sábado, 23 de julho de 2016

Banco Português de Cérebros descobre forma rara de Parkinson

22/07/2016 - O Banco Português de Cérebros (BPC), sedeado no Hospital de Santo António, no Porto, descobriu uma forma genética rara de Parkinson no cérebro de um paciente que viveu com a doença dos 22 aos 49 anos, idade com que faleceu.

A descoberta, publicada na revista Brain, abre caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos mais eficazes contra a patologia. Trata-se da primeira descrição neuropatológica do mundo de um doente com essa forma genética de Parkinson, destacou a unidade.

Esta doença apresenta sintomas similares aos encontrados na doença de Parkinson esporádica, a mais frequente na população.

"Podemos aproveitar o know-how desta forma genética rara para perceber com mais detalhe o que está a acontecer e transportar esse conhecimento para estudar a forma esporádica de Parkinson", sublinhou o neurologista Ricardo Taipa, diretor-executivo do BPC.

A descoberta permitiu assim dar mais um passo na compreensão das causas da patologia e estimular estudos que aumentem o conhecimento do processo de neurodegeneração, abrindo caminho a novas intervenções terapêuticas e novos tratamentos.

O BPC entrou em funcionamento em novembro de 2014 e conta atualmente com 25 cérebros para estudar. São cérebros portadores de doenças neurológicas (demências, epilepsia, patologias cerebrovasculares, esclerose múltipla, paramiloidose, entre outras) de doentes que receberam acompanhamento especializado para permitir o cruzamento de informação clínica antes e depois da morte.

O banco tem agora como objetivo alargar a colheita de cérebros de pessoas saudáveis para que possam ser feitos estudos de comparação, revelou Ricardo Taipa.

Os cérebros são doados ainda em vida e, atualmente, as colheitas são feitas sobretudo no norte do país. O BPC assinou, entretanto, um protocolo com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) para colher mais cérebros para análise. Fonte: Tudo num click.

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