sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Alucinações menores podem preceder sintomas motores no Parkinson

October 8, 2015 – Cerca de quatro em 10 pacientes com doença não tratada de Parkinson (DP) experienciam alucinações menores, mostra a pesquisa.

“A descrição de ilusões e alucinações visuais menores no início da DP não é novidade”, diz Jaime Kulisevsky (Hospital de Sant Pau, Barcelona, ​​Espanha) e copesquisador.

“No entanto, um novo achado deste estudo é a constatação de que os fenômenos alucinatórios menores podem aparecer não só antes de iniciar o tratamento dopaminérgico, mas por muito tempo antes do início dos sintomas motores parkinsonianos.”
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Todos os pacientes disseram que suas alucinações começaram antes do diagnóstico e do tratamento com medicamentos dopaminérgicos. E um terço das pessoas com alucinações informou que estes antecederam seus sintomas motores, começando entre 7 meses e 8 anos antes do início.

No total, 21 (42%) dos 50 pacientes com DP no estudo relataram alucinações menores nos 3 meses precedentes, em comparação com apenas 5% de 100 controlos saudáveis ​​de idade semelhante. As pacientes tinham idade média de 68,8 anos e não foram tratados, com uma duração média da doença de 19,5 meses.

A equipe avaliou pacientes e os controles com o item do Unified Disease Rating Scale de Parkinson e Alucinações e Psicose, seguido de uma entrevista semiestruturada para caracterizar melhor as alucinações.

Entre os pacientes com alucinações, 28,6% tinham passagem de alucinações isoladas (passagem fugaz de uma sombra, pessoa, animal ou objeto), 14,3% tinham presença isolada de alucinações e 57,1% tinham ambos. Pacientes com ambos os tipos tinham as mais do que uma vez por semana, enquanto que aqueles com apenas um tipo tinha-as com menos frequência, mas, pelo menos, uma vez por mês.

Sete pacientes também tinham ilusões visuais, dois tiveram ilusões visuais isoladas, dois tiveram alucinações olfativas e um tinha alucinações auditivas.

Nota Kulisevsky et al em presença que a maioria dos estudos anteriores que relatam taxas muito mais baixas de alucinações avaliaram os doentes só para alucinações estruturadas; estes ocorreram em 10% dos pacientes em seu estudo.

As características dos pacientes foram geralmente similares entre aqueles com e sem alucinações, exceto que o distúrbio comportamental do sono REM foi significativamente mais comum no primeiro do que o último, em 38,1% versus 10,3%.

Os investigadores concluem que “estudos epidemiológicos em populações maiores de controles normais e sujeitos em risco de desenvolver DP, continuarao a esclarecer se alucinações menores constituem um marcador pré-motor confiante de DP”. (original em inglês, traduçao Google, revisão Hugo) Fonte: News Medical.

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