quarta-feira, 1 de maio de 2019

Pausa para uma meditação amazônica

Passeio num igarapé.

01/05/2019 - Pela primeira vez em anos de blog, não o atualizei no mínimo a cada dois dias. Fiquei fora de casa por uma semana, tendo me dado de aniversário de 63 anos, 20 de parkinson, 10 de dbs, uma viagem com direito a 4 dias embrenhado num lodge (pousada) no seio da selva amazônica. E pelas contingências, sem ter acesso ao sinal de celular ou internet.

Bem, houve novidades nesta última semana?
Apontando para a cura, não. Estamos estacionados ainda na alfa-sinucleína e no eixo intestino-cérebro.

Surgiram estudos que sugerem que o plasma de doadores jovens (18-25 anos) poderia trazer benefícios para expressão facial, fala, caligrafia, rigidez e quedas, melhoria que é diretamente atribuível ao yFFP- young fresh frozen plasma (N.T.: plasma fresco congelado jovem).

Tratamentos paliativos, sim. Desde a estimulação elétricada coluna vertebral, já explorada pelo brasileiro Nicolélis, até o auxílio na voz por sintetizadores de fala.

Mas pelo lado positivo e não sendo tão novidade, é o tratamento com canabinóides (um pouquinho de THC faz bem), que está nos EUA “brecando” a crise e o surto da dependência dos opióides e abrindo um vasto mercado (sim, porque a humanidade se caracteriza por investigar novos mercados) no campo dos canabinóides. E isto vem a se estabelecer e ficar, para auxiliar no tratamento de doenças neurológicas ainda sem cura e nos próximos 25 anos.

E em que pese o ritmo alucinado e internético com que se desenvolvem pesquisas no parkinson, os resultados vem numa velocidade mais humana, respeitando o ritmo da mãe natureza, como seu ciclo das águas de proporções amazônicas que tive a chance e a felicidade de presenciar.

Desejo força a todos, nessa interminável luta.

E lembre-se: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.”
Fernando Pessoa


Passeio num igarapé.
Vitórias Régias


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