quarta-feira, 29 de março de 2017

Associação Brasil Parkinson celebra os 200 anos do primeiro diagnóstico da doença

28/03/2017 - A ABP convida o público a participar de um encontro recheado de atividades e informações sobre uma das doenças neurológicas mais frequentes no mundo.

Em 2017 comemoram-se os 200 anos do primeiro diagnóstico da doença de Parkinson, uma das doenças neurológicas mais frequentes no mundo e que, atualmente, afeta mais de 200 mil brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde. Para celebrar o marco, tão significativo para o avanço dos tratamentos e convívio com a doença, a Associação Brasil Parkinson (ABP) irá promover um evento acerca do tema, oferecendo em sua programação palestras, workshops e a exposição de trabalhos feitos pela comunidade engajada com a associação, ou seja, pacientes, familiares e cuidadores.

A doença de Parkinson é caracterizada como uma degeneração do sistema nervoso, devido à ausência da dopamina, um neurotransmissor responsável em ajudar na transmissão de mensagens entre as células. Ela pode afetar pessoas de qualquer idade, mais comumente a partir dos 50 anos, e de ambos os gêneros. Entre os sintomas mais conhecidos estão o tremor dos membros inferiores e superiores quando em repouso, enrijecimento dos músculos, lentidão de movimentos e alterações emocionais que levam a dificuldades de relacionamento interpessoal.

O primeiro diagnóstico da doença foi realizado em 1817, pelo médico James Parkinson, que a nomeou de "paralisia agitante". Anos mais tarde houve um avanço no diagnóstico, dessa vez pelo Dr. Jean Martin Chacot, renomado neurologista francês, que propôs um tratamento à base de antialérgicos, e renomeou a enfermidade para doença de Parkinson, em homenagem ao seu descobridor.

O diagnóstico da doença de Parkinson ainda é feito por exclusão. Às vezes os médicos recomendam exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, análise do líquido espinhal, etc., para terem a certeza de que o paciente não possui nenhuma outra doença no cérebro. O diagnóstico da doença é baseado na história clínica do paciente e no exame neurológico. Não há nenhum teste específico para detectar a doença, nem para a sua prevenção.
Uma grande parcela da população desconhece características importantes da doença, e por isso a Associação constrói um trabalho forte e íntegro de conscientização e apoio não só à população em geral, mas aos pacientes. Com atuação de mais de 30 anos, nutre um trabalho de suporte e cuidados com os portadores de Parkinson, oferecendo orientações de profissionais das áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, odontologia, psicologia, nutrição, educação física e massoterapia, além de um grupo de apoio psicológico ao cuidador.

Atividades descontraídas como dança sênior, coral e espaço de brinquedoteca também são oferecidas. "Também buscamos proporcionar ações voltadas para a melhora da coordenação motora do Parkinsoniano, como por meio de oficinas de artes com pintura, artesanato e origami", conta Samuel Grossmann, presidente da ABP.

"É importante lembrar que mesmo sem cura, é possível conviver com o Parkinson, principalmente porque ela não afeta, pelo menos na fase inicial, a memória ou capacidade intelectual do paciente. Caso haja um acompanhamento profissional e o tratamento adequado, além de atividades alternativas que incentivem à movimentação e coordenação, é possível levar uma vida normal", reforça Samuel.

Para celebrar os 200 anos do primeiro diagnóstico, a ABP promoverá, no dia 8 de abril (Dia Internacional da Doença de Parkinson), em suas dependências, um evento aberto ao público que contará com palestras de profissionais de saúde, como neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e pedagogos, workshops do grupo de Dança Sênior e Coral da ABP, exibição dos trabalhos de Parkinsonianos e cuidadores da Oficina de Artes da Associação.

"O engajamento social é um fator importantíssimo para estimular a integração dos pacientes na sociedade, principalmente no Brasil, um país que ainda sabe pouco sobre o tema. Além disso, o entendimento da doença é um fator imprescindível para o diagnóstico, que quanto mais preciso, melhor será o convívio com o Parkinson. Vamos juntos mostrar que o paciente pode e deve levar uma vida normal!", conclui Samuel.


Data: 08 de abril de 2017
Horário: Das 10h às 15h
Local: Associação Brasil Parkinson (ABP)
Endereço: Av. Bosque da Saúde, 1.155 - Saúde - São Paulo
Telefone para contato: (11) 2578-8177
Mais informações:www.Parkinson.org.br
Fonte: MaxPress.

As descobertas da equipe de pesquisa grega despertam nova esperança para a cura de Parkinson

28/03/2017 - Uma equipe de pesquisadores médicos gregos descobriu uma substância que tratou com sucesso camundongos de laboratório que sofrem do equivalente a doença de Parkinson humana, criando uma nova esperança de uma eventual cura para os seres humanos. Suas descobertas foram publicadas na Proceedings da Academia Nacional de Ciências (PNAS) revisão nos Estados Unidos na segunda-feira.

Em entrevista à Agência de Notícias Atenas-Macedônia (ANA) na terça-feira, o chefe da equipe de pesquisadores Demetrios Vassilatis, da Fundação de Pesquisas Biomédicas da Academia de Atenas (BRFAA), observou que a descoberta ainda estava em uma fase pré-clínica Mas pode levar a uma nova rota de tratamento no futuro para a doença neurodegenerativa específica, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

ANA: O que é que sua equipe de pesquisa conseguiu fazer, exatamente?
Vassilatis: Minha equipe de pesquisa nos Estados Unidos, em colaboração com a equipe de neurologia do Baylor College of Medicine, foi a primeira a descobrir as mutações que supressão do gene nuclear 1 (Nurr1) relacionado ao receptor nuclear em pacientes com doença de Parkinson. A pesquisa em meu laboratório em Atenas nos últimos anos tem-se centrado em responder à questão se a ativação do Nurr1 pode ser terapêutica em modelos animais de doença de Parkinson. Porque nos neurônios dopaminérgicos, Nurr1 cria um heterodímero (uma molécula composta de proteínas pareadas com algumas variações de seqüência de aminoácidos) com Retinoid X receptor A (RXRa), decidimos direcionar Nurr1: RXRα quimicamente.

Em colaboração com o Dr. Demosthenes Fokas da Ioannina University, descobrimos vários compostos químicos, entre eles BRF110, que ativam seletivamente Nurr1: RXRα. Em meu laboratório no BRFAA com meu colega Dr. Athanasios Spathis, mostramos que a BRF110 não só tem a capacidade de proteger os neurônios dopaminérgicos da degeneração, como também melhorar os sintomas em modelos animais da Doença de Parkinson.

ANA: Qual é o significado da sua descoberta em comparação com outras pesquisas que ocorrem em todo o mundo relacionadas com a doença de Parkinson?

Vassilatis: A degeneração gradual dos neurônios dopaminérgicos típicos da doença de Parkinson leva a uma perda de dopamina que é responsável pelos sintomas motores da doença. Os tratamentos existentes reabastecem a dopamina e melhoram os sintomas motores dos pacientes.
Eles não, no entanto, parar a degeneração dos neurônios e seu uso a longo prazo induz discinesias (rigidez) que negam a sua ação benéfica. Esforços para encontrar fatores neuroprotetores tropeçam em sua avaliação confiável em ensaios clínicos, em parte devido à sua incapacidade de oferecer melhora dos sintomas dos pacientes.

Nossas experiências mostram que a ativação de Nurr1 através de BRF110 em modelos animais pré-clínicos é simultaneamente neuroprotetor, mas também reabastece a falta de dopamina, com melhora imediata dos sintomas. Além disso, o uso prolongado de BRF110 não induz discinesias.

ANA: Quais serão as próximas etapas de pesquisa? Os ensaios clínicos em pessoas são prováveis ​​e, em caso afirmativo, em aproximadamente quantos anos?
Vassilatis: As perguntas que surgem de nossos experimentos são muitas e a pesquisa requerida tem muitos níveis, incluindo a pesquisa básica e translacional. A descoberta de produtos farmacêuticos é um processo longo e multi-estágio e estamos em um estágio pré-clínico.
Gostaríamos de ser os primeiros a avaliar Nurr1 ativadores / antagonistas em ensaios clínicos. Nessa direção, trabalhamos com o Dr. Jens Schwamborn do Centro de Biomedicina de Sistemas do Luxemburgo (LCSB) e avaliamos BRF110 sobre neurônios dopaminérgicos derivados de células-tronco de um paciente com doença de Parkinson com resultados muito positivos.

As próximas etapas incluem a melhoria dos compostos químicos existentes em potencial moléculas clínicas, que poderiam ser desenvolvidos nos próximos dois a três anos. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: AMNA.

Quando conheci Mr. PARKINSON – Domingos Sávio Azevedo Cabral


O livro narra a trajetória de Domingos Sávio nos dois primeiros anos da doença de parkinson. As descobertas e os medos que se apresentam a um paciente com uma doença degenerativa são revelados a cada capítulo, em um caminho resiliente e admirável. O leitor, portanto, não encontrará informações patológicas sobre a doença, mas sim emoções e fatos cotidianos que traçam sua trajetória como, por exemplo, a reação de sua família ao saber do diagnóstico e seu desejo em abrir a Associação Potiguar de Parkinson. Fonte: Ideia Editora.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Projeto quer ligar cérebro a máquinas para aumentar a inteligência humana

27/03/2017 - Elon Musk, o bilionário por trás da fabricante de veículos elétricos Tesla e da empresa de viagens espaciais SpaceX, tem mais um projeto ambicioso. Ele está apoiando uma nova empresa chamada Neuralink, que tem um objetivo (pouco) simples: ampliar as capacidades do cérebro humano ligando-o a computadores, tornando a nossa espécie mais capaz de competir com os avanços da inteligência artificial.

O projeto ainda está no início, como relatou o Wall Street Journal, mas a ideia é evoluir radicalmente a interface cérebro-máquina, que traria vários benefícios, incluindo a melhoria das capacidades de memória e uma interação mais direta com dispositivos.

Musk já falou abertamente sobre o tema algumas vezes, dando pistas sobre seus planos de longo prazo, mas sem dar muitos detalhes. A ideia de transformar humanos em ciborgues foi mencionada em conferência realizada em fevereiro deste ano, proporcionando uma conexão mais direta com computadores, mesclando a inteligência biológica com a inteligência digital.

O argumento principal do fundador da Tesla e da SpaceX girava em torno dos limites de poder de processamento e velocidades de transferência de informações. O que isso quer dizer? Computadores conseguem engolir, transferir e processar gigabytes inteiros por segundo, ou até terabytes, e suas capacidades só tendem a aumentar com os anos. Enquanto isso, nós somos limitados a formas arcaicas de input e output, como falar, digitar, ler e ouvir, que são extremamente lentas, com apenas alguns bits por segundo.

Uma das propostas citada na ocasião pelo executivo incluía um computador ligado ao cérebro com uma alta largura de banda, embora ele não especifique como isso seria feito. Atualmente, já existem algumas tecnologias que fazem a interface entre cérebro e máquinas que utilizam eletroencefalogramas, mas elas são lentas e pouco confiáveis e muito provavelmente não têm nada a ver com o que Musk tem em mente. Para chegar ao ponto proposto por ele, seria necessário ampliar profundamente o conhecimento que temos sobre o cérebro. O fato de serem precisos voluntários dispostos a receber um chip dentro do crânio também não ajuda.

Mais até do que desenvolver a tecnologia, o grande desafio do projeto é avançar a neurociência, que servirá como base para tais avanços. Em entrevista ao site The Verge, Bryan Johnson, criador da empresa Kernel, que tem como objetivo evoluir a cognição humana por meio da tecnologia, e que também está envolvido com a Neuralink, contou que implantes cerebrais já são usados para liberar sinais elétricos para amenizar o efeito do Mal de Parkinson. “A técnica já é usada para tratar dores de coluna, obesidade, anorexia... o que não foi feito é a leitura e gravação do código neural”, ele contou. Para chegar lá, ele assume que seria necessário criar novas técnicas de cirurgia, avançar o software e desenvolver implantes que sejam acessíveis ao nível do consumidor, e não apenas protótipos caríssimos. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Olhar Digital.

sábado, 25 de março de 2017

Prexton financiará dois estudos de Fase II de Foliglurax na doença de Parkinson

FEB 9 2017 - A empresa biofarmacêutica suíça Prexton Therapeutics fechou uma rodada de financiamento da série B de 29 milhões de euros para financiar dois estudos de fase II do seu produto líder Foliglurax na doença de Parkinson.

A DP é uma condição neurológica progressiva devastadora que afeta cerca de 6,3 milhões de pessoas em todo o mundo.

A rodada de financiamento é co-liderada pela Forbion Capital Partners (NL) e pela Seroba Life Sciences (IE) e inclui os investidores Merck Ventures (NL), Ysios Capital (ES) e Sunstone Capital (DK).

O CEO da Prexton Therapeutics, Francois Conquet, disse: "É um testamento para o potencial da Foliglurax que concluímos com sucesso uma rodada de financiamento tão significativa com investidores de alta qualidade.

"Estamos agora ansiosos para começar a nossa Fase II de eficácia de ensaios e continuar o desenvolvimento de Foliglurax como um novo potencial terapêutico para a doença de Parkinson".

Com início deste ano, os ensaios terão lugar em centros especializados na Europa e nos EUA.

A DP é causada pela degeneração das células dopaminérgicas do cérebro e seus principais sintomas são tremor em repouso, rigidez muscular ("OFF-time") e movimentos descontrolados ("discinesia").

"Estamos agora ansiosos para começar a nossa Fase II eficácia ensaios e continuar o desenvolvimento de Foliglurax como um novo potencial terapêutico para a doença de Parkinson".
Prexton visa estimular um sistema neuronal compensatório que não é afetado pela DP.

Foliglurax ativa um alvo específico do sistema glutamatérgico (mGluR4) em vez de direcionar o sistema dopaminérgico, para tratar os sintomas motores da DP.

Em setembro do ano passado, Prexton completou um ensaio de Fase I com Foliglurax e os resultados mostraram que Foliglurax é seguro e bem tolerado em doses bem acima dos que produzem efeitos robustos em modelos de primatas de DP.

A DP é mais prevalente em pessoas acima de 60 anos e sua incidência deve aumentar conforme a idade média da população aumenta. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Pharmaceutical.

Como será o futuro para as pessoas que vivem com a doença de Parkinson?

22/03/17 - Sete das dez principais causas de incapacidade são causadas por distúrbios do sistema nervoso central (SNC), como a doença de Parkinson ea doença de Alzheimer. O Parkinson é estimado para afetar até 1 em cada 500 pessoas, resultando em mais de 1,5 milhões de pessoas que vivem com a condição nos EUA sozinho. Ao longo dos últimos anos, tem havido uma notável renovação dos esforços da indústria farmacêutica para obter uma melhor compreensão desta doença complexa.

A doença de Parkinson é uma condição progressiva do sistema nervoso, causada por uma perda de células nervosas no cérebro. Os três sintomas físicos mais comuns são um tremor, movimento lento e rígido, músculos inflexíveis, no entanto, é dito que dois pacientes com Parkinson vão apresentar a mesma variação dos sintomas.

O maior problema com Parkinson em que os pacientes sofrem um agravamento gradual dos sintomas ao longo do tempo, o que majoritariamente impacta sua qualidade de vida. Nos estágios posteriores da doença, as pessoas podem ter dificuldade em realizar tarefas diárias normais, como caminhar, conversar e comer.

Por que a doença de Parkinson é tão misteriosa?

O Parkinson não é atualmente uma condição muito bem compreendida, bem como outras doenças do SNC. A causa por trás da perda de células nervosas no cérebro ainda não foi totalmente descoberta, embora a investigação ao longo dos anos desenterrou algumas possíveis causas. A teoria mais aceita é que o Parkinson é causado por uma mistura de mudanças genéticas, tais como genes defeituosos e fatores ambientais, incluindo poluição e herbicidas / pesticidas da agricultura.
Um artigo publicado em 2017 pelo NHS britânico sugere que a doença de Parkinson pode se relacionar com o receptor de melanocortina 1 do gene do cabelo vermelho (MC1R). O artigo foi baseado em estudos que foram realizados em três escolas médicas em todo o mundo, incluindo a Universidade de Harvard, nos EUA. A pesquisa sugere que os ruivos podem estar em um risco ligeiramente mais elevado de desenvolver Parkinson depois que o gene de MC1R foi visto causar problemas progressivos com movimento em ratos.

O que está sendo feito para desenvolver melhores tratamentos?

Não houve grandes avanços nos tratamentos para a doença de Parkinson na década passada por causa da falta de investimento, apesar de muito progresso científico durante este tempo. Isso desencadeou uma nova iniciativa chamada Caminho Crítico para Parkinson (CPP), em que algumas das maiores empresas farmacêuticas, incluindo AbbVie, Eli Lilly e Merck assinaram-se para aumentar a investigação para obter uma melhor compreensão da doença e desenvolver tratamentos mais eficazes. Lançada em outubro de 2015, a iniciativa visa entender o que acontece em pacientes com Parkinson e, usando uma nova abordagem radical, transformar as descobertas científicas mais promissoras em novos tratamentos "em anos e não décadas".

Outras empresas farmacêuticas líderes também estão se juntando à luta contra o Parkinson. Pfizer, um líder global em neurociência, anunciou recentemente que as doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer são atualmente seu foco principal. Eles pretendem usar a genética, a neurofisiologia e a imagem cerebral funcional para desenvolver terapias inovadoras, muitas das quais visarão a dor crônica causada pela doença. Da mesma forma, a Biogen está colaborando com a Amicus Therapeutics para investigar se uma determinada enzima cerebral pode ser usada para prevenir ou retardar a progressão da doença.
Celebridades com doença de Parkinson, como Michael J. Fox, estrela da trilogia Back to the Future, fizeram muito para aumentar a consciência da condição. Fox é talvez o exemplo mais notável, tendo estabelecido a Fundação Michael Fox em 2001 para ajudar a pesquisa de Parkinson. A Fundação investiu mais de US $ 700 milhões em fundos para encontrar maneiras de tratar e curar o Parkinson tão urgentemente quanto possível. Eles foram responsáveis ​​por apoiar uma vacina contra o Parkinson que estimulou o sistema imunológico do corpo a produzir anticorpos contra a proteína que aglomera nas células dos pacientes. Atualmente, está em fase inicial de ensaios clínicos realizada pela empresa austríaca de biotecnologia AFFiRiS AG.

Que progressos foram feitos até agora?

Em 2017, outros pesquisadores fizeram uma ligação entre as bactérias intestinais ea doença de Parkinson, sugerindo que há uma diferença significativa no tipo de bactérias que vivem no intestino daqueles que têm a doença e aqueles que não têm. Foi também observada uma diferença no metabolismo. Os pesquisadores acreditam que este achado é significativo porque microorganismos em nossos sistemas digestivos desempenham um papel importante na quebra de produtos químicos que não se espera que sejam dentro de um organismo. Esta descoberta poderia conduzir ao caminho para uma melhor compreensão do que causa a doença e apresentar uma outra maneira de detectá-la mais cedo em pacientes.

Um estudo clínico recente de pacientes nos estágios iniciais de Parkinson mostrou que o uso a longo prazo de inibidores de MAO-B é eficaz em retardar o declínio dos pacientes. Este poderia ser um avanço potencial para o tratamento de Parkinson como a principal droga principal Levodopa só é capaz de tratar os sintomas da doença e não pode retardar o seu progresso.

Em março de 2017, pesquisadores da Universidade de Auckland fizeram outro avanço significativo. O artigo sugere que as proteínas problemáticas podem se espalhar de célula para célula, o que poderia levar a uma nova maneira de tratar a doença e tornando possível parar a propagação precoce em pacientes. No entanto, outro estudo sugere que a proteína tóxica pode simultaneamente afetar todas as partes do sistema nervoso, em vez de se espalhar de célula para célula, de modo mais investigação será necessária para compreender adequadamente o mecanismo da doença.
A pesquisa nos últimos anos tem sido extremamente útil em trazer-nos vários passos mais perto de compreender o que causa a doença de Parkinson, e isso, sem dúvida, pavimentará o caminho para tratamentos mais eficazes e, eventualmente, uma cura para os pacientes. (segue…) Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Proclinical.

Mutirão oferece atendimentos gratuitos para pessoas que sofrem Parkinson / PI

24 de março de 2017 - Neste ano, é comemorado os 200 anos do descobrimento da Doença de Parkinson. Um mutirão com atendimentos gratuitos para quem sofre com esse mal será realizado no dia 8 de abril, a partir das 7 horas, no Ambulatório Azul do Hospital Getúlio Vargas (HGV).

As consultas serão marcadas no próprio dia, por ordem de chegada, sendo necessários os documentos RG, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência.

“O Parkinson é uma doença neurológica que apresenta sintomas como rigidez muscular, tremor, desequilíbrio, insônia, entre outros. O objetivo do mutirão é avaliar e orientar pessoas que sofrem com a doença, para darmos os devidos encaminhamentos, que podem ser o uso de medicamentos ou indicação cirúrgica”, explica o neurologista Francisco José Alencar.

O mutirão faz parte do curso prático do I Seminário Piauiense sobre Doença de Parkinson, que debaterá assuntos relacionados à abordagem multiprofissional e interdisciplinar no Parkinson, no dia 7 de abril, no auditório do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir).

Entre os temas que serão abordados, estão a história da doença de Parkinson e neurocirurgia, aspectos clínicos e fisioterapia neurofuncional, fonoaudiologia e terapia ocupacional na Doença de Parkinson. O curso, de 10 horas-aula, contará com um treinamento para o mutirão de atendimentos no HGV.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de abril no site www.reabilitar.org.br/eventos e presencialmente no dia do evento, no valor de R$ 20. Podem participar estudantes, profissionais e pacientes ou familiares. Texto: Cláudia Alves – Comunicação Ceir. Fonte: CEIR.