quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Doença de Parkinson também acomete jovens

Cerca de 10% das pessoas que sofrem com a patologia têm menos de 40 anos

26 Janeiro de 2017 - Logo depois de completar 18 anos, a jovem estudante do ensino médio, Maria Dalva Leite, começou a sentir tremores frequentes na perna esquerda e notou certo desequilíbrio nos passos, ao caminhar. Preocupada, conversou com a mãe, que imediatamente a levou para uma consulta com um ortopedista. No consultório, o especialista identificou que a garota havia sofrido um estiramento muscular, causa das dores que vinha sentindo também. Na ocasião, o médico mencionou algo que deixou a família impressionada: esses sintomas são facilmente confundidos com os da doença de Parkinson.

A patologia é conhecida justamente por causar tremores e levar o paciente a ter dificuldades para desenvolver tarefas simples do dia a dia, como caminhar, segurar algo ou até tomar banho sozinho. A maioria das pessoas que são acometidas pela doença no Brasil já passaram dos 60 anos de idade, como demonstram as estatísticas do projeto nacional “Vibrar com Parkinson”. Entretanto, outro dado chama a atenção: estima-se que cerca de 10% dos casos ocorram antes dos 40 anos, o que caracteriza o Parkinsonismo de início precoce, e até em menores de 21 anos, quando se tem o Parkinsonismo juvenil.

Parkinson precoce e juvenil

Embora menos comum, e apesar de não se ter certeza sobre a origem da doença, estudos sistemáticos com base em observações clínicas demonstram que a maior parte dos casos de Doença de Parkinson de Início Precoce se relaciona à genética, como explica o neurocirurgião do Hapvida Saúde, Dener Zandonadi: “Os pacientes jovens da doença de Parkinson reclamam muito mais de rigidez muscular que de tremores, por exemplo. Além disso, há outra peculiaridade do grupo mais jovem, que é a distonia frequente no pé, o que causa dificuldade para andar”, comenta.

Geralmente, segundo o médico, pacientes precoces de Parkinson estão mais suscetíveis a desenvolver depressão também. Outra diferença é que, em pacientes mais jovens, a doença evolui mais lentamente.

Tremores

Em pacientes mais jovens, os tremores são menos comuns, mas é preciso ficar atento. “Em algum momento, todos nós podemos ter tremores, causados por vários fatores, por isso, nem todo tremor é sinal de Parkinson, assim como nem todo portador da doença desenvolve tremores. Se, em repouso, a pessoa notar que não tem controle sobre um dos lados do corpo, esse pode ser sim um sinal de alerta”, afirma o neurocirurgião.

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é caracterizada por uma degeneração neurológica, geralmente, de origem desconhecida. Quando a doença se instala, neurônios responsáveis pela produção de dopamina começam a morrer gradativamente e, por isso, há uma diminuição da produção desse neurotransmissor, responsável pelo controle e ajuste dos comandos que o cérebro dá aos músculos do corpo para que se movimente.

Estatísticas

De acordo com a OMS – Organização Mundial da Saúde, a doença de Parkinson é a segunda mais incidente no mundo, quando se fala de disfunções neurodegenerativas. A incidência anual é de 19 novos casos por 100.000 habitantes. No Brasil, não existem dados fixos sobre os casos da Doença de Parkinson, Parkinsonismo ou Parkinson Precoce, mas, segundo a Associação Parkinson Brasília, a estimativa é de que, pelo menos, 200 mil pessoas tenham a doença no país. Fonte: Tribuna Hoje.

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