quarta-feira, 7 de outubro de 2015

OS SINAIS PREMATUROS DO PARKINSON

06/10/2015 - Para funcionar com maestria, nosso cérebro depende de uma porção de mensageiros químicos. A dopamina é um deles. Entre outras funções, esse neurotransmissor está por trás da nossa capacidade de sentir prazer e participa da coordenação motora. É isso que acontece no Parkinson, os neurônios produtores das substâncias  morrem. O processo é gradual e o cérebro vai perdendo a capacidade de orquestrar o corpo. Ações corriqueiras como andar e pegar um objeto tornam-se complicadas.

Os especialistas dizem que Parkinson e condições psiquiátricas, como a depressão caminham de mãos dadas. Isso porque os desajustes nos níveis de dopamina desalinham a oferta de outros mensageiros químicos cerebrais, como a serotonina, ligada à sensação de bem estar. Ainda há indícios de que a doença provoque alterações no sistema límbico, área do cérebro que responde pelas nossas emoções e comportamento.

Os gestos involuntários são resultado da morte das células nervosas em uma área específica da massa cinzenta, a substância negra.  A tremedeira se torna mais grave e aparente quando 70% desses neurônios estão desativados. Alguns indivíduos começam a ter esse quadro de forma sutil uma década antes do diagnostico.

Caso perceba tremores acompanhados de falta de firmeza nas mãos, vale procurar um médico.

A prisão de ventre pode ser sinal de uma pane lá na cabeça. A pesquisa da Universidade College London aponta que a dificuldade de ir ao banheiro é um dos principais sintomas da doença nos dez anos que costumam preceder sua detecção.

Algumas correntes especulam que o distúrbio tem inicio no tronco encefálico, uma estrutura que está entre a medula espinhal e o cérebro. A morte dos neurônios produtores de dopamina ali seria o primeiro capitulo da evolução da doença. É precisamente neste local que brotam os nervos responsáveis por transmitir os comandos para o intestino funcionar direito. Daí os movimentos peristálticos, aquelas contrações que empurram o bolo fecal pra baixo, ficam prejudicados.

Anos antes de o mal estar instalado, os parksonianos podem experimentar obstáculos para conseguir ou manter a ereção.

Idas e vindas excessivas ao banheiro para fazer xixi também comunicam que algo não vai bem na terra dos neurônios.

Sair da cama rápido ou ficar em pé repentinamente depois de algum tempo sentado é um pesadelo para quem tem a hipotensão ortostática, um tipo de pressão baixa que acontece quando se muda de posição. Ela leva a tontura, náusea, palpitaçãoe, em algumas situações, até desmaios.

Que fique bem claro: a presença desse quadro, bem como de bexiga solta, intestino preso e até mesmo tremores, não significam que o sujeito terá Parkinson  no futuro. Mas eles servem de alerta para que um especialista seja procurado. Como ocorre tantas vezes na medicina, antecipar-se a um problema é um dos melhores jeitos de ataca-lo. Fonte: Cuidando do Corpo.

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