sexta-feira, 12 de abril de 2019

Pausa para Saúde: Parkinson

Quinta, 11 de Abril de 2019 - Quando falamos em datas comemorativas, pensamos sempre em celebrar algo. Mas e quando a data em questão diz respeito a uma doença – que em nada merece ser comemorada? Bem, pode não ser a forma mais apropriada dizer que estamos comemorando, mas certamente é importante reforçar a conscientização a respeito da doença, principalmente em relação ao seu tratamento e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes. E esse é o caso da Doença de Parkinson, uma enfermidade descoberta há 202 anos e que já é considerada a segunda doença neurodegenerativa progressiva mais frequente no mundo, perdendo apenas para o Alzheimer. E é sobre isso que vamos conversar hoje. Ouça o áudio aqui.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

11 de Abril – Boxe e o Bonde da história

Hoje participei de minha primeira aula de boxe, na PUC-RS as 14 horas.

A aula terminou pelas 16 h, e como a PUC é relativamente perto da AMRIGS, decidi ir à palestra técnica sobre o Parkinson, promovida pela APARS em alusão ao dia internacional. Tudo evidentemente indo de bicicleta, meu predileto meio de transporte em Porto Alegre, apesar das muitas lombas a vencer, mas que de longe se assemelham às lombas enfrentadas por um Parkinsoniano.

Na palestra havia profissionais multidisciplinares, desde médicos neurologistas, passando por educadores físicos, psicólogos e fonoaudiólogos, como bem cabe ao bom e adequado tratamento de uma pessoa com Parkinson.

Pois bem, chegando à palestra, de início fiz a pergunta básica – Qual sua opinião sobre a maconha? A resposta, já esperada foi mais ou menos esta: Faltam estudos conclusivos, havendo dúvidas se os efeitos da cannabis são mais prejudiciais do que benéficos, particularmente pelo lado cognitivo, blá, blá, blá...

Eu sou suspeito pois já tenho opinião formada: Maconha é muito bom para o Parkinson. O que me leva a concluir, ante as inúmeras referências positivas na literatura médica, quando até o Lair Ribeiro é favorável, que os médicos gaúchos, lamentavelmente, perderam o bonde da história.

O porquê disso, a rejeição à cannabis? A resposta: médicos são afeitos a protocolos, e com não há protocolo de inserção de maconha no tratamento do Parkinson, ficam inseguros com medo de perder o controle dos pacientes ante os efeitos alucinógenos porventura trazidos pelo consumo de maconha fumada, além de ser este consumo, proibido por lei. Aí, diante do preconceito e das questões legais, venho questionar o juramento a Hipócrates. Infelizmente, estamos atrasados, prá variar, cada vez mais 3.o mundo. Lamentavelmente.

Não sou muito afeito a emitir opiniões pessoais neste blog, mas enchi o saco, e afirmo: Maconha faz bem, devendo preferencialmente ser introduzida com cautela e sob supervisão médica. Por isso recomendo a ABRACE. E um conselho: NÃO SEJA PRECONCEITUOSO, sua saúde vale ouro! (o canabidiol é outro papo)

E peguei a maior chuva e temporal ao sair da palestra, eu e minha bicicleta, cheguei em casa como um pinto molhado.
Turma do boxe, colorados de vermelho, gremistas de azul.

Um em cada cinco com Parkinson 'acusado de estar bêbado', de acordo com nova pesquisa

As pessoas contam uma pesquisa que outras pessoas acreditavam estar sob a influência do álcool por causa do mau equilíbrio ou da fala arrastada.

Thursday 11 April 2019 - Uma em cada cinco pessoas com doença de Parkinson foi acusada de estar bêbada por causa de seus sintomas, de acordo com uma nova pesquisa.

Cerca de 22% dos entrevistados disseram ao estudo de Parkinson no Reino Unido que outros acreditavam estar sob a influência do álcool devido a um equilíbrio deficiente ou a uma fala arrastada.

Para um quarto dos participantes (24%), o movimento lento e a fala foram mal interpretados como uma deficiência intelectual - e 10% disseram ter sido ridicularizados.

Mais da metade (57%) disseram que chegaram ao ponto de cancelar planos ou evitar reuniões sociais porque estavam constrangidos com os sintomas, ou com medo de como as pessoas poderiam reagir a eles.

A instituição de caridade recebeu feedback de mais de 2.300 adultos do Reino Unido que vivem com a condição neurológica degenerativa, que pode causar agitação involuntária e músculos rígidos ou inflexíveis.

Estima-se que 145.000 pessoas tenham sido diagnosticadas com a doença no Reino Unido no ano passado e pode se desenvolver em qualquer idade.

O apresentador da Sky Sports, Dave Clark, foi diagnosticado em 2011 e disse que ele estava no final da provocação por causa da forma como a condição o afeta.

"Fui ridicularizado on-line por causa da maneira como o Parkinson afeta os músculos do meu rosto", explicou ele.

"E quando a minha medicação não está funcionando, isso afeta como eu ando e, como resultado, sou acusado de estar bêbado por pessoas aleatórias na rua.

"É perturbador, e 99% do tempo vem da ignorância das pessoas sobre Parkinson ao invés de qualquer intenção real de machucar. Mas acontece."

O Reino Unido de Parkinson lançou uma campanha para abordar equívocos sobre a condição em uma tentativa de reduzir as experiências negativas daqueles que vivem com ela.

Steve Ford, diretor executivo da instituição de caridade, disse: "É de partir o coração que muitos estão cancelando ou evitando situações sociais devido ao constrangimento com os sintomas de Parkinson, ou temores de como as pessoas reagirão a eles.

"Esperamos que nossa nova campanha de Parkinson, que mostra pessoas em todo o Reino Unido compartilharem como a condição as afeta, ajudará a combater atitudes negativas e corrigir equívocos sobre essa condição muito incompreendida." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: News Sky.

Alerta para doentes excluídos no dia mundial da doença de Parkinson

Quando é hora de pensar em cirurgia para tratar o Parkinson

Por Chloé Pinheiro

Casos que progridem rapidamente ou não respondem aos remédios podem ser amenizados com um marca-passo cerebral. Saiba mais no Dia Mundial do Parkinson

11 abr 2019 - O 11 de abril marca o Dia Mundial de Conscientização do Parkinson, doença neurodegenerativa que afeta 1% dos idosos do mundo, cerca de 200 mil deles no Brasil. Apesar de mais conhecida pelos tremores e enrijecimento muscular, ela também prejudica o sistema urinário, intestino, olfato e pode provocar depressão e dores articulares.

Não há cura para a condição, caracterizada pela queda brusca e intensa na concentração de dopamina, um neurotransmissor envolvido no controle dos movimentos. Os remédios mais utilizados no tratamento repõem essa substância, mas podem deixar de funcionar depois de um tempo.

“A partir do quinto ano de diagnóstico, um quarto dos indivíduos terá flutuação motora relacionada ao medicamento”, explica Murilo Martinez Marinho, coordenador de neurocirurgia funcional no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Nessa situação, os movimentos involuntários pioram quando o efeito do comprimido passa, algumas horas após a aplicação.

Mesmo com o ajuste de doses, os sintomas às vezes continuam atrapalhando a vida. O efeito benéfico dos fármacos, por sua vez, fica cada vez mais curto – em certos episódios, ele não passa de uns poucos minutos livres de tremores.

Para esses casos mais severos, há alternativas como a estimulação cerebral profunda (ECP). Trata-se de uma cirurgia que insere uma espécie de marca-passo em uma região do cérebro. Isso para reduzir as alterações motoras e até o consumo de fármacos.

Quem pode fazer a estimulação cerebral profunda
Além das pessoas com flutuação motora, aquelas com mais de quatro anos de doença, cujos sintomas deixaram de responder aos remédios mesmo após o aumento da dose. “Até quem foi diagnosticado recentemente, mas tem tremores incapacitantes e refratários ao tratamento convencional, beneficia-se da neuroestimulação”, comenta Marinho.

Há ainda um último grupo, mais raro, que teria indicação para essa técnica. São os sujeitos que têm intolerância gastrointestinal ao uso da medicação ou que sofrem demais com seus efeitos colaterais (náuseas e sonolência, entre outros).

A neuroestimulação está incluída no rol de procedimentos a serem cobertos pelos planos de saúde e é realizada em alguns centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como funciona o marca-passo e a cirurgia
O dispositivo envia sinais elétricos constantes e pode ser colocado em três núcleos diferentes do cérebro que estão envolvidos com o Parkinson. A escolha pelo local da instalação na massa cinzenta é baseada nos sintomas de cada pessoa. Geralmente, a área estimulada é o núcleo subtalâmico, o mais associado às alterações motoras.

A cirurgia se divide em duas partes. Na primeira, um gerador é inserido na área da clavícula. Na segunda etapa, esse equipamento é conectado a dois eletrodos, que são colocados pela parte frontal da cabeça. “As incisões ali são pequenas, menores que uma moeda de dez centavos”, aponta Martinho.

O indivíduo fica acordado durante esse processo para que, uma vez que os eletrodos estejam no lugar, os médicos avaliem ao vivo e a cores a fala, a coordenação motora e os tremores.

Se for necessário, há ajuste no posicionamento dos dispositivos. Com tudo certo, uma anestesia geral é aplicada para finalizar a instalação. Alguns dispositivos recarregáveis chegam a durar 15 anos antes que uma troca seja mandatória.

Vantagens da abordagem cirúrgica
Essa terapia tem evoluído desde os anos 1980, quando começou a ser utilizada para tratar a doença de Parkinson. Um estudo publicado em 2012 no Journal of American Medicine (JAMA), feito com veteranos do exército americano, mostrou que o método proporciona, em média, até quatro horas a mais sem tremores por dia.

“Outros trabalhos demonstram melhora em sintomas não motores, como sono, dores e fadiga”, destaca Marinho. Um trabalho alemão, de 2013, comparou 251 pacientes e observou uma melhora de 26% na qualidade de vida de quem passou pela ECP. O grupo que ficou apenas no tratamento medicamentoso viu esse índice piorar em 1%, segundo os dados do estudo, conduzido pela Universidade de Kiel e extraído de um compêndio da empresa Medtronic, que produz um desses marca-passos.

Agora, não estamos falando de uma cura definitiva. “Problemas no equilíbrio e dificuldades na fala podem aparecer, mas não se trata de um efeito colateral da cirurgia, e sim uma progressão natural da doença”, aponta Marinho.

Outros tratamentos para Parkinson
Além da estimulação elétrica, novas opções de terapias chegaram nos últimos anos, como as bombas de infusão que liberam remédios direto no aparelho digestivo do paciente ou as infusões subcutâneas com o mesmo papel. E o futuro com certeza reserva mais progressos.

Entre as linhas de pesquisa, há neuroestimuladores modernos, capazes de monitorar a atividade cerebral e fornecer dados que ajudem a escolher o melhor tratamento. Remédios à base de canabidiol, um dos princípios ativos da maconha, também demonstraram aliviar os sintomas diários em estudos.

Há até outras abordagens mais ousadas. Em novembro de 2018, experts japoneses anunciaram um transplante de células-tronco em um portador de Parkinson para estimular a produção natural de dopamina – aquele neurotransmissor que fica em falta na doença, se lembra?

O homem será acompanhado por dois anos para verificar se houve alguma melhora. Enquanto isso, a ciência trabalha. “O Parkinson é prevalente e os números tendem a aumentar com o envelhecimento da população. Até por isso há inúmeros estudos para combatê-la”, encerra Marinho. Fonte: Saude Abril.

Atenção: o dbs não é tão eficiente para casos de parkinson hereditário.
Orientes-se bem com seu médico de confiança!

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Terapia gênica da Voyager mostra resultados provisórios positivos na fase 1b

Apr 08, 2019 - Voyager’s Gene Therapy Shows Positive Interim Results in Phase 1b Trial.

Como seu intestino pode modificar sua mente

Os micróbios que vivem em seu corpo podem estar influenciando seu comportamento. Os pesquisadores querem saber o que estão dizendo ao seu cérebro e como.

APRIL 8, 2019 | Toda vez que você toca um corrimão encardido na estação de metrô ou anda descalço pela areia de uma praia, pode ficar tentado a pensar que a pele que usamos para tocar e sentir é a maior interface com o ambiente. Mas você está errado; nossas entranhas são muito maiores.

Enrolados dentro de nós, nossos intestinos têm uma superfície de cerca de 32 m2, ou 344 pés2. Dito de outra forma, os intestinos de um adulto médio ocupam a mesma área de um pequeno estúdio em Nova York. Mas, em vez de abrigar um Manhattanita estressado, o intestino de um humano hospeda trilhões de micróbios. Nossas paredes intestinais absorvem e interagem com todas as moléculas que ingerimos, assim como os químicos microscópicos que vivem dentro de nós. Eles absorvem os nutrientes e bombeiam uma série de novos produtos químicos.

Essa comunidade de bugs é diversa e relativamente estável - um ecossistema de bactérias, vírus e fungos. Em troca de matérias-primas e abrigo, os microrganismos, coletivamente conhecidos como microbioma, alimentam e protegem seus hospedeiros.

Mas a influência da nossa comunidade microbiana não pára por aí. Estudos mostraram que nosso microbioma pode ter um papel na saúde mental e em condições neurológicas, como autismo, epilepsia e depressão, interagindo com nosso sistema nervoso e até liberando moléculas que talvez possam chegar ao cérebro. Mais pesquisas e ensaios são necessários para entender como o intestino e o cérebro estão ligados, mas os pesquisadores sugerem que suas descobertas podem um dia levar a tratamentos para distúrbios neuropsiquiátricos.

Caminhos possíveis
Os mecanismos que conectam o intestino e o cérebro ainda não estão claros, mas aqui estão algumas das idéias mais populares.
1. Micróbios interagem com células do sistema imunológico no intestino, levando as células a produzir citocinas que circulam do sangue para o cérebro.

2. Micróbios interagem com células intestinais chamadas células enteroendócrinas que produzem moléculas neuroativas e peptídeos. Essas moléculas interagem com o nervo vago, que envia sinais ao cérebro.

3. Micróbios no intestino produzem neurotransmissores e metabólitos como o butirato. Estes circulam para o cérebro, onde alguns deles são pequenos o suficiente para atravessar a barreira hematoencefálica, e outros alteram a atividade celular na própria barreira.

4. Em 2018, pesquisadores da Universidade do Alabama em Birmingham relataram em uma reunião que haviam encontrado bactérias intestinais no tecido cerebral humano. O estudo ainda não foi publicado, e os céticos são abundantes, mas sugere que os micróbios podem de alguma forma estar entrando no cérebro.

Fonte: Adaptado de Front. Integr. Neurosci. 2013, DOI: 10.3389/fnint.2013.00070.
SENTIR-SE NA SUA INTENSIDADE
Os médicos têm se perguntado sobre as ligações entre digestão e saúde mental desde o século XIX. Inspirado pelo famoso cientista Louis Pasteur, que especulou em 1885 que os animais sem bactérias morreriam, os médicos europeus começaram a investigar a importância dos micróbios localizados no sistema digestivo. Talvez, os médicos sugeriram, "toxinas" produzidas por micróbios no intestino estavam envenenando as mentes de seus pacientes. Esta área de estudo tornou-se imensamente popular por algumas décadas antes de ser desacreditada, e a ciência médica seguiu em frente.

Até recentemente, em 2004, a sugestão de que bactérias no intestino humano poderiam ser um fator na saúde mental era vista com suspeita. Naquele ano, o grupo de Nobuyuki Sudo na Universidade de Kyushu, no Japão, relatou que os corpos dos chamados camundongos livres de germes reagiram fortemente ao estresse em comparação com os de camundongos não germes (J. Physiol. 2004, DOI: 10.1113 /jphysiol.2004.063388). Camundongos sem germes são animais de laboratório criados em um ambiente isolado para que não tenham microorganismos vivendo dentro ou sobre eles.

Embora o artigo não tenha recebido imediatamente muita atenção, desde então, vem aumentando a evidência de que a microbiota intestinal está ligada ao humor, comportamento e cognição. Entre os cientistas, o relatório agora é visto como o início de um novo campo de pesquisa: o estudo da conexão entre o cérebro e o intestino.

Em 2005, John F. Cryan, um neurobiólogo com experiência em como o estresse afeta o cérebro, juntou-se ao corpo docente da University College Cork, que já abrigava muitos pesquisadores interessados ​​em estresse e seu papel no intestino - especificamente, como ele está envolvido na síndrome do intestino irritável.

Em 2009, o grupo de Cryan publicou um estudo mostrando que quando filhotes de ratos jovens eram separados de suas mães, o estresse no início da vida poderia levar a mudanças de longo prazo nos microbiomas dos animais (Biol. Psychi. 2009, DOI: 10.1016 / j. biopsych.2008.06.026). "Foi apenas uma das 10 medidas diferentes que tomamos para realmente provar que o estresse era uma síndrome de corpo inteiro", diz Cryan. Então, para começar, a descoberta não se destacou particularmente na multidão, mas fez com que Cryan pensasse.

Ele começou a procurar na literatura por outros elos entre o estresse e o microbioma intestinal e encontrou o artigo de 2004 da equipe japonesa. Nesse ponto, ele diz, o paper ainda não era muito conhecido, mas o ajudou a fazer algumas conexões. Sua própria equipe mostrou que o estresse afeta o microbioma em camundongos. A equipe japonesa mostrou que o microbioma afeta o modo como os ratos lidam com o estresse. Cryan e sua equipe investigaram o link ainda mais.

Em 2011, eles relataram que quando uma bactéria probiótica conhecida por influenciar o sistema imunológico, Lactobacillus rhamnosus JB-1, foi administrada a um camundongo, os comportamentos de estresse do animal diminuíram e sua química cerebral mudou (Proc. Natl. Acad. Sci. USA 2011 , DOI: 10.1073 / pnas.1102999108). Camundongos com um nervo vago decepado não obtiveram os mesmos benefícios quando receberam L. rhamnosus JB-1, no entanto. "Esse foi um grande momento revolucionário para nós em relação a esse campo", diz Cryan.

O QUE ACONTECE NO VAGO
O nervo vago é como uma supervia entre o intestino e o cérebro. Um dos 12 principais nervos que conectam diretamente o corpo ao cérebro, seu nome vem do latim para "vagar", porque liga dezenas de partes do corpo à medula oblonga, um pedaço de tecido do tamanho de uma uva em seres humanos que é localizado na base do cérebro. Com todas as suas conexões, o nervo vago nos dá uma sensação de como nossos corpos estão se saindo. “Às vezes você se sente bem; às vezes nos sentimos péssimos. Esse é o nervo vago lhe dizendo o que está acontecendo”, explica Cryan.

Quando o laboratório de Cryan alimentou L. rhamnosus JB-1 em camundongos de laboratório em 2011, os animais produziram menos corticosterona induzida por estresse em seus corpos e exibiram menos comportamentos relacionados à ansiedade e à depressão. Alimentando os ratos, as bactérias também mudaram a quantidade de um tipo particular de receptor de proteína produzido em diferentes partes do cérebro. Este receptor liga-se ao neurotransmissor ácido γ-aminobutírico (GABA).

O mecanismo exato pelo qual o microbioma intestinal interage com o nervo vago não é conhecido. Mas, diz Cryan, o fato de essas mudanças não terem acontecido em animais que tiveram o corte do nervo vago é uma evidência de que ele está definitivamente envolvido na comunicação entre o microbioma intestinal e o cérebro.

Outros pesquisadores também notaram a ligação do nervo vago entre o intestino e o cérebro. Por volta de 2015, Mauro Costa-Mattioli e seus colegas do Baylor College of Medicine estavam investigando uma ligação entre a dieta de uma mãe e o desenvolvimento de autismo em seus filhos quando, inadvertidamente, tropeçavam na pesquisa do microbioma intestinal. "A obesidade é um grande problema aqui nos EUA", explica Costa-Mattioli. "E há estudos epidemiológicos que realmente mostraram que, se a mãe é obesa, há uma maior possibilidade de os descendentes desenvolverem autismo."

A equipe de Costa-Mattioli alimentou uma dieta rica em gorduras em camundongos fêmeas para torná-los obesos antes de engravidarem e, em seguida, examinou o comportamento de seus filhos depois que eles nasceram. Eles descobriram que camundongos de mães obesas apresentaram um dos sintomas dos transtornos do espectro do autismo - ou seja, problemas com a interação social. Ou pelo menos eles fizeram inicialmente. Uma vez que os animais foram desmamados, os animais controle e os ratos experimentais foram colocados no mesmo alojamento. Quatro semanas depois, todos os ratos estavam interagindo normalmente.

"É claro que arranhamos nossos cérebros por meses tentando descobrir o que estava acontecendo", lembra Costa-Mattioli. Eventualmente, os pesquisadores perceberam que a dieta materna induziu uma mudança no microbioma da prole. Mas os ratos costumam comer cocô uns dos outros. Então, colocar os dois grupos juntos no mesmo alojamento significava que os camundongos ingeriam a microbiota um do outro, e os camundongos asociais se tornavam sociais. Seqüenciando o DNA dos insetos nas entranhas dos animais antes e depois da mistura, os grupos apontaram para essa explicação.

"Para encurtar a história, o que descobrimos é que a dieta materna elimina uma bactéria em particular, Lactobacillus reuteri, na prole", explica Costa-Mattioli. Reintroduzir a bactéria, seja por intervenção de cientistas ou por cocô de camundongo, reverte o déficit social. Os cientistas também descobriram que a bactéria envia sinais do intestino para o cérebro através do nervo vago, aumentando a produção do hormônio ocitocina, que promove a ligação social (Cell 2016, DOI: 10.1016 / j.cell.2016.06.001).

BUGS COMO DROGAS?
Naturalmente, qualquer discussão sobre como a dieta pode influenciar o microbioma e, portanto, alterar a saúde mental, naturalmente leva à ideia de terapêutica. Em 2013, Cryan cunhou o termo psicobiótico para descrever uma medicação contendo bactérias vivas ou seus produtos metabólicos que poderiam conferir um benefício à saúde mental em humanos.

De fato, muitos argumentam que os psicobióticos existem há muito tempo e que os médicos já os usam sem nem perceber. Desde o início dos anos 1900, neurologistas sabem que colocar crianças com epilepsia em uma dieta específica pode reduzir suas convulsões. Essa dieta chamada cetogênica é pobre em carboidratos e rica em proteínas e gordura. Mas os cientistas nunca entenderam realmente como isso funciona.

Elaine Hsiao, microbióloga da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, suspeitava que a resposta pudesse estar no microbioma intestinal. Em 2018, ela mostrou que dois tipos particulares de bactérias intestinais se desenvolvem em ratos que se alimentam de uma dieta cetogênica (Cell 2018, DOI: 10.1016 / j.cell.2018.04.027). Hsiao e sua equipe acreditam que esses bugs podem estar fornecendo aos seus hospedeiros blocos de construção para neurotransmissores como o GABA. No cérebro, o GABA age como uma espécie de freio para as células cerebrais, reduzindo a atividade dos neurônios e mantendo as redes adequadamente balanceadas.

"Esta descoberta tem o potencial de impactar as muitas condições que estão associadas com alterações no GABA e mostrou ser modificada pela dieta cetogênica", diz Hsiao. Ela lista epilepsia, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, autismo, ansiedade e esquizofrenia como condições potenciais para o alvo. Para testar se a dieta cetogênica poderia beneficiar pessoas com essas outras condições e trazer tratamentos para o mercado, Hsiao criou uma empresa, a Bloom Science.

Em toda a cidade, no Instituto de Tecnologia da Califórnia, os cientistas criaram outra empresa, a Axial Biotherapeutics, que espera desenvolver psicobióticos também. Em 2016, o microbiologista Sarkis K. Mazmanian e colegas apontaram a sinalização de ácidos graxos de cadeia curta como mediadores de alguns dos efeitos do intestino no cérebro (Cell 2016, DOI: 10.1016 / j.cell.2016.11.018). Usando modelos de rato da doença de Parkinson, os pesquisadores descobriram que dar aos ratos micróbios retirados das entranhas de pessoas com Parkinson piorou os sintomas dos animais. O mesmo aconteceu se os camundongos recebessem metabólitos de ácidos graxos de cadeia curta dos insetos.

DE RATOS PARA HUMANOS
Mas nem todos estão convencidos de que os cientistas deveriam estar discutindo tratamentos nesta fase. Katarzyna B. Hooks, uma bióloga computacional da Universidade de Bordeaux, acredita que muitas das alegações que ligam o intestino e o cérebro se estendem. Embora ela veja o campo como promissor, Hooks acha que é muito cedo para esperar um tratamento com uma bala mágica.

Hooks recentemente foi co-autora de uma crítica neste campo (Behav. Brain Sci. 2018, DOI: 10.1017 / S0140525X18002133). No artigo de revisão, Hooks, o neurocientista de Bordeaux Jan-Pieter Konsman e Maureen A. O'Malley, que estuda a filosofia da microbiologia na Universidade de Sydney, argumentam que as ligações entre o microbioma intestinal e o cérebro foram aceitas sem investigação suficiente e ceticismo. "Seria justo dizer que somos simplesmente céticos em relação à idéia de psicobióticos", diz Hooks sobre ela própria e seus co-autores.

"A relação entre o metabolismo microbiano do intestino e a saúde mental é um tema controverso na pesquisa de microbiomas", diz Jeroen Raes, da KU Leuven. “A comunicação do microbioma intestinal tem sido explorada principalmente em modelos animais, com pesquisas humanas ficando para trás.” E qualquer um que esteja prestando atenção ao campo da ciência do cérebro sabe que observações em camundongos nem sempre são reproduzidas em humanos.

Com o surgimento do sequenciamento de DNA, no entanto, pesquisadores como Raes podem agora começar a se concentrar em humanos. Em fevereiro, o grupo de Raes anunciou que, através do sequenciamento, havia identificado grupos específicos de microorganismos que se correlacionam positivamente ou negativamente com a saúde mental em humanos (Nat. Microbiol. 2019, DOI: 10.1038 / s41564-018-0337-x). Usando amostras de mais de 1.000 participantes do Projeto Flandres Flora Gut, os autores descobriram que dois gêneros bacterianos, Coprococcus e Dialister, foram consistentemente esgotados em indivíduos com depressão.

Enquanto estudavam Coprococcus e Dialister, a equipe notou que essas bactérias abrigam genes que codificam o butirato, um ácido graxo de cadeia curta que é conhecido por ter propriedades antidepressivas. Mas, como aponta Konsman, de Bordeaux, o trabalho de Raes não demonstra como as bactérias produtoras de butirato no intestino podem influenciar a depressão. Só porque essas bactérias têm genes que codificam o butirato não significa que os genes estão sendo expressos e o butirato está sendo produzido, diz ele. E mesmo se for produzido, o ácido graxo ou seus metabólitos precisariam atravessar tanto a barreira intestinal como a barreira cerebral para afetar diretamente os processos cerebrais.

O que o trabalho de Raes mostra, dizem Konsman e Hooks, é uma correlação entre a população do microbioma intestinal e a depressão. "É a correlação", o que não é certo, diz Cryan, "mas é um bom começo".

Cryan concorda com os críticos que argumentam que é necessária mais pesquisa humana para estabelecer firmemente uma conexão entre o cérebro e o intestino, mas ele também é firme em sua crença de que os modelos animais ainda têm um papel a desempenhar. "Estamos realmente no começo de descobrir tudo isso. E é mais fácil fazer isso em camundongos, onde controlamos a dieta e controlamos o repertório de substâncias químicas presentes”, diz ele. Estudos tornam-se muito mais complexos quando se muda para humanos, acrescenta Cryan, “e acho que é para lá que vamos ver muitos dos obstáculos, em diferenças interindividuais.” Populações de ratos em laboratório podem ser bastante homogêneas, mas populações humanas são tudo menos isso.

É incrivelmente atraente pensar que ajustes na dieta ou no microbioma intestinal podem ajudar a tratar doenças neurológicas. Pode ser por isso que o campo atraiu tanta atenção pública. Mas os pesquisadores pedem cautela. "O principal é que temos que ter cuidado com o hype", diz Cryan. Algumas empresas, diz ele, usarão estudos como os discutidos neste artigo, sem entender os mecanismos que conectam o intestino e o cérebro e, sem ensaios clínicos, vender seus suplementos probióticos para o tratamento de doenças como a depressão. "Há muito óleo de cobra" em torno do campo, diz ele. "Temos que ter muito cuidado com isso."

Por sua parte, Costa-Mattioli enfatiza que ele está trabalhando na ciência básica em vez de pensar imediatamente em drogas e terapêutica. Por exemplo, ele não acha que os pais de crianças autistas deveriam comprar probióticos de venda livre, acreditando que eles seriam uma solução. Mas talvez um dia, ele sugere, os tratamentos possam ter um componente microbiano. “Eu sempre digo aos meus alunos: 'Não exagere nas histórias, mas, sim, fique entusiasmado quando puder porque isso é incrível' Eu nunca poderia imaginar em meus sonhos mais loucos que uma bactéria seria capaz de tornar os animais mais sociais.

Ele diz que sempre acolhe seus críticos para apresentar-lhe um cenário alternativo ou explicação para suas descobertas. "Eu acho que o que precisamos é mais tempo", diz ele. "E o tempo dirá." Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Chemical & Engineering News.
Fonte: EPDA.

sábado, 6 de abril de 2019

Nossa visita à WIRED Health 2019 no Francis Crick Institute de Londres

APRIL 2ND, 2019 - A WIRED Health, agora em seu sexto ano, retornou ao Instituto Francis Crick, em Londres. O evento foi aberto pelo diretor do Instituto Crick, Paul Nurse, que apresentou o instituto e sua missão de entender a biologia fundamental da saúde e da doença humana. A equipe do Crick, composta por 1500 pesquisadores e três ganhadores do Prêmio Nobel, compõem a maior instalação de pesquisa biomédica da Europa, com uma impressionante lista de pesquisas, apesar de ter apenas dois anos de idade. O tema do WIRED Health e a visão do local foram perfeitamente resumidos por Sir Paul, que fechou seu discurso com a acusação de que “deste cadinho as descobertas do futuro virão”. (...)

O dia empolgante e repleto de recursos terminou com o anúncio de Erin Smith, fundadora da FacePrint, como vencedora do pitch inicial. Erin, uma adolescente empreendedora vinda do Kansas, impressionou a platéia com sua ideia inovadora de usar a distância emocional ao sorrir e rir como um biomarcador para o início precoce da doença de Parkinson. O aplicativo de Erin está em desenvolvimento, tendo concluído uma pesquisa inicial para coletar dados sobre a resposta da expressão facial a estados diferenciados. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Medgadget.
As imagens são da Wired Health e Wired Magazine.
Sorria!
Não aguento mais.

PERGUNTA: Tu estás chateado com alguma coisa?
RESPOSTA: Não estou chateado com nada, só tenho Parkinson!

Esta resposta provoca indignação, mas vou responder o quê? Ainda mais com a dificuldade de falar, de me expressar, gesticular?

Precisam entender que a expressão facial é prejudicada, os gestos são contrangidos por esta porra de doença… que, a propósito, está completando 202 anos desde sua primeira descrição, e estamos na semana do parkinson, e dia 11 é o dia mundial, e infelizmente nada temos a comemorar, eu p´rá variar, de cara amarrada, pois a cura ainda não está no horizonte, Sim, há paliativos cada vez menos ruins, sejam medicamentosos, sejam cirúrgicos que se sofisticam. Mas cura, cura mesmo, percam as esperanças, infelizmente, e me desculpem a sinceridade, não será nesta encarnação.

Escrevo isto porque na revista Wired Health, sendo a Wired uma das mais plugadas, modernas e importantes revistas do mundo contemporâneo, como o nome diz, informa a notícia transcrita e traduzida acima, que indica o desenvolvimento de uma técnica de usar a distância emocional ao sorrir e rir como um biomarcador para diagnosticar o início precoce da doença de Parkinson.

Agora que o sorriso será quantificado, faço a previsão de que provavelmente haverá uma câmara especial que medirá o sorriso, além do cheiro, e classificará o cara como tendo parkinson ou não. Tudo isto prá dizer que eu só queria ser feliz... E desejo muuuuita força a todos envolvidos nesta batalha diuturna, fé em Deus e pé na tábua! Tempus fugit!

Cirurgia de Parkinson em Passo Fundo-RS

Esta médica está trabalhando para a aprovação de transplantes microbianos fecais

April 5, 2019 - De acordo com uma história da VC Reporter, a Dra. Sabine Hazan-Steinberg é uma verdadeira defensora das capacidades médicas do transplante microbiano fecal (FMT - fecal microbial transplant). Apesar do fato de que este procedimento tem o potencial de ser útil no tratamento de uma variedade de doenças, o procedimento é atualmente oficialmente aprovado apenas pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA para casos recorrentes de infecção por Clostridium difficile. A Dra. Hazan-Steinberg é parte de uma investigação liderada pela agência que se concentrará em entender como a FMT funciona.

Sobre Transplante Microbiano Fecal (FMT)
Então, o que exatamente é o transplante microbiano fecal? Para a pessoa comum, isso pode soar como um procedimento perturbador. Afinal, as fezes são outra palavra para cocô, certo? Como as fezes podem ser usadas como remédio? Bem, isso pode ser absolutamente. O processo envolve efetivamente o transplante de uma pequena quantidade de excremento de um doador saudável para uma pessoa que tenha uma infecção ou outra doença. As bactérias do transplante expandem-se em população e alteram o equilíbrio da microbiota intestinal do paciente e permitem uma função mais saudável do trato digestivo e além.

A eficácia da FMT está enraizada em pesquisas que começaram a trazer à luz o quão importante é o status das populações bacterianas em nossos intestinos. Embora as bactérias sejam frequentemente caracterizadas na imaginação popular como uma causa hostil de doenças, nossos corpos são hospedeiros de um grande número de bactérias que são essenciais para o funcionamento normal de nosso sistema digestivo e para nossa saúde geral. Desequilíbrios no microbioma intestinal foram ligados a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão.

A FMT está sendo testada como tratamento para vários problemas de saúde, como síndrome do intestino irritável, certos tipos de câncer, colite ulcerativa e infecções do trato urinário. Dra. Hazan-Steinberg diz que o uso de fezes para tratar problemas do sistema digestivo está longe de ser um novo conceito. Há exemplos de seu uso desde a China do século IV.

Os pesquisadores também estão investigando a possibilidade de usar o FMT para doenças cardiovasculares, obesidade e pressão alta. Parte deste estudo em curso diz respeito à importância dos doadores. Faz sentido que as doações sejam de pessoas que geralmente são saudáveis, mas o microbioma intestinal de todos é distinto. Pode ser que seja mais importante para certas doenças do que para outras. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Patientworthy.

Medos de efeitos colaterais podem levar a atrasos no tratamento da doença de Parkinson

por JAMES MOORE

April 5, 2019 - De acordo com uma notícia do Parkinson’s News Today, tanto médicos quanto pacientes podem adiar o tratamento da doença de Parkinson devido a preocupações com os efeitos colaterais. O tratamento mais comum para a doença, chamado levodopa, pode causar uma série de efeitos colaterais que às vezes podem ser graves. No entanto, a maioria das pesquisas confirma que o início da terapia com levodopa nos estágios iniciais da doença ainda é seguro. Esta tendência de tratamento tardio destaca a necessidade de terapias mais seguras e eficazes que possam impactar decisivamente a progressão da doença de Parkinson.

Sobre a doença de Parkinson
A doença de Parkinson é um tipo de doença degenerativa progressiva de longo prazo que afeta o sistema nervoso central. Os sintomas tendem a se desenvolver ao longo de um período de anos e afetam principalmente a capacidade de movimento e o estado mental do paciente. A causa da doença de Parkinson permanece um mistério, embora haja vários fatores de risco identificados. Esses fatores incluem lesões na cabeça, exposição a pesticidas e certas variantes genéticas e mutações. Cerca de 15 por cento dos pacientes têm um parente próximo com a doença, sugerindo alguma conexão genética. Os sintomas incluem movimentos lentos, má coordenação, dificuldade para andar, tremores, rigidez, postura anormal, depressão, ansiedade, pensamento inibido, alucinações e demência. O tratamento pode envolver vários medicamentos, reabilitação e operações cirúrgicas. A taxa de sobrevivência varia, mas a maioria dos pacientes sobrevive por volta de uma década (N.T.: eu tenho hoje 20 anos de diagnóstico) após ser diagnosticada. Para saber mais sobre a doença de Parkinson, clique aqui.

Controlando os efeitos colaterais
Existem alguns tratamentos alternativos para a doença de Parkinson que têm um risco reduzido de causar efeitos colaterais graves, como complicações motoras. Embora isso possa ser útil para pacientes que hesitam com a levodopa, ainda não há evidências científicas suficientes para sugerir que o atraso no tratamento com a droga seja universalmente benéfico para os pacientes. Existem algumas formulações alternativas de levodopa no desenvolvimento que têm o potencial de reduzir o impacto dos efeitos colaterais, mas as terapias modificadoras da doença são realmente o que é mais necessário.

Desenvolvimentos no tratamento de Parkinson
Existem várias dessas terapias que estão em desenvolvimento. Tais drogas incluem inosina e isradipina, ambas atualmente sendo testadas em ensaios de Fase 3. Outra abordagem promissora que está sendo pesquisada são medicamentos que ajudam a reduzir as concentrações de alfa-sinucleína. A proteína não funciona como deveria nos pacientes com doença de Parkinson e se acumula no cérebro, levando à morte dos neurônios. Um ensaio de Fase 2 de tal anticorpo, chamado prasinezumab, mostrou ser promissor. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Patientworthy.

Modulação dopaminérgica da função estriatal e doença de Parkinson

April 5, 2019 - Dopaminergic Modulation of Striatal Function and Parkinson’s Disease.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Israel descriminaliza a cannabis para uso adulto durante a conferência CannaTech em Tel Aviv

GETTY
por Sara Brittany Somerset

Apr 5, 2019 - Tel Aviv, Israel - Novas leis israelenses sobre plantas de cannabis descriminalizam a posse da planta e seus buds (flores). De acordo com as novas leis, a posse de uma planta de maconha cultivada em casa não é mais punível por lei. Civis encontrados transportando pequenas quantidades de cannabis em público sem autorização médica agora vão enfrentar multas ao invés de serem submetidos a processos criminais.

Israel descriminalizou o uso por adultos em 1º de abril. No mesmo dia, o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak foi o principal orador da quarta conferência anual da CannaTech em Tel Aviv.

Barak, que atualmente é o presidente da empresa de cannabis medicinal Canndoc / Intercure, falou sobre os benefícios da maconha medicinal, dizendo que Israel está rapidamente se tornando “a terra do leite, mel e maconha”.

O envolvimento do ex-primeiro-ministro destaca ainda outro político de carreira que fez a mudança de canibis-proibicionista para a ala proponente, o ex-presidente da Câmara dos EUA, John Boehner. Barak empresta sua voz ao significativo coro global de ex-líderes do governo, como o ex-presidente do México, Vicente Fox, que está pedindo uma mudança na percepção de como o mundo atualmente vê a cannabis.

"Cerca de 35 países já legalizaram a cannabis até certo ponto, seja para uso médico ou às vezes até recreacional", disse Barak durante sua palestra. “Dois terços dos estados norte-americanos aprovaram cannabis medicinal; um terço [aprovou] o uso recreativo.”

(Nos círculos consumidores de cannabis iluminados, a linguagem apropriada para o consumo “recreacional” é o uso adulto.)

Com a típica machoness, macho-alfa, que se espera de um ex-membro militar, Edson Barak afirma: "O futuro da cannabis pertence aos jogadores maiores, mais rápidos e mais assertivos que entrarão diretamente nos mercados".

O Parlamento israelense (o "Knesset") aprovou a 16ª emenda ao Decreto de Drogas Perigosas em 25 de dezembro do ano passado, que diz respeito à governança e aos aspectos regulatórios da exportação de maconha medicinal de Israel. Posteriormente, Israel está pronto para ser um centro global de alto ganho no mercado de maconha.

A indústria de maconha israelense já está entre os “atores mais assertivos”, com empresas como a Tikun Olam - a Hebraica para “consertar o mundo” - na vanguarda, com 40% de participação no mercado.

“Se é para olhar para um país que está na vanguarda da indústria de cannabis, eles precisam considerar Israel no topo de sua lista. Desde as primeiras descobertas do Dr. Mechoulam até o trabalho significativo na identificação do sistema endocanabinóide, Israel tem liderado o caminho para alguns dos avanços mais significativos na ciência da cannabis. Como a primeira nação a legalizar a maconha medicinal mais de uma década atrás, Israel permitiu que empresas como a Tikun Olam, bem como instituições médicas, de pesquisa e educacionais, realizassem pesquisas inovadoras que criaram a base para alguns dos avanços nesse rápido processo. A “crescente indústria”, disse Stephen Gardner, Diretor de Marketing da Tikun Olam, EUA.

Enquanto isso, de acordo com o Ministério da Saúde de Israel, mais de 550 fazendas enviaram pedidos de licenças para cultivar cannabis medicinal em antecipação às novas diretrizes que permitirão que mais pacientes israelenses comprem maconha em farmácias com a prescrição de um médico. A maconha medicinal está atualmente disponível para pacientes que sofrem de mal de Parkinson, epilepsia, câncer e outras doenças terminais.

As novas leis atrasaram o lançamento inicial em 1º de abril, mas devem entrar em vigor em breve. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: Forbes, com links.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Astronautas na ISS trabalhando em cura para Parkinson: NASA

Espaço ideal para cultivar cristais de proteína, pois as condições não são favoráveis ​​na Terra

April 03, 2019 - Cientistas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) estão trabalhando para descobrir novas maneiras de tratar e prevenir a doença de Parkinson, um distúrbio neuro-degenerativo que afeta mais de cinco milhões de pessoas no mundo, segundo a NASA.

A equipe que trabalha no projeto, Crystallization of LRRK2, sob condições de microgravidade-2 (CASIS PCG 16), produz cristais de proteína de quinase 2 (LRRK2) ricas em leucina na estação espacial.

Risco aumentado
Pessoas com doença de Parkinson têm uma função aumentada de LRRK2, e estudos genéticos ligam mutações no gene LRRK2 a um risco aumentado de desenvolver a doença de Parkinson, disse a NASA em um comunicado. Medicamentos que inibem o LRRK2 estão em desenvolvimento, mas sem conhecer a estrutura precisa dessa enzima, esse trabalho é como fazer uma chave sem conhecer a forma do buraco da fechadura que deve caber.

Cultivar os cristais LRRK2 na Terra é difícil e não produz amostras com qualidade suficientemente alta para os pesquisadores determinarem a forma e estrutura da proteína - o buraco da fechadura.

Cristais de proteína crescem mais e mais uniformemente no espaço, no entanto. Os cientistas podem analisar os maiores cristais espaciais para ter uma ideia melhor de como a doença funciona e desenvolver medicamentos - ou chaves - que visam a condição de forma mais eficaz e com menos efeitos colaterais.

Esta investigação se baseia em um experimento anterior, o CASIS PCG 7. Para o CASIS PCG 16, a equipe usou poços de amostras maiores, encheu os poços durante o vôo e monitorou os cristais LRRK2 à medida que cresciam.

A pesquisa da estação espacial pode trazer aos que trabalham para tratar e prevenir a doença de Parkinson um passo mais perto de encontrar a chave certa. Original em inglês, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: The hindu business line.


quarta-feira, 3 de abril de 2019

PÍLULAS DE SAÚDE - CANABINOIDE NO TRATAMENTO DE PARKINSON

Terapia de estimulação elétrica está a ajudar centenas em Portugal

Tecnologia permite reduzir os tremores e tem uma taxa de sucesso acima dos 60%. No entanto, desde o ano passado que mais de 500 doentes não estão a ser tratados, devido a circunstâncias como a greve cirúrgica dos enfermeiros ou a falta de anestesistas

2019-04-02 - Mais de 500 doentes de Parkinson em Portugal são tratados com uma terapia de estimulação elétrica do cérebro, que está a evoluir para se tornar mais exata, permitindo reduzir os tremores, segundo especialistas reunidos hoje em Lisboa.

O neurocirurgião António Gonçalves Ferreira, do Hospital de Santa Maria, afirmou aos jornalistas, à margem do encontro, que "a taxa de sucesso é variável, mas situa-se acima dos 60%" nos casos de pessoas que sofrem da doença degenerativa do cérebro.

Circunstâncias como a greve cirúrgica dos enfermeiros e "a falta de anestesistas" significam que desde o ano passado que não são colocados os elétrodos no cérebro necessários para aplicar a terapia.

Os doentes recebem os elétrodos através de cirurgias planeadas - "habitualmente, três por semana" -, e o facto de não serem cirurgias urgentes faz com que sejam remetidas para segundo plano. Fonte: TVI24.

Pacientes que respondem ao tratamento com L-DOPA podem ter discinesia mais cedo do que aqueles que não o fazem, descobre estudo

Apr 01, 2019 - Patients Who Respond to L-DOPA Treatment May Have Dyskinesia Earlier Than Those Who Don’t, Study Finds.

Me parece meio óbvio, em se tratando de discinesias induzidas pela L-dopa... Tanto que a conclusão é a seguinte: “Apenas metade dos pacientes com DP precoces tem uma resposta motora de L-dopa no teste de provocação. Pacientes com uma resposta definida de L-DOPA são mais propensos a desenvolver discinesia precoce do que aqueles com uma resposta limitada”. Ou seja, L-DOPA  funciona tanto para o bem quanto e para o mal...

Estimulação Cerebral de Alta Frequência é Superior para Pacientes com Parkinson, sugere Estudo

APRIL 1, 2019 - High-frequency Brain Stimulation Is Superior for Parkinson’s Patients, Study Suggests.