sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Farmácia pública de Florianópolis não tem remédio para Parkinson

8 dezembro, 2017 - Por um motivo nada legal, o nosso leitor Luiz Gonçalves, de 79 anos, morador de Florianópolis, aparece “de vez em sempre” aqui na coluna — e cada vez mais apavorado. Ele tem a doença de Parkinson há 15 anos, depende de uma série de medicamentos para controlar os sintomas (como as tremedeiras intensas), e vive com medo porque o principal remédio, o Entacapona(*), fornecido pelo SUS na Farmácia Escola, na Trindade, sempre vem faltando.

Por quê? Segundo a prefeitura de Florianópolis, o Estado é que atrasa a entrega. Já perdi as contas de quantas vezes, por este mesmo motivo, levamos o caso à Secretaria da Saúde e precisamos contar com leitores, inclusive de fora de SC, que literalmente salvaram a vida de seu Luiz, doando a medicação enquanto o poder público não fazia sua parte.

“Vivo, novamente, o mesmo pesadelo: o remédio está em falta de novo e o pessoal da farmácia não sabe informar quando voltarão a fornecer. E como eu sofro, sem esta medicação! Minhas pernas endurecem e eu danço feito ‘boneco do posto’ de tanto tremer. Comprá-lo é difícil pra mim — daria R$ 660 por mês”, conta seu Luiz. Vamos nós, outra vez, levar o caso à Secretaria da Saúde do Estado! Quantas vezes mais, hein? Fonte: Panorama Farmacêutico.
(*) não é o principal medicamento, é um coadjuvante.

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