segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Disfagia (dificuldade de engolir) atinge 60 por cento dos idosos que sofrem de doenças degenerativas

12 Dezembro 2016 - É uma das principais perturbações na deglutição e as estatísticas mundiais apontam para uma prevalência de 60 por cento nos idosos que sofrem de doenças degenerativas, e uma incidência mais de 50 por cento naqueles que têm sequelas decorrentes de AVC. Engasgamento persistente, alterações na voz e tosse durante e após as refeições são alguns sinais de alarme.

O Dia Mundial da Deglutição assinala-se nesta segunda-feira

Existem vários tipos de disfagia consoante o local onde ocorrem as dificuldades em engolir. No entanto, todos eles exigem intervenção médica de um terapeuta da fala e de um nutricionista para avaliação das alterações na deglutição.

“A pessoa com disfagia pode apresentar dificuldade em mastigar, em preparar e manter o alimento dentro da boca, de engolir, ou apresentar dor a engolir (odinofagia)”, explica Inês Tello Rodrigues, terapeuta da fala do NeuroSer, centro dedicado às doenças neurológicas.

De acordo com a especialista, “o terapeuta da fala pode efetuar uma avaliação da deglutição oro-faríngea para identificar quais as alterações e as dificuldades existentes”.

Ajuda a definir com a equipa médica e de enfermagem se é segura a alimentação por via oral (pela boca) ou se há necessidade de uma via alternativa de alimentação, como por exemplo, uma sonda nasogástrica.

“ Este profissional pode igualmente recomendar estratégias específicas para mudar a consistência e a quantidade dos alimentos ingeridos, alterar a postura da pessoa durante e após as refeições e efetuar um plano de exercícios especificamente indicados para garantir uma deglutição segura e eficaz”, acrescenta.

Note-se que a disfagia pode ocorrer em qualquer faixa etária, desde o bebé prematuro ao idoso, porém, “é mais comum na população envelhecida ou em pessoas com condições neurológicas, como AVC, Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson”, avança a terapeuta da fala do NeuroSer.

As consequências podem ser graves ao nível pulmonar e nutricional da pessoa, incluindo desnutrição, desidratação e pneumonias de aspiração (entrada acidental de um alimento para os pulmões), às quais acresce o impacto social, comprometendo o prazer associado à refeição e, por isso, a qualidade de vida.

“Para além das referidas complicações, a disfagia repercute-se no aumento da mortalidade e no aumento dos custos globais de saúde”, frisa a especialista.

São sinais de alerta de uma alteração da deglutição:

– Voz alterada ou rouca após a alimentação,
– Sensação de alimento preso na garganta,
– Engasgamento frequente ou falta de ar durante a alimentação,
– Tosse frequente durante e após as refeições,
– Perda de peso acentuada num curto período de tempo,
– Infeções respiratórias recorrentes.

Perante uma situação de engasgamento por obstrução total ou parcial das vias aéreas:

– Não deve oferecer água à pessoa
– Deve deixá-la sempre tossir
– Aprenda a Manobra de Heimlich: esta manobra provoca uma elevação do diafragma e aumenta a pressão nas vias aéreas, forçando a saída do corpo estranho e salvando, frequentemente, a vida da pessoa que se engasgou. Fonte: PT Jornal.

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