quinta-feira, 19 de julho de 2018

Células imunes agressivas agravam a doença de Parkinson

Pesquisadores da FAU identificam a doença de Parkinson como uma possível doença auto-imune

19-JUL-2018 - A doença de Parkinson, anteriormente também conhecida como paralisia do tremor, é uma das desordens mais frequentes que afetam o movimento e o sistema nervoso. Pesquisadores médicos da Friedrich-Alexander-Universität Erlangen-Nürnberg (FAU) encontraram uma possível causa da doença - no sistema imunológico dos pacientes.

Atualmente, aproximadamente 4,1 milhões de pessoas sofrem da doença de Parkinson em todo o mundo, só na Alemanha mais de 300.000 pessoas são afetadas. Os sintomas típicos da doença são lentidão de movimentos, rigidez, agitação frequente e uma postura cada vez mais encurvada. A causa é a morte contínua das células nervosas no cérebro, que produzem a substância mensageira dopamina.

Os cientistas estão trabalhando para obter insights sobre os mecanismos que levam à perda de células nervosas que produzem dopamina. Até agora, pouco se sabe sobre se as células imunes humanas têm um papel importante a desempenhar na doença de Parkinson. As pesquisadoras de células-tronco, Dra. Annika Sommer, Dra. Iryna Prots e a Profa. Dra. Beate Winner, da FAU, e sua equipe deram um importante salto na pesquisa sobre esse aspecto da doença. Os cientistas de Erlangen foram capazes de provar que, na doença de Parkinson, as células imunes do sistema imunológico, as chamadas células T, atacam e matam as células nervosas que produzem dopamina no mesencéfalo.

A equipe da FAU baseou sua pesquisa em uma observação surpreendente: os cientistas descobriram um número extraordinariamente alto de células T no mesencéfalo dos pacientes com Parkinson. Essas células são comumente encontradas no cérebro de pacientes que sofrem de doenças nas quais o sistema imunológico ataca o cérebro. Durante testes realizados em colaboração com a clínica de distúrbios do movimento (neurologia molecular) na Universitätsklinikum Erlangen (Prof. Jürgen Winkler), pesquisadores descobriram um aumento no número de certas células T, especificamente células Th17, em pacientes com Parkinson, semelhantes a pacientes com doenças autoimunes. como artrite reumatóide.

Em vista desses resultados, os pesquisadores decidiram desenvolver uma cultura celular muito incomum a partir de células humanas. Uma pequena amostra de pele foi retirada de pacientes afetados e indivíduos saudáveis. Essas células da pele foram convertidas em células-tronco, que podem se transformar em qualquer tipo de célula. A equipe de pesquisa então diferenciou ainda mais essas células em células nervosas mesencefálicas específicas para o paciente. Estas células nervosas do mesencéfalo foram então colocadas em contato com células T frescas dos mesmos pacientes. O resultado: as células do sistema imunológico dos pacientes com Parkinson mataram um grande número de células nervosas, mas isso não parece ser o caso de indivíduos saudáveis. Outro resultado é motivo de esperança: anticorpos que bloqueiam o efeito das células Th17, incluindo um anticorpo que já está sendo usado diariamente no hospital para tratar a psoríase, foram capazes de prevenir a morte das células nervosas.

"Graças a nossas investigações, pudemos provar claramente não apenas que as células T estão envolvidas na doença de Parkinson, mas também o papel que elas desempenham", explica a Profa. Dra. Beate Winner. "Os resultados do nosso estudo oferecem uma base significativa para novos métodos de tratamento da doença de Parkinson." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Eurekalert.

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