sábado, 24 de outubro de 2015

Mulher que sente cheiro da doença de Parkinson vai colaborar com pesquisa sobre a doença

Caso de escocesa ganhou notoriedade nos últimos dias – ao ser submetida em teste com camisetas de portadores e não portadores seu índice de acerto foi de 100 %

Joy e seu marido: o olfato dela pode mudar o modo como enxergamos o doença de Parkinson (Foto: Reprodução Parkinson´s UK)
23/10/2015 - Seis anos antes de seu marido ser diagnosticado com doença de Parkinson, a escocesa Joy Milne começou a sentir um cheiro diferente vindo dele. Infelizmente, 26 anos depois seu parceiro faleceu, mas naquela mudança percebida por ela pode estar a chave para uma transformação sem precedentes no tratamento da doença que afeta quatro milhões de pessoas ao redor do mundo.

Segundo Joy, o cheiro de seu marido não mudou de repente. O aroma – que seria parecido com o de almíscar (fragrância originalmente obtida a partir de uma glândula do cervo-almiscarado) foi surgindo de maneira gradual.

Só foi quando começou a se aproximar da Parkinson’s UK, entidade britânica de apoio à portadores de Parkinson e seus familiares, que Joy viu que seu olfato reconhecia o mesmo padrão de cheiro em outros pacientes.

Ao ficarem sabendo da existência de uma mulher com tal poder, pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, resolveram realizar um experimento bastante simples: deram a Joy 12 camisetas, metade delas de pessoas que possuíam e a outra metade de pessoas que não possuíam a doença. Ela acertou 11 de 12 – meses depois, a pessoa dona da camiseta sobre a qual ela havia se equivocado entrou em contato com a universidade para dizer que acabara de ser diagnosticado com Parkinson. 100% de aproveitamento.

Agora os cientistas querem descobrir o que está por trás dessa história. Eles desconfiam que a doença pode alterar a substância produzida por nossas glândulas sebáceas – talvez o sebo da nossa pele sofra alterações em decorrência do Parkinson, o que explicaria a improvável habilidade de Joy. A pesquisa será conduzida pela professora Perdita Barran, da Universidade de Manchester, da Inglaterra, em parceria com especialistas em odor da indústria da comida e da bebida, além, é claro, da própria Joy Milnes.

Via Time.com Fonte: Galileu.
Esta matéria já foi objeto de 2 postagens anteriores neste blog: dia 22/10  e dia 23/10, e não se fala mais nisso! Esta notícia abafou tudo o mais sobre parkinson no noticiário internacional. Queremos a cura e não diagnóstico! Não ignorando que um possa levar ao outro...

Um comentário: