quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Paciente com Doença de Parkinson tem alívio dos sintomas com nova medicação

26/08/2015 - Apesar das intensas pesquisas, a Doença de Parkinson (DP) permanece sem cura para os milhares de pacientes diagnosticados anualmente e que, ainda, têm de conviver com a perda de eficácia dos tratamentos existentes. Porém, pesquisadores da Universidade de Kentucky, EUA, avaliaram por três anos a eficácia da associação de carbidopa e levodopa (Duopa®), que é entregue diretamente no intestino delgado através de uma bomba de infusão portátil.

Os pacientes com DP avançada tratados através deste novo método apresentaram melhora acentuada nas flutuações dos sintomas e redução na discinesia. A eficácia do Duopa se deve ao fato dela manter concentrações plasmáticas constantes de levodopa, por entregá-la diretamente no intestino, não precisando assim passar pelo estômago.

Vida renovada
O depoimento de um dos pacientes participantes desse estudo é marcante. Agricultor de 70 anos e sofrendo de DP há 16 anos, “estava indo de mal a pior”, diz ele descrevendo seu declínio, apesar dos ajustes frequentes de medicação. Mesmo com os medicamentos, ele começou a “cambalear ao caminhar” e se esforçava para falar e engolir. Ele estava frustrado por não poder aproveitar melhor o tempo com suas filhas e netas. Por isso, quando os pesquisadores anunciaram o estudo clínico com o Duopa, ele não perdeu a chance. “Eu me senti diferente de imediato”, diz ele de sua experiência no estudo de três anos.

Agora ele pode se locomover melhor, vestir-se mais facilmente, e ficar fora o dia inteiro cultivando seus 323 hectares. “Eu não sou tão bom quanto eu já fui [antes do Parkinson], mas eu estou danado de bom”, acrescenta.

Causa da doença
A Doença de Parkinson é causada pela morte progressiva de células produtoras de dopamina no cérebro. Além do tremor, lentidão e rigidez, ocorrem também sintomas não motores como deficit sensorial, dificuldades mentais ou problemas de sono. Para piorar, os músculos que controlam a digestão são afetados, e a absorção dos medicamentos fica comprometida.

Outro agravante é que após quatro ou seis anos de tratamento, cerca de 40% dos pacientes apresentam piora dos sintomas, acompanhados de um efeito colateral chamado discinesia, ou movimentos musculares involuntários.

Por volta dos nove anos, cerca de 90% dos pacientes sofrerão desses efeitos. Aprovado para uso nos EUA em janeiro de 2015, espera-se que o Duopa se popularize rapidamente. Fonte: Fármaco UFSC.

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