sábado, 5 de novembro de 2016

A demência e Parkinson afetam mais as mulheres

Em 2010, havia 35,6 milhões de pessoas com demência no mundo e estima-se que em 2050 o número aumente para 115,4 milhões.
vie 4 nov 2016 - As mulheres são mais propensas a desenvolver doenças neurodegenerativas, como a demência e doença de Parkinson à medida que envelhecem, disse a especialista em neurologia clínica, Teresita Corona Vazquez.

A diretora geral do Instituto Nacional de Neurologia e Neurocirurgia (México), disse que a demência é uma doença catastrófica para o país, o paciente e a família, e que eles devem unir esforços com outras agências para criar meios de prevenção.

"Estamos passando por uma transição epidemiológica e demográfica onde a expectativa de vida ao nascer, de acordo com sexo, está a atingir uma vida média de 80 anos, as mulheres mais longevas, mas com uma oportunidade de ter um maior comprometimento cognitivo que homens", disse a diretiva médica.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI), 10,4 por cento da população no México tem mais de 60 anos, de acordo com projeções do Conselho Nacional de População, em 2030 o número irá aumentar 14,8 por cento.

Em comunicado, do Fórum Consultivo Científico e Tecnológico, a especialista disse que a neurodegeneração é um processo normal do envelhecimento. Contudo, estima-se que, quando as pessoas chegam a 85 anos ou mais, têm uma possibilidade de 50 por cento de desenvolver demência do tipo Alzheimer.

"A probabilidade é muito alta, e é um problema de saúde pública", disse a professora em ciências médicas.

Em 2010, havia 35,6 milhões de pessoas com demência no mundo e estima-se que em 2050 o número aumente para 115,4 milhões.

Corona Vazquez mencionou que três condições aumentam a demanda em hospitais no México, são a doença de Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla, que são parte das 12 doenças neurodegenerativas mais comuns no mundo.

"O envelhecimento da população continuará em ritmo acelerado e muitas das pessoas idosas que vivem na pobreza serão as mais atingidas", disse a especialista em Neurologia Clínica, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Neurologia e Neurocirurgia realizado em colaboração com um grupo de pesquisa de Londres.

Neste estudo foi analisada a prevalência de demência em áreas rurais e urbanas em vários países, como Índia e China.

Foram determinados os fatores de risco de estudo, tais como idade, família com demência, doenças da tireóide, a exposição a produtos químicos, como solventes ou pesticidas, a depressão, o analfabetismo, déficit cognitivo e de residência em áreas urbanas ou rurais.

E, indiretamente, obesidade, sedentarismo, bem como problemas metabólicos e cardiovasculares.

O pesquisador observou que as teorias epigenéticas emergentes vêem a relação entre a suscetibilidade genética e do ambiente, como os fatores que determinam a possibilidade de desenvolver episódios como psicose.

"A barreira entre neurologia e neuropsiquiatria é realmente muito fina e em nosso país tem-se observado que existem ambos os transtornos cognitivos e neuropsiquiátricos que requerem atenção", disse ela. Original em espanhol, tradução Google, revisão Hugo. Fonte: El siglo de Torreon.

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