma fonte natural de levodopa - o precursor da dopamina. Levodopa foi primeiro isolado de mucuna na década de 1930. A droga é agora produzida sinteticamente.

Mucuna é uma trepadeira, arbusto de videira com grandes cachos pendurados de flores típicas de espécies de leguminosas dos trópicos. Estas flores se desenvolvem em uma vagem longa da semente que pende que parece ser peludo.

As vagens de sementes e as folhas da planta jovem podem produzir uma irritação grave da pele (daí o nome de "coceira de vaca"); Embora este irritante não exista na planta madura, que é freqüentemente usada como forragem para gado.

Mucuna é uma planta do velho mundo que se tornou difundida nos trópicos de África e Ásia e é agora invasora em partes das Américas.

Porque mucuna é realmente uma fonte de levodopa, não é surpreendente que a sua ação benéfica sobre Parkinson tem sido bastante bem estabelecida por ambas as evidências laboratoriais e clínicas (veja, por exemplo, Mangan e mais recentemente Lieu. Mucuna se destaca entre os muitos outros remédios herbais que afirmam ter um benefício para os pacientes de Parkinson.

O problema com esta fonte natural de levodopa é que, com algumas exceções, a mucuna comercialmente disponível em pó ou cápsula não é fiável em termos de dosagem consistente e dosagem consistente é essencial para o tratamento adequado de Parkinson.

Portanto, mucuna pode não ser a melhor escolha para aqueles que sofrem de Parkinson avançado, mas pode ser benéfico nos estágios muito iniciais quando os sintomas não são tão debilitantes ou como uma substituição parcial de levodopa farmacêutica.

Um médico deve ser consultado antes de tomar mucuna ou qualquer ervas para a doença de Parkinson. A complicação potencial é que uma pessoa que já está tomando levodopa farmacêutica estará aumentando sua dose de levodopa (muitas vezes imprevisível), tendo mucuna.

Feijão de Fava (Vicia fava)
Embora cultivado para o alimento em Europa e nos E.U.A., o feijão de fava não é tão conhecido como é na Ásia, onde é cultivado para o alimento e como uma planta medicinal. É menos comumente usado do que o feijão de veludo.

Como o feijão de veludo, feijão é uma fonte natural de levodopa e isso tem sido confirmado com alguns estudos; Porém os dados são inconclusivos. Alguns pacientes não relatam nenhum benefício do tratamento do feijão fava e isso pode ser devido a concentrações inconsistentes de levodopa na planta.

Tal como acontece com feijão de veludo, os efeitos colaterais de tomar extratos de feijão fava pode em alguns casos ser grave, mesmo fatal. Existe uma doença rara chamada favismo, em que uma pessoa é incapaz de fazer a enzima necessária para quebrar os produtos químicos encontrados no feijão e hemólise (ruptura de células sanguíneas) segue.

É imperativo que um médico ser consultado antes de ingerir qualquer forma desta planta medicinal.

Ervas medicinais para a doença de Parkinson que são conhecidos inibidores da MAO. Alguns podem também ter propriedades anti-oxidantes e anti-inflamatórias gerais.

Outra maneira que as ervas medicinais podem tratar o Parkinson é inibindo a ação das enzimas MAO. Essas enzimas, se presentes em excesso, catabolizarão (destruir) moléculas de dopamina. Portanto, drogas que são conhecidos inibidores da MAO irão ajudar a preservar a quantidade de dopamina no corpo e, assim, ajudar a restaurar a atividade normal do nervo.

Deve-se anotar que há dois tipos de enzima de MAO e cada quebra para baixo um grupo diferente de produtos químicos.

MAO-A quebra a serotonina; Assim os inibidores de MAO-A são usados ​​para restaurar os níveis de serotonina em casos de ansiedade e depressão. Os inibidores da MAO-B catalisam a dopamina; Assim inibidores MAO-B são usados ​​para restaurar os níveis de dopamina em pacientes com doenças neuro-motoras como Alzheimer e Parkinson.

Como a ansiedade e a depressão frequentemente co-ocorrem com o Parkinson, a presença de MAO-A e MAO-B pode ser útil - embora a natureza exata da MAO em um extrato vegetal nem sempre seja especificada.

Alguns pacientes podem já estar tomando inibidores da MAO sob a forma de medicamentos prescritos para problemas neruológicos ou psiquiátricos e, portanto, é muito importante que um médico ser consultado antes de tomar qualquer um destes suplementos de ervas ou fazer quaisquer mudanças significativas na dieta.

Cúrcuma (Curcumin longa, C. domestica) - não confundir com 'cominho'

A cúrcuma, uma planta da floresta tropical relacionada ao gengibre, é conhecida por seu uso em pratos indianos e outras cozinhas asiáticas. É a raiz seca e em pó, de cor amarelo-alaranjada, que é usada tanto na culinária como na medicina herbal.

A planta é nativa do sudeste da Ásia e tem sido usada na medicina ayurvédica há séculos. O principal ingrediente ativo da cúrcuma é a curcumina, nomeada para o gênero.

Botanicos usados ​​para tratar a doença de Alzheimer também podem ser benéficos para Parkinson como as duas doenças compartilham alguns dos mesmos mecanismos químicos e sintomas.

Cúrcuma tem mostrado promessa para a doença de Alzheimer por causa de sua atividade anti-MAO e por isso seria esperado ter um efeito sobre Parkinson também. De fato, a curcumina demonstrou ser um inibidor tanto da MAO-A como da MAO-B, pelo que pode ser útil tanto para a doença de Parkinson - devido à dopamina baixa - como para a depressão devido à baixa serotonina.

Para além destas propriedades, a curcumina em açafrão também foi mostrado para ser um anti-oxidante forte por eliminação de moléculas de radicais livres.

Assim, a cúrcuma é uma medicina herbal que trata Parkinson em duas maneiras importantes: atuando de encontro às enzimas de MAO e reduzindo radicais livres.

Porque a cúrcuma é também conhecido por ser um agente anti-inflamatório seguro e eficaz (para tratar a dor artrítica, por exemplo), pode ajudar os idosos a manter os regimes de exercício que são tão importantes para retardar o progresso do Parkinson.

Flor da Paixão (Passiflora incarnata)
A família da flor da paixão contém cerca de 650 espécies, muitas com as flores bonitas e incomuns para que a flor da paixão é conhecida. Passiflora incarnata é uma das várias espécies nativas do sudeste dos EUA

É uma videira com ervas daninhas que possui belas flores arroxeadas, semelhantes em aparência a muitas outras espécies no gênero; O nome "flor da paixão" é supostamente uma referência à paixão de Cristo - diferentes partes da flor retratando a história da traição e crucificação.

O fruto é uma baga grande do tamanho de um ovo e foi tradicionalmente preparado como um doce. Todas as partes da planta foram usadas na medicina herbal.

Passiflora não aparece com tanta frequência na literatura científica e popular como outras ervas medicinais para a doença de Parkinson.

É listado pelo herbalista Leslie Taylor para seu uso no tratamento de Parkinson. O ingrediente ativo é provavelmente o inibidor da MAO harmine e harmaline, os mesmos compostos encontrados na Syrian rue.

Ele tem sido usado por nativos americanos como um sedativo suave e para tratar a ansiedade e inquietação - que muitas vezes ocorrem com Parkinson. A Clínica Mayo observa que enquanto passiflora é uma medicina popular com uma longa história e, portanto, considerado seguro é muitas vezes misturado com outras ervas, como espinheiro e valeriana, e, portanto, seus efeitos podem ser difíceis de detectar.

Nota: algumas espécies de Passiflora são venenosas.

Syrian rue (Peganum harmala)
Syrian rue ou "harmal" é uma planta do nativa do deserto do Oriente Médio e conhecido desde os tempos antigos na Pérsia.

Acredita-se que o perfume tenha um poder de cura e a planta seca foi usada como um incenso em rituais para afastar o mal. Estes costumes antigos atraíram o interesse dos investigadores que encontraram um número de alcalóides potentes na planta e dois destes são nomeados após a planta própria: harmaline e harmine.

Tal como acontece com outros inibidores enzimáticos, há pouca evidência direta de que esta medicina herbal possa ajudar a doença de Parkinson em particular.

A acção inibidora da AChE de Peganum harmala é particularmente forte; contudo, em pelo menos um estudo esta ação inibidora da enzima foi encontrada como sendo irreversível e pode portanto ser menos adequada para a prática clínica.

Magnólia (Magnolia officinalis, M. obovata)
Um estudo muito recente (2013) realizado por pesquisadores chineses expôs neurônios artificialmente estressados ​​a polifenóis da casca de Magnólia, quer da espécie nativa da China, M. officinalis, ou da espécie encontrada no Japão, M. obovata.

Esses polifenóis suprimiram a resposta oxidativa e inflamatória das células nervosas. Como a equipe de pesquisa aponta, seu trabalho segue estudos de laboratório prévios mostrando o potencial antioxidante do extrato de casca de magnólia, tais estudos induzidos pelo uso tradicional da magnólia na medicina chinesa e japonesa.

Embora este e testes laboratoriais anteriores não abordem a doença de Parkinson em particular, a pesquisa básica mostra que a casca de magnólia tem promessa para o tratamento geral de distúrbios neurológicos e deve ser mais investigada.

Outras ervas que foram investigadas como um tratamento
Algumas outras plantas medicinais potenciais para a doença de Parkinson incluem as plantas amazonas embauba, mulungu, manaca, pau d'arco e suma.

A ayahuasca alucinógena (Banisteriopsis caapi) é provavelmente a escolha menos prática para a medicina herbal, embora esteja sendo estudada por sua capacidade de aumentar a dopamina no cérebro, inibindo a enzima MAO-B.

Embora a planta de kava (Piper methysticum) tenha demonstrado conter potentes inibidores da MAO-B, não é recomendada devido à gravidade potencial de efeitos colaterais, especialmente danos ao estômago e fígado.

A noz-moscada comum (Mystirica fragrans) e Rhodiola rosea também foram citados por herbalistas como uma phytomedicina para Parkinson. Há uma falta de laboratório ou estudos clínicos para apoiar ou refutar isso. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Herbal.