terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Balanço.

Estamos no últimos dias do ano. Teoricamente se faz, consciente ou inconscientemente, um balanço da vida, particularmente nós, que estamos acompanhados de Mr. Parkinson.

Penso que, apesar de avanços da ciência, com relação às doenças neuro degenerativas e o Parkinson em especial, estes avanços se parecem lentos, à passos de tartaruga, enquanto nas demais áreas, a passos de lebre afoita. Não sei se a grama do vizinho é mais verde? Enfim, os balanços anuais na vida prática, cotidiana, neste campo (Parkinson) são quase imutáveis. Deveria-se fazê-los a cada 5 ou ou 10 anos. Mas a terra só leva 1 ano para a volta ao sol... Deve ser ação da bradicinesia (lentidão de movimentos) se fazendo muito presente.

A ressaltar de positivo os esforços da Fundação Michael J Fox, na busca de terapias mais “users friendly”, com menor tempo de gestação e uso prático imediato. Para ganhar-se tempo. Derivado disso a grande esperança na vacina da Affiris. A maior flexibilização, embora muito tímida, das autoridades no Brasil quanto ao uso de canabinóies (canabidiol) para alívio das dores e melhoria do sono em nosso caso.

Afora isto não vejo o que ressaltar de novidades ou avanços. Há mais ou menos 50 anos surgiu o levodopa. De lá p'rá cá, os agonistas (pramipexole p.ex.: Sifrol e Mirapex, nos anos '90), houve o ressuscitamento dos eletrochoques na forma sutil e reversível do dbs, … variações sobre o mesmo tema (Sifrol e Mirapex ER, dbs recarregável), e promessas: células tronco, transdermais, inaláveis, etc... E de resto, no frigir dos ovos, coisas imateriais, não factíveis para a melhoria da vida cotidiana.

Levemente positivo, a questão cultural, como as exposições, ainda que comedidas, de Michael J. Fox (precocemente retirado da telinha devido ao baixo "Ibope") e Paulo José, na rede Globo, que poderiam a longo prazo ter efeito multiplicador de consciências. Mas o que passou, passou.

A saudar a bradada maior consciência dos portadores quanto ao conhecimento e domínio dos medicamentos e terapias medicamentosas ou multidisciplinares (leia neste blog - “Os pacientes de Parkinson clamam por uma rota mais rápida para a cura”).

Os estudos da fé religiosa, espiritual, da auto-motivação e da esperança (Parkinson: A esperança como princípio”), é que me parecem ter um grande potencial neste campo, o que não é desprezível, pois já foi dito que “A fé remove montanhas”.

Mas que venha 2017, que estaremos nós e nossos cuidadores, apesar de muitos de nós trôpegos, prontos para os desafios, com muita fé, paz, amor (leia  “Resoluções de Ano Novo”).


NOS ENTREGAR JAMAIS !


FELIZ 2017 !.............FELIZ 2017 !.............FELIZ 2017 !.............FELIZ 2017 !.............FELIZ 2017 !


O ânimo é tal, que estou copiando e colando, com adaptação, post de 31/12/2014...

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