segunda-feira, 25 de junho de 2018

Desde que você foi diagnosticado com DP, você viajou sozinho?


JUNE 24, 2018 - Tendo viajado muito sozinho pela minha carreira, não achei que a DP afetaria minha capacidade de continuar viajando sozinho, pois ainda sou independente e móvel. Embora viajar após o 11 de setembro nunca tenha sido uma experiência prazerosa, ter uma DP apresenta desafios adicionais. Eu tenho o TSA Pre-Check para passar rapidamente pela segurança sem tirar meus sapatos e tentar comprar assentos “coach +” para conforto adicional durante o vôo. Eu também escolho um assento no corredor para facilitar o acesso ao banheiro. No entanto, não tenho tanta certeza de que pretendo planejar mais viagens devido ao estresse e às impacientes multidões de pessoas. Minha lentidão no movimento certamente não aumenta minha experiência de viagem.

Você tem alguma sugestão para viajar sozinho que ajude a tornar sua jornada uma experiência mais positiva?

O texto acima é extraído do original “Since you were diagnosed with PD, have youtraveled alone?” do site Parkinson´s News Today.

O tema é interessante, porque realmente viajar sozinho é um desafio. Para mim que já viajei profissionalmente bastante por esse país varonil sozinho, hoje me considero um dependente da minha esposa.

Minhas viagens, depois de aposentado e “duro” restringem-se a vôos domésticos basicamente, mais comumente para o Rio de Janeiro, visitar sogra e enteados, além dos netos tortos.

P´ra começar, aqui no Brasil, desconheço a existência desse Pre-Check que dispensa tirar os sapatos.

Mas a viagem em si começa pela escolha do aeroporto. Sempre que possível o Santos Dumont, pois é perto de onde ficaremos e não tem o “stress” do Tom Jobim (Galeão) e Linha Vermelha. Algumas passagens mais baratas implicam na troca de avião em Congonhas (São Paulo), que eu chamo pejorativamente de baldeação

Após a escolha do aeroporto de destino/origem, o drama começa por chamar um taxi ou Uber para ir até o aeroporto.

Na Polícia Federal, não posso passar no pórtico detetor de metais por causa do marca-passo, tenho que tirar o calçado e o cinto, ir na “cabaninha” para ser apalpado ou submetido ao detector “tipo raquete”. Nisso tudo tenho que cuidar à distância deste inseparável notebook, que não posso passar na mala de mão, pois tenho que mostrá-lo abrindo o case, minha carteira com documentos, cartões e dinheiro, que ficam na caixa plástica que passa na esteira de raios-x.

Passando pela revista, tenho que recolocar os calçados e amarrá-los. Tudo implica em dores. Tem que ficar atento a qual portão de embarque devo me dirigir, sempre levando a mala de rodinhas junto.

Chegando ao portão, se posicionar em local próximo à fila de passageiros que demandam necessidade especiais e embora fisicamente não aparente ser deficiente, me uso deste direito, muitas vezes sobre, não sei se é paranóia minha, vistas desconfiadas, tipo “aquele tá se fazendo de deficiente” p´rá levar vantagem e entrar na frente. Sim, porque com a atual política de bagagens, todos levam uma mala de mão no limite do tamanho e depois falta espaço no bagageiro sobre as poltronas e às vezes tens que deixá-la distante do assento, na contramão da manada no desembarque. Como geralmente os vôos são curtos (1 hora e 40) opto por não pagar a mais por assento mais espaçoso, e com isso vou espremendo meus 1,80 m na classe econômica e chego amassado.

Devido à urina, opto por assento junto ao corredor. Após parar a L-dopa diminuiu a necessidade urgente de urinar, visto que L-dopa a mim era diurética, mas tenho uma certa incontinência se não for logo ao banheiro.

Tudo são limitações físicas, que implica na mobilidade (tirar e por calçados e cinto) que por mais bem que tu estejas, sempre é um transtorno para a pessoa com parkinson. Tudo isso tirando o estágio meio aéreo mental, meio que desligados em que permanecemos, pelo menos eu. Por isso tudo, não prescindo da minha esposa e opto se possível em sempre viajar acompanhado.

Um comentário:

  1. Não ouso .Acompanhada já é complicado.Fui a Disneyworld há um mês atrás .La vc tem alguns cuidados especiais se vc se apresentar com alguma dificuldade (sem filas p os brinquedos ,cadeira de rodas )mas no aeroporto nadinha .So pude ir pq na classe executiva ,caríssima por sinal,a cadeira abria 180’ pois não consigoficar sentada por + de 1h (minha coluna foi a primeira a dar o grito pela rigidez muscular )

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