sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Doença de Parkinson é tema da Tribuna Popular

17/10/2019 - Doença de Parkinson é tema da Tribuna Popular
Congresso das Associações de Parkinson do Brasil será realizado de 24 a 26 de outubro em Porto Alegre.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Estimulação Magnética Transcraniana é útil em Doença de Parkinson?

Diferenças cerebrais entre o tremor de Parkinson resistente à dopamina e responsivo à dopamina

October 17, 2019 - Cerebral Differences Between Dopamine-Resistant and Dopamine-Responsive Parkinson's Tremor.

UMA PEQUENA EMPRESA UNE CIÊNCIA À TECNOLOGIA PARA ENCONTRAR A CURA PARA O PARKINSON

A OccamzRazor, fundada pela empreendedora Katharina Volz, usa inteligência artificial para criar um "mapa" que reúne informações sobre a doença

16/10/2019 - A bióloga e empreendedora norte-americana Katharina Volz se comprometeu a encontrar a cura para a doença de Parkinson – mas a metodologia adotada é bem diferente das pesquisas tradicionais. Partindo do pressuposto de que uma das principais barreiras é a desinformação, ela fundou a startup OccamzRazor. O negócio desenvolveu um mapa 3D, com inteligência artificial (IA), que tem o objetivo de traçar tudo que se sabe sobre a doença. Com isso, quer encontrar possíveis lacunas que possam ser preenchidas e, assim, conduzir a descoberta da cura.

Batizado de Parkinsome, o mapa 3D já reúne toda a informação que se tem sobre a doença hoje. “Parte do problema é que a doença de Parkinson é mal compreendido e é uma doença realmente complexa. Por isso é difícil obter uma imagem completa do que realmente está acontecendo”, disse ao portal Wired.

Com as informações já coletadas no banco de dados, Katharina diz que é possível expandi-lo para mapear mais doenças no futuro.

O começo
Um telefonema foi a motivação para que Katharina começasse a pesquisa. Em 2015, pouco tempo depois de terminar o doutorado em biologia de células-tronco, a bióloga foi informada de que uma pessoa próxima havia sido diagnosticada com a doença. A notícia fez com que ela ficasse arrasada, mas também a fez querer agrir. “Decidi que iria encontrar uma cura para a doença”, diz.

Para construir o mapa, ela foi até o laboratório de IA de Stanford. Lá, obteve ajuda para desenvolver um sistema que poderia receber sentenças da literatura médica, rotular corretamente diferentes genes, proteínas e metabolitos e identificar a relação entre eles. O sistema combina todos esses dados em um gráfico e ainda detalha como cada um dos componentes agem na evolução da doença.

De olho na indústria farmacêutica
A primeira ação do Parkinsome tem sido entender se medicamentos usados para outras doenças podem ser aplicados ao Parkinson. Assim que identificar possíveis tratamentos, Katharina quer iniciar parcerias com empresas farmacêuticas. “Não quero esperar mais dez, 20 ou 30 anos para que isso aconteça. Quero levar medicamentos eficazes para os pacientes de Parkinson o mais rápido possível”.

Ao site, a empreendedora diz que não pretende compartilhar a plataforma diretamente com os pesquisadores, mas mantém parceria com a Michael J Fox Foundation para identificar novas áreas que poderiam culminar em pesquisas no futuro.

A OccamzRazor também conta com Jeff Dean, líder do Google AI, como investidor, e é aconselhada pelo biólogo celular Randy Schekman. Fonte: Instituto Millenium.

Novo tratamento disponível para episódios "off" em pacientes com doença de Parkinson

2019-10-16 - New Treatment Available for “Off” Episodes in Patients with Parkinson Disease.

Nova estratégia para tratar a doença de Parkinson

Efeitos atenuantes de mutações genéticas prejudiciais aliviam sintomas em células cerebrais humanas

16-OCT-2019 - CHICAGO --- Os cientistas da Northwestern Medicine usaram neurônios derivados de pacientes para desenvolver e testar uma nova estratégia para tratar a doença de Parkinson, mitigando os efeitos de mutações genéticas prejudiciais, conforme detalhado em um estudo publicado hoje (16 de outubro) em Science Translational Medicine.

Alguns tratamentos experimentais para desordens genéticas têm como alvo proteínas ou enzimas mutantes, mas este estudo, liderado pelo Dr. Dimitri Krainc, adotou uma abordagem diferente. Em vez de tentar consertar enzimas quebradas, os cientistas amplificaram as saudáveis, uma abordagem que aliviou com sucesso os sintomas da doença de Parkinson (DP) em células cerebrais humanas e em modelos de camundongos.

"Este estudo destaca a ativação da GCase do tipo selvagem como um alvo terapêutico potencial para múltiplas formas da doença de Parkinson", disse Krainc, que é presidente da área de neurologia e diretor do Centro de Neurogenética da Faculdade de Medicina da Universidade Northwestern Feinberg.

O Parkinson é o segundo distúrbio neurodegenerativo mais comum, afetando predominantemente os neurônios em uma área do cérebro chamada substância negra. Esses neurônios são responsáveis ​​pela produção de dopamina - um mensageiro químico usado para transmitir sinais pelo cérebro - e pela transmissão de mensagens que planejam e controlam os movimentos do corpo.

Mutações no gene GBA1 representam o fator de risco genético mais comum para DP, de acordo com o estudo, e o código GBA1 para uma enzima chamada glucocerebrosidase (GCase), importante para a função neuronal. As mutações associadas à DP podem desativar o GBA1 e produzir enzimas de GCase deformadas, que contribuem para o acúmulo de proteínas tóxicas nos neurônios produtores de dopamina.

À medida que essa população neuronal morre, os pacientes apresentam sintomas como tremores e lentidão de movimento. Embora alguns medicamentos possam oferecer alívio para esses sintomas, não há tratamento que possa parar ou retardar a doença.

Segundo Krainc, o desenvolvimento de medicamentos para pacientes com Parkinson ligado ao GBA1 concentrou-se amplamente na estabilização da GCase mutada e na limitação de seus efeitos nocivos. No entanto, esses tratamentos seriam eficazes apenas em alguns tipos de DP.

"Em vez disso, a ativação da GCase do tipo selvagem pode ser mais relevante para várias formas de DP que exibem atividade reduzida da GCase do tipo selvagem", disse Krainc.

No presente estudo, os cientistas desenvolveram uma nova série de ativadores químicos que estabilizaram e amplificaram a GCase normal. O ativador, uma pequena molécula que se liga à GCase, melhorou a disfunção celular relacionada à DP nos neurônios derivados dos pacientes.

É importante ressaltar que esses ativadores trabalharam em várias variedades de DP, mostrando que essa estratégia poderia funcionar para uma ampla gama de pacientes, disse Krainc.

"Nosso trabalho aponta para o potencial de modular os níveis de atividade e proteína da GCase do tipo selvagem nas formas genética e idiopática da DP e destaca a importância da neurologia personalizada ou de precisão no desenvolvimento de novas terapias", afirmou.

Um estudo de 2017 liderado por Krainc e publicado na Science descobriu que algumas das principais características patológicas da DP foram observadas apenas em neurônios humanos e não em modelos de camundongos, enfatizando ainda mais o valor dos neurônios derivados de pacientes para o desenvolvimento de drogas na doença de Parkinson.

"Será importante examinar os neurônios humanos para testar quaisquer intervenções terapêuticas candidatas que visem os neurônios dopaminérgicos do mesencéfalo na DP", disse Krainc.

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Os ativadores da GCase descritos neste estudo serão desenvolvidos como parte de uma nova empresa de biotecnologia chamada Surmount Bio, de acordo com Krainc, que fundou a empresa em Chicago.

Este trabalho foi financiado pelos National Institutes of Health National Institute of Neurological Disorders and Stroke, subsídios R01NS076054 e R01NS096240; WildKat; Buckeye Research LLC; A Fundação Michael J. Fox para a Pesquisa de Parkinson 13881; e em parte pelo suporte do NIH Grant P30 NS081774. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: EurekAlert.