sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Intestino tem escudo de proteção contra Parkinson

Intestino protege o cérebro

21/10/2016 - Ficam cada vez mais fortes os indícios de que a doença de Parkinson pode começar no intestino e migrar para o cérebro.

Na verdade, fica cada vez mais claro que o intestino tem uma participação crucial no sistema nervoso, a ponto de alguns pesquisadores já afirmarem que os intestinos parecem formar um "segundo cérebro".

Biólogos agora descobriram que uma resposta imunológica das células intestinais dispara uma série de sinais químicos que, no final da cadeia de eventos, preserva neurônios cuja morte está associada com a doença de Parkinson.

Agindo como uma espécie de detetives, as células imunológicas intestinais identificam circuitos danificados dentro dos neurônios e descartam as peças defeituosas. Essa ação vai culminar na preservação dos neurônios produtores de dopamina, cuja deficiência ou morte no cérebro está ligada ao Parkinson.

"Acreditamos que, de alguma forma, o intestino está protegendo os neurônios," disse a pesquisadora Veena Prahlad, da Universidade de Iowa (EUA).

Intestino tem escudo de proteção contra Parkinson
O intestino parece ter um papel crucial na proteção contra a doença de Parkinson. O próximo passo será descobrir por que algumas vezes esse mecanismo não funciona e a doença emerge. [Imagem: Veena Prahlad/University of Iowa]
Mitocôndrias e Parkinson

Outros pesquisadores já haviam associado a doença de Parkinson a defeitos nas mitocôndrias, a maquinaria de produção de energia encontrada em todas as células humanas, embora por que e como os defeitos nas mitocôndrias afetam os neurônios continua a ser um mistério.

Alguns acreditam que as mitocôndrias defeituosas deixam os neurônios morrerem de fome; outros acreditam que elas produzem uma molécula que prejudica o neurônio.

Seja qual for a resposta, mitocôndrias danificadas têm sido associadas a vários distúrbios do sistema nervoso, incluindo a esclerose lateral amiotrófica e a doença de Alzheimer.

Proteção intestinal

A equipe de Prahlad estava trabalhando em busca de explicações para esse processo. Para isso, eles expuseram vermes a um veneno chamado rotenona, capaz de matar os mesmos neurônios cuja morte está ligada ao Parkinson.

A rotenona começou a danificar as mitocôndrias, mas, para surpresa dos pesquisadores, as mitocôndrias danificadas não mataram todos os neurônios produtores de dopamina. Na verdade, ao longo de uma série de experimentos, uma média de apenas 7% dos animais de laboratório perderam os neurônios produtores de dopamina quando receberam o veneno.

E por que isso aconteceu? Por que o intestino da grande maioria dos animais os protegeu da rotenona, descartando a maioria das mitocôndrias defeituosas e interrompendo a sequência que acabaria resultando na morte dos neurônios no cérebro.

O próximo passo será descobrir por que esse mecanismo protetor não funcionou nos 7% dos animais afetados, abrindo caminho para que a doença se instale.

Os resultados foram publicados na revista científica Cell Reports. Fonte: Diário da Saúde.

E depois contam como sendo piada isto que segue, e é mais sério do que se imagina, me desculpem os puristas, recatados:

COMO O CU CHEGOU À CHEFIA DO CORPO HUMANO.

Quando o homem veio ao mundo
Houve grande reunião
E entre os órgãos do corpo
Já teve uma confusão
Pois todos eles queriam
Do corpo ser o chefão.

O cérebro muito importante
Deu logo seu ultimato.
Pelas as minhas funções
Este meu desiderato
Melhor desempenharei
Pois sou muito mais sensato.

Também devido ao fato
Das responsabilidades,
Desempenhadas por mim,
Ser de alta capacidade.
Pra tomarem decisões
Falta-lhes mais qualidade.

Mas que grande insanidade!
Já foi dizendo o coração.
Aqui quem manda sou eu.
Pois a minha pulsação
É quem irriga de sangue
Dos pés a palma da mão.

O sangue dá combustão
Para o corpo funcionar.
Portanto, se não for chefe
Deixarei de trabalhar
E quero ver com o corpo
Vai poder se alimentar.

Se isso aqui continuar
Lá atrás falou um rim.
Se nós dois não formos chefes
Tudo vai ficar bem ruim
Ora, se nós somos dois
Vamos fazer um motim,

Breve será nosso fim
Pois sem o metabolismo,
Para segregar a uréia,
Para fora do organismo
E tirar a creatinina
Qual será o mecanismo?

Mas com muito diabolismo
Falou também um pulmão
Se nós não formos os chefes
Não há mais respiração
E pela falta de ar
Vocês todos morrerão,

E uma morte feia terão,
Fiquem todos avisados:
Se a chefia não nos for dada,
Morrem todos sufocados,
Buscando ar nos pulmões
Com olhos esbugalhados.

Mas lá do fundo sentado
Foi também falando o cu:
Aqui quem manda sou eu.
E acabou-se o vuvu.
Os presentes espantados
Já foram gritando:tu?

Formou-se aquele sururu.
E passaram a botar;
Tanto apelido no cu,
Que ficou só a escutar,
Quieto, e em nenhum momento,
Fez menção de revidar.

Passaram a lhe chamar:
Bufante, quincas, anel,
Fedorento, ás de copas,
Fiofó, boga, carretel,
Rosca, rosquite, rendondo,
Até roscofe e borel.

Depois desse escarcéu,
O cu logo entrou de greve.
Efeitos não demoraram.
Foram sentidos em breve.
Veio uma dor de barrica,
Uma dorzinha bem leve

Prevenir sempre se deve.
A barriga ficou inchada.
Que deu uma falta de ar
A boca ficou ressecada
Os rins não mais funcionavam
Coração em disparada,

Com a pressão muito alterada.
Gases sufocando o peito
Cérebro não trabalhava
Não dava ordens direito.
Desesperados gritaram:
Deem a chefia pro sujeito.

E foi assim desse jeito
Que o cu passou a ser chefe
E logo ganhou a parada
Usando apenas o blefe
Na luta pelo poder
Não deu nem mesmo tabefe.
Fonte: Recanto das Letras.

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