segunda-feira, 23 de maio de 2016

Novo tratamento para Parkinson possibilita a autonomia do paciente

Medicamento chega para ajudar os 250 mil brasileiros diagnosticados com a doença a terem melhor controle dos sintomas motores relacionados à doença

23/5/2016 - A Teva, líder global no setor farmacêutico com longa tradição em pesquisa e desenvolvimento, traz ao mercado brasileiro uma inovação para o tratamento da doença de Parkinson. O mesilato de rasagilina melhora a qualidade de vida do paciente ao promover maior controle motor durante dia e noite, com segurança e boa tolerabilidade em todas as fases da Doença de Parkinson1,2,3,4, permitindo ao paciente manter por mais tempo a autonomia em suas atividades diárias. O Parkinson é a segunda enfermidade neurológica crônica mais comum em adultos, após a doença de Alzheimer.

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Além de crônica e progressiva, a doença ainda não tem cura e é causada principalmente pela queda dos níveis de dopamina no cérebro ao longo do tempo. Existem cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com Parkinson, de acordo com a ONU. Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, há a previsão que esse número dobre até 2040. No Brasil, estima-se que 250 mil pessoas tenham a doença.

Embora, tradicionalmente, a doença seja associada com sintomas motores (como tremores, rigidez, lentidão do movimento, desequilíbrio, andar arrastado ou perda de expressão facial), também ocorrerem sintomas não motores, tais como depressão, dor, disfunção cognitiva e desordens de sono. Atualmente, o paciente conta com diferentes estratégias terapêuticas para controlar os sintomas.

Comprovação científica

“A rasagilina é um inibidor da MAO que pode ser usado na fase inicial da doença de Parkinson como monoterapia ou quando surgem as flutuações motoras, como o fenômeno de wearing off, quando o paciente relata que necessita antecipar a próxima dose da medicação por que ocorre a diminuição do efeito da mesma” explica a neurologista da Universidade Federal de São Paulo, Roberta Arb Saba.

Os estudos PRESTO5 e LARGO6 comprovaram que a rasagilina usada em conjunto com a levodopa diminui as dificuldades motoras dos Parkinsonianos. O estudo LARGO com 687 pacientes demonstrou que a rasagilina reduziu o tempo “off” (intervalo em que termina o efeito do levodopa e os sintomas voltam a aparecer) em uma hora, sem aumentar os movimentos anormais conhecidos como discinesias. Esse estudo também comprovou uma melhora significativa no congelamento de marcha e instabilidade postural (sintoma incapacitante que afeta mais de 50% dos pacientes). “Esses resultados mostram que o tratamento com a rasagilina pode trazer benefício aos pacientes que apresentam flutuações motoras”, continua Roberta Saba. Já o estudo PRESTO envolveu 472 pacientes e demostrou que a rasagilina aumentou o período de “on”.

Um terceiro estudo, denominado TEMPO7, com 404 indivíduos, concluiu que rasagilina é eficaz como tratamento único inicial em pacientes com Parkinson. Os pacientes foram acompanhados por seis anos e quase metade dos pacientes (47%) permaneceu com os sintomas controlados apenas tomando a rasagilina. “Essa pesquisa demonstrou que a rasagilina melhora a função motora, principalmente em relação a tremores e a lentidão dos movimentos, o que resulta em mais autonomia nas atividades comuns diárias dos pacientes”, explica a professora de Neurologia.

“A rasagilina, vendida no Brasil com o nome comercial de Azilect, demonstra como a empresa está focada na área de neurociências e no seu compromisso em oferecer tratamentos avançados para as doenças neurológicas. Esse medicamento, assim como todo portfólio da Teva é focado na melhoria do bem-estar dos pacientes e é mais um aliado para ajudar quem sofre com o Parkinson a ter um controle motor maior, mesmo durante a noite”, conta o gerente geral da Teva no Brasil, Nicolás Lódola. Fonte: Notícias ao Minuto.

Minha experiência com Rasagilina: Tomei por 2 meses Menuix. Não senti melhoras e, ao ler a bula, me horrorizei com as interações medicamentosas, particularmente com relaxantes musculares em geral. Parei. Não adianta dourar a pílula. Se é tão bom, tão melhor que a selegilina, porque o Ministério da Saúde não passa a dispensá-la gratuitamente em lugar daquela?

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