terça-feira, 1 de novembro de 2016

Médicos discutem o uso da rasagilina no tratamento do Parkinson

Encontro Nacional de Distúrbios do Movimento, promovido pelo GERIN com o apoio da Teva Farmacêutica, reúne especialistas para debater as enfermidades neurológicas relacionadas ao movimento.

Segunda, 31 Outubro 2016 - A doença de Parkinson e outras enfermidades que provocam alterações no movimento são o foco do 10º Encontro Nacional de Distúrbios do Movimento, promovido pelo Grupo de Estudos de Reciclagem e Investigação em Neurologia (GERIN) com o apoio da Teva Farmacêutica, que ocorrerá em Natal, de 3 a 5 de novembro. Atualmente, o Parkinsoniano conta com diferentes estratégias terapêuticas para controlar os sintomas, entre elas, a rasagilina, que chegou recentemente ao Brasil com o nome comercial de Azilect®.

A Dr.a Mônica Santoro Haddad comandará o painel para discutir os “Aspectos práticos da rasagilina nos sintomas motores e não motores da Doença de Parkinson”. O medicamento melhora a qualidade de vida do Parkinsoniano ao promover maior controle motor durante o dia e a noite, com segurança e boa tolerabilidade em todas as fases da doença de Parkinson1,2,3,4, permitindo ao paciente manter por mais tempo a autonomia em suas atividades diárias.

Os estudos PRESTO5 e LARGO6 comprovaram que a rasagilina usada em conjunto com a levodopa diminui as dificuldades motoras dos Parkinsonianos. O estudo LARGO demonstrou que a rasagilina reduz o tempo “off” (intervalo em que termina o efeito da levodopa e os sintomas voltam a aparecer) em 1 hora, sem aumento das discinesias incômodas (movimentos anormais). Este estudo também comprovou uma melhora significativa no “freezing” ou congelamento de marcha e na instabilidade postural (sintomas incapacitantes que afetam mais de 50% dos pacientes). Um terceiro estudo, denominado TEMPO7, concluiu que rasagilina é eficaz como tratamento único inicial em pacientes com Parkinson.

“A rasagilina, vendida no Brasil com o nome comercial de Azilect, demonstra como a empresa está focada na área de neurociências e no compromisso de oferecer tratamentos avançados para as doenças neurológicas”, conta o gerente geral da Teva no Brasil, Nicolás Lódola.

A doença

O Parkinson é a segunda enfermidade neurológica crônica mais comum em adultos, após a doença de Alzheimer. Além de crônica e progressiva, a doença ainda não tem cura e é causada principalmente pela queda dos níveis de dopamina no cérebro, ao longo do tempo. Existem cerca de 4 milhões de pessoas no mundo com Parkinson, de acordo com a ONU. Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, há a previsão de que esse número dobre até 2040. No Brasil, estima-se que 250 mil pessoas tenham a doença.

Embora, tradicionalmente, a doença seja associada com sintomas motores (como tremores, rigidez, lentidão do movimento, desequilíbrio, andar arrastado ou perda de expressão facial), também ocorrem sintomas não motores, tais como depressão, dor, disfunção cognitiva e desordens de sono. Atualmente, o paciente conta com diferentes estratégias terapêuticas para controlar os sintomas.

Sobre o mesilato de rasagilina

O mesilato de rasagilina mostrou-se eficaz em controlar os sintomas da enfermidade. Administrado em uma dose única diária, o medicamento é indicado para o tratamento de pacientes com diagnóstico da doença de Parkinson. Aproximadamente, 1,6 milhão de pacientes/ano usam o medicamento8. Azilect já foi aprovado em 55 países9.

Sobre a Teva

A Teva Farmacêutica é líder global no setor farmacêutico e oferece soluções com alta qualidade voltadas para a melhora da qualidade de vida. Com sede em Israel, a Teva é o maior produtor de medicamentos genéricos do mundo, aproveitando um portfólio com mais de 1.000 moléculas para produzir uma ampla gama de produtos genéricos para quase todas as áreas terapêuticas. Além disso, a Teva tem uma posição de liderança mundial em tratamentos inovadores para doenças do sistema nervoso central, incluindo a dor, bem como um forte portfólio de produtos para a área respiratória. A divisão de pesquisa e desenvolvimento da Teva integra medicamentos genéricos e de marca, criando novas formas de abordagem para as diferentes necessidades dos pacientes combinando o desenvolvimento de novas drogas com dispositivos, serviços e tecnologias. No Brasil, desde 2006, oferece produtos para Saúde Feminina, Oncologia, Área Respiratória, Neurologia, Hematologia e Infectologia. A receita líquida global da Teva totalizou US$ 6,17 bilhões em 2015. Fonte: Segs.

É de se questionar a isenção da matéria, que muito provavelmente seja paga (veja o apoio do laboratório). As vantagens da rasagilina sobre a selegilina não parecem ser tão evidentes assim. Porque razão ainda não consta do rol do Ministério da Saúde em substituição à selegilina?

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