segunda-feira, 18 de julho de 2016

PF desarticula esquema de fraude em compras de equipamentos médicos

18/07/2016 - A Polícia Federal e o Ministério Público Federal, deflagraram na manhã desta segunda-feira (18) a operação Dopamina, para desarticular um esquema criminoso de desvio de recursos públicos na compra de equipamentos médicos para pacientes que sofrem de doença de Mal de Parkinson. A PF estima um prejuízo de cerca de R$ 18 milhões aos cofres públicos.

O nome da Operação refere-se ao neurotransmissor dopamina, cuja deficiência está relacionada ao Mal de Parkinson.
Estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Na capital paulista, foram emitidos quatro mandados de condução coercitiva: Erich Fonoff, neurocirurgião do Hospital das Clínicas; Waldomiro Pazin, diretor administrativo do Instituto de Psiquiatria do HC; Victor Dabbah, dono da empresa Dabasons; e, uma representante comercial que teve o primeiro nome identificado como Sandra.

Já os mandados de busca e apreensãoo núcleu jurídico do HC, para a divisão de neurologia do HC, para a clínica do médico Erich Fonoff, para a clínica cirúrgica do Waldomiro Pazin e o último para a empresa Dabsons. O G1 ligou no consultório Fonoff e a funcionária informou que não havia nada de anormal e que o médico responsável não estava no local.

Foram realizadas cerca de 200 cirurgias, entre 2009 a 2014, que teriam gerado um prejuízo de cerca de R$ 18 milhões com a compra de neuroestimuladores implantados no cérebro dos pacientes.

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início após relato de pacientes do SUS (Sistema único de Saúde) que eram atendidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo estavam sendo induzidos a acreditar que havia necessidade de realização de cirurgias urgentes para implantes de equipamentos para estímulos do cérebro.

De acordo com o Ministério Público Federal, um médico cirurgião do Hospital das Clínicas e um administrador do setor orientavam pacientes a ingressarem com ações na Justiça para a obtenção de liminares, indicando a urgência da cirurgia para a realização do implante.

O Hospital das Clínicas informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que colabora com as investigações.

A compra dos equipamentos era feita sempre da mesma empresa fornecedora, com valores superfaturados. Equipamentos que, de forma regular, custariam cerca de R$ 24 mil chegavam a ser comercializados por R$ 115 mil.

A Polícia Federal também investiga o pagamento de propina por meio de contratos fictícios de serviços de consultoria médica, supostamente prestados por médicos para a empresa investigada e fornecedora dos equipamentos.

Os investigados podem ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção e estelionato contra União, cujas penas podem chegar até doze anos de prisão. Fonte: Portal Benício.

Uma dúvida: as licitações para compra de tornozeleiras eletrônicas seriam limpas?

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