sexta-feira, 24 de julho de 2015

Doença de Parkinson e o potencial da terapia com Cannabis

Thu, 07/23/2015 - (…) Maconha como opção de tratamento

Eita que 'tá difícil segurar este tremor!
Fonte: tumblr.
A maconha tem sido utilizada por muitos anos em todo o mundo como uma erva medicinal para uma ampla gama de doenças. Durante as últimas décadas, tem havido um interesse crescente no uso da erva no tratamento de várias doenças, incluindo a doença de Parkinson.

Nossos corpos já produzem canabinóides que também estão presentes na maconha. Canabinóides influenciam vários processos do corpo, como dor e inflamação. Portanto, se alguém consome maconha, ela pode ajudar aqueles produtos químicos naturais a funcionarem de forma mais eficiente. Especificamente, os canabinóides podem aliviar os sintomas, tais como distonia e discinesia, que são predominantes em alguns pacientes que sofrem de doença de Parkinson.

Canabidiol (CBD) e tetra-hidrocanabinol (THC) são os principais canabinóides presentes na maconha. Quando consumidos, eles têm um efeito sinérgico, que é reduzir a inflamação, gerir espasmos, e adiar danos neurológicos. Marijuana é a melhor candidata para o tratamento da doença de Parkinson, principalmente porque ela não conduz a efeitos secundários graves tais como os medicamentos convencionais. Marijuana, particularmente o componente CBD, tem neuro-protecção (protecção destruição de neurónios), características que podem reduzir a progressão da doença de Parkinson.

Vários estudos foram realizados no passado para ilustrar os benefícios da marijuana como a melhor opção de tratamento alternativo para a doença de Parkinson. De acordo com um estudo realizado em 2002 pelo Dr. Evzin Ruzicka, neurologista da Universidade Charles, em Praga, na República Checa, quase 50 por cento dos doentes que estavam a receber tratamento de maconha medicinal, disseram que a erva assistia-os para aliviar os sintomas da doença de Parkinson.

Em outro estudo notável, que foi realizado em março de 2014, pesquisadores da Rabin Medical Center da Universidade de Tel Aviv, em Israel demonstrou como 22 pacientes com doença de Parkinson (13 homens e 9 mulheres), tiveram seus sintomas aliviados, como resultado de consumir maconha medicinal. Os investigadores descobriram que o consumo de marijuana resultou em melhorias significativas nos sintomas da doença dos pacientes. Importante, que os pacientes foram observados por experimentar reduzidos tremores, rigidez e discinesia. Além disso, os pesquisadores também observaram que os pacientes foram capazes de obter um sono melhor e mostrar melhoria em termos de escores de dor. Curiosamente, o estudo não relatou quaisquer efeitos adversos significativos resultantes do uso da erva no tratamento da doença de Parkinson.

Embora os estudos sobre a utilização da marijuana como um método de tratamento potencial para a doença de Parkinson não sejam conclusivos, é possível usar a erva para aliviar os sintomas ou, possivelmente, melhorar a medicação existente para tornar o tratamento mais eficiente. A erva pode ajudar na gestão dos efeitos secundários adversos da doença de Parkinson, uma vez que é capaz de prevenir a perda neurológica e melhorar a qualidade de vida daqueles que sofrem da doença.

Conclusão

Marijuana foi mostrad por reduzir os sintomas associados à doença de Parkinson. Portanto, este apela a uma maior investigação por parte da comunidade médica para perseguir maneiras eficientes de utilizar esta erva para aliviar o sofrimento dos doentes de Parkinson. Se mais pesquisa é realizada na área, poderia resultar em uma melhor gestão dos sintomas para os pacientes. Além disso, a introdução de formas eficazes de administração de medicamentos de canabinóides pode contribuir nos esforços para combater o avanço e, potencialmente, a iniciação, da doença de Parkinson. (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: 420 Intel.

Um comentário:

  1. Observo haver muito preconceito na questão da maconha e/ou canabinóides no tocante aos benefícios no tratamento para a doença de parkinson. Existem alguns fatos pró maconha e/ou derivados que são inegáveis, como o benefício ao sono e ao alívio de dores. Provavelmente por uma questão de preservação do decoro, não se conheça nenhum médico que se posicione publicamente favorável à maconha para DP, aqui no Brasil.

    A questão entre nós é o acesso ao agente ativo que provoca os benefícios. A maconha em si, fumada, inalada via oral, traz o prejuízo pulmonar inerente aos cigarros, além do temor de alguns quanto aos efeitos alucinógenos do THC. Afora isso é ilegal e alimenta o ciclo vicioso do tráfico e à violência vinculada, embora seja em nossos meios urbanos a forma de acesso mais fácil.

    Em contraposição temos o canabidiol, o CBD, cuja importação passa pelos meandros burocráticos da ANVISA. E da resistência do esculápio em admitir os benefícios e receitá-lo. Curar o parkinson os canabinóides não vão curar, e ponto.

    Fumar maconha é apenas mais uma arma do arsenal disponível, embora ilegal, para quem quer um certo alívio dos sintomas e facilmente encontrável por quem tem que conviver com esta terrível doença. É uma opção pessoal fazer uso ou não, para tentar levar um cotidiano menos pesado.

    Enfim, não é à toa que cerca de no mínimo 24 estados norte-americanos já legalizaram a maconha medicinal. Lá nos EUA há controle de origem, com o que o usuário pode optar entre as várias cepas de cultivo, de acordo com os seu pretendido uso profilático, se mais rica em CBD, ou THC, etc.

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