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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Coragem no rosto do Parkinson: "Ao longo do caminho"

Fonte da foto: Why a local man built a mini tower in his yard: "Along the Way"
Tue, Feb 07, 2017 - A doença de Parkinson é um campo de batalha, um homem da Rapid City é um veterano experiente.

É uma doença de que raramente falamos.

Agora, damos uma olhada por trás da cortina, no impacto do Parkinson,

E um homem que espera aumentar a consciência sobre uma doença sem cura conhecida: "Ao longo do caminho" (Along the Way) em Rapid City.

Olhando para os 58 anos, Neil Zetah é como olhar coragem nos olhos.
Parkinson tem sido o seu inimigo há mais de 15 anos.

Nós compartilhamos sua história pela primeira vez em junho de 2016. Médicos disseram para ele ficar ativo.

Então ele construiu uma réplica em miniatura de Devils Tower, o primeiro monumento nacional da América, em seu quintal.

Mas não foi fácil.

Neil Zetah diz em nossa história de junho de 2016: "Eu caio muito, eu caio alguns dias 1-2 cem vezes, então meus joelhos tomaram uma surra de verdade".

Em 2015, ele teve uma cirurgia implantando dois eletrodos em seu cérebro. Mas depois de uma infecção potencialmente mortal, um dos eletrodos teve que ser removido em uma segunda cirurgia no cérebro.

Neil Zetah diz em nossa história de junho de 2016: "Na entrada, você pode notar algumas marcas x. Fornece o meu cérebro um alvo para olhar, algo para os meus pés apontarem."

Ele adora criar arte. Parkinson tinha reduzido suas habilidades motoras, mas fazer esta escultura, incluindo algumas características imaginárias, era algo que ele ainda podia fazer.

Neil Zetah diz em nossa história de junho de 2016: "Eu já tive pessoas dizendo que isso é incrível, isso é muito legal. Eu tive pessoas deitadas no meu gramado tentando pegar o tiro certo. As pessoas pedem meu autógrafo, que só sopra minha mente . "

Mas Parkinson estava ganhando terreno, além de rasgar buracos nos joelhos do par após jeans. Era hora de uma decisão difícil.

Zetah diz: "Eu estava basicamente rastejando para conseguir lugares, eu estava caindo tanto que era mais rápido para conseguir ir a lugares se eu rastejasse no chão."

Escolher uma terceira cirurgia cerebral foi um pensamento assustador, mas Neil decidiu tentar novamente para que o segundo eletrodo adicionado com segurança ao seu cérebro: na esperança de empurrar Parkinson de volta.

Quão assustador era? Ele sabia que eles teriam que abrir o crânio: mais uma vez, e ele também sabia disso:

"Quando você vai para a cirurgia eles têm que fazer perguntas porque eles querem saber se eles descobriram aquele ponto onde eles estão colocando os implantes, então a única maneira de saber isso é perguntar, e então você está acordado O tempo todo ", diz Zetah.

Desta vez: sem infecção. Basta olhar para as fotos pós-operação é doloroso. Mas em um quadro, vemos mais do que dor, vemos perseverança. Houve também uma cirurgia para implantar baterias em seu peito. O produto acabado está sob sua pele.

Zetah diz: "O que isso faz é, retransmite uma mensagem para os transmissores no meu peito que estão enterrados aqui e aqueles têm fios que correm em minha cabeça e, em seguida, aqueles estão ligados às ligações que vão para o meu cérebro que controlam o quão bem eu faço com meu Parkinson, então. "

Mas a pergunta a mais grande é: Ajudou?

"Substitui muitos dos remédios de uma pessoa. Então eu costumava estar em 26 pílulas por dia. Eu estou abaixo de 9. Asim, uma grande parte da medicação foi reduzida e livrado do que isso fez por mim é que me impediu de cair ", diz Zetah.

"A única coisa ruim é que eu não vejo a mãe terra tão perto como eu costumava."
Ele diz com uma risada alegre.

Também é eliminado alguns movimentos musculares involuntários e dolorosos.
E ele recuperou algumas das habilidades motoras finas que lhe permitem voltar a fazer arte, como esses esboços a lápis de seus netos.

Mas nem tudo foi positivo.

Ele diz que seus passos parecem mais curtos, ele fica sem fôlego muito, e isso afetou sua voz.

Zetah diz: "Um pouco mais rouca eu acho. Minha esposa tem dificuldade em me ouvir, talvez seja audição seletiva, eu não sei."

Ele sabe que algum dia ele provavelmente perderá o que ganhou com as cirurgias, mas espera que os dias se afastem.

"Eu só espero que eu viva o suficiente para ver esses caras crescerem seria um dos objetivos, embora eu sei que essa doença é tão imprevisível", diz Zetah. Os "caras" a que se refere são os netos.

Seu inimigo é de fato imprevisível. Mas Neil tem alguma coragem, e quando Parkinson empurra, podemos perder com certeza, Neil vai empurrar de volta.

Outro grande problema com Parkinson é o custo. O tratamento é muito caro. E para as pessoas com deficiência, o dinheiro é mais uma maneira do Parkinson puxar uma pessoa para baixo.

Se você conheceu alguém legal "Along the Way", ligue para nós ou envie um e-mail para stevel@blackhillsfox.com para me informar. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Black Hills Fox.

Devils Tower

domingo, 29 de janeiro de 2017

Jovem portador de Parkinson terá acompanhamento médico


Assista vídeo AQUI (5:41), referente ao insucesso, até o presente, da cirurgia. Talvez o problema seja apenas de necessidade de encontrar ajustes adequados na programação dos parâmetros da estimulação. "Se" acertaram o alvo é uma questão tempo e paciência. Se erraram o alvo, ou o acertaram perifericamente, em posição refratária à estimulação, tem que reposicionar o(s) eletrodo(s) (O ASPECTO MAIS IMPORTANTE DA CIRURGIA! = O ACERTO NO ALVO, normalmente o STN), o que significa dizer haver necessidade de nova cirurgia invasiva do cérebro. E tomara que tenha sido usada bateria recarregável, onde pode-se usar parâmetros mais radicais de estimulação, por ex, mais voltagem e programação "interleaving" para quando esgotar a bateria, ser apenas necessário dar uma carga. Em caso de ter sido usada bateria descartável (gastou a carga, tem que trocar a bateria) os parâmetros de estimulação tem que ser mais conservadores, para não esgotá-la precocemente. Boa sorte ao Altamiro! Fonte: Globo G1.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

REFLEXÃO REVELA PRESENTES SURPREENDENTES QUE O PARKINSON ME DEU

por Amy Dressel-Martin
January 23, 2017 - Nesta época do ano, muitas pessoas definem metas elevadas e que mudam a vida.

Eu não sou uma delas.

Francamente, eu tenho o suficiente para gerenciar sem empilhar qualquer resolução relacionada ao estresse! Em vez disso, acho mais gratificante observar e refletir em torno do Ano Novo para simplesmente viver bem a cada dia.

REFLEXÃO SOBRE VIVER COM Parkinson
Com o início do ano de 2017, e eu me aproximo do terceiro aniversário da minha cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS), vejo que tenho muito a quem agradecer: a própria tecnologia, minha equipe médica e, especialmente, minha família amorosa e solidária.

Ironicamente, meu marido diz que eu estou mais feliz agora do que eu provavelmente seria sem a loucura constante do Parkinson.

Ele diz que eu rio mais, tenho relações mais íntimas com nossos filhos e tenho mais probabilidade de ir fazer algo importante para mim, ao invés de seguir minhas velhas tendências para enfatizar ... sobre ... tudo.

Embora não possamos comparar maçãs com maçãs (já que não há mais um "eu" sem Parkinson), posso imaginar o que eu poderia ter sido aos 48 anos: preocupada com as aparências e consumida com o que as outras pessoas pensam. Reflexão revela o quanto Parkinson me cortou o núcleo nessa seara.

Quem pode estar preocupado com o seu penteado enquanto tenta caminhar através de uma multidão sem empurrar alguém para fora? Ou enquanto se esforçando para gritar sobre o barulho em um restaurante para que sua opinião possa ser ouvida?

Como posso me preocupar se meus sapatos parecem bonitos quando estou caindo, porque eu perdi meu equilíbrio?

Eu uso chinelos baixos para que eu não caia e me permito apenas um copo de vinho, porque o meu discurso é calmo, lento e arrastado sem a influência do álcool. Planejo sonecas para dias ou semanas ocupados para que eu possa acompanhar o trabalho, a família e os amigos.

Eu tenho amigos com Parkinson que realmente vêem a doença como um presente, porque trouxe todos os amigos que eles fizeram em sua jornada. Enquanto eu amo meus novos amigos e eles são a melhor parte da minha nova vida como uma pessoa com Parkinson, eu não agradeço ao Parkinson. Isso me feriu, e isso magoou essas pessoas calorosas e generosas na minha vida – a quem eu espero ter conhecido de qualquer maneira, de alguma forma, em algum lugar.

No entanto, como eu olhar para a minha vida agora, eu percebo ser diagnosticada e viver com Parkinson mudou honestamente minhas prioridades para melhor.

Meus olhos foram abertos para as lutas que outros podem estar enfrentando. E, ao mesmo tempo, meus ouvidos estão aprendendo a escutar minhas próprias necessidades primeiro.

AVANÇANDO PARA O NOVO ANO
Então, eu acho que meu marido tem razão: eu sou mais feliz, de certa forma. E, estou mais grata pela vida que tenho - agora. Felicidade e gratidão me mudaram organicamente, expandindo meu coração e meu mundo, e é isso que eu planejo levar comigo a cada dia do ano novo.

Amy Dressel-Martin vive em Denver, Colorado com seu marido, dois adolescentes, um gato alaranjado, duas galinhas e um pato (que acha que ele é um frango). Ela é eternamente grata a quem decidiu colocar eletrodos no cérebro presos às baterias sob a clavícula, era uma boa idéia, porque foi. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Davis Phinney Foundation.

Enquanto isso aqui no Brasil. Lutamos para que seja democratizado o acesso à cirurgia dbs. E eu, particularmente me horrorizo com os relatos de insucesso da cirurgia, provocados pela falta de estrutura tecnológica e de capacitação de equipes médicas, que simplesmente miram a esmo nos alvos neurológicos, diga-se, aspecto crucial para o sucesso da cirurgia, e erram. E isto vem frustrando muitos sonhos e esperança de muita gente boa.

domingo, 27 de novembro de 2016

Implante cerebral é aposta para tratamento de Parkinson

DOMINGO, 27 DE NOVEMBRO DE 2016 - Um procedimento cirúrgico tem melhorado a qualidade de vida aos pacientes de Parkinson na região. O Implante Neuroestimulador Cerebral, conhecido como DBS, que em inglês quer dizer Deep Brain Stimulation, é a esperança de José Egídio dos Santos, 61 anos, que passou pela cirurgia ontem no Hospital Norte Paranaense de Arapongas - Honpar (Hospital Regional João de Freitas). “Espero que melhore bastante os sintomas”, diz. Apesar de não ser uma novidade em termos de tratamento, a cirurgia só é realizada em três municípios do Paraná: Londrina, Curitiba e agora em Arapongas, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Assim como José Egídio, que é Parkinsoniano há 11 anos, outros cinco pacientes passaram pelo procedimento neste fim de semana no Honpar. É a segunda vez que o hospital realiza este tipo de cirurgia. Neste ano, em junho, foram realizados os primeiros seis procedimentos, sendo todos pagos pelo SUS.

A oferta do procedimento foi possível porque contou com ajuda de profissionais especialistas de outras cidades. Nas duas ocasiões, a equipe liderada pelo médico neurocirurgião Marcus Valério da Costa, de Londrina, contou também com o trabalho do médico e também neurocirurgião José Oswaldo Oliveira Júnior, que é referência no assunto do Brasil e trabalha com o implante de DBS deste o final da década de 1980, quando o procedimento começou a ser indicado aos pacientes.

A araponguense Mariza Regina Pereira Viana, 38 anos, é uma das pessoas que passou pelo procedimento em junho. Parkinsoniana há sete anos, ela avalia que o procedimento foi positivo. “Diminuíram bastante os tremores”, afirma.

Costa explica que o procedimento consiste basicamente em colocar um fio (eletrodo) no interior do cérebro através de um pequeno furo no osso. O fio é ligado a uma bateria (gerador) que vai enviar estímulos ao cérebro para que ele melhore seu funcionamento e reduzam os sintomas desagradáveis da doença. “Após o implante, a melhora do paciente é gradativa e a estimulação é ajustada de acordo com a avaliação, que é feita de forma periódica. O paciente também continua tomando medicação, porém em doses menores, o que reduz os efeitos colaterais”, explica Costa.

A bateria tem uma durabilidade média de 3 a 5 anos, após esse período Oliveira Júnior explica, que o paciente precisa passar pelo procedimento novamente, mas não completo. “Vamos trocar somente a bateria, para que o eletrodo volte a emitir estímulos ao cérebro”, esclarece.

SEM CURA

Da Costa deixa claro que o Parkinson, que é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva, não tem cura. “A cirurgia não cura, mas melhora a qualidade de vida, permitindo ao Parkinsoniano ficar mais ativo e independente”, avalia Costa.

De acordo com o médico londrinense, o procedimento dura, em média, quatro horas, e não é considerado de alto risco.

“A cirurgia é considerada de alta complexidade e demanda de uma equipe especializada”, diz. A falta de especialistas é, inclusive, apontada como uma das razões do procedimento ser desconhecido do público.

Intervenção é indicada em estágio inicial

O neurocirurgião José Oswaldo Oliveira Júnior, doutor em neurocirurgia funcional, de São Paulo, observa que que o Implante Neuroestimulador Cerebral, chamado de DBS, desde 1993 não é mais considerado tratamento experimental, e sim convencional. “O DBS beneficia cerca de 15% de todos os doentes Parkinsonianos. A cirurgia é indicada para pacientes com tratamento clínico inicial, mais ou menos, cinco a seis anos. Não se pensa em cirurgia antes disso”, afirma.

A partir de cinco anos de doença, segundo o especialista, é que se faz a indicação para cirurgia. “Durante os primeiros cinco anos, o melhor tratamento clínico, com medicação, fisioterapia, com fonoaudiologia e terapia ocupacional”, avalia.

Oliveira Júnior comenta que, no Brasil, a maioria dos pacientes é tratada com neurologistas clínicos, responsáveis por coordenador o tratamento. “O neurocirurgião aparece um tratamento mais invasivo a partir dos cinco anos da doença, quando a medicação está causando efeitos adversos e não está conseguindo proporcionando mais uma resposta eficiente”, sublinha.

Oliveira Júnior também pontua que é importante que a região tenha um polo de desenvolvimento e tratamento de Parkinson, de dedicação exclusiva aos SUS. “Porque o resultado é positivo”, justifica. Fonte: Tribuna do Norte.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Honpar realiza seis cirurgias para amenizar sintomas do Parkinson


Honpar | Tratamento cirúrgico para doença de Parkinson from REC Pictures on Vimeo.

25/11/2016 - Neste sábado (26), seis pacientes diagnosticados com Parkinson vão passar por uma cirurgia de implante de Neuroestimulador Cerebral - Deep Brain Stimulation (DBS) - , no Hospital Norte Paranaense (Honpar) - antigo Hospital Regional João de Freitas -, em Arapongas. Os procedimentos serão realizados entre às 8h às 22h. Atualmente, a cirurgia é ofertada na rede particular e também pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A doença não tem cura e atinge cerca de 6 milhões de pessoas no mundo. No entanto, o tratamento medicamentoso e a cirurgia têm se mostrado como fortes aliados para reduzir os efeitos da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Parkinson afeta o sistema nervoso central e prejudica o movimento, geralmente causando tremores. A cirurgia consiste em colocar um eletrodo no cérebro, e ao ser conectado a uma bateria (gerador), permite o envio de estímulos ao cérebro, melhorando seu funcionamento e reduzindo os sintomas desagradáveis da doença.

O Honpar ressalta que o Parkinson não tem cura, no entanto, é uma doença que tem controle. Fonte: TN Online.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Paciente com Parkinsonismo, tem mutação genética melhorada com DBS

November 22, 2016 - A estimulação cerebral profunda (DBS) do globus pallidus interna (GPi) melhorou significativamente os sintomas em um paciente com Parkinsonismo refratário e uma mutação genética específica.

Os pesquisadores acreditam que este é o primeiro caso de Parkinsonismo responsivo à levodopa de início juvenil secundário a uma mutação no gene da spatacsina (SPG11) tratado com GPi DBS.

Eles também coletaram o que acham que são os primeiros dados eletrofisiológicos de gânglios basais nessa condição.

"A importância deste relatório é alertar os médicos que se eles têm um paciente com sintomas que se assemelham a doença de Parkinson no início da idade adulta, com rigidez nas pernas, devem considerar esta mutação", o autor Adolfo Ramirez-Zamora, MD, Departamento de Neurologia , Albany Medical Center, em Nova York, disse à Medscape Medical News.

"Embora raro, é algo que realmente responde ao DBS."

Dr. Ramirez-Zamora e colegas descrevem o caso em um relatório publicado on-line 7 de novembro em JAMA Neurology.

O caso envolveu uma jovem que apresentava dificuldades progressivas de andar, iniciadas na adolescência e caracterizadas por espasticidade de membros inferiores.

O paciente desenvolveu sintomas mais clássicos do Parkinsonismo, como tremores e distonia, que foram inicialmente aliviados pela carbidopa e levodopa, mas seus sintomas eventualmente pioraram.

Dr. Ramirez-Zamora descreveu sua qualidade de vida como "horrível". O efeito dos medicamentos foi de curta duração, disse ele; Ela era lenta quando não estava tomando remédios, mas em constante movimento ao tomá-los. "Era montanha-russa todos os dias, para cima e para baixo a cada poucas horas."

Os resultados dos testes genéticos revelaram uma mutação no gene SPG11 no cromossomo 15. SPG11, uma condição autossômica recessiva, está entre um grupo de condições genéticas "muito complexas" chamadas paraplegia espástica hereditária, disse o Dr. Ramirez-Zamora.

DBS e Resultados

Após concluído DBS no GPI bilateral, a distonia, a discinesia e os tremores do paciente foram resolvidos, e ela teve acentuada melhora no Parkinsonismo e na flutuação motora. Aos 30 meses após a intervenção, ela tinha mais de 80% de melhora nos escores motores da Classificação Unificada da Doença de Parkinson III em seu estado de medicação "off", sem discinesia durante seu estado de medicação "on".

Estes resultados são "notáveis", comentou o Dr. Ramirez-Zamora. "Seus movimentos excessivos desapareceram, seus tremores desapareceram e a velocidade de seus movimentos sem medicamentos melhorou dramaticamente".

A melhora nos sintomas "foi mantida nos próximos 2 anos e meio a três anos", acrescentou. "Então não foi apenas um efeito transitório da estimulação."

O procedimento foi bem tolerado, sem eventos adversos cognitivos ou complicações.

A espasticidade das extremidades inferiores não foi afetada pelo procedimento DBS, e a dificuldade do paciente com a marcha e espasticidade piorou ao longo do tempo.

O relatório também foi único em que, pela primeira vez, os pesquisadores olharam para a atividade elétrica cerebral nesta condição, de acordo com o Dr. Ramirez-Zamora.

A condição do paciente se assemelha à doença de Parkinson (DP), mas "o disparo neuronal - o rebentamento de células neuronais - é totalmente diferente", disse ele. "Embora pareça PD, esta é uma doença totalmente diferente que está afetando o cérebro de forma diferente."

O índice de ruptura neste paciente foi significativamente aumentado em comparação com o de pacientes com distonia ou DP, e tal anormalidade pode desempenhar um papel em seus sintomas motores.

"Isca e Interruptor"

A utilização de DBS neste caso estava fora de indicação (out of label). Em um ponto de vista na mesma edição da Neurologia JAMA, P. Justin Rossi, BA, Centro de Transtornos do Movimento e Neurorestauração, da Universidade da Flórida, Gainesville, e os seus colegas defendem a resolução de "táticas de isca-e-interruptor" pelos seguros de saúde, com a pré-aprovação embora com subsequente negação da cobertura para o DBS fora da prescrição.

"Os médicos (e os pacientes) são atraídos por acreditar que a cobertura será fornecida e, em seguida, quando a decisão de subsidiar trocas o pagamento é negado, os médicos devem explicar aos pacientes e suas famílias que a cobertura foi recusada e explicar porquê.

Esta incerteza financeira pode ser estressante e representa um ônus indevido para os pacientes, famílias e médicos, dizem os autores.

Rossi e seus colegas revisaram retrospectivamente dados de sinistros para todos os procedimentos de DBS realizados durante um período de 10 anos em um centro de desordem de movimento baseado na universidade. Durante esse período, foram realizados 74 procedimentos de DBS em 26 pacientes para indicações não aprovadas pela US Food and Drug Administration (incluindo síndrome de Tourette, doença de Alzheimer e transtorno obsessivo-compulsivo).

Os custos de 23 cirurgias foram cobertos por bolsas de pesquisa dedicadas. Dos restantes procedimentos que requerem cobertura de terceiros, 72% das implantações de eletrodos e 62,5% dos procedimentos de gerador de impulsos implantáveis ​​não foram reembolsados, apesar da pré-aprovação de todos os casos.

"Uma descoberta surpreendente da nossa revisão foi que mais de metade dos procedimentos não reembolsados ​​poderia ser atribuída a falha de um provedor de seguro ou do governo para pagar", escrevem Rossi e co-autores.

Dr. Ramirez-Zamora disse que todos os neurologistas enfrentaram situações em que as companhias de seguros se recusam a pagar pela DBS "quando está claro que é a coisa certa a fazer".

Ele ressaltou que aqueles que tomam decisões sobre a cobertura "não são médicos com experiência com DBS, eles são pessoas administrativas que estão interferindo."

Isso precisa mudar, disse ele. "É preciso haver um melhor diálogo com as companhias de seguros."

Ele ressaltou que há "abundância" de evidências dos custos e benefícios de longo prazo do DBS. "Se você pode evitar algumas das complicações dos medicamentos, então leva a menos despesas." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: MedScape.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Robô desenvolvido na China ajuda com a cirurgia de Parkinson transformadora


22 de agosto de 2016 - Um robô desenvolvido na China ajuda neurocirurgiões em Pequim com uma operação que tem melhorado muito o movimento de pacientes que sofrem de doença de Parkinson.

A cirurgia assistida por Remebot e financiado por uma divisão de assistência médica da Fundação China Assistência Social foi realizada em um paciente em seu final dos anos 60 na quinta-feira.

Tais avanços tecnológicos são cada vez mais comuns na China e o governo incentiva a inovação e o espírito empresarial, que é visto como um novo motor de crescimento econômico. As empresas chinesas têm vindo a desenvolver robôs médicos desde a década de 1990, tornando o país um líder neste campo.

Dê uma olhada em como a operação foi realizada e os seus efeitos. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: News Vídeo.

Este robô certamente deve minimizar os não raros erros no posicionamento de eletrodos de dbs, o calcanhar de aquiles da cirurgia.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Chile: Pacientes de Parkinson piden incluir implante neuroestimulador en sistema público

julio 8, 2016 - El tratamiento llamado Deep Brain Stimulation tiene un costo aproximadamente entre US$ 27 mil y US$ 36 mil.

Cluster Salud. Se estima que mundialmente, 10 millones de personas padecen de Parkinson. Solo en Chile la cifra llegaría cerca de las 30 mil personas. La terapia Deep Brain Stimulation, basada en un implante, ha demostrado buenos resultados pero su precio ha obstaculizado que se convierta en un estándar de cuidado en América Latina. Pacientes de la Liga Chilena contra el mal del Parkinson entregarán el viernes 8 de julio una carta en el Ministerio de Salud, solicitando incluir este sistema en la “Ley Ricarte Soto”, que financia enfermedades de alto costo en el país.

El tratamiento regular incluye una alta dosis de medicamentos que buscan rebajar los síntomas de la enfermedad como los temblores y la rigidez.

El Deep Brain Stimulation, es un neuroestimulador que se implanta quirúrgicamente y funciona de manera similar a un marcapasos utilizando descargas eléctricas para corregir los síntomas. El 87% de las personas que se someten a la terapia mejoran los movimientos involuntarios que produce la patología, mejorando su calidad de vida y bajando la cantidad de medicamentos que deben tomar durante el día.

A pesar de tener las cifras a su favor, donde muy pocos pacientes tienen problemas una vez hecha la cirugía, su precio es un problema: Tiene un costo aproximadamente entre US$ 27 mil y US$ 36 mil.

La Liga Chilena contra el Mal del Parkinson, que esta semana cumplió 30 años, encabezará la entrega de la carta a la ministra de Salud con el objetivo de apoyar la necesidad de acceso. A través de un comunicado, Isabel Cornejo, directora ejecutiva de la institución, dijo que el llamado que hacen es dar acceso a estas terapias en el sistema público: “se espera que en los próximos días el Ministerio de Salud informe de los nuevos tratamientos y dispositivos que ingresarán al 2° Decreto de la Ley Ricarte Soto y creemos que es una oportunidad para que las autoridades ingresen esta terapia de alto costo”, agregó.

Desde que el sistema fue aprobado en 1993 en Europa, se estima que 135.000 pacientes lo han recibido. Fonte: Cluster Salud.

Enquanto isso, por aqui, roubaram tanto, que não tem nem p´ra remédio.
CADEIA PARA OS CORRUPTOS E POLÍTICOS LADRÕES!

quarta-feira, 16 de março de 2016

Estimulação Cerebral Profunda, doença de Parkinson e Idade - Considerações

Mar 15, 2016 | A doença de Parkinson (DP) é uma doença progressiva crônica que afeta mais frequentemente a idosos. Atualmente, cerca de 1 milhão de americanos têm DP, mas estudos sugerem que a prevalência da doença vá dobrar até 2030. A pesquisa mostrou que a estimulação cerebral profunda (DBS) é um tratamento eficaz para a redução da deficiência motora e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com a doença de Parkinson avançada que têm graves flutuações motoras induzidas por levodopa e discinesia. No entanto, DBS-como qualquer outro procedimento-cirúrgico é associado a riscos inerentes e possíveis complicações, incluindo hemorragia, infecção da ferida e pneumonia.

"Tornou-se cada vez mais importante para examinar o efeito do aumento da idade em candidatura à DBS e complicações cirúrgicas", diz Shivanand P. Lad, MD, PhD. "A percepção comum entre alguns médicos é que pacientes com mais de 65 anos com DP não devem ser submetidos DBS por causa dos riscos potenciais para complicações pós-operatórias." Poucos estudos, no entanto, especificamente avaliaram o efeito do avanço da idade cronológica em complicações pós-operatórias em grupos mais velhos de pacientes.

Avaliando Idade
Em um estudo publicado no JAMA Neurology, Dr. Lad e colegas examinaram o risco de resultados adversos entre os 1.757 pacientes idosos submetidos a DBS para a DP. A análise particular dá atenção à idade e seu efeito sobre as complicações pós-operatórias. Os resultados mostraram que o aumento da idade não pareceu afetar significativamente as taxas globais de complicações em 90 dias. No geral, não foi observado aumento no tempo de permanência hospitalar e 7,5% da população do estudo experimentaram pelo menos uma complicação no prazo de 90 dias de DBS. Para aqueles com idade superior a 75, a taxa de ter uma complicação dentro deste prazo foi de 7,3%. As complicações mais comuns foram feridas infecções, pneumonia, hemorragia e embolias pulmonares.

Aconselhamento de pacientes
"Nossa análise mostra que a idade sozinha idade não deve ser um fator de exclusão quando se considera DBS em pacientes com doença de Parkinson," diz o Dr. Lad. "Os neurologistas e neurocirurgiões devem explicar os riscos de complicações para aqueles que estão sendo considerados para a cirurgia. Precisamos mudar a forma como pensamos sobre a idade e DBS em pacientes com DP. Nós podemos ser capazes de expandir a janela terapêutica que é tradicionalmente considerada para os candidatos DBS ou remover a idade como critério de exclusão por completo."

Os resultados do estudo podem ajudar a informar equipas multidisciplinares das prováveis ​​complicações que os pacientes mais velhos de DBS podem experimentar. "Nossas descobertas podem ajudar a orientar a tomada de decisões com os pacientes e famílias," diz o Dr. Lad. "Eles também podem ajudar equipes cirúrgicas que se preparam para evitar as complicações mais prováveis ​​em pacientes idosos com doença de Parkinson." Ele acrescenta que o processo de triagem, aconselhamento e seleção de pacientes com DP e recomendando DBS é multifatorial e deve ser personalizado. Mais análises também são necessárias para fornecer evidência clínica adicional e para orientar futuras orientações. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Physician's Weekly.

Mulher volta a andar e comer sozinha após cirurgia de Parkinson pelo SUS

Jucineide Morais começou a sofrer com a doença há 10 anos, aos 38 anos.Ela foi a 1ª paciente a passar pela cirurgia via rede pública de saúde em MT.
Jucineide Morais sorri ao comentar as vitórias conquistadas após a cirurgia (Foto: Desireé Galvão/ G1)

Quarta-Feira, 16 de Março de 2016 - Após passar anos sofrendo com tremores incontroláveis e fortes dores causadas pelo mal de Parkinson, a dona de casa Jucineide Dias de Morais, de 48 anos, comemora o sucesso da cirurgia que pôs fim ao seu sofrimento, realizada há oito dias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital São Benedito, em Cuiabá. Ela foi a primeira paciente a passar pelo procedimento no estado pelo SUS.

Moradora de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, a dona de casa apenas recebeu um diagnóstico exato da doença no início do mês, apesar da doença ter começado a se manifestar há 10 anos. Ela, que ao longo do último ano, deixou de andar, beber ou caminhar sozinha, hoje recupera aos poucos a independência. “Já consigo beber, comer, me lavar, tudo sozinha. E já estou caminhando, mas ainda com ajuda e dando poucos passos, por causa dos pontos”, contou.

Quem vê a dona de casa sentada no quintal da residência onde mora, no bairro 24 de Dezembro, com um lenço enrolado na cabeça e conversando com a família, não imagina que, quatro meses atrás, ela nem mesmo conseguia se mexer na cama sem ajuda.

“Para mim, vê-la depois da cirurgia sem tremer nada, sem derrubar o copo de água que eu dei, foi como testemunhar um milagre. Eu quase não acreditei. Ela sentia tantas dores que, do jeito que a gente a colocava na cama, tínhamos que deixar, porque se você tentasse mudá-la de posição, ela sentia muita dor”, relatou Gilmar Lopes de Morais, de 49 anos, marido de dona Jucineide.

Incerteza
Os últimos 10 anos na vida da dona de casa foram marcados por lágrimas de tristeza e incerteza. Durante todo esse período, ela chegou a tomar 10 remédios diferentes por dia e a gastar de R$ 800 a mais de R$ 1 mil nas farmácias, sem ver melhoras.

A família relembra que dona Jucineide chegou a ser diagnosticada com problemas nos nervos, aneurisma, síndrome do pânico e mal de Alzheimer ao longo da última década, sem que os exames, porém apontassem nada. E a cada diagnóstico, um novo remédio era incluído na receita.

“Ela passou por biópsias, exames de sangue, tomografia e até eletrochoque, mas os resultados davam todos normais. Passamos por vários hospitais, por vários médicos, fomos até mesmo para São Paulo (SP) procurar ajuda, e nada. A cada lugar que a gente ia, era um 'não posso ajudar' que recebíamos”, afirmou Jackeline Leite Morais, de 27 anos, uma das três filhas da dona de casa.

O diagnóstico da doença, segundo a família, foi feito pelo neurocirurgião Jhony Soares Ramos, no início desse mês, após ser indicado por um médico consultado pela família no Hospital Geral Universitário (HGU). “Consultei com ele na quinta-feira (3) e ele me diagnosticou [com Parkinson] e perguntou se eu aceitaria passar por uma cirurgia, que ele iria ver como poderia fazer. No sábado (5) ele ligou e disse que eu já podia me internar na segunda-feira (7). Na terça-feira (8), eu operei”, disse Jucineide.

A dona de casa precisou raspar os cabelos para passar pelo procedimento cirúrgico, que foi realizado com a paciente consciente. Jucineide entrou na sala de cirurgia às 13h e saiu apenas às 22h, direto para o quarto. “Quando vi os tremores acabando, senti um alívio muito grande”, relembrou.

Desespero
Jackeline ressaltou o sofrimento da mãe e os momentos de desesperança, que logo eram seguidos pelas injeções de ânimo e fé da família. “Foram 10 anos de sofrimento, 10 anos com a gente chorando com ela, sem ter o que fazer. Vi minha mãe não querer comer ou beber, passando por momentos de constrangimento e humilhação. Em alguns dias, ela chorava bastante e pedia a Deus para acabar com essas dores. Para tudo, ela dependia dos outros”, afirmou.

Segundo a filha, um dos momentos de mais desespero da família ocorreu meses atrás, quando um médico consultado pela família citou a possibilidade de uma cirurgia para dar fim às dores e aos tremores sofridos por dona Jucineide, mas afirmou que tratava-se de um procedimento muito caro, foram do alcance financeiro da paciente.

“Ele disse que, mesmo se vendêssemos tudo o que nós tínhamos, não conseguiríamos pagar a cirurgia. Nesse dia, ao chegarmos em casa, a minha mãe chorou muito e ficamos sem chão. Ela dizia que achava que Deus tinha se esquecido dela”, afirmou.

A família chegou a procurar a Defensoria Pública para pedir, na Justiça, que o estado garantisse a realização da cirurgia pela rede pública. No entanto, até hoje, nenhuma decisão sobre o caso foi dada. “Pedimos pela cirurgia que foi apontada como uma forma de melhorar a vida que ela levava, mas até hoje não saiu um resultado. Ainda bem que, agora, não precisamos mais”, disse a filha.

Esperança
Hoje, a dona de casa disse que apenas derrama lágrimas de alegria. Ao se ver reconquistando a independência aos poucos, Jucineide disse se focar no futuro que a espera e que nem mesmo teme as cirurgias que deverá fazer de quatro em quatro anos para a troca de baterias do equipamento que foi instalado em seu cérebro, semelhante a um marca-passo cardíaco, responsável por modulas a atividade elétrica das estruturas profundas do cérebro.

Para Jucineide, voltar a cuidar da sua casa sozinha e à rotina que mantinha antes da doença aparecer é o que ela mais espera, após passar pelo período de recuperação. Tristeza e dores, segundo ela, não cabem mais na sua vida. “Hoje, só derramo lágrimas de alegria. O aparecimento desse médico na minha vida, a realização dessa cirurgia, é a prova de que não podemos perder a fé”, disse. Fonte: Cenário MT.

sexta-feira, 11 de março de 2016

1ª Cirurgia de Parkinson realizada pelo SUS em Mato Grosso

11 de mar de 2016 - A 1ª Cirurgia de Parkinson realizada pelo SUS no estado de Mato Grosso, realizada no Hospital São Benedito, foi um sucesso.

domingo, 6 de março de 2016

Encontrando esperança em tratamentos da doença de Parkinson


5 de Mar de 2016 - Depois de ter sido diagnosticado com a doença de Parkinson, há cinco anos, escritor Paul Mayhew-Archer decidiu descobrir o que estava sendo feito para desenvolver tratamentos.

Ele testemunhou um novo (n, do t.: não tão novo assim) procedimento que neutraliza tremores, um sintoma principal da doença, e foi ao encontro de um dos seus beneficiários.

Pacientes submetidos a Estimulação Cerebral Profunda (DBS) têm pequenos fios inseridos em seus cérebros.

Um impulso elétrico constante é administrado ao órgão - o que altera a atividade cerebral e pode reduzir os sintomas da doença de Parkinson.
n. do t.: Habilite legendas em português.

domingo, 6 de dezembro de 2015

A estimulação profunda do cérebro como tratamento para a depressão

02/12/2015 - SOBRE O TEXTO O tema do escrito de Christian Dunker abaixo, a estimulação cerebral, é um dos assuntos de "À mesa - Narrativas sobre o Corpo Tecnológico, Imaginado e Morto" que acontece no sábado (5), no Sesc Consolação, a partir das 15h, gratuitamente. Organizado pelo Instituto Goethe, o evento reúne especialistas de diversas áreas para discutir o corpo, como a filósofa Marcia Tiburi, a artista Rita Wu, o deputado federal (Psol-RJ) Jean Wyllys, a cartunista Laerte, o autor do texto que segue e outros.
Detalhe da obra "Hanging", de Aya Ben Ron

A quinta edição do "Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais" (DSM-V), publicada em 2013, trouxe a público uma série de novidades: disforia pré-menstrual, hipersexualidade, oscilação disruptiva de humor. Contudo, uma fragilidade brutal foi exposta junto com estas mesmas novidades. Apesar dos avanços nas neurociências, das grandes descobertas farmacológicas e do imenso investimento em pesquisa, nenhum marcador biológico para doenças mentais foi apresentado. O Instituto Nacional de Pesquisa dos Estados Unidos impôs restrições para financiar investigações que tomassem por base as categorias presentes neste manual. Antigos editores, como Allen Frances e pesquisadores consagrados, como o inventor do déficit de atenção com hiperatividade, vieram a público confirmar que a "representação pública" que se tinha dos avanços da psiquiatria estava muito longe da realidade. A presença massiva de pesquisadores subvencionados, direta ou indiretamente, pela indústria farmacêutica, colocou sob suspeita a idoneidade da pesquisa na área e os interesses econômicos por trás da criação de medicações e diagnósticos.

O fenômeno se espraiou para a atividade de acadêmicos que tinham interesses potencialmente envolvidos em suas declarações, como por exemplo, economistas e juristas de prestigiadas universidades americanas que interferem com suas "opiniões" sobre o mercado.

Subitamente alguns "dados" começaram a aparecer. Uma meta-análise, ou seja, um tipo mais possante de pesquisa que reúne e compara resultados de inúmeras pesquisas individuais, mostrou que a psicanálise (tratamento psicodinâmico de longo prazo) é mais eficiente do que as tradicionais psicoterapias cognitivo-comportamentais, especialmente as qualificadas como "baseadas em evidências científicas". Depois foi a vez das meta- análises que mostraram que antidepressivos obtêm padrões de eficácia semelhantes aos de placebo e eventualmente menores do que certas psicoterapias. Finalmente, vieram as pesquisas mostrando que nosso cérebro transforma-se diante de experiências, como o tratamento pela palavra e à eventuais mudanças no modo de vida social dos sujeitos deprimidos. As hipóteses sobre a determinação genética da depressão, sobre o déficit de disponibilidade cerebral de certos neurotransmissores como a serotonina, a dopaminha ou a nor-adrenalina começaram a se apresentar como o que de fato são, ou seja: boas hipóteses. Junto com isso emergiram depoimentos de pessoas com longas trajetórias trágicas envolvendo uso continuado de antidepressivos ao longo do tempo. Depois de dez ou vinte anos variando o uso de diferentes gerações destes medicamentos, associando-os inicialmente com metilfenidado (ritalina), depois com moduladores de humor e finalmente com antipsicóticos (hoje a prescrição psiquiátrica mais comum nos Estados Unidos), começa a ficar mais claro que é preciso reformular nossos critérios de entendimento dos transtornos mentais. Tudo se passa como se Freud, dado por morto e enterrado nos anos 1990, retornasse agora como zumbi faminto prestes a devorar o cérebro dos neurocientistas.

O argumento pragmático de que se antidepressivos funcionam para a depressão então a depressão é uma doença neurolóogica é fraco, clinicamente falando, além de suspeito eticamente. Ele carrega um efeito iatrogênico em potencial: ao reiterar a posição de vulnerabilidade do paciente, uma vez que nada podemos "contra nosso cérebro" estimulamos sua complacência diante dos riscos de tratamentos experimentais (leia-se sem comprovado consenso etiológico, sem presença de marcadores biológicos, ou qualquer outro exame que permita corroborar laboratorialmente a existência da depressão em um paciente). Talvez a epidemia de diagnósticos de autismo na infância e a popularização de diagnósticos de depressão em adultos estejam "superfaturadas". Estima-se que em 10 anos esta será a principal causa de afastamento do trabalho e sua medicação se tornará a mais usada em escala mundial. Nesse contexto talvez seja importante reverter certas expectativas e esclarecer certos limites sobre a dinâmica do sofrimento envolvido nesta matéria.

O primeiro grande erro, quiçá causado mais pelo marketing comercial em nome da ciência do que pelos verdadeiros achados científicos está na sugestão de que a depressão é uma doença do cérebro. Neste caso ela não deveria ser objeto de tratamento psiquiátrico, mas neurológico. Ocorre que há várias dificuldades em considerar a depressão uma única doença. É por isso que o manual diagnóstico fala em transtorno (disorder) e não em doença (deasese). Doenças tem início claro, curso regular e desenlace previsível. Nada disso acontece com muitas das depressões, muitas vezes confundidas com seus episódios agudos, por isso ela é considerada, como a maior parte dos transtornos, um tipo de síndrome crônica. Ora, talvez esteja na hora de reconhecer que a depressão não é nem uma doença, nem um transtorno unificado. Mesmo que se leve em conta distinções internas, como a distimia, o transtorno depressivo maior e a bipolaridade ainda passamos a crença de que se trata de uma só e mesma "doença".

Essa somatória de imprevidências clínicas, imprecisões teóricas e ambiguidades éticas aparece de modo concentrado neste novo tratamento para a depressão chamado Estimulação Profunda do Cérebro (DBS). Tudo se passa como se diante do declínio ou desencantamento com a hipótese de que a depressão é um mero problema químico, tivéssemos regressado a uma hipótese ainda mais antiga na história da psicopatologia, ou seja, de que ela é um disfuncionamento na transmissão do impulso elétrico entre neurônios. Isso é corroborado pela tolerância gradual que foi se desenvolvendo, na era de ouro das neurociências, com o retorno de técnicas como o eletrochoque (eletrocunvusivoterapia) e a estimulação transcraniana. Lembremos que esse é um erro histórico e crônico da psicopatologia: imaginar que as doenças mentais são na verdade doenças espelho de afecções neurológicas.

Foi assim com a epilepsia (que uma vez comprovada como uma alteração elétrica do cérebro levou aos experimentos para tratar problemas "análogos" como a psicose alucinatória), foi assim com as coréias (uma doença caracterizada por espasmos e problemas motores), que se desdobrava na histeria; foi assim com a astenias (doenças ligadas com perda de força muscular) que se mimetizavam nas neurastenias.

Derivado de estudos com doenças realmente neurológicas como o Parkinson, a dor crônica e certas patologias motoras, desenvolveu-se a técnica da DBS baseada no implante de um emissor elétrico de 10 volts, ao modo de um marcapasso, na área cerebral conhecida como giro cingulado. A teoria é a mesma: o Parkinson emula a depressão. Os resultados são um tanto controversos: entre 17% e 29% dos pacientes melhoram muito. Para quem já acompanhou um paciente com depressão maior, resistente a tratamento, com os prejuízos e o sofrimento que tal estado traz consigo, todo alívio deveria ser considerado uma esperaça viável. O que vale a pena colocar em consideração é se este procedimento, sem, até o momento, uma teoria realmente compatível sobre a relação entre depressão e disfuncionamento cerebral é realmente um "tratamento".

Comparemos tal procedimento com uma pessoa que tem uma depressão média e todo dia de manhã, precisa tomar um trago de álcool ou cheirar uma carreira de cocaína, para ir trabalhar. Ou, inversamente, um trago de álcool e um benzodizepínico para conseguir se desligar e dormir rapidamente. Ou ainda, um adolescente que antes de uma prova toma uma dose de guaraná e depois dela fuma um baseado para se aquietar (e tratar sua ansiedade). De fato, estamos falando realmente em "tratamento" nestes casos? Por outro lado, não é porque o procedimento acontece dentro de um hospital, feito por especialistas e porque ele apresenta resultados que ele se torna um tratamento autêntico e legítimo. Egas Moniz um neurologista português ganhou o prêmio Nobel por inventar a lobotomia. Prêmio que deveria ser retirado em função dos prejuízos incapacitantes decorrentes desta técnica. A justificativa é a mesma usada pelos partidários da BDS: "como não sabemos como a coisa funciona e posto que nada mais funciona, devemos experimentar". Os efeitos colaterais e os riscos comprovados pouco representam diante do estado de desespero diante da depressão.

Isso nos leva a considerar novamente o potencial de vulnerabilidade que a autoridade da "metáfora cerebral" nos evoca para explicar o sofrimento. Quando nos entregamos a esta "explicação" compramos uma série de ilações indiretas que deveriam estar sempre em consideração. Por exemplo, o cérebro é uma parte de nosso corpo sobre a qual não temos autonomia, por isso sofremos passivamente com esta doença, que devemos aceitar (assim como seus tratamentos). Uma doença que não teria nenhuma relação com nossa forma de vida, com o modo como nos relacionamos com outras pessoas (inclusive nós mesmos), com o modo como nós nomeamos nosso próprio sofrimento (afinal é o médico que possui a prerrogativa de fazer isso). Este fato natural é indiferente à maneira como usamos palavras para lidar e transformar o que nos aflige. Ou seja, o uso "apassivador" da narrativa da depressão como doença cerebral tem tudo para contribuir com um dos aspectos clínicos mais salientes da própria depressão, ou seja, o sentimento de que o mundo nos domina e que estamos impotentes diante do destino. A convicção de que estamos sozinhos e de que essa é uma doença individual (deste cérebro individual) que nada tem a ver com relações com outras pessoas ou palavras. Em síntese: antidepressivos ajudam, o discurso do "cérebro doente" atrapalha. Fonte: Folha de S.Paulo.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Com a doença de Parkinson, contrariar os sintomas é fundamental

December 4, 2015 - A Doença de Parkinson não é o tipo de aflição que vai matar a maioria das pessoas. Ao invés disso, ela rasteja acima e destrói lenta e progressivamente a qualidade de vida daqueles que desenvolvem-na.

Uma doença do sistema nervoso, Parkinson é tipicamente diagnosticado por sintomas, tais como tremores e movimentos lentos e rigidez muscular. "A maioria das pessoas realmente não têm sintomas até cerca de 50 a 80 por cento dos neurônios em seu cérebro terem morrido", disse o Dr. James McInerney, diretor de neurocirurgia estereotáxica e funcional na Penn State Hershey Medical Center.

A pesquisa sobre Parkinson descobriu que os neurônios estão morrendo por uma razão, então substituir células que morrem por células-tronco não tende a funcionar - as novas células ficam sob ataque, assim como as antigas estiveram.

"O fato do que nós entendemos é um avanço", disse McInerney. "O que nós temos que descobrir é como atacá-los e fazê-los morrer. Não temos uma boa maneira de fazer células crescerem no cérebro."

Nos estágios iniciais da doença, muitos pacientes o controle é bem feito com medicamentos que imitam ou ajudam o corpo a produzir dopamina, o neurotransmissor que morre com a doença. Conforme a doença progride, pode se tornar difícil de completar tarefas diárias da vida, como sair da cama, vestir, comer e se mover de forma segura.

Aqueles com Parkinson também sofrem freqüentemente de sintomas não motores, tais como distúrbios do sono, problemas gastrointestinais, dificuldades cognitivas e depressão clínica. "Tudo isso faz com que seja difícil para eles fazerem as coisas que eles querem fazer", disse McInerney.
Um tratamento chamado estimulação cerebral profunda, ou DBS, tem sido usado por mais de uma década na Penn State Hershey para ajudar os doentes de Parkinson controlar os seus sintomas musculares.

McInerney disse que a idéia para DBS evoluiu sobre os procedimentos cirúrgicos originais em que os médicos iriam propositadamente criar lesões no cérebro para parar de tremores. Os profissionais médicos pararam de realizar o procedimento quando os medicamentos que foram desenvolvidos funcionaram melhor do que destrur cirurgicamente partes do cérebro para controlar os sintomas.
O DBS usa uma corrente elétrica para imitar os danos cirúrgicos criados propositadamente - mas sem realmente danificar nada. Uma vez implantado, os médicos podem controlar o estimulador com um dispositivo externo que ajusta a voltagem, amplitude, frequência e localização de estimulação. "Podemos transformar, por isso, se os sintomas de alguém pioram, podemos responder a isso", disse McInerney.

Enquanto DBS não é a primeira procedimeno de tratamento para Parkinson, uma vez iniciado, os pacientes não precisam mais depender exclusivamente dos medicamentos. "Ele funciona melhor porque é ligado o tempo todo e ele não liga ou desliga do modo como o medicamentos faz", disse McInerney. "E ele normalmente não produz efeitos colaterais."

O DBS também provou ser eficaz para o tratamento de outras doenças. É aprovado pela FDA para uso com tremores essenciais, distonia (contrações musculares anormais) e transtorno obsessivo-compulsivo. Fora dos Estados Unidos, que é usado como uma ferramenta para controlar as convulsões, obesidade, dependência, dor e depressão.

Os médicos também constataram que os pacientes com doença de Parkinson desenvolvem frequentemente depressão clínica que requer tratamento com antidepressivos. Uma vez que a depressão é tratada, os sintomas motores tendem a melhorar. "Não está claro por que a doença se manifesta com uma perturbação do humor", disse McInerney. "Mas é absolutamente ligada."
É por isso que ele encoraja seus pacientes a prestar atenção a todos os seus sintomas e procurar tratamento para cada um. "Queremos dar-lhes uma oportunidade única, porque se você não fizer isso, você não está cuidando de toda a pessoa", disse ele. "Você tem que olhar para esses outros sintomas e saber que estão acontecendo." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Medical Xpress.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Dispositivos de Estimulação Profunda do Cérebro e sua importância no tratamento da doença de Parkinson

23 de Novembro de 2015 - A técnica de estimulação cerebral profunda se refere à utilização de um dispositivo do tipo marcapasso que proporciona a estimulação contínua através de sinais elétricos a áreas dentro do cérebro que apresentam sinais de disfunção. De acordo com alguns relatórios de pesquisa e artigos de especialistas, a técnica de estimulação cerebral profunda tem sido usado para tratar mais de 40.000 pessoas que sofrem de doença de Parkinson. Assim como a doença de Parkinson, tais dispositivos também estão a ser sujeitos a ensaios clínicos para determinar a sua eficácia no tratamento de outras condições tais como transtorno obsessivo-compulsivo e depressão.

O crescimento real para dispositivos de estimulação profunda do cérebro começou há mais de uma década atrás, em 2002, quando a norte-americana Food and Drug Administration (FDA) aprovou a sua utilização no tratamento da doença de Parkinson. Com a crescente utilização de dispositivos de DBS em todo o mundo, os investigadores estão agora à procura de uma série de métodos inovadores e mais eficazes para utilizá-los. Estes dispositivos têm especialmente desde um novo raio de esperança para os pacientes que foram previamente debilitados pela doença de Parkinson, e como resultado foram forçados a permanecer presos em casa. O uso de DBS tem sido de importância, não só fazer tais pacientes mais independentes, mas também melhorar a sua auto-confiança.

Navegar no Relatório completo de Dispositivos de Estimulação Cerebral Profunda relatório com TOC Market Research @ http://www.transparencymarketresearch.com/deep-brain-stimulator-market.html

A imagem positiva dos resultados produzidos por DBS também tem desempenhado um papel importante na melhoria da sua aceitação entre os pacientes e os médicos iguamente. Além disso, cientistas e médicos têm sido incentivados a procurar métodos mais inovadores para usar DBS resultando em sua utilização em condições tais como depressão, distonia, bem como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Os fatores que levam ao crescente uso de aparelhos de estimulação cerebral profunda

À medida que o envelhecimento da população cresce em todo o mundo que emergiu como o principal fator causal para a doença de Parkinson. Doença de Parkinson tem sido identificada como a segunda mais comum doença crônica, bem como progressivamente neurodegenerativa, e apresenta os sintomas principais incluindo tremor (como um resultado da perda de neurónios que produzem dopamina na substância negra na região centro-cerebral), instabilidade postural, acinesia, bradicinesia. Estudos têm indicado que em grande parte a doença de Parkinson tem uma idade média de início 55 anos a 60 anos. A Fundação da Doença de Parkinson (PDF) estima que, globalmente, cerca de 10 milhões de pessoas vivam com a doença de Parkinson.

Atualmente, o mercado oferece várias opções de tratamento para a doença de Parkinson, incluindo a terapia de células estaminais, a quimioterapia, a terapia física, bem como o tratamento cirúrgico. Os pacientes também têm a opção de escolher terapias de droga, com o mais potente entre estes sendo levodopa / carbidopa.

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Entre as outras drogas que têm mostrado resultados encorajadores no tratamento da doença de Parkinson são os seguintes: (COMT) inibidores da metiltransferase de catecol-O, agonistas da dopamina, inibidores de MAO-B e anti-colinérgicos. No entanto, estes fármacos têm certos inconvenientes, tais como a perder a sua eficácia quando o paciente é submetido a tratamento quimioterápico a longo prazo. Assim, quando o Parkinson atinge uma fase avançada, torna-se imperativo que recorrer à intervenção cirúrgica. Este é o lugar onde usando DBS como uma intervenção cirúrgica é considerada segura e eficaz ao contrário de outras opções, como pallidotomia, thalamotomia e subtalamotomia, todos os quais requerem cirurgia aberta.

Outros fatores que impulsionaram o mercado ainda são os avanços na tecnologia. Um caso em questão seria a Universidade Tel Aviv, que está envolvida no desenvolvimento de um chip de computador biométrico que pode ser implantados no cérebro. O chip, sendo chamado de Nano Chip de Reabilitação é suscetível de promover a capacidade de neurocirurgiões e profissionais de saúde para restaurar a função normal do cérebro. Outro exemplo seria o da Boston Scientific, que lançou recentemente o "Vercise DBS", um produto principal que irá melhorar a vida da bateria do dispositivo por quase 25 anos. Tal dispositivo irá competir diretamente com os fornecedores de baterias substituíveis que têm uma vida útil de aproximadamente cinco anos. Os esforços dos outros 1concorrentes 1importantes como St. Jude Medical e Medtronic tem sido sobre a fomentar a I & D e expandir a aplicabilidade de dispositivos cerebrais estimulando profundos.

De acordo com um relatório recente publicado pela Transparency Market Research, o mercado de aparelhos de estimulação profunda do cérebro está projetado para atingir um valor de USD 9,4 bilhões mercado até o final de 2019.

Navegue artigo completo: http://www.transparencymarketresearch.com/article/deep-brain-stimulator-market.htm

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Cirurgia inédita realizada no Hospital São Lucas reduz sintomas de Parkinson - Ribeirão Preto (SP)

Estimulação Cerebral Profunda controla significativamente tremores, lentidão de movimentos, rigidez e discinesias.

19/11/2015 - Uma cirurgia chamada Estimulação Cerebral Profunda (DBS – Deep Brain Stimulation), recurso terapêutico para aliviar sintomas motores de pacientes com doença de Parkinson, pode ser uma excelente opção para tratar pacientes com sintomas em estágio avançado. Trata-se de um procedimento de elevada complexidade, que utiliza tecnologia de ponta e necessita de uma equipe multidisciplinar altamente especializada, composta por neurocirurgiões, neurologistas e técnicos.

A cirurgia foi realizada no dia 5 de novembro, no Hospital São Lucas, em Ribeirão Preto (SP), pelos neurocirurgiões Eduardo Quaggio e Erich Fonoff. A paciente do sexo feminino, de 69 anos, tem a doenças desde 2002. Durante o procedimento, eletrodos foram inseridos no cérebro em pequenos núcleos profundos. Ao estimular eletricamente estas regiões, foi possível controlar significativamente os sintomas da doença, como tremores, lentidão dos movimentos, rigidez e movimentos involuntários, chamados de discinesias.
Por meio do implante de um aparelho semelhante a um marca-passo e de eletrodos em regiões profundas do cérebro, a cirurgia é geralmente realizada para diminuir complicações motoras, decorrentes tanto da evolução da doença quanto do uso crônico de medicamentos. Recém-chegado no Brasil, o aparelho da Boston Scientific é o mais moderno do mercado e foi utilizado no país pela primeira vez pelo Hospital São Lucas.

A doença de Parkinson ocorre por um processo neurodegenerativo devido a deficiência de um neurotransmissor chamado dopamina, que atua na integridade de um circuito de neurônios responsáveis pelos movimentos. Ainda não existem estatísticas exatas sobre o número de pessoas com doença de Parkinson no país, porém estima-se que sejam aproximadamente 200 mil brasileiros. Sabe-se que é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no Brasil, ficando atrás apenas do Alzheimer. Em sua forma mais comum, os sintomas motores iniciam-se entre a quinta e sexta década de vida do indivíduo. Fonte: Revista Hospitais Brasil.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Uma opção rápida para aliviar a agonia do Parkinson

Tuesday, Oct 6th 2015 - Uma nova forma, altamente precisa de uma cirurgia no cérebro poderia trazer esperança a milhares de pessoas que sofrem com a doença de Parkinson.

O procedimento irá permitir que os tremores incapacitantes que são características da doença sejam controlados.

Usando um sistema de imagem sofisticado, os cirurgiões implantam eletrodos no cérebro. Estes são, então, ligados a uma caixa de controle, permitindo ao paciente interromper os sintomas, tais como rigidez muscular e tremores.

Uma vez que o sistema pode localizar com precisão o ponto crítico no cérebro, onde os eletrodos necessitam serem inseridos, reduz drasticamente o tempo de operação, a redução dos custos e permite que mais doentes sejam tratados.

Os dois primeiros pacientes se submeteram à cirurgia no University College Hospital, em Londres, no início de dezembro, estavam fora da sala de operações em menos de quatro horas e foram capazes de ir para casa apenas duas semanas depois. Anteriormente, uma operação semelhante levava 13 horas.

Chamada Estimulação Profunda do Cérebro, a técnica foi lançado quatro anos atrás, quando ela foi saudado como o avanço mais significativo no controle da doença de Parkinson por 30 anos. No entanto, poucos doentes têm se beneficiado desde então - em parte porque o NHS tem sido relutante em pagar até £ 30.000 por hora.

A última abordagem utiliza equipamentos de verificação para identificar mais precisamente, com antecedência, onde os eletrodos devem estar localizados no cérebro. Isso reduz o tempo realmente gasto na mesa de operação e cortou o custo em cerca de £ 10.000.

A posição correta no cérebro depende dos sintomas do paciente, mas, ao contrário da cirurgia convencional, o processo é reversível. Uma caixa de controle semelhante a um marcapasso cardíaco é implantado sob a pele perto da clavícula, e ligado aos elétrodos por um fio que funciona sob a pele.

Quando ligado, ele utiliza a estimulação elétrica suave para bloquear os sinais na parte do cérebro que causam sintomas, tais como tremores e rigidez.

Brian Rice, 48, que vive com sua esposa Carol, 41, e o filho de 6 anos, Nicholas, perto de Watford, Hertfordshire, estava sofrendo tremores incontroláveis antes da operação no mês passado.

Ele diz: "Eu tenho Parkinson há 20 anos e foi ficando cada vez pior. No ano passado, como resultado, eu tive que desistir do meu trabalho como funcionário público. Então, quando me perguntaram se eu gostaria de experimentar esta nova operação, eu não hesitei.

"É muito cedo para dizer o que é o benefício máximo que eu estou obtendo, pois ainda há algum ajuste fino para fazer. Mas estou satisfeito com meu progresso até agora - e espero ser capaz de sair fora da cadeira de rodas ".

A equipe de neurocirurgia foi chefiada pelo professor de renome mundial Marwan Hariz, que estava trabalhando na Suécia, e foi trazido aqui pela campanha em curso Recurso de caridade de Parkinson que levantou £ 3,5 milhões para financiar a cirurgia e investigação.

A operação é normalmente recomendada quando as drogas convencionais param de trabalhar, após o uso de 10-15 anos. A neurologista e membro da equipe, Dra Patricia Limousin, disse que cerca de 20 mil das 120.000 pessoas que sofrem de Parkinson no Reino Unido poderiam se beneficiar.

"O tempo de operação é muito menor, o que é importante, pois os pacientes estão sob anestesia local inicialmente e isso reduz o desconforto", diz ela

'A nova abordagem também torna o procedimento mais seguro, uma vez que reduz o risco de trombose venosa profunda.

"Depois disso, os pacientes podem normalmente reduzir a dose dos seus medicamentos, e alguns podem parar de tomar-los completamente.” A Sra Rice, que também é funcionária pública, disse que seu marido fez uma cirurgia convencional no cérebro sete anos atrás, mas seus sintomas haviam piorado nos últimos 18 meses. "Ele ficou tão ruim que ficava apenas deitado no chão tremendo", diz ela.

"Ficamos encantados quando a ele foi oferecida a nova operação, e isso melhorou. Brian é ainda jovem e agora ele tem a chance de uma vida melhor." (original em inglês, tradução Google, revisão Hugo) Fonte: Daily Mail.